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06 Jan 2012 
(imagem simbólica do que seria PAULO DE TARSO na era cristã, após a crucificação de Jesus Cristo)

“Nem sempre a luz reside onde a opinião comum pretende observá-la”. - Emmanuel – F. C. Xavier

Próximo a Damasco, Saulo de Tarso recebe a visita de Jesus, cuja luz ofusca a do sol do meio-dia, em pleno deserto, deixando-o cego. O Mestre o convoca ordenando-lhe que entre na cidade e aguarde instruções. Posteriormente, Ananias recebe do Senhor a incumbência de libertar Saulo de sua cegueira física, “e caíram-lhe dos olhos como que escamas”. Observamos, assim, que a luz nos chega de conformidade à nossa capacidade de recebê-la. A vontade do Mestre é soberana. Saulo registra o fato e se rende ao inevitável. Até então servia à lei de Moisés, dali em diante Jesus passaria a ser seu Senhor.

Saulo recebe a bênção do retorno da visão, as “escamas” que lhe cobriam os olhos foram afastadas, no entanto, as demais seriam retiradas pelo próprio doutor da lei através do trabalho árduo.

Conhecemos a história desse notável pregador. Temos pálida idéia de suas lutas em o Novo Testamento e o livro Paulo e Estevão. Sua renúncia, durante trinta e cinco anos, foi tão grande que o tornou merecedor, ao desencarnar, de ser recebido por Jesus ladeado pelos irmãos de Corinto – Estevão e Abigail.

Refletindo sobre a figura do sábio e bondoso Paulo, lembramos de seus procedimentos equivocados quando, na figura de Saulo, interpretou mal a lei mosaica e o sofrimento de que foi causador. Um engano terrível, mas teve a hombridade de se render às evidências e de se corrigir, pagando um preço muito alto. Deixou-nos uma herança de luzes através de suas inesquecíveis quatorze Epístolas.

Quantas vezes nos enganamos achando estar a verdade segundo nossa óptica, e dentro em pouco nos reconhecemos em erro e não temos a coragem de “sacudir o pó”, não só dos pés, mas do corpo inteiro pelo lapso e, covardemente, deixamos a natureza seguir seu curso. Daí um rastro de sofrimento. Como estar em paz diante dessas tragédias?

Decididamente “o lírio não fia e nem tece”, diz-nos Jesus, porém cumpre sua missão no jardim e no pântano. Suporta nossas incúrias quando, com mãos egoístas, o separamos de seu berço fenecendo-lhe o fulgor da beleza inconteste. Paulo nos lembra a figura do lírio ao brilhar nas situações mais adversas. Permaneceu fiel na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na escassez e na abundância. Sua fé diante das dificuldades foi inabalável. Quantos não “fiam e nem tecem” por preguiça, por comodidade? Temos, sim, o direito de mudar nossas atividades, porém os “feriados provocados” não são saudáveis. Deus não tira férias, Jesus também não.

A ave canta feliz, mas conquista seu próprio alimento, edifica seu abrigo; a flor tranqüila adorna-se e enfeita a nossa alegria e nos conforta na tristeza.

Nós nos devemos uns aos outros. Somos devedores do Planeta em que vivemos. A natureza nos dá exemplos variados, consoante os observados anteriormente, porém por comodidade, por ignorância interpretamos o que há a nossa volta de acordo com os interesses pessoais. O ensino de Jesus “não vos inquieteis pelo dia de amanhã, pois o dia de amanhã cuidará de si mesmo”, deu margem a que alguns acomodados buscassem o repouso imerecido.

Sendo jovem o nosso Planeta, no que concerne a evolução, ainda não apresentamos, terráqueos que nele aportamos, a beleza e o perfume do lírio. Mostramos com clareza as características das plantas espinhosas ao solicitarmos, velada ou ostensivamente, admiração e reconhecimento alheios, que não merecemos, apresentando um brilho apenas exterior, levando-nos a recordar “os túmulos caiados por fora, mas cheios de podridão por dentro”

Autor: Waldemar Petri

Jornal “O Espírita Fluminense

Instituto Espírita Bezerra de Menezes – IEBM – Niterói – RJ

Setembro / Outubro 2011


rosanemerat · 864 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos
06 Jan 2012 

“A caridade governa os destinos nos rumos de Deus” - Joanna de Ângelis

A beneficência atende à dor, e a caridade triunfa, dominando o cenário que se lhe submete; a piedade fraternal sensibiliza, e a caridade esparge esperança, dilatando as perspectivas de felicidade; a solidariedade emoldura as almas, e a caridade penetra o coração como um bálsamo refrescante e curador; a indulgência dulcifica o ser, e a caridade constitui a alma dos sentimentos que despertam para as aspirações relevantes da vida.

O amor reina, e é a caridade que governa os destinos nos rumos de Deus.

Em todo tempo e lugar: caridade – expressão que canta todas as melodias e narra as mais dúlcidas canções. Caridade para todos os momentos e sem cessar!

Quando a caridade se espraia, modificam-se os painéis humanos e o amor se borda de sorrisos, expressando o poema da gratidão.

A caridade não pode ser dimensionada, porque é o “hálito de Deus” vivificando as criaturas nas altas expressões da evolução moral do ser.

Nunca será demais referirmo-nos à caridade. O gesto em flor de ternura, a gota do sentimento nobre, a palavra em música de compreensão, o pão em bênção alimentícia, o poema do perdão são orvalho da caridade – estrela de primeira grandeza na escumilha da noite do coração...

Caridade é vida para quem a recebe e para quem a doa. Sempre grandiosa, é maior, no entanto, para quem a esparge, porquanto clarifica primeiramente quem a conduz em festa.

Não haverá sido o amor de Nosso Pai, que nos enviou Jesus Cristo para ser o Sol de nossas vidas em nome da caridade da Sua excelsa misericórdia?

Caridade, caridade – alma do bem em mensagem de redenção!

1 - FRANCO, Divaldo. Rumos libertadores. 5. Ed. LEAL, 2008, cap. 35, p.p. 143-144.

Autor: Rogério Coelho

Jornal “O Espírita Fluminense

Instituto Espírita Bezerra de Menezes – IEBM – Niterói – RJ

Setembro / Outubro 2011


rosanemerat · 1098 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos
06 Jan 2012 

O que é o Espiritismo?

Espiritismo é uma doutrina de caráter científico, filosófico, de conseqüências morais e religiosas, codificada por Allan Kardec nos meados do Século XIX. Trata da natureza, da origem e da destinação dos Espíritos e das relações desses com o mundo corporal.

Como ciência prática, ele consiste nas relações que se pode estabelecer com os Espíritos; como filosofia, compreende todas as conseqüências morais que decorrem dessas relações; e como religião, temos de entendê-lo não como organização religiosa, mas no seu real sentido de religar a criatura ao Criador.

Sobre este tema, Emmanuel em sua genial obra “O Consolador”, nos afirma o seguinte:

“Podemos tomar o Espiritismo, simbolizado desse modo, como um triângulo de forças espirituais. A Ciência e a Filosofia vinculam à Terra essa figura simbólica, porém a Religião é o ângulo divino que a liga ao céu. No seu aspecto científico e filosófico, a doutrina será sempre um campo nobre de investigações humanas, como outros movimentos coletivos, de natureza intelectual, que visam o aperfeiçoamento da Humanidade. No aspecto religioso, todavia, repousa a sua grandeza divina por constituir a restauração do Evangelho de Jesus Cristo, estabelecendo a renovação definitiva do homem, para a grandeza do seu imenso futuro espiritual.”[1]

Por que Espiritismo?

No início da introdução de “O Livro dos Espíritos”, o Codificador nos explica porque deu este nome à doutrina que então se iniciava.

“Para se designarem coisas novas são precisos termos novos. Assim o exige a clareza da linguagem, para evitar a confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras. Os vocábulos espiritual, espiritualista, espiritualismo têm acepção bem definida. Dar-lhes outra, para aplicá-los à doutrina dos Espíritos, fora multiplicar as causas já numerosas de anfibologia. Com efeito espiritualismo é o oposto do materialismo. Quem quer que acredite haver em si alguma coisa mais do que matéria, é espiritualista. Não se segue daí, porém que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível. Em vez das palavras espiritual, espiritualismo, empregamos, para indicar a crença a que vimos de referir-nos , os termos espírita e espiritismo, cuja forma lembra a origem e o sentido radical e que, por isso mesmo apresentam a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis , deixando ao vocábulo espiritualismo a acepção que lhe é própria(...) Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou se quiserem, os espiritistas.”[2]

As Três Revelações

Revelar significa tirar o véu, mostrar, tomar conhecimento do que é secreto, mas todo conhecimento deve ser progressivo e ajustado à mente a que se destina.

Desta forma, os Espíritos nos afirmam que a Humanidade recebeu a grande Revelação em três aspectos essenciais:

– Revelação de Moisés:

Através desta revelação, Moisés nos traz a missão da Justiça.

Na lei mosaica, há duas partes distintas: a lei de Deus, que está formulada nos dez mandamentos, e a lei civil ou disciplinar, decretada por Moisés. Se a primeira é invariável, a segunda é apropriada aos costumes e ao caráter do povo, e se modifica com o tempo.

Por ser o povo hebreu indisciplinado e preconceituoso, Moisés precisou usar da força para combater os abusos e preconceitos adquiridos durante a escravidão do Egito. Só a idéia de um Deus terrível podia impressionar criaturas ignorantes.

Por isso afirma Kardec: “As leis mosaicas, propriamente ditas, revestiam, pois um caráter essencialmente transitório.”.

– Revelação de Jesus:

Jesus nos trouxe a revelação insuperável do Amor. Ele não veio destruir a lei, isto é, a lei de Deus, veio cumpri-la e desenvolvê-la; dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens.

O Mestre nos desvendou a vida futura e nos revelou um Deus-Pai, todo Amor e Misericórdia.

Seu Evangelho é o mais perfeito código de conduta moral que se conhece, mas para compreender o sentido oculto de suas palavras, seria preciso que novas idéias e novos conhecimentos viessem dar-lhes a chave, e essas idéias não poderiam vir antes de um certo grau de maturidade do espírito humano. Meditemos em suas palavras:

“Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não podeis suportar agora. Mas quando vier aquele Espírito de Verdade, ele vos guiará em toda verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.” (João 16: 12 e 13)

– Revelação Espírita:

O Espiritismo, em sua feição de Cristianismo redivivo, traz, por sua vez, a sublime tarefa da Verdade.

O século XIX trouxe novas claridades para o mundo, encaminhando-o para as reformas úteis e preciosas. A ciência nessa época desfere os vôos soberanos que a conduziriam às culminâncias do século atual.

Decretada a maturidade espiritual da coletividade em evolução no planeta, novas luzes chegam ao campo terrestre marcando o advento da terceira revelação.

Se a primeira Revelação teve em Moisés a sua personificação, e a Segunda tem-na no Cristo, a terceira – o Espiritismo – não tem um só elemento a personificá-la, visto não ser fruto do ensinamento de nenhum homem, mas sim dos Espíritos.

Assim como o Cristo disse: “Não vim destruir a lei, porém cumpri-la”, também o Espiritismo diz: “Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução.”

Vem cumprir, nos tempos preditos, o que o Cristo anunciou e preparar a realização das coisas futuras. Ele é, pois obra do Cristo, que preside, conforme igualmente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara o reino de Deus na Terra.

Allan Kardec


[1] “O Consolador”, Introdução.

[2] “O Livro dos Espíritos”, Introdução.

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho

Centro Espírita Amor e Caridade

Goiânia - GO - 1997

 

www.autoresespiritasclassicos.com

06 Jan 2012 

Ao falarmos sobre História do Espiritismo, devemos diferenciar os fatos espíritas do Espiritismo propriamente dito. Os fenômenos espíritas aconteceram em todas as épocas da Humanidade. No livro do Velho Testamento, encontramos inumeráveis casos de prática mediúnica, obsessão, curas, que se naquele instante foram tidos como sobrenaturais, hoje, à luz da doutrina consoladora, são explicados com muita tranqüilidade. Por isso, quando falamos em história do Espiritismo, queremos falar daquele instante em que Arthur Conan Doyle nos afirma ter havido uma “invasão” das entidades desencarnadas.
O fato mais marcante deste período é sem dúvida o episódio de Hydesville, mas antes gostaríamos de citar dois médiuns maravilhosos que foram Emanuel Swedenborg e Andrew Jackson Davis, que tiveram importante atuação como precursores do Espiritismo.
O primeiro foi um sábio sueco que viveu no século XVIII, e que em suas incursões pela espiritualidade, nos antecipa o mundo que mais tarde Allan Kardec iria metodicamente estudar. O segundo, Jackson Davis, foi um excepcional médium americano contemporâneo das irmãs Fox. Dono de uma grande força profética, tem em seu currículo as profecias detalhadas que fez antes de 1856 do automóvel e da máquina de escrever.
O próprio aparecimento do Espiritismo foi por ele previsto nos seus “Princípios da Natureza”, publicados em 1847, onde ele diz:
“É verdade que os Espíritos se comunicam entre si, quando um está no corpo e outro em esferas mais altas, e, também, quando uma pessoa em seu corpo é inconsciente do influxo e, assim, não se pode convencer do fato. Não levará muito tempo para que essa verdade se apresente como viva demonstração. E o mundo saudará com alegria o surgimento dessa era, ao mesmo tempo em que o íntimo dos homens será aberto e estabelecida a comunicação espírita, tal qual a desfrutam os habitantes de Marte, Júpiter e Saturno”.

Hydesville

O episódio de Hydesville, vilarejo situado próximo à cidade de Rochester, no condado de Wayne, nos Estados Unidos, passou à história como um marco do Espiritismo.
Numa tosca cabana residia uma família protestante composta por John Fox, sua mulher Margareth e as filhas menores Margareth e Catherine (Kate).
Nessa modesta residência, se verificaram fatos estranhos que alarmaram seus moradores e toda a vizinhança: ruídos, pancadas, batidas, punham todos em desassossego. Ninguém descobria sua origem.
As filhas do casal Fox, Margareth e Kate, no dia 31 de Março de 1848 quando as pancadas (em inglês chamadas raps) se tornaram mais persistentes e fortes, resolveram desafiar o mistério travando um diálogo com o que todos julgavam fosse o diabo.
O batedor invisível contou sua história: Chamava-se Charles Rosma, fora um vendedor ambulante hospedado naquela casa pelo casal Bell (antigos moradores), que ali o assassinaram para roubar-lhe a mercadoria e o dinheiro que trazia . Seu corpo fora sepultado no porão.
Graças ao depoimento de Lucrécia Pelves, criada dos Bell, Fox e outros desceram à adega, onde cavaram, encontrando tábuas, alcatrão, cal e cabelos humanos, bem como utensílios do mascate. Seu corpo, todavia, só apareceu em 1904 (56 anos depois), quando uma parede da casa ruiu, deixando descoberto o esqueleto do morto.
Assim, os fatos vieram confirmar a estranha denúncia de um morto, que saía das trevas para relatar a ação criminosa de que fora vítima, havia anos.
Entretanto é preciso considerar o episódio em suas verdadeiras finalidades: “É para unir a humanidade e convencer as mentes céticas da imortalidade da alma”, disseram os espíritos; era de fato o início de um movimento de caráter quase universal tendente a despertar a humanidade para a vida espiritual, que seria revelada, pouco depois, pela codificação Espírita, tarefa gigantesca a ser realizada pelo grande missionário Allan Kardec.
Como queriam os espíritos, o acontecimento repercutiria na Europa, despertando as consciências e, ao lado dos fenômenos das “Mesas Girantes”, prepararia o advento do Espiritismo.

As Mesas Girantes


Paralelamente ao episódio das irmãs Fox, a Europa e também os Estados Unidos puderam observar outros fenômenos de causa até então desconhecida. Eram pancadas, ruídos e movimentos de objetos, a partir da influência de certas pessoas, designadas Médiuns, que podiam de alguma sorte provocá-los à vontade, o que permitiu repetir-se as experiências. Serviu-se, para isso, sobretudo, de mesas; não que fosse esse o único objeto possível a dar condições a tais fenômenos, mas por seu caráter de comodidade e de facilidade para se assentar à sua volta. Obteve-se, dessa maneira, a rotação da mesa, em seguida de movimentos em todos os sentidos, erguimentos, pancadas com violência, etc.
Até então, os fatos eram explicados somente por uma suposta ação magnética ou de uma corrente elétrica, mas não tardou a se reconhecer nesses fenômenos, efeitos inteligentes, porque o movimento obedecia a uma vontade; a mesa se dirigia à direita ou à esquerda, sobre um ou dois pés, batendo o número de pancadas convencionadas para a obtenção de respostas, etc. Desde então ficou evidente que a causa não era puramente física, e segundo o axioma: “todo efeito tem uma causa, todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente”, concluiu-se que a causa desse fenômeno deveria ser uma inteligência.
A princípio pensou-se que a natureza desta inteligência seria um reflexo da própria inteligência do médium ou dos assistentes, mas estudos posteriores revelaram a impossibilidade destas afirmativas. Foi demonstrado pelos próprios Espíritos que ninguém mais eram, que homens que já não viviam sob a roupagem física deste planeta; que a matéria poderia ser influenciada por eles, usando fluidos fornecidos pelos médiuns, gerando assim as manifestações físicas e inteligentes.
As comunicações por pancadas eram lentas e incompletas; reconheceu-se que adaptando-se um lápis a uma cesta ou a uma prancheta ou a outro objeto qualquer sob o qual colocavam-se os dedos, esse objeto se punha em movimento e traçava caracteres. Mais tarde, certificou-se que esses objetos não eram senão acessórios os quais podia-se dispensar. A experiência demonstrou que o espírito agindo sobre um corpo inerte para dirigi-lo à vontade, poderia agir do mesmo modo sobre o braço ou a mão, a fim de conduzir o lápis.
Desde este momento, as comunicações não tiveram mais limites e a troca de idéias pôde ser feita com tanta rapidez e desenvolvimento quanto entre os vivos. Era um vasto campo aberto à exploração, à descoberta de um mundo novo: O mundo dos Espíritos.

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997
Site: www.autoresespiritasclassicos.com

06 Jan 2012 


A codificação do Espiritismo, em seus aspectos inseparáveis e inalienáveis de Filosofia, Ciência e Religião, compreende as seguintes obras, o chamado “Pentateuco Espírita”:
1) O Livro dos Espíritos
2) O Livro dos Médiuns
3) O Evangelho Segundo o Espiritismo
4) O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo
5) A Gênese (Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo)
A ordem de publicação das obras da Codificação não foi arbitrária, tendo obedecido à orientação da equipe de Espíritos Superiores que assistiam Kardec.

O Livro dos Espíritos

O Livro dos Espíritos, a primeira obra que levou o Espiritismo a ser considerado de um ponto de vista filosófico, pela dedução das conseqüências morais dos fatos; considerou todas as partes da doutrina, tocando nas questões mais importantes que ela suscita, foi, desde os seu aparecimento, o ponto para onde convergiram espontaneamente os trabalhos individuais.
Contém a doutrina completa, como ditaram os próprios Espíritos, com toda a sua filosofia e todas as suas conseqüências morais. É a revelação do destino do homem, a iniciação no conhecimento da natureza dos Espíritos e nos mistérios da vida de além túmulo. Quem o lê compreende que o Espiritismo objetiva a um fim sério, que não constitui frívolo passatempo.
Os princípios básicos da doutrina espírita são ali expostos de forma lógica, por meio de diálogo com os Espíritos, às vezes comentados por Kardec, e, embora constitua, pelas importantes matérias que versa, o mais completo tratado de Filosofia que se conhece, sua linguagem é simples e direta, não se prendendo a preciosismos de sistemas dificilmente elaborados.
Os assuntos tratados na obra, com a simplicidade e a segurança das verdades evangélicas, distribuem-se homogeneamente, constituindo, por assim dizer, um panorama geral da Doutrina, desenvolvida, nas suas facetas específicas, nos demais volumes da codificação, que resulta, assim, como um todo granítico e conseqüente demonstrativo de sua unidade de princípios e conceitos, características de sua grandeza.
A sua primeira edição era em formato grande, in-8º, com 176 páginas de texto, e apresentava o assunto distribuído em duas colunas. Quinhentas e uma perguntas e respectivas respostas estavam contidas nas três partes em que então se dividia a obra: “Doutrina Espírita”, “Leis Morais”, “Esperanças e Consolações”.
A partir da 2ª edição, “O Livro dos Espíritos” saiu modificado, já igual ao que temos hoje. São 1019 perguntas e respostas divididas em 4 partes: “Das causas primárias”, “Do mundo espírita ou mundo dos espíritos”, “Das leis morais” e “Das esperanças e consolações”. Partes estas que são desenvolvidas nas suas outras 4 obras:
“Das causas primárias” » “A Gênese”
“Do mundo espírita ou mundo dos espíritos” » “O Livro dos Médiuns”
“Das leis morais” » “O Evangelho Segundo o Espiritismo”
“Das esperanças e consolações” » “O Céu e o Inferno”

O Livro dos Médiuns

O Livro dos Médiuns, destina-se a guiar os que queiram entregar-se à prática das manifestações, dando-lhes conhecimento dos meios próprios para se comunicarem com os espíritos. É um guia, para os médiuns; e o complemento do Livro dos Espíritos.
Sua primeira edição deu-se em janeiro de 1861, que englobava, outrossim, as “Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas”, publicadas em 1858. A edição definitiva é a segunda, de outubro de 1861.
Lê-se no frontispício da obra que ela “contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.”
Nesse livro expõe-se, conseqüentemente, a parte prática da Doutrina, mediante o estudo sistemático e perseverante, como queria Kardec, de sua rica e variada fenomenologia, com base na pesquisa, por método científico próprio, o que não exclui a experimentação e a observação, enfim, todos os cuidados para se evitar a fraude e chegar-se à evidência dos fatos.
Quase cento e cinqüenta anos depois de publicado, “O Livro dos Médiuns” é ainda o roteiro seguro para médiuns e dirigentes de sessões práticas. Os doutrinadores encontram em suas páginas abundantes ensinamentos, preciosos e seguros, que a todos habilitam à nobre tarefa de comunicação com os Espíritos, sem os perigos da improvisação, das crendices e do empirismo rotineiro, fruto do comodismo e da fuga ao estudo.

O Evangelho Segundo o Espiritismo

Passada a fase de “revolução espiritual” com a publicação de “O Livro dos Espíritos” - contendo a filosofia e os princípios da doutrina -, e de “O Livro dos Médiuns” contendo a parte científica, era chegada a hora de lançar “O Evangelho Segundo o Espiritismo” - terceira obra da Codificação -, trazendo a explicação das máximas morais do Cristo à luz do Espiritismo.
Kardec não pretendeu com esta obra substituir o Evangelho de Jesus, como muitos possam pensar, mas dar-lhe uma explicação em concordância com a Nova Revelação.
São os próprios Espíritos quem nos afirmam no livro “Obras Póstumas”:
“Com esta obra, o edifício começa a libertar-se dos andaimes e já se lhe pode ver a cúpula a desenhar-se no horizonte”
Esta obra provocou a reação daqueles acostumados a ensinar a moral cristã à força de dogmas e explicações enigmáticas, ridículas e fantasiosas, e o que é pior, adulterando seus ensinamentos tendo como base interesses próprios, mesquinhos e criminosos.
Data de 1864 a primeira edição do Evangelho sob o título de “Imitação do Evangelho Segundo o Espiritismo”, sendo que a partir da 2ª edição passou a ter o título que hoje conhecemos, e só depois da 3ª edição (1865) com o texto novamente modificado por orientação dos Espíritos, teve seu conteúdo definitivo.

O Céu e o Inferno (ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo)

A quarta obra da Codificação foi lançada em agosto de 1865.
Já na “Revista Espírita” do mês seguinte afirma o Codificador sobre sua mais nova publicação:
“O título desta obra indica claramente o seu objetivo. Aí reunimos todos os elementos próprios para esclarecer o homem sobre o seu destino. Como nos nossos outros escritos sobre a Doutrina Espírita, aí nada introduzimos que seja produto de um sistema preconcebido, ou de uma concepção pessoal, que não teria nenhuma autoridade: tudo aí é deduzido da observação e da concordância dos fatos.”
Combatendo a idéia, que leva a tristes conseqüências, de que a morte põe fim a tudo, mostrando que o temor da morte, por outro lado, decorre menos do instinto de conservação do que mesmo do conhecimento e do juízo errôneos do que seja a vida espiritual, a que homens são levados por crenças espiritualistas mal informadas e provando o absurdo da doutrina das penas eternas, tendo em vista a bondade e a justiça de Deus, esta obra caracteriza o céu e o inferno, não como lugares de gozos perenes e improdutivos ou de sofrimentos atrozes, que nunca terminam, mas, racionalmente, como estados de consciência que o próprio Espírito cria e nos quais vive.

A Gênese (Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo)

Em janeiro de 1868, Allan Kardec publicava “A Gênese”, fechando, assim, o ciclo das obras da Codificação.
Notamos que as Revelações Divinas têm uma seqüência lógica. A primeira, a de Moisés, tem como obra inicial o livro “Gênesis”, a terceira, a dos Espíritos, têm como livro final “A Gênese”. Como vemos a revelação divina começa com “Gênesis” e termina com “A Gênese”, nos deixando deduzir de tal fato não só que há interligação entre elas, mas também, que toda a verdade está contida dentro destes valores e que cabe a nós analisá-la com muito carinho para o bem de nossa própria história evolutiva.
Sobre a Gênese escreveu Pedro Franco Barbosa em seu livro “Espiritismo Básico”:
“(...) Encerra, atendidos os métodos de trabalho adotados desde a obra inicial, de observância dos fatos, de sua universalidade e concordância, a série de livros da codificação e apresenta, na Introdução, as razões que fizeram da Doutrina uma obra monolítica, pelas conexões e coerência de seus preceitos, ou seja generalidade e concordância no ensino dos Espíritos, até hoje não refutado pelos homens, nem desmentido pelos acontecimentos.”
Nos próximos capítulos, Kardec nos mostra as características da Revelação Espírita, seu aspecto divino, originada que foi dos Espíritos Superiores; examinando, em seguida, Deus, e a difícil compreensão de Sua existência por parte dos homens; o papel da Ciência e os problemas de cosmogênese; o espaço; o tempo; os períodos geológicos de formação da terra; a gênese orgânica, a gênese espiritual, inclusive a encarnação e reencarnação dos Espíritos, a gênese mosaica e sua compreensão à luz da Ciência.
A apreciação dos milagres, considerando estes como fatos naturais explicados por leis ainda desconhecidas ou pouco estudadas, é também tema abordado nesta obra, e ainda , os milagres do Evangelho, a natureza de Jesus e os fatos de sua vida na Terra. Sobre as predições e a teoria da presciência, o Codificador faz lúcidas considerações, e na parte final faz uma advertência, suavizada por palavras de esperança, otimismo e fé, alertando a todos para os graves acontecimentos de nossa época de transição e da necessidade de nos enquadrarmos nos ensinos do Cristo como forma de realizarmos o nosso progresso e o progresso de todo o orbe.
Como vemos, a Codificação é uma verdadeira enciclopédia de ensinamentos a respeito da “Lei Maior da Vida” que rege nossos destinos, tendo sido realizada consoante com programação bem elaborada dos maiores da Espiritualidade do qual Allan Kardec, fazendo parte, foi seu executor neste plano da vida.

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997
Site: www.autoresespiritasclassicos.com

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