Últimos comentários

Olá querida amiga o ...

15/11/2011 @ 23:08:31
por Ana Lucia da Silveira Monteiro


Esse blog tb é maravilhoso parabens ...

03/09/2011 @ 19:07:43
por vanderlei de aragao macedo


O 1 Livro de Samuel, ...

26/10/2009 @ 18:50:14
por Maria Helena


Referente ao comentário feito por Maria ...

26/10/2009 @ 02:46:37
por rosanemerat


Heloísa Helena: Eu ando nos blogs do ...

16/10/2009 @ 13:40:40
por Maria Helena


Calendário

Janeiro 2012
DomSegTerQuaQuiSexSab
 << < > >>
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031    

Quem está conectado?

Membro: 0
Visitante: 1

Anúncio

Palavras-chave (tags)

Não há tags neste Blogs

rss Sindicação






Envie recados para seus amigos pelo site www.maniadescraps.com


21 Jan 2012 

Desde o princípio dos tempos, o homem classifica como extraordinário ou milagroso, fatos que ele ainda não tem como explicar. Etimologicamente, a palavra milagre significa: admirável, coisa extraordinária, surpreendente. No sentido teológico, é uma derrogação das leis da natureza.

Quando o véu que cobre o mistério é levantado em nome da ciência, o que era milagroso passa à conta de fato natural. Desde que um acontecimento possa ser reproduzido pela experimentação ou por qualquer outro método, deixa de possuir caráter sobrenatural.

Os milagres relatados no Evangelho, na sua maioria pertencem à ordem dos fenômenos psíquicos, isto é, têm como causa primária as faculdades e os atributos da alma.

Jesus, assim, não praticou milagres que não pudessem ser explicados racionalmente.

Em conclusão, podemos afirmar que não há milagres no sentido comum do termo, na acepção vulgar da palavra, porque tudo o que acontece é decorrente das leis eternas da criação, leis perfeitas e imutáveis, e Jesus na sua alta categoria espiritual, jamais iria derrogar leis; muito pelo contrário, quanto maior a evolução de um Espírito, maior é sua obediência à vontade do Pai.

Ele mesmo nos afirmou: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra. (João, 4: 34)

Enumeramos a seguir alguns fatos tidos como miraculosos que, explicados à luz da Ciência Espírita, são facilmente compreendidos:

A Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém

E quando se aproximaram de Jerusalém, e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, enviou então Jesus dois discípulos, dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte de vós, e logo encontrareis uma jumenta presa, e um jumentinho com ela; desprendei-a, e trazei-mos.(...) E indo os discípulos, e fazendo como Jesus lhes ordenara, trouxeram a jumenta e o jumentinho (...) (Mateus, 21: 1, 2, 6 e 7)

Nada apresentam de surpreendentes estes fatos, desde que se conheça o poder da dupla vista e a causa muito natural dessa faculdade. Jesus a possuía em grau elevado, e pode-se dizer que ela constituía o seu estado normal, conforme o atesta grande números de atos de sua vida, os quais hoje têm a explicá-los os fenômenos magnéticos e o espiritismo.

A Pesca Milagrosa (Lucas, 5: 1 a 7), A Vocação de Pedro, André, Tiago, João e Mateus (Mateus, 4: 9 e 18 a 22) igualmente se explicam pela dupla vista e acuidade do pensamento. Jesus não produziu peixes onde não os havia; ele os viu, com a vista da alma. Quando chama a si Pedro, André, Tiago, João e Mateus, é que lhes conhecia as disposições íntimas e sabia que eles o acompanhariam e que eram capazes de desempenhar a missão que tencionava confiar-lhes.

Cura dum Cego de Nascença

E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus. Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar(...) Tendo dito isto, cuspiu na terra, e com a saliva fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego. E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi pois, e lavou-se, e voltou vendo. (João, 9: 1 a 4, 6 e 7)

Notamos nesta passagem que os discípulos do Senhor já tinham, mesmo que errônea, uma idéia da reencarnação. Segundo Jesus, essa não era uma cegueira expiatória, mas fazia parte de um processo reencarnatório em bases de cooperação, para que se cumprisse o poder dado por Deus a Jesus. (Trataremos melhor este assunto, quando falarmos a respeito da Reencarnação)

Convém que eu faça as obras(...), enquanto é dia, a noite vem, quando ninguém pode trabalhar(...). Interpretadas ao pé da letra, estas palavras de Jesus são incoerentes. Jesus tinha poder para curar em qualquer hora, seja de dia ou de noite. O que Ele queria dizer com isto é que, se não quisermos sofrer as conseqüências das ações indevidas, temos que deixar Ele atuar em nós, enquanto é dia, ou seja, enquanto há possibilidade; porque a partir do momento em que agimos mal através do nosso livre-arbítrio, nos vinculamos a uma reação dolorosa que pode ser qualificada como noite, e noite escura de muitas trevas.

Quanto ao meio empregado para a sua cura, evidentemente aquela espécie de lama feita com saliva e terra nenhuma virtude podia encerrar, a não ser pela ação do fluido curativo de que fora impregnada. É assim que as mais insignificantes substâncias, como a água, por exemplo, podem adquirir qualidades poderosas e efetivas, sob a ação do fluido espiritual ou magnético, ao qual elas servem de veículo ou, se quiserem, de reservatório.

Ressurreições:

A filha de Jairo (Marcos, 5: 21 a 43) e o filho da viúva de Naim (Lucas, 7: 11 a 17)

Contrário seria às leis da Natureza e, portanto, milagroso, o fato de voltar à vida corpórea um indivíduo que se achasse realmente morto. Ora, não há mister se recorra a essa ordem de fatos, para ter-se a explicação das ressurreições que Jesus operou.

Se, mesmo na atualidade, as aparências enganam por vezes os profissionais, quão mais freqüentes não haviam de ser os acidentes daquela natureza, num país onde nenhuma precaução se tomava contra eles e onde o sepultamento era imediato. É , pois, de todo ponto provável que, nos dois casos acima, apenas síncope ou letargia houvesse. O próprio Jesus declara positivamente, com relação à filha de Jairo: “Esta menina – disse ele – não está morta, mas dorme”.

Dado o poder fluídico que ele possuía, nada de espantoso há em que esse fluido vivificante, acionado por uma vontade forte, haja reanimado os sentidos em torpor; que haja mesmo feito voltar ao corpo o Espírito, prestes a abandoná-lo, uma vez que o laço perispirítico ainda não se rompera definitivamente. Para os homens daquela época, que consideravam morto o indivíduo desde que deixara de respirar, havia ressurreição em casos tais; mas, o que na realidade havia era cura e não ressurreição, na acepção legítima do termo.

Aconselhamos a todos a leitura do capítulo XV do livro “A Gênese” de Kardec, de onde transcrevemos parte do texto acima.

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho

Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997

Site: www.autoresespiritasclassicos.com


rosanemerat · 2 vistos · 0 comentários
Categorias: ABC do Espiritismo
21 Jan 2012 


No livro Boa Nova, o Espírito Humberto de Campos nos faz o seguinte relato sobre o período que antecedeu a vinda do Mestre até nós:

Os historiadores do Império Romano sempre observaram com espanto os profundos contrastes na gloriosa época de Augusto.

Caio Júlio César Otávio chegara ao poder, (...), por uma série de acontecimentos felizes.(...)

Uma nova era principiara com aquele jovem enérgico e magnânimo. O grande império do mundo, como que influenciado por um conjunto de forças estranhas, descansava numa onda de harmonia e de júbilo, depois de guerras seculares e tenebrosas.(...)

(...) A paisagem gloriosa de Roma jamais reunira tão grande número de inteligências. É nessa época que surgem Virgílio, Horácio, Ovídio, Salústio , Tito Lívio e Mecenas, (...)

É que os historiadores ainda não perceberam, na chamada época de Augusto, o século do Evangelho ou da Boa Nova. Esqueceram-se de que o nobre Otávio era também homem e não conseguiram saber que, no seu reinado, a esfera do Cristo se aproximava da terra, numa vibração profunda de amor e de beleza. Acercavam-se de Roma e do mundo não mais Espíritos belicosos, como Alexandre ou Aníbal, porém outros que se vestiriam dos andrajos dos pescadores, para servirem de base indestrutível aos eternos ensinos do Cordeiro. Imergiam nos fluidos do planeta os que preparariam a vinda do Senhor e os que se transformariam em seguidores humildes e imortais dos seus passos divinos.(...)

Entre esses Espíritos, destaca-se a iluminada figura de Maria de Nazaré, que aceitou do Plano Maior da Vida a missão de ser a mãe daquele que o mundo conheceria como o “Salvador”.

Qualquer narrativa em torno da incomparável personalidade de Jesus, ou da evocação dos seus feitos insuperáveis, não pode prescindir de uma análise, superficial que seja, da terra onde ele viveu e do povo que a habitava.

Somente assim, se poderá compreender a posição por Ele assumida ante as transitórias governanças política e religiosa então vigentes, características desse povo sofredor, destemido e temente a Deus, que vivia num verdadeiro oásis de monoteísmo, situado num imenso deserto de politeísmo, no qual se desenvolveram as civilizações da antigüidade.

A Palestina, que literalmente significa “terra dos filisteus”, está encravada entre o Mediterrâneo, o Líbano, o deserto da Síria, na região denominada Oriente Próximo. Inicialmente, a sua localização geográfica a punha na encruzilhada das grandes e indispensáveis rotas comerciais, que levaram, na Ásia Menor, do Egito, à Mesopotâmia e à Arábia.

Graças a isso, experimentou sucessivas invasões dos egípcios, mesopotâmicos, persas e, por fim, dos romanos, que a destroçaram por largos séculos.

Pelos acontecimentos históricos que ali tiveram lugar, foi denominada como “Terra Santa” face às ocorrências bíblicas que lhe deram notoriedade, unindo fatos e revelações humanas, como espirituais, igualmente por se tornar o lugar de nascimento de Jesus.

A Judéia e os hebreus ofereciam todos os requisitos para o sucesso da missão salvacionista de Jesus. O Velho Testamento sempre considerou o povo judeu como eleito para o advento do Messias prometido.

Com o nascimento do menino Jesus, há como que uma comunhão direta do céu com a terra.

Esse é um momento especial de sua missão ininterrupta. Nasce e cresce no seio de um povo e de uma raça que sempre se caracterizou pela crença no Deus único e que já havia merecido a presença de adiantados Espíritos preocupados em reafirmar ao povo antigas crenças no seu Deus, fé inabalável, transmitindo-lhe adiantada legislação de ordem moral e civil e constantes advertências através do profetismo.

Desde seu aparecimento na Terra, até sua volta aos Páramos Celestes, Jesus, o Cristo anunciado e esperado durante séculos, ensinou aos homens as leis de Deus, usando diferentes métodos e formas, mas especialmente através da exemplificação.

Seu nascimento na manjedoura, nos diz Emmanuel: assinalava o ponto inicial da lição salvadora do Cristo, como a dizer que a humildade representa a chave de todas as virtudes.[1] Seu crescimento, no seio da família é exemplo de obediência aos pais; sua sabedoria já é destaque aos doze anos, e aos trinta inicia publicamente sua missão, que se desenvolve por três anos; e nos momentos derradeiros dá mostra de submissão aos desígnios do Pai, aceitando uma crucificação injusta e infamante, como a nos definir que, se quisermos ressurgir como Espíritos em glória, temos que aceitar o momento difícil e solitário da crucificação.

Ainda durante a sua vida terrena, mostra o poder e o amor de Deus, o criador de todas as coisas, e, que amar ao próximo como a si mesmo é o maior de todos os mandamentos.

Com sua autoridade incontestável, mostra o sentido exato das leis divinas, contrariando usos e costumes do povo hebreu, quando estes não estavam de acordo com o objetivo maior da vida.

Seu poder e domínio sobre a matéria visível e sobre os fluidos são continuamente evidenciados nas mais diferentes curas de cegos paralíticos e de variadas doenças físicas. Sua hierarquia espiritual é incontestável ao expulsar demônios (espíritos rebeldes), curar possessos, e ao impor respeito e autoridade moral a legiões de espíritos inferiores, maus e perseguidores. Seus métodos de ensino e transferência de conhecimentos são modernamente conhecidos como os mais eficazes nos campos psicológico e didático, utiliza o exemplo, a palavra, os fenômenos e os elementos da natureza. Sua linguagem é apropriada aos ouvintes e às circunstâncias. A parábola e as experiências mais conhecidas de todos são continuamente utilizadas em suas prédicas. Demonstrou que o importante não era vencer no mundo, mas vencer o mundo. Estar aqui, mas sem ser daqui.

Sua mensagem, como enviado de Deus, imortalizou-se para beneficiar toda a Humanidade. Ao contrário dos valores vivenciados pelos homens, sua força extraordinária é constituída pela bondade, pela humildade, pela paciência , pelo amor e pela fé absoluta no Poder Supremo.

Em lugar de amigos poderosos, recrutou homens simples, sinceros e humildes, com os quais contou para universalizar sua mensagem. Assim continua a falar, através do seu Evangelho de amor, aos discípulos de ontem e de hoje, aos mansos, aos que têm puro o coração, aos misericordiosos e aos pacificadores.

Para a generalidade dos estudiosos, o Cristo permanece tão somente situado na história, modificando o curso dos acontecimentos políticos do mundo; para a maioria dos teólogos, é simples objeto de estudo, nas letras sagradas, imprimindo novo rumo às interpretações da fé; para os filósofos, é o centro de polêmicas infindáveis; e para a multidão dos crentes inertes, é o benfeitor providencial nas crises inquietantes da vida comum

Todavia, quando o homem percebe a grandeza da “Boa Nova”, compreende que o Mestre não é apenas o legislador da crença, o reformador da civilização, o condutor do raciocínio ou o doador de facilidades terrestres, mas também, acima de tudo, o renovador da vida de cada um..

 


Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho

Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997

Site: www.autoresespiritasclassicos.com


rosanemerat · 2 vistos · 0 comentários
Categorias: ABC do Espiritismo
21 Jan 2012 

Allan Kardec inicia o livro “O Evangelho segundo o Espiritismo” propondo uma divisão em cinco partes, as matérias contidas nos Evangelhos: Os atos comuns da vida do Cristo, os milagres; as predições; as palavras que foram tomadas pela igreja para fundamento de seus dogmas; e o ensino moral. Continua ele: As quatro primeiras têm sido objeto de controvérsias; a ultima porém, conservou-se constantemente inatacável.[1]

E podemos com certeza afirmar que, se a preocupação com a parte moral tivesse sido prioritária quando da análise dos textos evangélicos, a Humanidade já teria progredido muito mais, e o mundo que habitamos já faria parte dos planos mais evoluídos da criação.

Mas na realidade, qual é o conceito desta tão discutida moral?

Segundo o dicionário, moral é o conjunto de regras que constituem o bom costume. Baseado neste pequeno conceito, vemos que o entendimento do que é moral evolui com o evoluir dos homens, porque o que é um bom costume hoje, pode não ser assim considerado amanhã. Desta forma, moral pode ser entendido como sinônimo de ética, o que para nós, não é verdade.

O verdadeiro conceito de moral para nós é dado pelos Espíritos na questão 629 de “O Livro dos Espíritos”, quando nos afirmam que a vivência moral está vinculada à observância da Lei de Deus, e esse é na essência o entendimento de moral segundo nos ensinou o “Mestre dos Mestres”: Jesus.

A Moral Cristã está toda baseada no entendimento do que seja Deus, Sua Lei, e na fraternidade decorrida do entendimento real da relação Criador-criatura.

Deus é entendido pelo Cristo, como Pai. E segundo João nos afirma no capítulo 4 de sua 1ª epístola, Deus é amor, e continua ele: Se alguém diz eu amo a Deus, e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? (I João, 4: 8 e 20)

Entendido Deus, e sua relação conosco , temos a chave da compreensão de toda a moral cristã. Por isso, a insistência do Mestre para que nos amássemos uns aos outros, resumo de todos os seus ensinamentos. Moral, segundo o Cristo, é ver em primeiro lugar o interesse do próximo, entendendo como tal, todo aquele que precisa de nós, como nos mostra na Parábola do Samaritano, é dizermos não ao personalismo, é trabalhar não pensando no nosso bem estar, mas em quantos podemos beneficiar com o nosso trabalho.

Quando alguém lhe pedir o vestido, dê-lhe também a capa.

Se alguém te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.

Ame o vosso inimigo.

Ore pelo que vos persegue.

Se amardes somente os que vos amam, que galardão havereis?

Faze isso, e viverás, porque aquele que permanecer na minha palavra será meu discípulo, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

E para concluir, ficamos com a visão madura de Joanna de Ângelis:

Jesus se preocupa com a perfeição íntima, ética, intransferível dos homens, conclamando-os a realizarem o “Reino de Deus” interiormente, numa elaboração otimista.

Certamente, a moral cristã ainda não colimou os seus objetivos elevados, conquanto os vinte séculos passados. Todavia, diante dos esforços do Direito e da acentuada luta pacífica das organizações mundiais, a Moral, em diversas apreciações tornadas legais, sancionadas por governos e povos, atingirá, não obstante as dificuldades e transições do atual momento histórico, o seu fanal nos dias do porvir, propondo ao homem moderno, na moderação e eqüidade, nos costumes corretos, aceitos pelo comportamento das gerações passadas, a vivência do máximo postulado do Cristo, sempre sábio e atual: “Fazer ao próximo o que desejar que este lhe faça”, respeitando e respeitando-se, para desfrutar a consciência apaziguada e viver longos dias de harmonia na terra, com felicidade espiritual depois da destruição dos tecidos físicos pelo fenômeno da morte.[2]

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho

Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997

Site: www.autoresespiritasclassicos.com

14 Jan 2012 

Evolução da idéia de Deus

É de todos os tempos a crença em uma entidade superior.
Na questão n° 6 de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec pergunta aos Espíritos, se esse sentimento íntimo que temos da existência de Deus, não é fruto da educação que recebemos. Eles respondem que não: “Se assim fosse, por que existiria nos vossos selvagens esse sentimento ?”
Já no homem primitivo, naquele momento em que podemos chamar de “horizonte agrícola”, ou seja, o mundo das primeiras formas sedentárias de vida social, vemos duas formas gerais de racionalização do universo: a concepção da Terra-Mãe e a do Céu-Pai. O céu é o deus-pai, que fecunda a terra, deusa-mãe.
Na civilização egípcia, há uma inversão de posições; o céu é a mãe e a terra é pai. Isso se dá devido à maior importância da terra ou do céu para a vida das tribos.
Com o desenvolvimento mental do homem, há um progresso natural da divindade, e o surgimento da mitologia popular, impregnada de magia.
Num outro momento, encontramos a primeira forma de religião antropomórfica, conseqüência da experiência concreta do culto dos ancestrais: deuses-lares, manes e deuses-locais, como os deuses dos “nomos” egípcios, ou seja, das regiões do antigo Egito.
Esse entendimento humano de vários deuses, neste momento evolutivo, é explicado por Kardec na questão 521 de “O Livro dos Espíritos”, como uma confusão feita pelos antigos, dos espíritos com o próprio Criador: Os antigos fizeram, desses Espíritos, divindades especiais. As musas não eram senão a personificação alegórica dos Espíritos protetores das ciências e das artes, como os deuses Lares e Penates, simbolizavam os Espíritos protetores da família.(...)
Emmanuel, o iluminado guia de Chico Xavier, conta em seu livro, A Caminho da Luz, que já no antigo Egito, sabia-se da existência do Deus-Único:
Nos círculos esotéricos, onde pontificava a palavra esclarecida dos grandes mestres de então, sabia-se da existência do Deus Único e Absoluto, Pai de todas as criaturas, e Providência de todos os seres, mas os sacerdotes conheciam igualmente, a função dos Espíritos prepostos de Jesus, na execução de todas as leis físicas e sociais da existência planetária (...)
Desse ambiente reservado de ensinamentos ocultos, partiu então, a idéia politeísta dos numerosos deuses(...)
Mas foi em Moisés, na sua qualidade de mensageiro Divino, que vimos pela primeira vez a popularização da idéia do Deus Único. Voltemos ao livro já citado de Emmanuel:
Todas a raças da Terra devem aos judeus esse benefício sagrado, que consiste na revelação do Deus Único, Pai de todas as criaturas e Providência de todos os seres.
O Grande legislador dos hebreus trouxera a determinação de Jesus, com respeito à simplificação das fórmulas iniciáticas, para compreensão geral do povo. A missão de Moisés foi tornar acessíveis ao sentimento popular as grandes lições que os demais iniciados eram compelidos a ocultar.
Apesar da grandeza espiritual do líder hebreu, a inferioridade do povo daquela época, fez a necessidade de um entendimento humanizado de Deus, conforme vemos nos textos do Velho Testamento, onde o Criador é tratado como vingativo, sanguinário; o verdadeiro “Senhor dos Exércitos”.
A história de certa forma se repete com Jesus:
Desce dos Planos Maiores da Espiritualidade, aquele que é o Espírito mais evoluído que já pisou neste planeta, trazendo a idéia mais clara a respeito de Deus: Pai de toda a Humanidade.
O Deus do entendimento do Cristo não é o déspota zeloso e parcial, mas o Pai que acolhe a todos com sua infinita Misericórdia.
Ele está presente no amor do “Samaritano”, na recuperação daquela que era obsidiada por “Sete demônios” e na conversão de Saulo de Tarso.
Mas os “ditos cristãos” fizeram Dele, um ser à imagem e semelhança do homem. Novamente o ser vingativo que mandava queimar quem não seguisse seus preceitos, um ser misterioso, complicado, envolvido no “mistério da santíssima trindade”, que ninguém até hoje conseguiu entender.
Por isso, coube ao Espiritismo explicar, à luz da ciência e com a simplicidade dos verdadeiros Cristãos, o entendimento real do Criador.


Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997
Site: www.autoresespiritasclassicos.com

rosanemerat · 2 vistos · 0 comentários
Categorias: ABC do Espiritismo
14 Jan 2012 

As revoluções comercial e industrial trouxeram para Humanidade um grande desenvolvimento tecnológico e científico, mas também uma grande mudança na maneira de pensar.
A fé e a existência de Deus passaram a ser questionadas, buscando uma lógica e um bom senso apoiado nestas mudanças realizadas.
A igreja, que até então era a dona da verdade, começava a ser desmentida pelos fatos. A idéia da criação em sete dias de 24 horas, o aparecimento do homem na Terra há 4.000 anos antes de Cristo já não tinha apoio científico, e as divergências da moral pregada e da moral praticada começava a jogar por terra a existência de Deus, e o materialismo passou a se tornar uma tendência crescente entre os homens.
É nesse momento de amadurecimento da Humanidade, que os Espíritos nos induzem a ter a verdadeira compreensão de Deus.
A questão é tão importante para a formação de uma nova mentalidade, que o Codificador dedica todo o primeiro capítulo da primeira parte de O Livro dos Espíritos a um estudo sobre Deus, aprofundando o tema mais tarde em vários artigos da Revista Espírita e em outras obras de sua autoria.
Allan Kardec trata o tema com tanta competência que, já na primeira pergunta de “O livro dos Espíritos”, questiona: “O que é Deus ?”
Notamos sua sabedoria já no formular da questão; a pergunta é “O que é Deus”, e não “Quem é Deus”. Desta forma, o grande pensador francês tirou a idéia de personalidade e individualidade do Criador, pensamento este muito bem desenvolvido pelo filósofo italiano Pietro Ubaldi em sua obra A Grande Síntese, quando estuda a idéia do Monismo.
É então que os Espíritos nos respondem: Deus é a Inteligência Suprema, Causa primária de todas as coisas, nos mostrando o caráter de Criador do Ser Supremo. Tudo o que existe veio Dele, ou seja, Ele é a Causa primária, ou primeira (como querem alguns), de tudo o que existe. E para mostrar aos intelectuais de então que esta afirmativa tem base científica, os Espíritos nos esclarecem sobre a prova da existência de Deus: um axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa, esta é a prova da existência de Deus. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.
Portanto, se há uma casa em algum lugar, alguém a construiu, se existe uma determinada música, houve um compositor que a fez. Desta forma, procuremos o que não pode ser obra do homem, e veremos que houve uma Entidade Superior que assim a fez.
Não importa, como diz o próprio Codificador em seu livro Obras Póstumas, se chamamos essa Causa Primária de Deus, Jeová, Alá, Brama, Fo-Hi, Grande Espírito, etc. O que temos que ver é que se os efeitos são inteligentes, é sinal que a causa é inteligente. E é devido à perfeição dos efeitos que os Espíritos nos mostram ser Deus, não um ser inteligente, mas, a Inteligência Suprema.
Uma outra questão tratada pelo Codificador que devemos aqui lembrar, é a da natureza divina. Pode o homem ver Deus? Entender a sua intimidade ? E ele responde no item 8, do capítulo 2, do livro “A Gênese”:
Não é dado ao homem sondar a natureza íntima de Deus. Para compreendê-lo, ainda nos falta o sentido próprio que só se adquire por meio de completa depuração do Espírito. Mas se não pode penetrar na essência de Deus, o homem, desde que aceite como premissa a sua existência, pode pelo raciocínio, chegar a conhecer-lhe os atributos necessários, porquanto, vendo o que ele absolutamente não pode ser, sem deixar de ser Deus, deduz daí o que ele deve ser.

Atributos Divinos

Deus é eterno. Se tivesse tido começo, alguma coisa havia existido antes dele, ou ele teria saído do nada, ou então, um ser anterior o teria criado. É assim que, degrau a degrau, remontamos ao infinito na eternidade.
É imutável. Se tivesse sujeito à mudança, nenhuma estabilidade teriam as leis que regem o Universo.
É imaterial. Sua natureza difere de tudo a que chamamos matéria, pois do contrário, ele estaria sujeito às flutuações e transformações da matéria e, então, já não seria imutável.
É único. Se houvesse muitos Deuses, haveria muitas vontades e, nesse caso, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo.
É onipotente. Se ele não dispusesse de poder soberano, alguma coisa ou alguém haveria mais poderoso do que Ele; não teria feito todas as coisas e as que ele não houvesse feito seriam obra de outro Deus, então Ele não seria único.
É soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis divinas se revela nas mínimas coisas como nas maiores e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça, nem da sua bondade. A soberana bondade implica a soberana justiça, porquanto se Ele procedesse injustamente ou com parcialidade numa só circunstância que fosse, ou com relação a uma só das criaturas, já não seria soberanamente justo, e em conseqüência, já não seria soberanamente bom.
Deus é infinito em todas as suas perfeições. Se O supuséssemos imperfeito em um só de seus atributos, se Lhe tirássemos a menor parcela de eternidade, de imutabilidade, de imaterialidade, de unidade, de onipotência, de justiça e de bondade, poderíamos imaginar um ser que possuísse o que lhe faltasse, e esse ser, mais perfeito do que ele, é que seria Deus.
Para finalizar, gostaríamos de lembrar de um outro ponto tratado pelos Espíritos, quando respondem a questão 536 de O Livro dos Espíritos: (...) Deus não exerce ação direta sobre a matéria (...), como a definir para todos nós que o Criador tem em seus Filhos já mais evoluídos, verdadeiros co-criadores a auxiliá-Lo na execução de Suas Leis.

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997
Site: www.autoresespiritasclassicos.com

rosanemerat · 2 vistos · 0 comentários
Categorias: ABC do Espiritismo
14 Jan 2012 

Conceito de Lei: Regra de direito ditado pela autoridade estatal e tornada obrigatória para manter numa comunidade a ordem e o desenvolvimento.
O que é a Lei de Deus?
Também chamada Lei Divina ou Natural, é a Lei com a qual o Criador regula o funcionamento do Universo. Deus criou esta Lei , como a nos indicar o que devemos ou não fazer. É Lei natural, porque é a tendência natural da criatura respeitar esta Lei, e só somos felizes quando estamos em acordo com Ela.
É eterna e imutável como o próprio Deus; se assim não fosse não seria obra de Deus, e geraria o maior transtorno nas relações universais.
Segundo os Espíritos, respondendo a questão 621 de O Livro dos Espíritos, ela está gravada na consciência de cada um de nós. E podemos afirmar que isto assim se realiza desde o princípio da nossa existência, sendo este o porquê de estarmos sempre buscando a nossa evolução, através do aperfeiçoamento de nós mesmos.
O Criador, que é todo Sabedoria, ao criar esta Lei, instituiu a mecânica de equilíbrio do Universo. Quando desrespeitamo-la, não desequilibramos nada, a não ser nós mesmos (porque um desequilíbrio do microcosmo não pode alterar o macrocosmo), e desta forma somos induzidos a voltar à observância da Lei, pelos mecanismos da mesma. É o que chamamos de Lei de Causa e Efeito que, segundo orientação de nossos mentores da espiritualidade, é uma subdivisão da grande Lei.
Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o autor de tudo(...), afirmam os Espíritos na questão 617 de O Livro dos Espíritos, e continuam: O sábio estuda as leis da matéria, o homem de bem estuda e pratica as da alma.
Vem daí o próprio entendimento do que seja moral. Na questão 629 do livro citado, vemos a seguinte afirmativa: A moral é a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal. Funda-se na observância da Lei de Deus(...).
Em todos os tempos, Deus enviou até nós, mensageiros com a missão de nos fazer lembrar de suas leis. Moisés, Buda, Lao Tsé, entre outros, fizeram parte destes. Mas é em “Jesus” que vemos o modelo e o tipo mais perfeito que temos condição de aspirar na Terra, e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor.
Mas podemos nos perguntar: se o bem é a tendência natural, porque existe o mal? Não poderia Deus ter criado a Humanidade em melhores condições?
Deixamos a resposta com os Espíritos na questão 634 do já citado livro:
Já te dissemos: os Espíritos foram criados simples e ignorantes. Deus deixa que o homem escolha o caminho. Tanto pior para ele, se toma o caminho mau: mais longa será sua peregrinação. Se não existissem montanhas, não compreenderia o homem que se pode subir e descer; se não existissem rochas, não compreenderia que há corpos duros. É preciso que o Espírito ganhe experiência; é preciso, portanto, que conheça o bem e o mal. Eis por que se une ao corpo.
Como vimos, o mal não é criação divina, mas opção do homem quando se afasta de Deus, no seu incerto caminhar. E como conseqüência, o Arquiteto do Universo, na sua infinita Misericórdia, permite que o mal cure o mal, trazendo o homem de retorno à Ele.
Concluindo: podemos dizer que, como afirmam os Espíritos na questão 648 de “O Livro dos Espíritos”, a subdivisão da Lei Divina em outras leis pode ser usada, mas não em caráter absoluto, e sim com finalidades didáticas, porque, na verdade, toda a Lei está contida na máxima evangélica: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.” – Jesus (João, 13: 34)

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997
Site: www.autoresespiritasclassicos.com

rosanemerat · 3 vistos · 0 comentários
Categorias: ABC do Espiritismo

1, 2, 3 ... 19 ... 37  Próxima página