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12 Jan 2013 

Tendo o Espiritismo como objetivo, reviver o Evangelho de Jesus, e sendo a mediunidade um de seus instrumentos, só podemos pensar em mediunidade se for com Jesus, ou seja, mediunidade em favor do próximo.

Reconhecerás que não reténs com ela um distrito de entretenimento ou vantagens pessoais e sim um templo-oficina (…).  Através deste ensinamento, nosso instrutor Emmanuel destaca o caráter de trabalho da mediunidade. “Oficina” é local de trabalho, de consertar ou de fazer da maneira correta. E se a oficina produzir só para o seu dono, de que é que ele vai viver? Portanto, a oficina tem de gerar o bem para a comunidade. Da mesma forma, a mediunidade deve ser exercida com o pensamento, visando o bem de nosso semelhante. No templo é onde tratamos as questões espirituais, é onde nos encontramos com o Criador. Por isto Emmanuel trata a mediunidade como “templo-oficina”, ou seja, trabalho realizado com fins espirituais, sabendo sempre que quem dirige não é o elemento encarnado, mas os Espíritos trabalhadores da Seara do Cristo.

Através do qual os benfeitores desencarnados se aproximam dos homens, continua Emmanuel, tão diretamente quanto lhes é possível, apontando-lhes rumo certo ou lenindo-lhes os sofrimentos, tanto quanto lhe utilizarás os recursos para socorrer desencarnados, que esperam ansiosamente quem lhes estenda uma luz ao coração desorientado.

Consolar e esclarecer são outros objetivos da mediunidade, como da própria Doutrina Espírita.

Quando o Cristo se manifestou a respeito do Espiritismo, tratou-o como “O Consolador” e disse que ele nos ensinaria todas as coisas:

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre. (...)

Mas o Consolador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome,esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito. (João, 14: 16 e 26)

E a mediunidade realmente tem esclarecido muitas coisas. Só a revelação do plano espiritual por si só bastava, mas não pára por aí, ela tem nos antecipado muitos conhecimentos que mais tarde a Ciência poderá confirmar, e outros que ainda virão.

Quanto à consolação, que diga aquele que achando ter um ente querido desaparecido por vias da morte, recebe dele, com toda confirmação, uma comunicação dizendo não estar ele morto, mas em outro plano da mesma vida, e muito mais próximo que possa qualquer um de nós supor.

Se o auxílio é sempre grande de lá para cá, não menos é daqui para lá. É muito comum Espíritos desencarnados em desequilíbrio receberem auxílio e orientação através de reuniões realizadas em nossos Centros Espíritas.

Podemos então, concluindo, enumerar alguns objetivos da mediunidade:

Para os encarnados:

·         Cooperação no serviço de reconforto e esclarecimento.

·         Auto-educação, pela renovação dos sentimentos e pela oportunidade de trabalho, que quando bem executado, em muito eleva o Espírito.

·         Construção de afeições muito valiosas no plano espiritual, consolidadas em base de cooperação e amizade superior.

·         Conhecimento do plano espiritual, o que muito lhe auxiliará quando do seu desencarne.

Para os Desencarnados:

·         Melhor entendimento do processo evolutivo a que todos estamos sujeitos, nos dois planos da vida.

·         Aqueles que sofrem pela falta de entendimento da nova vida, têm na mediunidade oportunidade segura de melhor compreender sua situação, e assim programar atitudes renovadoras.

·         Transmissão aos encarnados de valiosos ensinamentos ministrados por Espíritos de alta hierarquia espiritual.

Poderíamos ainda, enunciar muitos outros objetivos desta Divina faculdade, mas essas, no nosso entender, já são suficientes para mostrar a excelsitude da mediunidade.

Para finalizar, algumas palavras do bondoso Espírito Emmanuel, para nossa meditação:

Terás a mediunidade por flama de amor e serviço, abençoando e auxiliando onde estejas, em nome da Excelsa Providência, que te fez semelhante concessão por empréstimo. E nos dias em que esse ministério de luz te pese demasiado nos ombros, volta-te para o Cristo, o Divino Instrumento de Deus na Terra, e perceberás, feliz, que o coração crucificado por devotamento ao bem de todos, conquanto pareça vencido, carrega em triunfo a consciência tranqüila do vencedor.


Livro:  Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997
Site:  www.autoresespiritasclassicos.com

Livro Pesquisado:
“Encontro Marcado” – Cap.:  28

rosanemerat · 2148 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos, Mediunidade
02 Jan 2013 
Conceito e Histórico:

“Mediunidade é a faculdade de intermediar o plano físico e o plano espiritual. É uma faculdade orgânica, e não constitui patrimônio especial de grupos nem privilégio de castas.”

O Médium é aquele que serve de instrumento entre os dois planos da vida.

De modo geral, podemos afirmar que todos somos médiuns, porque pelo simples fato de sofrermos influência de Espíritos, já estamos exercendo nossa mediunidade. De maneira mais específica, quanto à acentuação da faculdade, podemos salientar que a mediunidade é faculdade de poucos.

Em todos os tempos, a mediunidade revelou ao homem a existência do plano espiritual, por isso é vero afirmar que o fenômeno mediúnico não nasceu com o Espiritismo, e sim que existe desde as mais remotas eras da vida humana no planeta. Temos notícias das comunicações mediúnicas desde o homem primitivo caracterizando o mediunismo, passando por vários povos até atingir o rigor científico do século XIX.

As musas não eram senão a personificação alegórica dos Espíritos protetores das ciências e das artes, como, os deuses Lares e Penates simbolizavam os Espíritos protetores da família. Os feiticeiros, magos, adivinhos, e posteriormente oráculos, pítons e taumaturgos, eram todos médiuns mesmo que usando outras designações.

O profetismo em Israel tem sua origem em Moisés. No Velho Testamento, encontramos várias passagens em que o grande legislador conversa com Deus. É lógico que a conversa não é com o Criador, mas com um Espírito mensageiro de Deus. Porque Deus não entra em contato direto com os homens, mas para tal faz uso de Espíritos superiores que funcionam como intermediários entre Ele o os Espíritos de nosso nível evolutivo.

Para ilustrar, transcrevemos abaixo uma passagem do livro “Êxodo”, em que tal fato acontece:

E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo no meio duma sarça. Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia; pelo que disse: Agora me virarei para lá e verei esta maravilha, e porque a sarça não se queima.

E vendo o Senhor que ele se virara para ver, chamou-o do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés! Respondeu ele: Eis-me aqui.

Prosseguiu Deus: Não te chegues para cá (...) (Êxodo, 3: 2 a 5)

Notamos que no princípio o narrador bíblico diz ser o “anjo do Senhor”, e depois o próprio Deus.

Essas confusões acontecem devido à falta de informação a respeito do tema. In-formação que só a Doutrina Espírita, com o seu estudo sistematizado, pode oferecer.

Moisés é um médium espetacular. Em muitos momentos ele vê, em outros ele ouve, e até fenômenos de efeitos físicos ele realiza com muita naturalidade.

É muito comum ouvir de irmãos nossos de outras religiões, a afirmação de que o Espiritismo encontra-se em erro diante de Deus, porque Moisés proibiu o exercício da mediunidade. Vejamos a citação bíblica a que eles se referem:

Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos.

Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti

Perfeito serás para com o Senhor teu Deus.

Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa. (Deuteronômio, 18: 9 a 14)

Em primeiro lugar, gostaríamos de dizer que se Moisés proibiu, é porque a mediunidade existe; ninguém proíbe algo que inexiste. Depois, podemos afirmar que o que Moisés proibiu o Espiritismo também condena, que é o mau uso desta faculdade.

Quanto à mediunidade em si, ele mesmo deu várias provas de que a aprovava. Vejamos a seguinte passagem do livro “Números”:

Mas no arraial ficaram dois homens; chamava-se um Eldade, e o outro Medade; e repousou sobre eles o espírito, porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram para irem à tenda; e profetizavam no arraial.

Correu, pois um moço, e o anunciou a Moisés, dizendo: Eldade e Medade profetizaram no arraial.

Então Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um de seus mancebos escolhidos, respondeu e disse: Meu Senhor Moisés, proíbe-lho

Moisés, porém, disse-lhe: Tens tu ciúmes por mim? Oxalá que do povo do Senhor todos fossem profetas, que o Senhor pusesse o seu espírito sobre eles! (Números, 11: 26 a 29)

Desta forma, fica claro que Moisés não só não proíbe a mediunidade, como até dela faz uso.

Mas a mediunidade chega ao seu ápice com Jesus, porque o Mestre não foi um médium comum, mas o “Excelso Médium de Deus”. Por seu intermédio, toda a Lei Divina se fez visível, e o seu grau de sintonia com o Pai era tal, que Ele mesmo nos afirmou:

“Eu e o Pai somos um.” (João, 10: 30)

O Cristianismo, desde a Ressurreição até o Concílio de Nicéia, fez uso constante da Mediunidade. Através deste concílio realizado no ano 325 de nossa era, na cidade de Constantinopla, foi condenado o uso da mediunidade e outros pontos mantidos pelos primeiros cristãos, dando início à desagregação e à decomposição do Cristianismo em suas legítimas bases, que fora tão profundamente marcado pelo dia de Pentecostes.

Na Idade Média, época de obscurantismo, os médiuns são perseguidos e maltratados como feiticeiros. Temos como exemplo a excepcional Médium Joana D’Arc, que em todos os lugares era inspirada por seres invisíveis, escutava suas vozes, e por eles deixava-se dirigir, tornando-se assim a “Heróica Virgem de Domremy”.

Podemos citar ainda como expoentes significativos da mediunidade, Dante Alighieri, que sob influência espiritual escreveu “A Divina Comédia”, Goethe e sua obra mediúnica “O Fausto”, e mais tarde, os já conhecidos dos espíritas, Emmanuel Swedenborg, Andrew Jackson Davis, Eusápia Paladino, entre outros.

Este breve relato mostra assim que a mediunidade é imanente no próprio homem.

Talvez por isso, o Cristo, em toda a sua sabedoria, afirma ao apóstolo Pedro:

Bem aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai, que está      nos  céus. Pois eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja (...) (Mateus, 16: 17 e 18)


Livro:  Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997
Site:  www.autoresespiritasclassicos.com

rosanemerat · 569 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos, Mediunidade
02 Jan 2013 

Quanto aos tipos, a mediunidade pode ser classificada em:

Mediunidade de efeitos físicos e mediunidade de efeitos inteligentes.

Mediunidade de Efeitos Físicos

É aquela em que a ação dos Espíritos produz efeitos na matéria. Estes fenômenos sensibilizam diretamente os órgãos dos sentidos dos observadores. Por isto, esses fenômenos são também chamados de materiais ou objetivos.

Podemos classificá-los desta maneira:

Sonoros: Vão desde os simples “raps” (pancadas secas) até os estrondos, passando pelos fenômenos em que é produzida música, sem haver instrumentos no local.

Quando podemos formar com estes efeitos sonoros uma linguagem através de códigos, temos a tiptologia que, por sua vez, pode ser:

Interior: Pancadas produzidas no interior do objeto, sem movimento externo.

Bascular: Com movimento de objeto para dar as pancadas, por exemplo, mesa que bate com um dos pés.

Alfabética: Quando as pancadas produzidas mostram a letra desejada do alfabeto.

Sematologia: Quando as luzes, os sons ou o movimento dos objetos deixam transparecer uma vontade ou intenção ou um determinado sentimento.

Luminosos: Produção de centelhas, clarões e luzes.

Motores: Movimentação de corpos inertes, sem qualquer contato físico ou outro meio material. Nesta categoria de fenômenos, destacam-se:

-    Levitação: Um ser ou objeto é suspenso no ar, aparentemente contrariando a lei da gravidade.

-    Transporte: Quando um ser ou objeto é levado de um local para outro.

-    Materialização: Formação (parcial ou total) de coisas ou corpos. Normalmente são temporárias.

-    Transfiguração: É a modificação dos traços fisionômicos do médium ou do seu aspecto geral.

-    Voz Direta: Produção de sons correspondentes à voz humana, articulada e audível por todos os presentes.

-    Escrita Direta: Trata-se da produção de escrita sem o concurso de mãos humanas.

Mediunidade de Efeitos Inteligentes

Estes efeitos são também chamados intelectuais ou subjetivos, porque os fenômenos ocorrem na esfera subjetiva do médium. Desta forma, não ferindo os cinco sentidos do médium, não são todos que os percebem.

Podemos dividi-la em:

Intuitiva: Quando o médium percebe a realidade do plano espiritual ou pensamentos dos Espíritos, mas somente pela intuição.

Vidência: Permite aos médiuns ver os Espíritos. Uns gozam desta faculdade em estado normal, ou seja, de vigília, outros só a possuem em estado de sonambulismo.

Audiência: É a faculdade de ouvir a “voz” dos Espíritos.

Psicometria: Através deste tipo de mediunidade, o médium consegue, pela captação da energia impregnada nos objetos, informações históricas dos seres ligados a este objeto ou dos próprios objetos.

Psicofonia: O Espírito fala, usando o aparelho físico do médium. Este, por sua vez, transmite as comunicações de forma mais ou menos consciente, de acordo com a categoria de sua mediunidade. Queremos sempre lembrar que não há incorporação do Espírito, mas que esse age sobre a corrente nervosa do médium.

Psicografia: É a mediunidade que permite ao médium escrever sob a influência do Espírito. Através deste método, os Espíritos revelam melhor sua natureza e o grau de aperfeiçoamento, ou da sua inferioridade.

Podemos classificá-la desta forma:

Mecânica: O médium age em um certo grau de inconsciência, que é como se o Espírito dirigisse a sua mão, independente da sua vontade. No entanto, o médium permanece vigilante em Espírito durante a comunicação, podendo retomar o controle de suas faculdades no momento que lhe aprouver.

Semi-Mecânica: O médium sente que a sua mão é impulsionada pelo Espírito, mas tem consciência do que escreve, à medida que as palavras são formadas, e o controle é maior de sua parte.

Intuitiva: Como o próprio nome diz, é uma comunicação intuitiva. O Espírito não atua sobre a mão do médium, mas sobre a sua alma. Esta dirige a sua mão, que por sua vez dirige o lápis.

Livro:  Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997
Site:  www.autoresespiritasclassicos.com


rosanemerat · 5362 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos, Mediunidade