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31 Out 2015 


Você é um ser humano adulto e consciente, responsável pelo seu comportamento.
Controle as suas ideias.
Rejeite os pensamentos inferiores e perturbadores.
Estimule as suas tendências boas e repila as más.
Tome conta de si mesmo.Deus concedeu a jurisdição de si mesmo, é você quem manda em você nos caminhos da vida. Não se faça de criança mimada. Aprenda a se controlar em todos os instantes e em todas as circunstâncias.
Experimente o seu poder e verá que ele é maior do que você pensa.
A cura da obsessão é uma auto-cura. Ninguém pode livrar você da obsessão se você não quiser livrar-se dela. Comece a livrar-se agora, dizendo a você mesmo:
Sou uma criatura normal, dotada do poder e do dever de dirigir a mim mesmo.
Conheço os meus deveres e posso cumpri-los.
Deus me ampara.
Repita isso sempre que se sentir perturbado. Repita e faça o que disse. Tome a decisão de se portar como uma criatura normal que realmente é, confiante em Deus e no poder das forças naturais que estão no seu corpo e no seu espírito, à espera do seu comando. Dirija o seu barco.
Reformule o seu conceito de si mesmo. Você não é um pobrezinho abandonado no mundo. Os próprios vermes são protegidos pelas leis naturais. Por que motivo só você não teria proteção? Tire da mente a idéia de pecado e castigo. O que chamam de pecado é o erro, e o erro pode e deve ser corrigido. Corrija-se. Estabeleça pouco a pouco o controle de si mesmo, com paciência e confiança em si mesmo.
Você não depende dos outros, depende da sua mente. Mantenha a mente arejada, abra suas janelas ao mundo, respire com segurança e ande com firmeza. Lembre-se dos cegos, dos mudos e dos surdos, dos aleijados e deficientes que se recuperam confiando em si mesmos. Desenvolva a sua fé. Fé é confiança. Existe a Fé Divina, que é a confiança em Deus e no Seu Poder que controla o Universo. Você, racionalmente, pode duvidar disso? Existe a Fé Humana, que é a confiança da criatura em si mesma. Você não confia na sua inteligência, no seu bom senso, na sua capacidade de ação? Você se julga um incapaz e se entrega às circunstâncias deixando-se levar por ideias degradantes a seu respeito? Mude esse modo de pensar, que é falso.
Quando vier às reuniões de desobsessão, venha confiante. Os que o esperam estão dispostos a auxiliá-lo. Seja grato a essas criaturas que se interessam por você e ajude-as com sua boa vontade. Se você fizer isso, a sua obsessão já começou a ser vencida. Não se acovarde, seja corajoso.
Apenas o doente convertido voluntariamente em médico de si mesmo atinge a cura positiva. No doloroso quadro das obsessões, o princípio é análogo.
Se a vítima capitula sem condições, ante o adversário, entrega-se-lhe totalmente e torna-se possessa, após transformar-se em autômato à mercê do perseguidor.
Se possui vontade frágil e indecisa, habitua-se com a persistente atuação dos verdugos e vicia-se no círculo de irregularidades de muito difícil corrigenda, porquanto se converte, aos poucos, em polos de vigorosa atração mental aos próprios algozes. Em tais casos, nossas atividades de assistência estão quase circunscritas a meros trabalhos de socorro, objetivando resultados longínquos.
Quando encontramos, porém, o enfermo interessado na própria cura, valendo-se de nossos recursos para aplicá-los à edificação interna, então podemos prever triunfos imediatos.
Em todas as nossas atividades de socorro há sempre imenso proveito, ainda mesmo quando a sua extensão não seja perceptível ao olhar comum. E qualquer doente dessa natureza que se disponha a cooperar conosco, em benefício próprio, colaborando decididamente na restauração de suas atividades mentais, regenerando-se à luz da vida renovada no Cristo, pode esperar o restabelecimento da saúde relativa do corpo terrestre. Quando a criatura, todavia, roga a assistência de Jesus com os lábios, sem abrir o coração à influência divina, não deve aguardar milagres de nossa colaboração. Podemos ajudar, socorrer, contribuir, esclarecer; não é, porém, possível improvisar recursos, cuja organização é trabalho exclusivo dos interessados.
…Observou a jovem que tudo faz por guardar-se do mal? Tem estado a cair sob os golpes dos perseguidores que lhe assediam impiedosamente o coração. Entretanto, como alguém que atravessa longa e perigosa senda sobre o abismo, confiante em Deus, ela tem recorrido à prece, incessantemente, estudando a si mesma e mobilizando as possibilidades de que dispõe para não perturbar a ordem dentro dela própria. Na tentação de que é vítima, tem essa irmã a provação que a redime. Ela, porém, com o heroísmo silencioso de seu trabalho, tem esclarecido os próprios perseguidores, compelindo-os à meditação e à disciplina. Segundo vê, essa lutadora sabe preservar o instrumento que lhe foi confiado e, convertida em doutrinadora dos verdugos, pelo exemplo de resistência ao mal, transforma os inimigos, iluminando a si mesma. Ante a colaboração dessa natureza, temos o problema da cura altamente facilitado.
Não se verificará, porém, o mesmo com aqueles que não se acautelam com a defesa do instrumento corporal. Entregue aos malfeitores, o violino simbólico a que nos referimos pode permanecer semidestruído. E, ainda que seja restituído ao legítimo possuidor, não pode atender ao trabalho da harmonia, com a mesma exatidão de outro tempo. Um stradivarius pode ser autêntico, mas não se fará sentir com as cordas rebentadas.
Como vemos, os casos de obsessão apresentam complexidades naturais e, na solução deles, não podemos prescindir do concurso direto dos interessados.
Site:  Espiritismo – Conceitos

rosanemerat · 250 vistos · 0 comentários
Categorias: ABC do Espiritismo
31 Out 2015 


O desdobramento espontâneo pode mostrar um caráter medianímico, ou não. Caracteriza-se como medianímico, quando serve à manifestação de uma vontade estranha à do sujeito (médium), com vistas à orientação ou esclarecimento, ou, até, à mera comprovação da sobrevivência espiritual. Trata-se, aliás, de um fenômeno bem comum entre os médiuns de incorporação, que, em se desprendendo e chegando ao desdobramento, facilitam mais a ação do Espírito comunicante sobre seu equipamento físico, acompanhando, conscientemente, todo o processo, que não deixa, aliás, de receber, quase sempre, sua influência e sustentação.  

O desdobramento induzido difere do espontâneo, por resultar de uma ação específica  que  deflagra  o  processo.  O  sujeito  pode  ser  induzido  ao desdobramento  magneticamente  ou  hipnoticamente,  apresentando-se  mui tênues,  na  verdade,  as  diferenças  entre  os  dois  processos, facilmente confundíveis, aliás, e não sendo raro, até, que ambos sejam empregados conjugadamente numa mesma operação. A indução magnética é normalmente aplicada pelos Espíritos, em tarefa de ajuda aos médiuns, especialmente para que consigam desprender-se e, se for o caso, desdobrar-se, facilitando aos comunicantes o uso de seu equipamento físico para o trabalho psicofônico e psicográfico, entre outros.
O desdobramento (que nada tem a ver com que se conhece em Neurologia, como sensação de “despersonalização”) é hoje não só plenamente reconhecido, como estudado por pesquisadores de importantes centros. O perispírito pode apresentar-se bi-corpóreo, ou seja, com um outro corpo, de forma igual ao do físico, fluídico, com maior ou menor densidade, mas suscetível de ser visto e, até, tocado.
Raros Espíritos encarnados conseguem absoluto domínio de si próprios, em romagens de serviço edificante fora do carro de matéria densa .  Habituados à orientação pelo ante qualquer surpresa menos agradável, na esfera de fenômenos inabituais, procuram instintivamente o retorno ao vaso carnal, à maneira do molusco que se refugia na própria concha,  diante de qualquer impressão em desacordo com os seus movimentos rotineiros.
Nem todo “desprendimento” significa desdobramento.
Pode ser espontâneo ou induzido (provocados magnética ou hipnoticamente).
Site:  Espiritismo – Conceitos

rosanemerat · 241 vistos · 0 comentários
Categorias: ABC do Espiritismo
31 Out 2015 

Resultado de imagem para desdobramento em serviço

Personagens do texto abaixo:
Áulus                 Espírito orientador de André Luiz, no plano espiritual.
André Luiz        Espírito que ditou o testo abaixo, por intermédio do médium Chico Xavier.
Hilário               Espírito, companheiro de André Luiz.
Clementino        Espírito – supervisor (mentor) espiritual – responsável pela reunião mediúnica.
Antônio Castro O médium

Chegara a vez do médium Antônio Castro. Profundamente concentrado, denotava a confiança com que se oferecia aos objetivos de serviço.
Aproximou-se dele o irmão Clementino e, à maneira do magnetizador comum, impôs-lhe as mãos aplicando-lhe passes de longo circuito.
Castro como que adormeceu devagarinho, inteiriçando-se-Ihe os membros.
Do tórax emanava com abundância um vapor esbranquiçado que, em se acumulando à feição de uma nuvem, depressa se transformou, à esquerda do corpo denso, numa duplicata do médium, em tamanho ligeiramente maior.Nosso amigo como que se revelava mais desenvolvido, apresentando todas as particularidades de sua forma física, apreciavelmente dilatadas.
O diretor espiritual da casa submetia o medianeiro a delicada intervenção magnética que não seria lícito perturbar ou interromper.
O médium, assim desligado do veículo carnal, afastou-se dois passos, deixando ver o cordão vaporoso que o prendia ao campo somático.
Enquanto o equipamento fisiológico descansava, imóvel, Castro, tateante e assombrado, surgia, junto de nós, numa cópia estranha de si mesmo, porquanto, além de maior em sua configuração exterior, apresentava-se azulada à direita e alaranjada à esquerda.
Tentou movimentar-se, contudo, parecia sentir-se pesado e inquieto…
Clementino renovou as operações magnéticas e Castro, desdobrado, recuou, como que se justapondo novamente ao corpo físico.
Verifiquei, então, que desse contacto resultou singular diferença. O corpo carnal engolira, instintivamente, certas faixas de força que imprimiam manifesta irregularidade ao perispírito, absorvendo-as de maneira incompreensível para mim.
Desde esse instante, o companheiro, fora do vaso de matéria densa, guardou o porte que lhe era característico.
Era, agora, bem ele mesmo, sem qualquer deformidade, leve e ágil, embora prosseguisse encadeado ao envoltório físico pelo laço aeriforme, que parecia mais adelgaçado e mais luminoso, à medida que Castro-Espírito se movimentava em nosso meio.
Enquanto Clementino o encorajava com palavras amigas, o nosso orientador, certamente assinalando-nos a curiosidade, deu-se pressa em esclarecer: Com o auxílio do supervisor, o médium foi convenientemente exteriorizado. A princípio, seu perispírito ou «corpo astral» estava revestido com os eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo de carne, conhecidos aqueles, em seu conjunto, como sendo o «duplo etérico», formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre, destinando-se à desintegração, tanto quanto ocorre ao instrumento carnal, por ocasião da morte renovadora. Para melhor ajustar-se ao nosso ambiente, Castro devolveu essas energias ao corpo inerme, garantindo assim o calor indispensável à colmeia celular e desembaraçando-se, tanto quanto possível, para entrar no serviço que aguarda.
Ah!, disse Hilário, com expressão admirativa, aqui vemos, desse modo, a exteriorização da sensibilidade!…
Sim, se algum pesquisador humano ferisse o espaço em que se situa a organização perispirítica do nosso amigo, registraria ele, de imediato, a dor do golpe que se lhe desfechasse, queixando-se disso, através da língua física, porque, não obstante liberto do vaso somático, prossegue em comunhão com ele, por intermédio do laço fluídico de ligação.
Observei atentamente o médium projetado ao nosso círculo de trabalho.
Não envergava o costume azul e cinza de que se vestia no recinto, mas sim um roupão esbranquiçado e inteiriço que descia dos ombros até o solo, ocultando-lhe os pés, e dentro do qual se movia, deslizante.
Áulus registrou-me as anotações íntimas e esclareceu: Nosso irmão, com a ajuda de Clementino, está usando as forças ectoplásmicas que lhe são próprias, acrescidas com os recursos de cooperação do ambiente em que nos achamos. Semelhantes energias transudam de nossa alma, conforme a densidade específica de nossa própria organização, variando desde a sublime fluidez da irradiação luminescente até a substância pastosa com que se operam nas crisálidas os variados fenômenos de metamorfose.
Depois de fitar o médium hesitante alguns momentos, prosseguiu: Castro é ainda um iniciante no serviço. À medida que entesoure experiência, manejará possibilidades mentais avançadas, assumindo os aspectos que deseje, considerando que o perispírito é constituído de elementos maleáveis, obedecendo ao comando do pensamento, seja nascido de nossa própria imaginação ou da imaginação de inteligências mais vigorosas que a nossa, mormente quando a nossa vontade se rende, irrefletida, à dominação de Espíritos tirânicos ou viciosos, encastelados na sombra.
Nosso amigo, então, se pudesse pensar com firmeza fora do campo físico, se já tivesse conquistado uma boa posição de autogoverno, com facilidade imprimiria sobre as forças plásticas de que se reveste a imagem que preferisse, aparecendo ao nosso olhar como melhor lhe aprouvesse, porque é possível estampar em nós mesmos o desenho que nos agrade.
Importa reconhecer, contudo, que esse desenho, embora vivo, não é comparável ao vestuário em nosso plano…
Áulus acrescentou: De modo nenhum, o pensamento modelará a forma que nos inclinamos a adotar, no entanto, os apetrechos de nossa apresentação na esfera diferente de vida a que fomos trazidos, segundo vocês já conhecem, variarão em seus tipos diversos.
Lembremo-nos, para exemplificar, de um homem terrestre tatuado. Terá ele escolhido um desenho, através do qual a sua forma, por algum tempo, se faz mais facilmente identificável, mas envergará a vestimenta que mais lhe atenda ao bom gosto, conforme as usanças do quadro social a que se ajusta.
Durante o desdobramento, o médium não deve dispersar a atenção. O médium, sendo incipiente ainda nesse gênero de tarefa, precisa de instrumentação adequada para reduzir a própria capacidade de observação, de modo a interferir o menos possível na tarefa a executar. Esta instrumentação consiste de um capacete, do plano espiritual, em forma de antolhos, a fim de evitar o desvio de atenção…
A oração do grupo, acompanhando-o na excursão e transmitida ao médium, de imediato, constitui-lhe abençoado tônico espiritual…
O corpo físico do médium funciona como se lhe fosse um aparelho radiofônico para comunicações a distância…
Raros Espíritos encarnados conseguem absoluto domínio de si próprios, em romagens de serviço edificante fora do carro de matéria densa. Habituados à orientação pelo corpo físico, ante qualquer surpresa menos agradável, na esfera de fenômenos inabituais, procuram instintivamente o retorno ao vaso carnal, à maneira do molusco que se refugia na própria concha, diante de qualquer impressão em desacordo com os seus movimentos rotineiros.
O médium em estado de desdobramento, afastado do corpo físico, encontrando-se com um espírito que deseje se comunicar, o médium pode servir de intermediário. O seu corpo físico pode modificar a expressão fisionômica ao transmitir a mensagem do espírito comunicante.
Normalmente, o médium ao retornar ao seu estado normal, na posse de todas as suas faculdades normais, pode esfregar os olhos como quem desperta de grande sono.
Site:  Espiritismo – Conceitos

rosanemerat · 386 vistos · 0 comentários
Categorias: ABC do Espiritismo
15 Jan 2014 

 


 

Dentro da definição que lhe deu Allan Kardec, o Espiritismo tem, ao mesmo tempo, um aspecto geral, como filosofia espiritualista, e os aspectos particulares, que são inerentes a seu caráter e sua organização. Quem o diz é o próprio Allan Kardec na introdução de O Livro dos Espíritos, ao ensinar que “todo espírita é espiritualista, mas nem todo espiritualista é espírita”. Realmente, há muitos espiritualistas que, embora admitam o fenômeno de além-túmulo, não aceitam os postulados do Espiritismo. São espiritualistas, mas, na realidade, não são espíritas.

Estas noções iniciais são muito conhecidas dos adeptos do Espiritismo, mas a verdade é que muitas pessoas julgam mal o Espiritismo, exatamente porque não conhecem as noções elementares da Doutrina. Daí, portanto, a necessidade, não mais para os espíritas, mas para o elemento leigo, de certos rudimentos indispensáveis a respeito do Espiritismo, sua definição, seu caráter, seus métodos, suas consequências.

O fenômeno, como se sabe, é o ponto de partida, tanto do Espiritismo, como de todas as escolas e correntes que se preocupam com o além-túmulo. É de notar-se, porém, que nem todos os que se dedicam à experimentação mediúnica entram nas indagações de ordem filosófica. Sob esse ponto de vista, é claro que o Espiritismo ultrapasse a experimentação pura e simples, porque, além de tratar, também, da origem do fenômeno, tira consequências morais de grande influência, tanto na vida particular, como na vida social. Justamente por isso foi que Allan Kardec definiu o Espiritismo como uma ciência que trata da origem e do destino dos espíritos, assim como de suas relações com o mundo terreno.

Aí então, implicitamente, os três pontos básicos:

1. A origem e destino dos espíritos são questões transcendentais de alta filosofia;

2. A relação dos espíritos com o mundo terreno é assunto da ciência experimental, porque são os fenômenos que provam essas relações;

3. O aspecto moral, porém, é fundamental para o Espiritismo.

De que serve a experimentação apenas como assunto de curiosidade? De que serve entrar em comunicações com os espíritos ou provocar fenômenos, sem tirar desses fenômenos o que é essencial para o refinamento dos costumes, para a reforma interior do homem?

Para muita gente, Espiritismo é apenas fenômeno, mas quem conhece um pouco da Doutrina sabe muito bem que não é assim. Para certas escolas, por exemplo, o fenômeno é o fim, ao passo que para o Espiritismo o fenômeno é o meio. Mas, meio de quê? Meio de aperfeiçoamento, elemento de convicção para a aceitação da vida futura e, consequentemente, caminho para a crença em Deus.

Enquanto certos experimentadores levam anos e anos observando e provocando fenômenos, sem tirar conclusão alguma acerca dos altos e importantes problemas da vida futura e do destino humano, o experimentador espírita, quando bem orientado pela Doutrina Espírita, parte do fenômeno, sobe à indagação dos porquês, que é o terreno da filosofia, e, depois, faz as necessárias aplicações à vida prática, isto é, ao comportamento do homem, às atitudes privadas e públicas, aos padrões de moralidade que a condição de espírita exige em qualquer situação. A não ser assim, a experimentação, por si só, é assunto simplesmente de curiosidade. 

Autor (a): Deolindo Amorim

Revista Cultura Espírita – Instituto de Cultura Espírita do Brasil (ICEB) –

Ano: IV – Edição nº 36- Página: 09 – Rio de Janeiro – Março/2012.

Revista Internacional de Espiritismo – Edição nº 05 – Junho/1954. 

JORGE, José – Relembrando Deolindo II – Editora CELD –

Páginas: 20 e 21 – Rio de Janeiro/1994.


rosanemerat · 298 vistos · 0 comentários
Categorias: ABC do Espiritismo
22 Jun 2012 

É preocupação de todos os tempos, a questão da influência do meio na formação do caráter do homem. Filósofos chegaram a afirmar ser o homem produto do meio. O Espiritismo, em seu caráter filosófico, também tem neste questionamento muita contribuição para dar, e ainda vai além, porque estuda não só a influência do meio, mas também do organismo, na formação do Espírito.

São os próprios Espíritos quem nos afirmam:

É inegável que sobre o Espírito exerce influência a matéria (…). Daí vem que, nos mundos onde os corpos são menos materiais do que na Terra, as faculdades se desdobram mais livremente. Porém, o instrumento não dá a faculdade (…) Tendo o homem instinto do assassínio, seu próprio Espírito é, indubitavelmente, quem possui esse instinto e quem lho dá; não são seus órgãos que lho dão.

A matéria é apenas o envoltório do Espírito, como o vestuário o é do corpo. Unindo-se a este, o Espírito conserva os atributos da natureza espiritual.

Com isso temos que realmente tanto a matéria como o meio podem dificultar ou auxiliar no desenvolvimento espiritual, mas jamais determinar a situação de queda ou de elevação.

Tanto o meio como o corpo são atributos conquistados pela própria evolução espiritual. Na verdade, é o Espírito quem determina, pelas suas vinculações, o corpo ou o meio em que irá renascer. Se fosse impossível subtrair-lhe a sua influência, como conseguiria ele o progresso?

Temos também o caso em que o corpo ajuda ao Espírito, porque o esconde de seus inimigos. É comum vermos histórias de Espíritos que retornaram ao corpo físico como forma de esconder de seus obsessores. Outras vezes o corpo nos livra de situações embaraçosas da lei de atração: no estado de vigília superamos determinada tendência, mas quando no estado de desprendimento do perispírito, através do sono, nos achamos diante desta mesma tendência, não conseguimos nos livrar de sua influência. Neste caso, o corpo funciona como defesa.

O livre-arbítrio é sempre o que fala mais alto. Sem ele, qual o mérito ou demérito do ser em processo de evolução?

O que o homem procura é justificar seus erros através da má interpretação do texto evangélico, quando Jesus nos afirma: Na verdade o Espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mateus, 26: 41). O que Jesus quis dizer é que temos que nos vigiar, porque todas as vezes que nos deixamos levar pelos interesses imediatistas (da carne), entramos em processo de queda, ou seja, fraquejamos.

Segundo a doutrina vulgar, de si mesmo tiraria o homem todos os seus instintos, que, então proviriam, ou da sua organização física, pela qual nenhuma responsabilidade lhe toca, ou da sua própria natureza, caso em que lícito lhe fora procurar desculpar-se consigo mesmo, dizendo não lhe pertencer a culpa de ser feito como é. Muito mais moral se mostra, indiscutivelmente, a Doutrina Espírita. Ela admite no homem o livre-arbítrio em toda a sua plenitude e, se lhe diz que, praticando o mal, ele cede a uma sugestão estranha e má, em nada lhe diminui a responsabilidade (…) Assim de acordo com a Doutrina Espírita, não há arrastamento irresistível: o homem pode sempre cerrar ouvidos à voz oculta que lhe fala no íntimo, induzindo-o ao mal (…)

Para melhor entendimento do mecanismo de vigilância, que se faz necessário para o bom desenvolvimento do nosso evoluir, sugerimos o estudo do capítulos I e II do livro Pensamento e Vida do nosso bondoso Espírito Emmanuel.

Ele mostra a questão nos seguintes moldes:

O reflexo esboça a emotividade.

A emotividade plasma a idéia.

A idéia determina a atitude e a palavra que comanda as ações.44

No capítulo seguinte temos:

Comparando a mente humana a um grande escritório, subdividido em diversas seções de serviço, temos aí o departamento do Desejo, em que operam os propósitos e as aspirações.

Relacionando o ensinamento deste capítulo com o anterior, temos o desejo como gerador da idéia (pensamento), sendo esta a determinadora da ação.

Assim temos:

DESEJO » PENSAMENTO » AÇÃO

Portanto, moralizemos nosso desejo, e moralizaremos nossas ações.

Mas como moralizar nossos desejos, se eles são frutos da nossa longa experiência reencarnatória?

Segundo Emmanuel, neste mesmo capítulo, temos na mente os departamentos do desejo, da inteligência, da imaginação, da memória, mas “acima de todos eles, porém, surge o Gabinete da Vontade”.

E prossegue:

A Vontade é a gerência esclarecida e vigilante, governando todos os setores da ação mental (…)

(…) A eletricidade é energia dinâmica.

O magnetismo é energia estática.

O pensamento é força eletromagnética.

Pensamento, eletricidade e magnetismo conjugam-se em todas as manifestações da Vida Universal, criando gravitação e afinidade, assimilação e desassimilação, nos campos múltiplos da forma que servem à romagem do espírito para as Metas Supremas, traçadas pelo Plano Divino.

A vontade, contudo, é o impacto determinante.

Nela dispomos do botão poderoso que decide o movimento ou a inércia da máquina.

Portanto, podemos dizer que o Espírito é forte o suficiente para vencer as dificuldades impostas pelo meio, e pelo organismo. Para isso basta usar a força chamada Vontade.

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho

Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997

Site: www.autoresespiritasclassicos.com

Livros: “O Livro dos Espíritos”, questão 846.

“O Livro dos Espíritos”, questão 367.

“O Livro dos Espíritos” questão 872.

“Pensamento e Vida” cap. I.

“Pensamento e Vida” cap. II.


rosanemerat · 1740 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos, ABC do Espiritismo
22 Jun 2012 

1 – Livre-arbítrio e Lei de Liberdade

Livre-arbítrio

Atingido o patamar evolutivo, que permite ao Espírito integrar-se ao reino humano, conquista ele a faculdade do livre-arbítrio, ou seja, passa a ter a liberdade de escolha, e torna-se, a partir de então, artífice do seu próprio destino.

Como conseqüência natural do poder escolher, temos a responsabilidade pela escolha como característica básica deste momento evolutivo. Por isso, essa faculdade só pode ser conquistada pelo ser pensante no momento em que ele se acha maduro para tal.

O livre-arbítrio é sempre proporcional à condição evolutiva do ser. Nos primeiros momentos de humanidade, o Espírito quase não o tem. Está mais sujeito ao determinismo, porque não tem conhecimento nem experiência para avaliar melhor sua escolha. É como aquela criança a quem não permitimos realizar determinadas ações, por ela não conhecer ainda os perigos que corre.

Nesta fase, o Criador, em sua infinita misericórdia, permite que Espíritos mais elevados tracem-lhe o caminho a seguir, como forma de suprir-lhe a falta de experiência.

O Espírito de média evolução tem menos restrita esta faculdade. É como o jovem, que após passar pela disciplina necessária do momento infantil, tem mais possibilidades de decisão.

O Espírito evoluído é como o homem maduro em que as provações e os corretivos já formaram sua personalidade, e como conseqüência sua liberdade é maior.

Um dia, no curso dos milênios, o nosso livre-arbítrio se harmonizará plenamente com a verdade total, com as deliberações superiores. Nesse dia saberemos executar, com fidelidade, o pensamento do Cristo, Mestre e Senhor Nosso.

E aí repetiremos com Ele:

“A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar sua obra.” (João, 4: 34)

Lei de Liberdade

A liberdade é condição básica para que o Espírito se realize. Deus o criou de tal forma que, por natureza, ele busque sempre se libertar, mesmo que de forma inconsciente.

Essa liberdade, porém, não é absoluta, porque a necessidade que tem ele de viver em sociedade, o condiciona a respeitar determinadas normas, porque este direito é dado também a cada um de seus semelhantes.

Com isto não queremos dizer que há a necessidade de uma pessoa se sujeitar à outra por completo, isto seria contrário à lei de Deus.

A escravidão, tenha ela qualquer codinome, é e sempre foi amoral, por isso a necessidade do entendimento da verdade cristã: E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará, para que não escravizemos ninguém e nem sejamos escravos de nossas próprias imperfeições.

Muitas vezes a desigualdade das aptidões tem sido desculpa para o domínio dos fracos, isto porque esquecemos a Caridade Cristã, que nos define como dever, auxiliar o nosso semelhante naquilo que temos possibilidade, conforme sua necessidade.

São os Espíritos quem dizem:

É contrária à lei de Deus toda sujeição absoluta de um homem a outro homem (...)

Portanto temos que a liberdade legítima, decorre da legítima responsabilidade, não podendo triunfar sem esta.

Liberdade de Pensar -Só no pensamento, goza o homem de total liberdade.

A espontaneidade e a criatividade, como fatores espirituais que são, devem sempre estar presentes no pensamento da criatura. É por aí que o Espírito se identifica, evitando que a criatura se robotize, apenas repetindo em circuito fechado o que lhe imprimem, através dos modernos meios de massificação. Como conseqüência, a criatura é sempre responsável pelos seus pensamentos, e pela faixa mental em que se encontra.

Liberdade de Consciência - Por ser a liberdade de consciência corolário da liberdade de pensar, é um dos caracteres da verdadeira civilização e do progresso.

Assim como os homens, pelas suas leis, regulam as relações de homem para homem, Deus, pelas leis da natureza, regula as relações entre ele e o homem.

De acordo com a questão 621 de “O Livro dos Espíritos”, a Lei de Deus está gravada na consciência de cada um. Desta forma, identificamos o porquê da liberdade de consciência, e da sua progressividade à medida que a realizamos em nós.

Fatalidade e Destino - Segundo a codificação Espírita, fatalidade só pode ser entendida como um componente da lei de liberdade, isto é, quando tomamos uma certa atitude, determinamos uma conseqüência, que será boa ou má, de acordo com o conteúdo da ação.

Para elucidar melhor, colhemos as seguintes considerações de André Luiz:

Ninguém nasce destinado ao mal, porque semelhante disposição derrogaria os fundamentos do Bem Eterno sobre os quais se levanta a Obra de Deus.

O Espírito renascente no berço terrestre traz consigo a provação expiatória a que deve ser conduzido ou a tarefa redentora que ele próprio escolheu de conformidade com os débitos contraídos.

(...)Desse modo, ninguém recebe do Plano Superior a determinação de ser relapso ou vicioso, madraço ou delinqüente(…). Padecemos, sim, nesse ou naquele setor da vida, durante a recapitulação de nossas próprias experiências, o impulso de enveredar por esse ou aquele caminho menos digno, mas isso constitui a influência de nosso passado em nós, instilando-nos a tentação, originariamente toda nossa, de tornar a ser o que já fomos, em contraposição ao que devemos ser.

A esse mecanismo denominamos “Lei de Causa e Efeito”, e estudaremos suas particularidades, a seguir.

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho

Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997

Site: www.autoresespiritasclassicos.com

Livros: “Estudando o Evangelho”, cap. 30

“O Livro dos Espíritos”, questão 829

“O Livro dos Espíritos”, questão 836

“O Livro dos Espíritos”, questão 851

“Evolução em Dois Mundos”, 2ª parte, cap XVIII


rosanemerat · 3648 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos, ABC do Espiritismo

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