Últimos comentários

Olá querida amiga o ...

15/11/2011 @ 23:08:31
por Ana Lucia da Silveira Monteiro


Esse blog tb é maravilhoso parabens ...

03/09/2011 @ 19:07:43
por vanderlei de aragao macedo


O 1 Livro de Samuel, ...

26/10/2009 @ 18:50:14
por Maria Helena


Referente ao comentário feito por Maria ...

26/10/2009 @ 02:46:37
por rosanemerat


Heloísa Helena: Eu ando nos blogs do ...

16/10/2009 @ 13:40:40
por Maria Helena


Calendário

Maio 2012
DomSegTerQuaQuiSexSab
 << < > >>
  12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Quem está conectado?

Membro: 0
Visitante: 1

Anúncio

Palavras-chave (tags)

Não há tags neste Blogs

rss Sindicação






Envie recados para seus amigos pelo site www.maniadescraps.com


19 Maio 2012 


EVOLUÇÃO DO PRINCÍPIO INTELIGENTE

A existência do princípio espiritual é uma realidade; do mesmo modo que podemos demonstrar a realidade da matéria, pelos efeitos demonstramos a existência do princípio espiritual, pois sem ele, o próprio Criador não teria razão de ser. Como entender um ser superior, com atributos superiores, a governar somente sobre a matéria? Como compreender que a Inteligência Suprema, que é a própria Sabedoria, iria criar seres inteligentes, sensíveis, e depois lançá-los ao nada, após alguns anos de sofrimento sem compensações, e deleitar-se com a sua criação como faz um artista menor.

Sem a sobrevivência do ser pensante, os sofrimentos da vida seriam, da parte de Deus, uma crueldade sem objetivo.

Por ser uma centelha divina, e possuir a imortalidade em sua intimidade, é inata no homem a idéia da perpetuidade do ser pensante, e essa perpetuidade seria inútil, não fosse a evolução. Evolução essa que fica clara na resposta dada pelos espíritos a Kardec na questão 607 de “O Livro dos Espíritos”. Quando questionados sobre a origem dos Espíritos, nos afirmam que antes de conquistar as faculdades inerentes ao homem atual, o Espírito estagia numa série de existências que precedem o período a que chamamos humanidade, e continuam: Já não dissemos que tudo em a natureza se encadeia e tende para a unidade? Nesses seres, cuja totalidade estais longe de conhecer, é que o princípio inteligente se elabora, e individualiza pouco a pouco e se ensaia para a vida, conforme acabamos de dizer. É de certo modo, um trabalho preparatório, como o da germinação, por efeito do qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito.

Martins Peralva, no livro “O Pensamento de Emmanuel”, narra, desta forma, a longa viagem feita pela mônada divina, ou princípio espiritual:

Na fase preambular, a mônada luminosa, que mais tarde será Espírito, ser inteligente, vai sendo envolvida, como energia divina, em fluidos pesados. Perde sua luminosidade, condensa-se no reino mineral.

Energia -Suas transformações

a) Condensada, na pedra;

b) Incipiente, na planta;

c) Primária nos irracionais

d) Contraditória, nos homens de mediana evolução

e) Excelsa, nas almas sublimadas

Peralva, ainda na obra citada, exibe um gráfico que foi transmitido ao médium Chico Xavier pelo seu mentor Emmanuel nos orientando sobre a trajetória evolutiva do ser espiritual.

A palavra “estágio”, na linha horizontal, significa séculos e milênios nas faixas respectivas; a palavra “evolução”, na vertical, a marcha ascensional, a transição de uma para outra faixa evolutiva.

Assim ajustando-se às vibrações dos minerais, em cujo berço hibernam por milhões e milhões de anos, as “mônadas luminosas” são trabalhadas nos padrões da atração, preparando-se para novas conquistas, em termos de “sensação” no campo dos vegetais.

Os reinos mineral e vegetal, como institutos de recepção da onda criadora da vida, preparam as bases de onde os elementos espirituais partem para as faixas animais em que o instinto, trabalhando o seu psiquismo, os habilitam, lenta e gradativamente, para o ingresso nas trilhas da humanidade, onde, já usufruindo de “pensamento contínuo” elaboram em processo crescente, os valores da razão e da inteligência.

Concluindo, deixamos a palavra com o nosso mentor André Luiz, segundo psicografia de Waldo Vieira, no livro Evolução em Dois Mundos:

É assim que dos organismos monocelulares aos organismos complexos, em que a inteligência disciplina as células, colocando-as a seu serviço, o ser viaja no rumo da elevada destinação que lhe foi traçada do Plano Superior, tecendo com os fios da experiência a túnica da exteriorização, segundo o molde mental que traz consigo, dentro das leis de ação, reação e renovação em que mecaniza as próprias aquisições, desde o estímulo nervoso à defensiva imunológica, construindo o centro coronário, no próprio cérebro, através da reflexão automática de sensações e impressões, em milhões e milhões de anos, pelo qual, com o Auxílio das Potências Sublimes que lhe orientam a marcha, configura os demais centros energéticos do mundo íntimo, fixando-os na tessitura da própria alma.

Contudo, para alcançar a idade da razão, com o título de homem, dotado de raciocínio e discernimento, o ser, automatizado em seus impulsos, na romagem para o reino angélico, despendeu para chegar aos primórdios da época quaternária, em que a civilização elementar do sílex denuncia algum primor de técnica, nada menos de um bilhão e meio de anos. Isso é perfeitamente verificável na desintegração natural de certos elementos radioativos na massa geológica do globo. E entendendo-se que a Civilização aludida floresceu há mais ou menos duzentos mil anos, preparando o homem, com a benção do Cristo, para a responsabilidade, somos induzidos a reconhecer o caráter recente dos conhecimentos psicológicos, destinados a automatizar na constituição fisiopsicossomática do espírito humano as aquisições morais que lhe habilitarão a consciência terrestre a mais amplo degrau de ascensão à Consciência Cósmica.

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho

Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997

Site: www.autoresespiritasclassicos.com

Livros: Temas da Atualidade - Artigo de Honório Abreu: Evolução

Evolução em Dois Mundos, págs. 35 e 36.


rosanemerat · Não há vista · 0 comentários
Categorias: ABC do Espiritismo
19 Maio 2012 

Segundo Pitágoras, “... a evolução material dos mundos e a evolução espiritual das almas são paralelas, concordantes, explicam-se uma pela outra. A grande alma, espalhada na Natureza, anima a substância que vibra sob seu impulso, e produz todas as formas e todos os seres. Os seres conscientes, por seus longos esforços, desprendem-se da matéria, que dominam e governam a seu turno, libertam-se e aperfeiçoam-se através das existências inumeráveis. Assim o invisível explica o visível, e o desenvolvimento das criações é a manifestação do Espírito Divino”.

Conforme a ciência oficial, quando o clima da terra se amenizou, em princípios do Mioceno (uma das quatro grandes divisões da Era Terciária, isto é, o período geológico que antecedeu o atual), surgiram os primeiros seres do qual descende o homem atual. Entre estes últimos, (que conseguiram se erguer), prevaleceu um tipo, mais ou menos a 25 milhões de anos, e que era positivamente um símio.

E os tipos foram evoluindo até que, mais ou menos há um milhão e meio de anos, surgiram as espécies mais aproximadas do tipo humano.

Na Ásia, na África e na Europa foram descobertos esqueletos de antropóides (macacos semelhantes ao homem) não identificados.

Nas camadas do Pleistoceno inferior, também chamado paleolítico (período antigo da pedra lascada), e no Neolítico (era da pedra polida) vieram à luz instrumentos, objetos e restos de dentes, ossos e chifres, cada vez melhor trabalhados.

Em 1807 surgiu em Heidelberg um maxilar inferior e em Piltdow (Inglaterra) um crânio e uma mandíbula um tanto diferentes dos tipos antropóides; até que finalmente surgiram esqueletos inteiros desses seres, permitindo melhores exames e conclusões.

Primeiramente, surgiram criaturas do tamanho de um homem, que andavam de pé, tinham cérebro pouco desenvolvidos e que foram chamadas Pitecantropos e que viveram entre 550 e 200 mil anos atrás. Em seguida surgiu o Sinantropos, ou Homem de Pekin, de cérebro também muito precário. Mais tarde surgiram tipos, de cérebro mais evoluído que viveram de 150 a 35.000 anos atrás e que foram chamados de Homens de Solo (na Polinésia); de Florisbad (na África); da Rodésia (na África) e o mais generalizado de todos, chamado de Homem de Neandertal (no centro da Europa) e cujos restos em seguida foram também encontrados nos outros continentes.

Como possuíam cérebro bem maior, foram chamados “Homos Sapiens”, conquanto tivessem ainda muitos sinais de deficiências em relação à fala, à associação de idéias e à memória.

E por fim, foram descobertos os tipos já bem desenvolvidos chamados de “Homus Sapiens sapiens”, isto é, “homens verdadeiros”.

Emmanuel, em comunicação dada em 1937, pelo médium Chico Xavier, diz que:

O processo portanto, da evolução anímica se verifica através de vidas cuja multiplicidade não se pode imaginar, nas nossas condições de personalidades relativas, vidas essas que não se circunscrevem ao reino hominal, mas que representam o transunto das várias atividades em todos os reinos da natureza.

Todos aqueles que estudaram os princípios de inteligência dos considerados absolutamente irracionais, grandes benefícios produziram, no objetivo de esclarecer esses sublimados problemas, do drama infinito do nosso progresso pessoal.

O princípio inteligente, para alcançar as cumiadas da racionalidade, teve de experimentar estágios outros de existências nos planos da vida. E os protozoários são embriões de homens, como o selvagem das regiões ainda incultas são o embrião dos seres angélicos (...)

O macaco, tão carinhosamente estudado por Darwin nas suas cogitações filosóficas e científicas, é um parente próximo das criaturas humanas, falando-se fisicamente, com seus pronunciados laivos de inteligência; mas a promoção do princípio espiritual do animal à racionalidade humana se processa fora da terra, dentro de condições e aspectos que não posso vos descrever, dada a ausência de elementos analógicos para as minhas comparações.

Como vimos anteriormente, este processo de estágio do princípio inteligente nos reinos inferiores é demorado, chegando a levar séculos e milênios para passar de uma fase a outra; sendo ainda necessário que esta “promoção” seja processada em vários planetas, que, como nos afirma Emmanuel, não podemos ainda entender, devido ao primarismo de nossa evolução espiritual.

Quando cessou o trabalho de integração de espíritos animalizados nesses corpos fluídicos e terminaram sua evolução, o planeta se encontrava nos fins de seu terceiro período geológico e já oferecia condições de vida favoráveis para seres humanos encarnados.

Iniciou-se, então, essa encarnação nos homens primitivos, que a tradição esotérica também registrou da seguinte maneira: espíritos habitando formas mais consistentes, já possuidores de mais lucidez e personalidade, porém fisicamente ainda fora dos padrões da humanidade atual.

Mas o tempo transcorreu em sua inexorável marcha e o homem, a poder de sofrimentos indizíveis e penosíssimas experiências de toda sorte, conseguiu superar as dificuldades dessa época tormentosa.

Acentuou-se em conseqüência, o progresso da vida humana no orbe, surgindo as primeiras tribos de gerações mais aperfeiçoadas, compostas de homens de porte agigantado, cabeça melhor conformada e mais ereta, braços mais curtos e pernas mais longas, que caminhavam com mais aprumo e segurança e em cujos olhos se vislumbravam mais acentuados lampejos de entendimento.

Eram nômades; mantinham-se em lutas constantes entre si e mais que nunca predominava entre eles a força e a violência, sendo que a lei do mais forte era o que prevalecia.

Todavia formavam sociedades mais estáveis e numerosas, do ponto de vista tribal, sobre as quais denominavam sob o caráter de chefes ou patriarcas, aqueles que fisicamente houvessem conseguido vencer todas as resistências, e afastar toda a concorrência.

Do ponto de vista espiritual ou religioso essas tribos eram absolutamente ignorantes e já de alguma forma fetichistas, pois adoravam, por temor ou superstição instintiva, fenômenos que não compreendiam e imagens grotescas representativas tanto de suas próprias paixões e impulsos nativos, como de forças maléficas ou benéficas que ao seu redor se manifestavam perturbadoramente.

A humanidade, nessa ocasião, estava num ponto em que uma ajuda exterior era necessária e urgente, não só para consolidar os poucos e laboriosos passos já palmilhados como, principalmente, para dar-lhe diretrizes mais seguras e mais amplas no sentido evolutivo.

Nunca em época alguma falta o auxílio do alto. A descida de Emissários divinos se fazia necessária para a evolução do homem autóctone.

Veja como Emmanuel, Espírito vinculado ao processo de evangelização do nosso orbe, narra este momento evolutivo:

Há muitos milênios, um dos orbes do Cocheiro, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos(…)

Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e de virtudes(…) 25

E após outras considerações, acrescenta:

As Grandes Comunidades Espirituais, diretoras do Cosmo deliberaram então, localizar aquelas entidades pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua(…)

Foi assim que Jesus recebeu, à luz do seu reino de amor e de justiça, aquela turba de seres sofredores e infelizes (…)

Aqueles seres angustiados e aflitos, que deixavam atrás de si todo um mundo de afetos, não obstante os seus corações empedernidos na prática do mal, seriam degredados na face obscura do planeta terrestre; andariam desprezados na noite dos milênios da saudade e da amargura; reencarnariam no seio das raças ignorantes e primitivas, a lembrarem o paraíso perdido nos firmamentos distantes” (Ver Gênesis, 3: 23)

Por muitos séculos não veriam a suave luz da Capela, mas trabalhariam na Terra acariciados por Jesus e confortados na sua imensa misericórdia.

Com o auxílio desses Espíritos degredados, naquelas eras remotíssimas, as falanges do Cristo operavam ainda as últimas experiências sobre os fluidos renovadores da vida, aperfeiçoando os caracteres biológicos das raças humanas(…) 26

Não é à toa que alguns milênios depois, o próprio Mestre nos afirmava, Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel, como a definir sua antiga ligação com esta raça, e nos mostrar que só através da vivenciação plena do seu Evangelho, podemos quebrar as algemas que nos conduz a um círculo vicioso na nossa história evolutiva.

Conclusão

Estagiando em tipos variados na escala ascensional, o ser ingressa nos quadros hominídeos, onde alicerça, em bases de consciência desperta, os padrões intelectivos e morais que lhe assegurem empreender novas escaladas no rumo da angelitude.

Para toda essa caminhada o ser recebe recursos pela ação benfeitora do

Plano Maior. Encontra terrenos preparados para o seu aprendizado a caracterizarem-se por mundos constituídos, tal qual ocorre com o reencarnante que é acolhido no lar, só dando valores aos bens que lhe forem proporcionados na infância mais à frente, quando já se capacita a raciocinar e ponderar mais claramente.

A posse da razão acarreta novas providências no processo de orientação dos seres em evolução. Aos embates e obstáculos das reencarnações, agindo de fora para dentro no esforço de despertamento inicial, somam-se providências espirituais agora nas áreas da educação.

Atividades artesanais se instauram sob a assistência dos benfeitores espirituais. Durante o sono físico as primeiras lições são levadas a efeito quando a entidade encarnada, desdobrando-se com o seu perispírito, entra em relação com companheiros “instrutores” desencarnados, junto às frentes de trabalho que constituem objeto de suas preocupações durante a faina diária (…).

Das instruções puramente manuais partem os orientadores da humanidade nascente para os indicativos morais, trabalhando os seres primitivos no cultivo das noções de direito, de proteção, de respeito, abrindo leira para o advento, a seu tempo das grandes revelações das leis vigentes no Universo.

Desta forma, temos como síntese dos pontos fundamentais do processo evolutivo, a seguinte informação:

O ser eterno, emanação divina, transforma-se em “alma vivente”, organizada para executar as obras da própria edificação (…).

No reino mineral, as leis de afinidade são manifestações primaciais do Amor-atração.

No reino vegetal, as árvores oferecem maior coeficiente de produção se colocadas entre companheiras da mesma espécie, porque o Amor-cooperação ajuda-as a produzirem mais e melhor.

Entre os seres irracionais, a ternura, as providências de alimentação e defesa e a própria formação em grupos falam-nos do Amor-solidariedade.

Entre os seres racionais, é o Amor o mais perfeito construtor da felicidade interna, na paz da consciência que se afeiçoa ao Bem.

Nas relações humanas, é o Amor o mais eficaz dissolvente da incompreensão e do ódio.

Entre os astros, famílias de mundos viajando na amplidão cósmica, em obediência às leis da mecânica celeste, indicam-nos outra singular expressão do Amor; o Amor-equilíbrio, que mantém unidos astros e planetas no fabuloso espetáculo das constelações que cintilam, ofuscantes, na abóbada infinita.

Temos então o Amor como base da evolução em todos os aspectos. Desde o “Fiat lux” até o grande momento do retorno do ser ao Criador em bases de afinidade, momento em que deixamos de ser filhos de Deus, para sermos “Filhos de Deus”.

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho

Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997

Site: www.autoresespiritasclassicos.com

Livro: A Caminho da Luz – Páginas: 34, 35 e 36

Temas da Atualidade”, Artigo de Honório Abreu: Evolução


rosanemerat · Não há vista · 0 comentários
Categorias: ABC do Espiritismo
19 Maio 2012 

Segundo a teologia, o homem foi criado justo, feliz, e assim poderia ter-se mantido por toda a eternidade. Tentado, porém, por satanás, desobedeceu ao Criador, vindo a sofrer, em conseqüência desse grave pecado, a privação da graça, a perda do paraíso, a ignorância, a inclinação para o mal, a morte e toda sorte de misérias do corpo e da alma.

Em outras palavras, isso quer dizer que o gênero humano teria surgido na Terra perfeito, ou quase, mas depois se degradou.

A Doutrina Espírita, ao contrário, afirma que o progresso é lei natural, cuja ação se faz sentir em tudo no Universo, não sendo admissível, por conseguinte, o homem frustrá-la ou contrapor-se-lhe.

Grifamos a expressão “tudo no Universo”, para fixarmos em nosso entendimento que a lei do progresso, sendo uma lei divina, atua em toda a criação, desde o átomo até o anjo.

No capítulo VIII da 3ª parte de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec estuda esta lei. Faremos a seguir um resumo deste importante capítulo:

A infância da Humanidade é o ponto de partida do desenvolvimento humano. Sendo perfectível, o homem traz em si o gérmen do seu aperfeiçoamento.

O homem não pode retrogradar ao estado inicial, tem ele que progredir incessantemente, não podendo voltar ao estado anterior.

Faz parte da lei, a necessidade daquele que é mais evoluído ajudar ao que se encontra na retaguarda.

O progresso moral vem após o progresso intelectual, porque através deste distinguimos o bem e o mal, podemos escolher o caminho a seguir, e com isso aumentando nossa responsabilidade.

O homem não pode paralisar o progresso, mas pode dificultá-lo, sendo por isso punido pela própria Lei.

Quando um povo insiste em progredir de maneira mais lenta que a esperada, o Criador o sujeita de tempos a tempos, a um abalo físico ou moral que o transforma.

O orgulho e o egoísmo são os maiores obstáculos ao progresso moral do Espírito.

Há dois tipos de progresso: o intelectual e o moral. O primeiro, como já foi dito, antecede ao segundo, apesar de este nem sempre vir imediatamente após aquele. É que a Humanidade insiste em valorizar mais o intelecto, devido ao seu alto grau de imediatismo, mas há de chegar o momento em que eles caminharão lado a lado.

Há um progresso na civilização, embora incompleto, porque sendo o homem ainda imperfeito, tudo o que é criação dele, denota instabilidade.

A civilização completa será uma consequência do desenvolvimento moral da Humanidade, ou seja, só poderemos dizer-nos civilizados, quando tivermos banido de nossa sociedade, os vícios, e quando vivermos como irmãos, praticando a caridade cristã.

Poderia viver o homem regido simplesmente pelas leis naturais, se ele as compreendesse. Como isso nem sempre é possível, cria ele leis humanas que por refletir suas instabilidades, evolui à medida de sua própria evolução.

Destruindo o materialismo, dando ao homem a compreensão da vida futura, fazendo vê-lo esta como um efeito da atual, e revivendo, como consequência deste entendimento, a moral cristã, o Espiritismo pode e contribui em muito com o progresso da Humanidade. Cabendo a nós, espíritas, o dever de ampliar o seu entendimento através da vivenciação do que já conhecemos.

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho

Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997

Site: www.autoresespiritasclassicos.com


rosanemerat · Não há vista · 0 comentários
Categorias: ABC do Espiritismo
19 Maio 2012 

A perfeição é a grande meta do Espírito.

Vimos anteriormente que passa ele por várias etapas evolutivas objetivando sempre o progresso, no afã de conquistar este estado que chamamos de perfeição.

Mas qual é a característica do homem que já atingiu este estado?

Allan Kardec, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, diz que o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade (...),29 e que, quando consulta sua consciência sobre seus atos, vê que fez todo o bem possível, que não se perdeu na ociosidade e que ninguém tem nada a queixar-se dele.

Tem fé em Deus, na vida futura, possuindo em si de uma maneira desenvolvida o sentimento de amor e caridade e sabe que todas as vicissitudes que enfrenta têm um valor significativo na economia da vida, passando-as por isso com resignação.

Enumera o Codificador vários outros valores que dignificam o caráter deste homem, mas deixando claro que muitos outros ele ainda os tem.

Mas como atingir este estado?

Dizem os Espíritos que a prática da virtude em detrimentos dos nossos vícios, é sem dúvida a forma mais rápida de chegarmos lá.

Alertam ainda na questão 894, de “O Livro dos Espíritos”, que há virtude sempre que resistimos ao arrastamento de nossos maus pendores, e continuam: A mais meritória é a que assenta na mais desinteressada caridade. (grifo nosso)

E na questão 895 da obra citada, afirmam que a maior característica da imperfeição é o interesse pessoal.

Raciocinando sob estas valiosas informações, temos então que o personalismo é causa atuante da imperfeição, e se quisermos progredir moralmente, temos que bani-lo do nosso convívio.

A respeito das paixões, ainda são os Espíritos que informam que, quanto ao princípio que lhes dá origem, não é maléfica, o abuso que delas se faz é que causa o mal. Visto assim, deduzimos com o Codificador que, quando dominamos a paixão, ela é útil, quando somos dominados por ela, caímos em excesso e geramos o mal.

Sobre os vícios, o próprio Codificador é quem pergunta: Dentre os vícios, qual o que se pode considerar radical? E os Espíritos respondem: Temo-lo dito muitas vezes: o egoísmo. Daí deriva todo mal.

Mas como vencê-lo? Sabemos que esta é das uma tarefa mais difíceis, visto ele estar enraizado em nosso psiquismo, mas nos alertam os maiores da espiritualidade que ele é sempre maior quanto maior for a influência das coisas materiais sobre nós, e como consequência a melhor maneira de vencê-lo é o desprendimento dos bens do mundo.

E respondendo ainda àquela pergunta de como atingirmos o estado da perfeição, Santo Agostinho nos faz lembrar a famosa frase de Sócrates: Conhece-te a ti mesmo,a que nós completamos com a de Jesus:

Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará. (João, 8: 32)

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho

Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997

Site: www.autoresespiritasclassicos.com

Livros: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Pág. 284

O Livro dos Espíritos - Questão 907, 913 e 919


rosanemerat · Não há vista · 0 comentários
Categorias: ABC do Espiritismo
31 Mar 2012 


 

Introdução ao estudo do Corpo Espiritual

É já de muitas eras a intuição do homem acerca da existência do que hoje chamamos de Perispírito.

Entre os homens primitivos, no alvorecer da humanidade, dão-lhe o estranho nome de Corpo Sombra; nas apreciáveis lições do Vedanta apareceu como Manu, Maya e Kosha, era conhecido no Budismo esotérico por Kama – rupa, enquanto no Hermetismo egípcio surgiu na qualidade de Kha ou Kã, para avançar, na Cabala hebraica, como manifestação de Rouach. Chineses, gregos e latinos tinham conhecimento de sua realidade, identificando-o seguramente. Pitágoras, mais afeiçoado aos estudos metafísicos, denominava-o carne sutil da alma, e Aristóteles, na sua exegese do complexo humano, considera-o corpo sutil e etéreo. Os neoplatônicos, de Alexandria, dentre os quais Orígenes, identificava-o como aura; Tertuliano, o gigante inspirado da Apologética, nele via o corpo vital da alma, enquanto Proclo o caracterizava como veículo da alma, definindo em cada expressão os atributos de que o consideravam investido. Paulo de Tarso designava-o Corpo Celeste, e na cultura moderna, Paracelso, no século XVI, detectou-o sob a designação de corpo astral. Logo depois, substituindo os conceitos panteístas de Spinoza pela teoria dos “átomos espirituais ou mônadas”, surpreendeu-o dando a denominação de corpo fluídico.

Mas foi só com “O Livro dos Espíritos” que surgiu na história do pensamento, a

primeira descrição racional e objetiva do Perispírito.

É na questão 93 da referida obra que o Codificador começa a tratar do tema, fazendo a seguinte pergunta aos Espíritos:

 

 

O Espírito, propriamente dito, nenhuma cobertura tem, ou, como pretendem alguns, está sempre envolto numa substância qualquer? Ao que eles nos respondem:

Envolve-o uma substância, vaporosa para os teus olhos, mas ainda bastante grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na atmosfera e transportar-se aonde queira.

E em uma observação própria, logo abaixo, Kardec comenta: Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo modo, uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito.

Podemos então afirmar que, a partir do entendimento da explicação de Kardec, o perispírito é o corpo do Espírito. É com ele que a individualidade espiritual apresenta-se quando desencarnada ou em desdobramento.

É formado do fluido universal de cada globo, por isso não é igual em todos os mundos.

Sobre este fluido nos afirmam os Espíritos, ser ele a matéria básica do Universo, e é de suas inumeráveis transformações que surgem os envoltórios perecíveis do Espírito: o corpo e o perispírito.

Desta forma, entendemos que o corpo carnal tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. No Perispírito, a transformação na natureza do fluido se opera diferentemente, porquanto este conserva a sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas.

Evolui com o Espírito, à medida que este aperfeiçoa-se moralmente. Quando passa de um mundo para outro, o Espírito muda de envoltório, ou seja, muda a constituição do perispírito.

Quanto à sua forma, devido às suas propriedades que vamos estudar mais adiante, o corpo espiritual toma a que o Espírito queira, desde que este possua elevação para tal. Caso contrário, sob a influência das leis que regem o mundo mental, ou sob a ação de entidades cruéis, como acontece nos processos de zoantropia e licantropia , pode haver alterações na forma perispiritual, independente da vontade do Espírito.

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho

Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997

Site: www.autoresespiritasclassicos.com


rosanemerat · 15 vistos · 0 comentários
Categorias: ABC do Espiritismo
31 Mar 2012 

Funções

O perispírito é a estrutura modeladora, organizadora e gerenciadora do corpo físico; molde energético onde se encontram os mecanismos responsáveis por todas as funções orgânicas, desde a seleção dos princípios hereditários até a organização da célula ovo e seu desenvolvimento num organismo complexo. Ele contém a matriz filogenética das principais etapas evolutivas do ser.

Em seu bojo se radicam os centros funcionais que dirigem e controlam as emissões arquetípicas do inconsciente profundo, geradoras das funções fisiopsíquicas dos seres vivos, mais especificamente da espécie humana, onde se apresentam altamente complexas e refinadas.

Estando portanto sediadas nele, as gêneses patológicas de distúrbios dolorosos quais a esquizofrenia, a epilepsia, o câncer de variada etiologia, o pênfigo que em momento próprio favorece a sintonia com microorganismos que se multiplicam desordenadamente e tomam de assalto o campo físico através de sintonias próprias, ensejando a aceleração das perturbações psíquicas de largo porte.

É ainda o veículo onde são gravados os resultados do processo evolutivo do homem, isto é, o fruto das interações dos seres com o meio ambiente em sua globalidade.

As experiências existenciais, repetidas, são neles fixadas como reflexos condicionados psicossomáticos, tornando-se substratos condutores dos processos mentais e fisiológicos.

Através dos estudos mediúnicos contemporâneos, bem como das reflexões de notáveis pesquisadores e pensadores espiritistas de ontem e de hoje, constatamos que as atividades do perispírito abrangem inclusive a dimensão psicológica, sendo não só responsável pelo controle do automatismo fisiológico, mas sediando igualmente o registro dos fatos de ordem psíquica, como a memória, os inconscientes passado e atual, enfim, todos os fenômenos mentais.

Como sede da memória, garante a conservação intacta da individualidade, através da esteira das reencarnações. Se faz responsável também pela transmissão ao Espírito das sensações que o corpo experimenta, como ao corpo informa das emoções procedentes das sedes do Espírito, em perfeito entrosamento de energias entre os centros vitais ou de força, que controlam a aparelhagem fisiológica e psicológica e as reações somáticas, que lhes exteriorizam os efeitos do intercâmbio.

Propriedades

O perispírito, por sua tessitura, organização, flexibilidade e expansibilidade, fornece inúmeras condições de ação ao Espírito, mesmo quando encarnado, condições essas que podemos chamar de propriedades do perispírito, sem, com isso, desconhecermos que o propulsor de toda e qualquer ação é o Espírito.

Para que essas propriedades se tornem evidentes, é necessário se atenda às leis dos fluidos, no que tange as suas condições de afinidade, quantidade necessária e qualidade dos fluidos, além de em alguns casos, o conhecimento e a elevação moral do Espírito que manuseia tais fluidos. Sinteticamente, teríamos: aparições, tangibilidade, penetrabilidade, transfiguração, e emancipação.

Por sua natureza e em seu estado normal, o perispírito é invisível, tendo isso de comum com uma imensidade de fluidos que sabemos existir, mas que nunca vimos. Pode também como alguns fluidos, sofrer modificações que o tornam perceptível à vista, quer por uma espécie de condensação, quer por uma mudança na disposição molecular. Pode mesmo adquirir as propriedades de um corpo sólido e tangível e retomar instantaneamente seu estado etéreo e invisível.

Matéria nenhuma lhe opõe obstáculo; ele as atravessa todas, como a luz atravessa os corpos transparentes. Daí vem que não há como impedir que os Espíritos entrem num recinto inteiramente fechado. Eles visitam o preso no seu cárcere tão facilmente como visitam a um que está no campo a trabalhar.

O perispírito das pessoas vivas goza das mesmas propriedades que o dos desencarnados. Ele não se acha confinado no corpo; irradia e forma em torno deste uma espécie de atmosfera fluídica. Ora, pode suceder que, em certos casos e dadas as mesmas circunstâncias, ele sofra uma transformação análoga à já descrita: a forma real e material do corpo se desvanece sob aquela camada fluídica , se assim podemos exprimir, e toma por momentos uma aparência inteiramente diversa, mesmo a de outra pessoa ou a do Espírito que combina seus fluidos com os do indivíduo, podendo também dar a um semblante feio um aspecto bonito e radioso. Tal fenômeno se designa pelo nome de transfiguração, e é produzido, principalmente, quando as circunstâncias ocorrentes provocam mais abundante expansão de fluido.

A emancipação da alma é a propriedade que o Espírito tem de se desprender do corpo no instante em que este dorme. Aproveita-se o Espírito (através do perispírito) do repouso do corpo e dos momentos em que sua presença não é necessária para atuar isoladamente e ir aonde quiser, no gozo, então, de sua liberdade e da plenitude das suas faculdades.

A independência e a emancipação da alma se manifestam, de maneira evidente, também, no fenômeno do sonambulismo natural e magnético, na catalepsia e na letargia.

A faculdade de emancipar-se e de desprender-se do corpo durante a vida pode dar lugar a fenômenos análogos aos que os Espíritos desencarnados produzem. Enquanto o corpo se acha mergulhado em sono, o Espírito, transportando-se a diversos lugares, pode tornar-se visível e aparecer sob a forma vaporosa, quer em sonho, quer em estado de vigília. Pode igualmente apresentar-se sob forma tangível, ou, pelo menos, com uma aparência bem idêntica à realidade. Esse fenômeno, aliás muito raro, é que se denomina de bicorporeidade.

Por muito extraordinário que seja, tal fenômeno, como todos os outros, se compreende na ordem natural das coisas, pois que decorre das propriedades do perispírito e de uma lei natural.

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho

Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997

Site: www.autoresespiritasclassicos.com


rosanemerat · 6 vistos · 0 comentários
Categorias: ABC do Espiritismo

1, 2, 3 ... 20 ... 39  Próxima página