Mar/13/2010
Eu não Merecia
Assumir total responsabilidade por todas as coisas que acontecem em nossa
vida, incluindo sentimentos e emoções, é um passo decisivo em direção a nossa
maturidade e crescimento interior.
A tendência em acusar a vida, as pessoas, a
sociedade, o mundo enfim, é tão antiga quanto o gênero humano; e muitos de nós
crescemos aprendendo a raciocinar assim, censurando todos e tudo, nunca
examinando o nosso próprio comportamento, que na verdade decide a vida em nós e
fora de nós.
Assimilamos o "mito de vitimismo"
nas mais remotas religiões politeístas, vivenciadas por todos nós durante as
várias encarnações, quando os deuses temperamentais nos premiavam ou castigavam
de conformidade com suas decisões arbitrárias. Por termos sido vítimas nas mãos
dessas divindades, é que passamos a usar as técnicas para apaziguar as iras
divinas, comercializando favores com oferendas a Júpiter no Olimpo, a Netuno
nas atividades do oceano, a Vênus nas áreas afetivas e a Plutão, deus dos
mortos e dos infernos.
Aprendemos a justificar com desculpas
perfeitas os nossos desastres de comportamento, dizendo que fomos desamparados
pelos deuses, que a conjunção dos astros não estava propícia, a lua era
minguante e que nascemos com uma má estrela.
Ainda muitos de nós acreditamos ser vítimas
do pecado de Adão e Eva e da crença de um deus judaico que privilegia um povo e
despreza os outros, surgindo assim a idéia da hegemonia divina das nações.
As pessoas que acreditam ser "vítimas
da fatalidade" continuam a apontar o mundo exterior como culpado dos seus
infortúnios. Recusam absolutamente reconhecer a conexão entre seus modos de
pensar e os acontecimentos exteriores. São influenciadas pelas velhas crenças e
se dizem prejudicadas pela força dos hábitos, pelas cargas genéticas e pela
forma como foram criadas, afirmando que não conseguem ser e fazer o que querem.
Não sabem que são arquitetos de seu destino, nem se conscientizam de que o
passado determina o presente, o qual, por sua vez, determina o futuro.
A vítima sente-se impotente e indefesa em
face de um destino cruel. Sem força nem capacidade de mudar, repetidas vezes
afirma: "Eu não merecia isso", "A vida é injusta comigo",
nunca lhe ocorrendo, porém, que o seu jeito de ser é que materializa pessoas e
situações em sua volta.
Defendem seus gestos e atitudes infelizes
dizendo: "Meus problemas são causados por meu lar", "Os outros
sempre se comportam desta forma comigo". Desconhecem que as causas dos
problemas somos nós e que, ao renascermos, atraímos esse lar para aprendermos a
resolver nossos conflitos. São os nossos comportamentos interiores que
modificam o comportamento dos outros para conosco. Se somos, pois,
constantemente maltratados é porque estamos constantemente nos maltratando e/ou
maltratando alguém.
Ninguém pode fazer-nos agir ou sentir de
determinada maneira sem a nossa permissão. Outras pessoas ou situações poderão
estimular-nos a ter certas reações, mas somente nós mesmos determinaremos quais
serão e como serão essas reações. As formas pelas quais reagimos foram moldadas
pelas experiências em várias vidas e sedimentadas pela força de nossas crenças
interiores – mensagens gravadas em nossa alma.
Portanto, precisamos assumir o comando de
nossa vida e sair do posicionamento infantil de criaturas mimadas e frágeis,
que reclamam e se colocam como "vítimas do destino”.
Admitir a real responsabilidade por nossos
atos e atitudes é aceitar a nossa realidade de vida - as metas que alteram a
sina de nossa existência. Em vez de atribuirmos aos outros e ao mundo nossas
derrotas e fracassos, lembremo-nos de que "as vicissitudes da vida têm,
pois, uma causa, e, uma vez que Deus é justo, essa causa deve se justa".
Hammed - Renovando Atitudes
Médium Francisco do Espírito Santo Neto
Site: Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec
Sindicação
26/10/2009 @ 18:50:14
por Maria Helena
Referente ao comentário feito por Maria ...
26/10/2009 @ 02:46:37
por rosanemerat
Heloísa Helena: Eu ando nos blogs do ...
16/10/2009 @ 13:40:40
por Maria Helena
Bom Dia Maria Helena! Respondendo a você. Peço ...
08/10/2009 @ 15:01:51
por Heloisa Helena
Bom dia. A respeito do artigo ...
04/10/2009 @ 04:52:14
por FLAVIO FONSECA