Segundo Pitágoras,
“... a evolução material dos mundos e a evolução espiritual das almas
são paralelas, concordantes, explicam-se uma pela outra. A grande alma,
espalhada na Natureza, anima a substância que vibra sob seu impulso, e
produz todas as formas e todos os seres. Os seres conscientes, por seus
longos esforços, desprendem-se da matéria, que dominam e governam a seu
turno, libertam-se e aperfeiçoam-se através das existências inumeráveis.
Assim o invisível explica o visível, e o desenvolvimento das criações é
a manifestação do Espírito Divino”.
Conforme
a ciência oficial, quando o clima da terra se amenizou, em princípios
do Mioceno (uma das quatro grandes divisões da Era Terciária, isto é, o
período geológico que antecedeu o atual), surgiram os primeiros seres do
qual descende o homem atual. Entre estes últimos, (que conseguiram se
erguer), prevaleceu um tipo, mais ou menos a 25 milhões de anos, e que
era positivamente um símio.
E
os tipos foram evoluindo até que, mais ou menos há um milhão e meio de
anos, surgiram as espécies mais aproximadas do tipo humano.
Na Ásia, na África e na Europa foram descobertos esqueletos de antropóides (macacos semelhantes ao homem) não identificados.
Nas
camadas do Pleistoceno inferior, também chamado paleolítico (período
antigo da pedra lascada), e no Neolítico (era da pedra polida) vieram à
luz instrumentos, objetos e restos de dentes, ossos e chifres, cada vez
melhor trabalhados.
Em
1807 surgiu em Heidelberg um maxilar inferior e em Piltdow (Inglaterra)
um crânio e uma mandíbula um tanto diferentes dos tipos antropóides;
até que finalmente surgiram esqueletos inteiros desses seres, permitindo
melhores exames e conclusões.
Primeiramente,
surgiram criaturas do tamanho de um homem, que andavam de pé, tinham
cérebro pouco desenvolvidos e que foram chamadas Pitecantropos e que
viveram entre 550 e 200 mil anos atrás. Em seguida surgiu o Sinantropos,
ou Homem de Pekin, de cérebro também muito precário. Mais tarde
surgiram tipos, de cérebro mais evoluído que viveram de 150 a 35.000
anos atrás e que foram chamados de Homens de Solo (na Polinésia); de
Florisbad (na África); da Rodésia (na África) e o mais generalizado de
todos, chamado de Homem de Neandertal (no centro da Europa) e cujos
restos em seguida foram também encontrados nos outros continentes.
Como
possuíam cérebro bem maior, foram chamados “Homos Sapiens”, conquanto
tivessem ainda muitos sinais de deficiências em relação à fala, à
associação de idéias e à memória.
E por fim, foram descobertos os tipos já bem desenvolvidos chamados de “Homus Sapiens sapiens”, isto é, “homens verdadeiros”.
Emmanuel, em comunicação dada em 1937, pelo médium Chico Xavier, diz que:
O
processo portanto, da evolução anímica se verifica através de vidas
cuja multiplicidade não se pode imaginar, nas nossas condições de
personalidades relativas, vidas essas que não se circunscrevem ao reino
hominal, mas que representam o transunto das várias atividades em todos
os reinos da natureza.
Todos
aqueles que estudaram os princípios de inteligência dos considerados
absolutamente irracionais, grandes benefícios produziram, no objetivo de
esclarecer esses sublimados problemas, do drama infinito do nosso
progresso pessoal.
O
princípio inteligente, para alcançar as cumiadas da racionalidade, teve
de experimentar estágios outros de existências nos planos da vida. E os
protozoários são embriões de homens, como o selvagem das regiões ainda
incultas são o embrião dos seres angélicos (...)
O
macaco, tão carinhosamente estudado por Darwin nas suas cogitações
filosóficas e científicas, é um parente próximo das criaturas humanas,
falando-se fisicamente, com seus pronunciados laivos de inteligência;
mas a promoção do princípio espiritual do animal à racionalidade humana
se processa fora da terra, dentro de condições e aspectos que não posso
vos descrever, dada a ausência de elementos analógicos para as minhas
comparações.
Como
vimos anteriormente, este processo de estágio do princípio inteligente
nos reinos inferiores é demorado, chegando a levar séculos e milênios
para passar de uma fase a outra; sendo ainda necessário que esta
“promoção” seja processada em vários planetas, que, como nos afirma
Emmanuel, não podemos ainda entender, devido ao primarismo de nossa
evolução espiritual.
Quando
cessou o trabalho de integração de espíritos animalizados nesses corpos
fluídicos e terminaram sua evolução, o planeta se encontrava nos fins
de seu terceiro período geológico e já oferecia condições de vida
favoráveis para seres humanos encarnados.
Iniciou-se,
então, essa encarnação nos homens primitivos, que a tradição esotérica
também registrou da seguinte maneira: espíritos habitando formas mais
consistentes, já possuidores de mais lucidez e personalidade, porém
fisicamente ainda fora dos padrões da humanidade atual.
Mas
o tempo transcorreu em sua inexorável marcha e o homem, a poder de
sofrimentos indizíveis e penosíssimas experiências de toda sorte,
conseguiu superar as dificuldades dessa época tormentosa.
Acentuou-se
em conseqüência, o progresso da vida humana no orbe, surgindo as
primeiras tribos de gerações mais aperfeiçoadas, compostas de homens de
porte agigantado, cabeça melhor conformada e mais ereta, braços mais
curtos e pernas mais longas, que caminhavam com mais aprumo e segurança e
em cujos olhos se vislumbravam mais acentuados lampejos de
entendimento.
Eram
nômades; mantinham-se em lutas constantes entre si e mais que nunca
predominava entre eles a força e a violência, sendo que a lei do mais
forte era o que prevalecia.
Todavia
formavam sociedades mais estáveis e numerosas, do ponto de vista
tribal, sobre as quais denominavam sob o caráter de chefes ou
patriarcas, aqueles que fisicamente houvessem conseguido vencer todas as
resistências, e afastar toda a concorrência.
Do
ponto de vista espiritual ou religioso essas tribos eram absolutamente
ignorantes e já de alguma forma fetichistas, pois adoravam, por temor ou
superstição instintiva, fenômenos que não compreendiam e imagens
grotescas representativas tanto de suas próprias paixões e impulsos
nativos, como de forças maléficas ou benéficas que ao seu redor se
manifestavam perturbadoramente.
A
humanidade, nessa ocasião, estava num ponto em que uma ajuda exterior
era necessária e urgente, não só para consolidar os poucos e laboriosos
passos já palmilhados como, principalmente, para dar-lhe diretrizes mais
seguras e mais amplas no sentido evolutivo.
Nunca
em época alguma falta o auxílio do alto. A descida de Emissários
divinos se fazia necessária para a evolução do homem autóctone.
Veja como Emmanuel, Espírito vinculado ao processo de evangelização do nosso orbe, narra este momento evolutivo:
Há
muitos milênios, um dos orbes do Cocheiro, que guarda muitas afinidades
com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus
extraordinários ciclos evolutivos(…)
Alguns
milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução
geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos
cheios de piedade e de virtudes(…) 25
E após outras considerações, acrescenta:
As
Grandes Comunidades Espirituais, diretoras do Cosmo deliberaram então,
localizar aquelas entidades pertinazes no crime, aqui na Terra
longínqua(…)
Foi assim que Jesus recebeu, à luz do seu reino de amor e de justiça, aquela turba de seres sofredores e infelizes (…)
Aqueles
seres angustiados e aflitos, que deixavam atrás de si todo um mundo de
afetos, não obstante os seus corações empedernidos na prática do mal,
seriam degredados na face obscura do planeta terrestre; andariam
desprezados na noite dos milênios da saudade e da amargura;
reencarnariam no seio das raças ignorantes e primitivas, a lembrarem o
paraíso perdido nos firmamentos distantes” (Ver Gênesis, 3: 23)
Por
muitos séculos não veriam a suave luz da Capela, mas trabalhariam na
Terra acariciados por Jesus e confortados na sua imensa misericórdia.
Com
o auxílio desses Espíritos degredados, naquelas eras remotíssimas, as
falanges do Cristo operavam ainda as últimas experiências sobre os
fluidos renovadores da vida, aperfeiçoando os caracteres biológicos das
raças humanas(…) 26
Não
é à toa que alguns milênios depois, o próprio Mestre nos afirmava, Eu
não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel, como a
definir sua antiga ligação com esta raça, e nos mostrar que só através
da vivenciação plena do seu Evangelho, podemos quebrar as algemas que
nos conduz a um círculo vicioso na nossa história evolutiva.
Conclusão
Estagiando
em tipos variados na escala ascensional, o ser ingressa nos quadros
hominídeos, onde alicerça, em bases de consciência desperta, os padrões
intelectivos e morais que lhe assegurem empreender novas escaladas no
rumo da angelitude.
Para toda essa caminhada o ser recebe recursos pela ação benfeitora do
Plano
Maior. Encontra terrenos preparados para o seu aprendizado a
caracterizarem-se por mundos constituídos, tal qual ocorre com o
reencarnante que é acolhido no lar, só dando valores aos bens que lhe
forem proporcionados na infância mais à frente, quando já se capacita a
raciocinar e ponderar mais claramente.
A
posse da razão acarreta novas providências no processo de orientação
dos seres em evolução. Aos embates e obstáculos das reencarnações,
agindo de fora para dentro no esforço de despertamento inicial, somam-se
providências espirituais agora nas áreas da educação.
Atividades
artesanais se instauram sob a assistência dos benfeitores espirituais.
Durante o sono físico as primeiras lições são levadas a efeito quando a
entidade encarnada, desdobrando-se com o seu perispírito, entra em
relação com companheiros “instrutores” desencarnados, junto às frentes
de trabalho que constituem objeto de suas preocupações durante a faina
diária (…).
Das
instruções puramente manuais partem os orientadores da humanidade
nascente para os indicativos morais, trabalhando os seres primitivos no
cultivo das noções de direito, de proteção, de respeito, abrindo leira
para o advento, a seu tempo das grandes revelações das leis vigentes no
Universo.
Desta forma, temos como síntese dos pontos fundamentais do processo evolutivo, a seguinte informação:
O ser eterno, emanação divina, transforma-se em “alma vivente”, organizada para executar as obras da própria edificação (…).
No reino mineral, as leis de afinidade são manifestações primaciais do Amor-atração.
No
reino vegetal, as árvores oferecem maior coeficiente de produção se
colocadas entre companheiras da mesma espécie, porque o Amor-cooperação
ajuda-as a produzirem mais e melhor.
Entre
os seres irracionais, a ternura, as providências de alimentação e
defesa e a própria formação em grupos falam-nos do Amor-solidariedade.
Entre
os seres racionais, é o Amor o mais perfeito construtor da felicidade
interna, na paz da consciência que se afeiçoa ao Bem.
Nas relações humanas, é o Amor o mais eficaz dissolvente da incompreensão e do ódio.
Entre
os astros, famílias de mundos viajando na amplidão cósmica, em
obediência às leis da mecânica celeste, indicam-nos outra singular
expressão do Amor; o Amor-equilíbrio, que mantém unidos astros e
planetas no fabuloso espetáculo das constelações que cintilam,
ofuscantes, na abóbada infinita.
Temos
então o Amor como base da evolução em todos os aspectos. Desde o “Fiat
lux” até o grande momento do retorno do ser ao Criador em bases de
afinidade, momento em que deixamos de ser filhos de Deus, para sermos
“Filhos de Deus”.
Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997
Site: www.autoresespiritasclassicos.com
Livro: A Caminho da Luz – Páginas: 34, 35 e 36
Temas da Atualidade”, Artigo de Honório Abreu: Evolução
15/11/2011 @ 23:08:31
por Ana Lucia da Silveira Monteiro
Esse blog tb é maravilhoso parabens ...
03/09/2011 @ 19:07:43
por vanderlei de aragao macedo
O 1 Livro de Samuel, ...
26/10/2009 @ 18:50:14
por Maria Helena
Referente ao comentário feito por Maria ...
26/10/2009 @ 02:46:37
por rosanemerat
Heloísa Helena: Eu ando nos blogs do ...
16/10/2009 @ 13:40:40
por Maria Helena