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29 Maio 2013 

Como explicar a ressurreição de Jesus:  foi em corpo ou em espírito?

A vida de Jesus está repleta de acontecimentos e fenômenos que nos parecem fantásticos e sobrenaturais, alguns deles denominados milagres.  Nada há, porém, de sobrenatural, porquanto as leis de Deus não podem ser derrogadas e a elas tudo e todos estão sujeitos.  O que ocorre é que nem sempre temos o conhecimento necessário para a explicação de todos os fatos.  Por isso é mais fácil não acreditar neles, enquadrá-los como dogmas que não podemos discutir ou até mesmo esquecê-los.  E, embora tudo tenha uma explicação, convém que só percamos tempo em indagar sobre aquilo que na atualidade possa ser útil à nossa felicidade.

No transcorrer dos tempos, a ciência experimental pôde elucidar muitos “mistérios” da vida, confirmando uns e contrariando outros.  Mas boa parte das revelações científicas emerge da mente fértil e inspirada de alguns gênios, que se antecipam à demonstração material, formulando teorias que posteriormente vieram a ser comprovadas por eles mesmos ou por seus colegas.  O exemplo mais notório é o de Einsten.

Um dos grandes desafios para os cientistas ainda é a questão da alma, pois até agora não conseguiram eles encontrar provas da sua existência.  As religiões, no entanto, a aceitam como uma realidade.  O Espiritismo a admite não simplesmente por se tratar de um ato de fé, mas porque a razão demonstra que além da matéria destrutível existe um ser individualizado, imortal, que é a essência do pensamento e dos sentimentos.

Mais do que razão, temos fatos que nos bastam à crença.  Enganam-se os cientistas em acreditar apenas naquilo que pode ser medido e pesado; submetido a controle e repetido em laboratório.  O campo da espiritualidade foge aos nossos parâmetros; para a confirmação da alma, é necessário abstração das coisas puramente materiais.  Por isso, é importante que Ciência e Religião se unam na busca da verdade, para que a Fé e a Razão em equilíbrio proporcionem ao homem melhor compreensão da vida.

A ressurreição de Jesus foi em espírito.  A ciência demonstra que o corpo de carne morto não recobra a vida, e contra esse fato não se pode conjecturar.  Morto o corpo de Jesus, restava ainda a Ele o seu corpo espiritual (perispírito), e foi com este que apareceu no terceiro dia para Madalena e posteriormente aos demais apóstolos e outros seguidores.

Sendo o perispírito matéria, foi possível a Jesus, pela força de seu pensamento, condensá-lo e torná-lo visível a terceiros; e também tangível, como quando se permitiu ser tocado por Tomé.  E quando ao corpo de carne desaparecido, uma das hipóteses levantadas é a da desmaterialização, uma vez que os judeus da época não compreenderiam como Jesus poderia estar morto e aparecer em outro lugar.  Não sabiam eles da existência do corpo espiritual.

A ressurreição vinha confirmar a veracidade dos ensinamentos de Jesus, fundamentados em maior parte na existência de uma vida futura, onde se alcançaria a felicidade; e deu aos primeiros cristãos a fortaleza necessária para perpetuarem a Boa Nova, pela palavra e pelo exemplo.  Depois de Jesus, a história registrou a aparição de outros homens e mulheres, dando-nos a certeza da sobrevivência da alma e da possibilidade do intercâmbio entre o nosso mundo e o mundo espiritual.  No futuro, certamente, a ciência humana proporcionará aos incrédulos as provas de que necessitam para acreditar.

Autor:  Donizete Pinheiro

Livro:  Respostas Espíritas – Edições Sonia Maria – 1ª Edição – Capítulo:  40 - São Paulo – 1997


rosanemerat · 278 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos
28 Maio 2013 


Existem mesmo um céu e um inferno depois da morte?  E se existem, onde ficam?

Céu e inferno sempre estiveram correlacionados com a ideia de premiação ou castigo de quem age certo ou errado, no bem ou no mal.  Todos os povos e religiões têm essa noção, porque faz parte da lei natural conhecida como ação e reação, pela qual a toda causa corresponde um efeito de igual natureza e intensidade.

Quando ainda sem condições de bem compreender as verdades espirituais, especialmente a vida após a morte, o homem imaginou um céu e um inferno consoante a sua limitada inteligência e os seus anseios pessoais.  O paraíso seria então a recompensa almejada pelos bons, mas pelos critérios da felicidade do nada de preocupações ou do nada por fazer.  Já no inferno o mau estaria ardendo em chamas para sempre, sob o guante do demônio, o maligno eterno opositor de Deus.  Em função disso, por muito tempo os religiosos déspotas conseguiram domínio sobre os fracos, ameaçando-os com o fogo eterno; ao passo que, a peso de ouro, vendiam lugares no paraíso aos senhores poderosos que viviam na luxúria e na corrupção.

A Doutrina Espírita, desvendando para nós as verdades do mundo espiritual, permitiu uma melhor compreensão do céu e do inferno.

Afasta-se do início a idéia de anjos e demônios criados por Deus e desde sempre voltados para o bem e para o mal.  Todos fomos criados simples e ignorantes, sem exceção, e destinados à conquista da pureza.  O anjo é o espírito que já atingiu a culminância; e o demônio é o espírito ainda inferior e que teima em permanecer na maldade, mas que como todos os outros um dia vai se arrepender e retomar a marcha do progresso.

Não existe um céu e um inferno estabelecidos pelo Criador.  São eles estados de consciência.  Deus, na sua infinita sabedoria, criou mecanismos automáticos que conduzem a criatura ao seu crescimento intelectual e moral.  Como dissemos no início, a cada atitude nossa corresponde uma reação, seja ela do nosso próprio corpo, do nosso semelhante ou da natureza.  A avaliação do retorno nos permite saber se estamos agindo conforme a Lei Divina ou contra ela.  As coisas boas que nos chegam nos proporcionam paz, felicidade, alegria, segurança, e nos estimulam a continuar por esse caminho.  As coisas ruins causam-nos doenças, desequilíbrios, tristezas, aflições e solidão; e tais sofrimentos são permitidos por Deus para que repensemos a nossa vida e reajustemos o passo.

Ao despertar da consciência – o que às vezes depende de muito sofrimento -, o espírito arrepende-se dos erros cometidos e não fica em paz enquanto não consegue se redimir.  Aqui na Terra, atenuamos o arrependimento ocupando a nossa mente no trabalho, no estudo, no sono, no lazer e até mesmo nos vícios.  Na espiritualidade, porém, onde tudo é absolutamente transparente, o erro e o arrependimento permanecem conosco todo o tempo, convertendo-se num verdadeiro inferno.

Por uma lei de afinidade, os bons reúnem-se com os bons, daí falar-se em paraíso; e os maus ajuntam-se com os maus, daí o inferno.  Em qualquer caso, não há um lugar pré-determinado; paraísos e infernos situam-se espalhados pelo planeta, estes sempre mais próximos da crosta terrena.  O certo, contudo, é que, por onde formos, estaremos carregando em nosso íntimo o céu ou o inferno que edificamos com as nossas boas ou más condutas.

Autor:  Donizete Pinheiro

Livro:  Respostas Espíritas – Edições Sonia Maria – 1ª Edição – Capítulo:  39 - São Paulo – 1997


rosanemerat · 332 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos
26 Maio 2013 



 

É importante ter uma religião?

O homem atual parece que está em dúvida quanto a isso.  Não satisfeito com os padrões religiosos vigentes até algum tempo atrás, uma vez que não lhe era permitido discutir os dogmas instituídos e satisfazer os questionamentos do intelecto amadurecido, e tampouco encontrando o consolo para as suas aflições, o homem não só abandonou os templos, mas também afastou-se de Deus.

Refugiou-se no trabalho e nos prazeres da carne, imaginando que isso pudesse lhe preencher a alma, mas os desajustes físicos e mentais que se vê à solta, abarrotando hospitais, cadeias e lares infelizes, demonstram o engano em que se mantém.  Inútil pensar que somos capazes de viver à margem de Deus.  Sem o alimento material, o corpo enfraquece, adoece e perde a vida.  Sem o alimento espiritual, a alma igualmente enfraquece, perturba-se e permanece em sofrimento, que lhe parece eterno, porquanto a imortalidade é seu atributo.

Como o filho pródigo da parábola evangélica, que depois de muito sofrer e arrependido retorna ao lar paterno, mais cedo ou mais tarde o homem perceberá que os bens materiais adquiridos com o exaustivo trabalho não lhe satisfazem os anseios da alma, não lhe dão a força íntima capaz de suportar as dores maiores, como a perda de entes queridos, as desilusões amorosas, os fracassos, a solidão e os medos.  Perceberá que a satisfação ininterrupta dos instintos gera permanente insatisfação, convertendo-se em angústia incontrolável e destruidora.

É certo que a medicina moderna tem contribuído para o reequilíbrio mental do homem, mas ainda não alcançou a plenitude dos seus recursos, justamente porque não leva em conta o fato de que o homem é espírito imortal e renasce várias vezes; e desconsidera também que somente a perfeita identificação da criatura com o Criador, pelo cumprimento das leis por este instituídas, é que proporcionará a saúde integral e perene.  Em razão disso, acaba por tratar a doença, sem tratar o doente, que continuará a atrair para si mais doenças.

Ao curar as pessoas, Jesus alertava:  Vá e não peques mais”.  Sendo o maior de todos os terapeutas, ensinava o Mestre que somente a vida reta proporciona o equilíbrio da alma e do corpo.  Deixou-nos Ele regras divinas de comportamento, além daquelas insertas no decálogo de Moisés, para que pudéssemos viver bem conosco mesmo e com o próximo.  Bastaria que as seguíssemos, e tudo em nós seria bom.

O Espiritismo, procurando reviver o Cristianismo em sua pureza, tem aprofundado o estudo da filosofia de Jesus, elucidando-a e complementando-a com as revelações do plano espiritual, dando-nos respostas fundamentais:  Quem sou?  De onde vim?  O que faço aqui?  Por que sofro?  Para onde vou?

Muitas pessoas dizem:  não sigo nenhuma religião, mas creio em Deus e procuro ser bom.  Ótimo, mas não basta.  Ninguém que queira realmente crescer conseguirá sozinho penetrar em todos os conhecimentos eternos; é preciso estudo aprofundado das coisas, só alcançável pela troca constante de informações entre as pessoas.  Ninguém sozinho conseguirá vencer todos os sofrimentos, porque não somos bastante fortes para isso; o apoio da religião e dos companheiros de crença impede-nos a derrocada total.

Imprescindível, pois, que o homem retorne para Deus o quanto antes, buscando-O na religião que mais lhe preencha a alma.  E encontrando Deus, terá encontrado a si mesmo, porquanto, na verdade, o Criador também está dentro da criatura.

Autor:  Donizete Pinheiro

Livro:  Respostas Espíritas – Edições Sonia Maria – 1ª Edição – Capítulo:  35 - São Paulo – 1997


rosanemerat · 302 vistos · 0 comentários
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26 Maio 2013 

 

O que é o Passe?

O Espiritismo tem por objetivo maior o bem estar do homem, que é alcançado em sua plenitude quando este se acha em perfeita harmonia consigo próprio e com o meio que o cerca.  Sua metodologia dá prioridade à conduta preventiva e compreende uma infinidade de ensinamentos sobre as leis naturais que regem a vida material e espiritual.

Reforçando a mensagem de Jesus, diz a Doutrina Espírita, por exemplo, que o perdão deve ser usado sempre que alguém nos ofender, porquanto o ódio, a mágoa ou a revolta desequilibram o nosso emocional e causam doenças em nós mesmos.  Obviamente, se perdoamos o ofensor, estamos livres dos efeitos nefastos desses sentimentos negativos.

O homem, no entanto, é ainda muito acomodado e preso às paixões mundanas, que lhe satisfazem os anseios imediatos, de modo que dá pouco valor à prevenção, acabando por ter que remedir o problema.  É o caso da pessoa que prefere tomar remédios para curar a ressaca do que evitar a bebida alcoólica que a provoca.

Mas, como tarda o dia em que seremos capazes de agir corretamente de tal forma que nunca fiquemos doentes, a Doutrina Espírita se dedica também a consolar e curar as criaturas.  E o faz porque a Medicina ainda não incorporou plenamente a ideia de que somos espíritos e de que na alma é que está a raiz dos nossos males.  Num futuro que se espera seja próximo, a ciência comprovará a existência do corpo espiritual (perispírito), conhecerá o seu funcionamento e o inter relacionamento com o corpo de carne, com o que grande avanço conseguirá na cura do homem.

O passe é um método de cura adotado pelo Espiritismo, mas que já era do conhecimento de alguns povos da antiguidade e mais recentemente tem sido aplicado regularmente por algumas religiões e práticas terapêuticas.  Jesus usou em larga escala a cura pela imposição das mãos, mas seus feitos não eram milagres, e sim o emprego de técnicas energéticas que à época já eram por Ele conhecidas.

Tem sua base no fato de que tudo na vida é energia e de que as energias podem ser permutadas e transformadas.  O homem pode movimentar essas energias, ou fluidos, pela força do seu pensamento, direcionando-o para um fim salutar ou pernicioso.  Assim, quando pensamos positivamente em favor de uma pessoa, desejando-lhe paz, alegria e felicidade, estamos enviando-lhe energias boas; do contrário, se endereçamos pensamentos de ódio e vingança, as energias que remetemos a ela é destrutiva.  Nosso pensamento é força criadora, efetivamente.  Se não vemos as nossas criações mentais, os efeitos delas já forma por diversas vezes constatados.  Nada aí para estranhar, porquanto também não vemos as ondas sonoras, mas as escutamos.

Pois bem.  O passe empregado nos Centros Espíritas é a transmissão de energias positivas de uma pessoa para outra.  Processa-se com a imposição das mãos à altura da cabeça, sem o toque, enquanto o passista e a pessoa que o recebe se mantêm em oração, conduta íntima que favorece a assistência espiritual superior.  Quanto mais sinceridade, quanto mais fé, mais poderosos são os efeitos do passe, chegando mesmo a produzir, em alguns casos, curas imediatas.

Sem qualquer contra indicação, o passe pode ser buscado sempre que nos sentimos indispostos ou doentes, mas é importante ressaltar que, se nos curamos, é preciso “não pecar mais, para que o pior não nos aconteça”, como advertia Jesus ao curar os enfermos de sua época.

Autor:  Donizete Pinheiro

Livro:  Respostas Espíritas – Edições Sonia Maria – 1ª Edição – Capítulo:  31 - São Paulo – 1997


rosanemerat · 292 vistos · 0 comentários
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15 Maio 2013 

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Como deve ser entendido o livre arbítrio?

A libertação é um anseio do indivíduo.  As constituições democráticas a protegem e os povos dominados a buscam incessantemente.  A liberdade, contudo, nunca será plena, já que a convivência com o próximo determina um limite, ou seja, o nosso direito de liberdade vai até onde começa o direito do nosso semelhante.  Por exemplo:  o direito de ir e vir nos autoriza a livre locomoção pelo país, no entanto não podemos invadir a casa alheia, porque então estaremos violando o direito do proprietário.

O homem ignorante, por isso ainda egoísta, orgulhoso e violento, não respeita as leis e nem o próximo, imaginando que pode livremente agir consoante a sua vontade, na busca de saciar os seus desejos e paixões.  Lançando mão de vários recursos, furta-se muitas vezes à ação da justiça humana, esquecendo-se, porém, de que acima desta vige a Justiça Divina, da qual não escapará.

A legislação penal não é proibitiva, mas sancionadora.  Explicando melhor:  a lei não diz que proibido matar, mas estabelece pena reclusiva para aquele que tira a vida de alguém.  É sabido que não se consegue evitar a infração da lei com simples normas abstratas, mas que é preciso impor-se uma reprimenda que freie a ação considerada prejudicial à praz da coletividade, posto que o homem não está suficientemente maduro para cumprir espontaneamente normas sociais.

A lei de Deus para os homens funciona da mesma maneira.  Melhor diríamos que, na verdade, foi a sociedade que estabeleceu para si, embora ainda imperfeitamente, a mesma lei do Criador.  Existe uma lei natural conhecida como ação e reação, pela qual o homem sempre colherá os frutos do que plantou, sejam eles saborosos ou amargos.  Todos os dias estamos sujeitos aos efeitos dessa regra fundamental da Justiça Divina.  Quando ingerimos muita bebida alcoólica, reage o corpo com mal estar, dor de cabeça, como se diz, com a ressaca.  Quando somos cordiais, prestativos e alegres para com as pessoas, conquistamos muita simpatia e amizade; mas se somos grosseiros, carrancudos e ofensivos, só temos desafetos e vivemos solitários.

Essa lei tem por finalidade indicar a nós, espíritos em evolução, o caminho certo da felicidade.  Por outras palavras, toda vez que a nossa atitude provocar uma reação de dor e sofrimento, sabemos que ela foi errada e que não devemos incorrer no mesmo erro.

Quando mais erramos, mais presos estamos às consequências fatais dos nossos atos.  Somos livres para semear, mas a colheita é sempre obrigatória.  Você não é obrigado a contrair uma dívida, mas se a contraiu é seu dever pagá-la.  Por isso, a exata compreensão da Lei e uma vida conforme suas regras nos torna livres e felizes.  À medida que nos comportamos de acordo com a lei, libertamo-nos dos reflexos da infração e amplia-se as possibilidades de nós mesmos decidirmos o nosso destino, que embora esteja sujeito à Lei, não é absoluto.  Essa a verdadeira liberdade; a liberdade com responsabilidade, com consciência.

Assim, o livre arbítrio existe para que tenhamos o mérito do nosso esforço; para que saibamos que não somos meros brinquedos nas mãos de um Criador a se divertir, mas sim filhos de um Amor ainda não bem compreendido, predestinados à felicidade.

Autor:  Donizete Pinheiro

Livro:  Respostas Espíritas – Edições Sonia Maria – 1ª Edição – Capítulo:  28 - São Paulo – 1997


rosanemerat · 432 vistos · 0 comentários
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15 Maio 2013 

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O que é a reforma íntima apregoada pelo Espiritismo?

Reforma íntima é o processo de aprimoramento do homem.  O conhecimento do Evangelho do Cristo e das verdades reveladas pelos espíritos leva-nos a rever o conceito que temos da vida.  Somos quais náufragos refugiados provisoriamente em uma ilha, mas com retorno certo para o nosso país de origem – o mundo espiritual.  As coisas da Terra passam a ter para nós uma importância relativa, ou seja, os bens materiais são utilidades necessárias à nossa sobrevivência e devem ser usados com parcimônia, em nosso benefício e da coletividade, porque dependemos uns dos outros.  As agruras e sofrimentos daqui são suportados com mais resignação e coragem, pois sabemos que têm seu termo com a viagem de volta – o desencarne.  Compreende-se que o amor ao próximo não é simplesmente uma proposição religiosa, mas uma lei regulando a vida dos seres e determinando a nossa própria felicidade, porquanto recebemos na mesma medida em que damos.

Ao contato dessas novas informações, estabelece-se em nós uma luta, porque o Cristo disse que não veio trazer a paz, mas a espada.  E é exatamente assim:  perdemos a nossa paz.  Não a verdadeira, mas a ilusória, que significa acomodação, indiferença.  Passamos a guerrear conosco mesmo.  Temos agora novas lições a seguir, mas o homem-velho, orgulhoso, egoísta e vingativo ainda teima em permanecer em nós.  Como no dizer do apóstolo Paulo:  O Bem que quero fazer não faço, mas o mal que não quero, esse eu faço.  A nossa consciência até então tranqüila já não nos deixa dormir sem refletir nos erros que cometemos sucessivamente.  Passamos a nos arrepender das atitudes infelizes e para nosso sossego buscamos a reconciliação com quem ferimos.  Isso tudo é para nós muito desgastante e doloroso.  Para evitar outros erros e novos sofrimentos, estabelecemos uma ação preventiva, vigiando a nossa conduta, dedicando-nos mais à oração e às leituras sadias, abandonando vícios e hábitos perniciosos.  Esse é o primeiro passo da reforma íntima.

Daí entra-se numa segunda fase, que decorre do ensinamento evangélico de que devemos fazer ao próximo todo o bem possível, tudo aquilo que desejamos para nós mesmos.  Em razão dele também o lema espírita:  Fora da Caridade não há salvação.  Por outras palavras, não basta simplesmente não fazer o mal, não errar, mas é preciso fazer o bem.  Quem não faz o bem, automaticamente está fazendo o mal por omissão, causa de tanta miséria e ignorância no mundo.  Ciente disso, o candidato disposto à auto-reforma abandona o comodismo, vence a inércia e lança-se ao trabalho de ajuda às crianças abandonadas, à velhice desamparada, aos miseráveis e aos doentes.  Já é um grande passo.  Mas ainda assim, o bem em nós é quase um dever, que nem sempre cumprimos de boa vontade.  Fazemos a caridade porque sabemos que deve ser assim, que é o melhor, que haverá uma recompensa divina, mesmo que seja ele espiritual.

Finalmente, a reforma íntima chega ao seu final quando fazer o bem torna-se um prazer.  É uma ação incorporada à nossa personalidade, manifestando-se espontaneamente, sem que por ela esperemos qualquer recompensa.  Então, já não seremos mais meros aprendizes, mas servos do amor de Jesus na grande obra de implantação da paz nos corações.

Autor:  Donizete Pinheiro

Livro:  Respostas Espíritas – Edições Sonia Maria – 1ª Edição – Capítulo:  27 São Paulo – 1997


rosanemerat · 926 vistos · 0 comentários
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