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25 Jul 2010 
Oração e Vigilância
    O homem respeitoso, que curva o corpo no arado e sulca o seio virgem da terra, ora, porque arando está também orando.
    A mulher, que se ergue e, tomando das mãos do pequenino, condu-lo através da experiência do alfabeto, ora, porque ensinar é orar.
    O jovem, que renuncia à comodidade do prazer e oferece suas horas ao ministério sacrossanto da enfermagem, ora, porque atender à dor alheia também é orar.
    O homem, que empreende a luta pela aquisição honesta do pão que lhe honra a estabilidade doméstica, ora, porque no cumprimento dos deveres morais também se está em prece.
    Quem, buscando a fonte generosa, distribui água refrescante, ora, porque matar a sede do aflito é também orar.
    Há, entretanto, fora do trabalho, uma forma diferente de orar.
    A natureza é um templo, no qual o coração se faz altar, convidando o ser à comunhão com a vida.
    Todo aquele que, depois da prece-ação, continua sentindo sede interior de paz, abandone, por momentos, o tumulto do mundo e mergulhe as antenas mentais no oceano de magnificentes cores da Natureza e repita no imo, em murmúrio, a oração dominical, para receber da Divindade alento e força para a jornada na qual, muitas vezes, o coração desfalece enfraquecido, Ouvirá, então, no interlóquio, a voz do Senhor, mantendo com a alma ansiosa um diálogo e colocando uma ponte no abismo que a separa do seu Criador.
    A boca, na disputa verbalista, que é tentada ao revide e silencia, humilde, vigia, porque calar uma ofensa é repetir um pequeno curso de vigilância.
    A mão que, em se levantando para apontar um ofensor, na via pública, dobra-se reverente, quedando-se caída, vigia, porque não acusar é exercer vigilância em si mesmo.
    A alma, que despedaça a cólera aninhada no coração e que antes se dispunha a saltar perigosa sobre o agressor ao seu alcance, vigia, porque perdoar o crime é colocar-se em vigília.
    Os dedos nervosos, que ao tomarem da pena para escrever um libelo, no qual, em se defendendo acusam, indo, inadvertidamente, cometer o mesmo erro, mas, no justo momento do revide, espalma a mão sobre o papel alvo, conferindo ao tempo a oportunidade de esclarecimento, vigia, porque não revidar golpe com golpe é exercitar a experiência de vigilância.
    Há, ainda, uma vigilância pouco exercitada e recomendada pelo Senhor, que é aquela que convida o crente a conduzir a alma de tal maneira, que se não deixe contaminar pelo veneno do mundo, mesmo quando os fortes elos das tentações se unirem em cadeia vigorosa, ameaçando despedaçar a atividade das boas intenções.
    _ “Está alguém entre vós aflito?” – indaga o apóstolo Tiago – “Ore!”.
    E o Divino Mestre recomenda: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação”.


Pelo Espírito de: Vianna de Carvalho
Médium: Divaldo P. Franco – Enfoques Espíritas.
 

“O Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia. Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.” – Allan Kardec

www.luzdoespiritismo.com
Grupo de Estudos Allan Kardec

25 Jul 2010 
Onde está Você?
Onde está você com seus pensamentos nesse momento?
    Será que está presente na conversa com os amigos, ou está longe, viajando por lugares distantes?
    Onde está sua felicidade agora?
    Será que está junto de você, ou está longe, em objetos distantes, em pessoas que se foram em bens materiais que você ainda não tem?
    Onde está seu sorriso agora?
    Está em seu rosto, estampando a sua alegria e confiança na vida?
    Ou será que foi levado por alguém que não está mais aqui?
    Será que seu sorriso ainda depende dos outros?
    Onde está a sua vontade de viver, agora?
    Está aí mesmo dentro de você chamando-o, a cada minuto, para as oportunidades, para viver os dias, ou está nas mãos de outras pessoas, e você está perdido sem saber para onde ir?
    Quem é o dono da sua vida, da sua vontade e da sua motivação?
    O que você precisa para ser feliz agora?
    Um emprego? Será que você não consegue procurar um pouco mais? Quem sabe mudar os rumos? Ou procurar em lugares onde você nunca havia procurado antes?
    Não coloque para si mesmo obstáculos demais!
    Será que a felicidade está apenas na conquista de um emprego?
    Talvez você precise de um amor.
    Então cultive novas amizades! Lembre-se de que a amizade é a fonte do amor verdadeiro!
    Procure se aproximar mais das pessoas, quem sabe!
    Antes de querer ser amado, ame!
    Onde está seu Deus agora?
    Será que você já o descobriu dentro de você?
    Será que você já o descobriu nas leis maravilhosas que regem o universo? Na proteção que recebemos, nas chances, nos encontros, nas bênçãos da vida?
    Será que você já o descobriu nas estrelas, nos mares, nos ventos, no perfume das flores?
    Onde está você agora?
    No curso mais seguro da vida, tendo sua embarcação sob controle? Ou está à deriva? Distraído pelas ilusões que encrespam o oceano todos os dias?
    Onde está você agora?
    Buscando um sentido maior para tudo, buscando o crescimento espiritual, ou está preocupado com coisas tão pequenas, incomodado com problemas tão simples?
    É tempo de saber onde realmente estamos.
    É tempo de repensar muitas coisas, de dar um novo sentido a tudo, de redescobrir as coisas mais simples e possíveis, e recriar a vida,colocando-a em seu curso seguro.
    Como nos ensinou o Mestre de Nazaré, onde estiver seu coração, aí estará também o seu tesouro.
    Pense nisso!
    Por vezes nossos olhares se perdem no espaço à procura de algo que se encontra bem perto de nós.
    Outras vezes permitimos que nosso sorriso siga atrelado ao passo de alguém que se afasta de nós...
    Nossa alegria, tantas vezes, perde a força por causa de algo insignificante.
    Às vezes permitirmos que a nossa vontade de viver se enfraqueça, vencida pelas ilusões e fantasias...
    No entanto, para que não deixemos de viver o momento, intensamente, é preciso prestar atenção nas horas, no agora, no hoje, para que não deixemos escapar as mais excelentes oportunidades de construir nossa felicidade duradoura.
    Pensemos nisso!


(Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir de texto de autoria desconhecida)
www.momento.org.br)

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo
www.cvdee.org.br

rosanemerat · 4 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos
11 Jul 2010 
O que te faz melhor
        Narra-se que Leonardo Boff, num intervalo de uma conversa de mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, perguntou ao Dalai Lama:

        Santidade, qual a melhor religião?

        O teólogo confessa que esperava que ele dissesse: É o budismo tibetano. Ou são as religiões orientais, muito mais antigas que o cristianismo.

        O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, olhou seu inquiridor bem nos olhos, desconcertando-o um pouco, como se soubesse da certa dose de malícia na pergunta, e afirmou:

        A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor.

        Para quem sabe sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, Boff voltou a perguntar:

        O que me faz melhor?

        Aquilo que te faz mais compassivo; aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável...

        A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião...

        Boff confessa que calou, maravilhado, e até os dias de hoje ainda rumina a resposta recebida, sábia e irrefutável.

        O Dalai Lama foi ao cerne da questão: a religião deve nos ser útil para a vida, como promotora de melhorias em nossa alma.

        Não haverá religião mais certa, mais errada, mas sim aquela que é mais adequada para as necessidades deste ou daquele povo, desta ou daquela pessoa.

        Se ela estiver promovendo o Espírito, impulsionando-o à evolução moral e estabelecendo este laço fundamental da criatura com o Criador – independente do nome que este leve – ela será uma ótima religião.

        Ao contrário, se ela prega o sectarismo, a intolerância e a violência, é óbvio que ainda não cumpre adequadamente sua missão como religião.

        O eminente Codificador do Espiritismo, Allan Kardec, quando analisou esta questão, recebeu a seguinte resposta dos Espíritos de luz:

        Toda crença é respeitável quando sincera, e conduz à prática do bem. As crenças censuráveis são as que conduzem ao mal.

        Desta forma, fica claro mais uma vez que a religião, por buscar nos aproximar de Deus, deve, da mesma forma, nos aproximar do bem, e da sua prática cotidiana.

        Nenhum ritual, sacrifício, nenhuma prática externa será proveitosa, se não nos fizer melhores.

        Deveríamos empreender nossos esforços na vida para nos tornarmos melhores.

        Investir em tudo aquilo que nos faz mais compreensivos, mais sensíveis, mais amorosos, mais responsáveis.

        A melhor Doutrina é a que melhor satisfaz ao coração e à razão, e que mais elementos tem para conduzir o homem ao bem.

                                                        *   *   *

        Gandhi afirmava que uma vida sem religião é como um barco sem leme.

        Certamente todos precisamos de um instrumento que nos dirija. Assim, procuremos aquela religião que nos fale à alma, que nos console e que nos promova como Espíritos imortais que somos.

        Transmitamos às nossas crianças, desde cedo, esta importância de manter contato com o Criador, e de praticar o bem, acima de tudo.

Redação do Momento Espírita com base no item 838 de O livro dos espíritos, no item 302 de O livro dos médiuns, ambos de Allan Kardec, ed. Feb e no livro Espiritualidade, um caminho de transformação,de Leonardo Boff, ed. Sextante.
Em 26.06.2008
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espirita Allan Kardec
rosanemerat · 12 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos
11 Jul 2010 
Obsessão no Centro Espírita
Enganam-se quantos imaginam que os espíritos obsessores não tenham acesso à casa espírita, influenciando os medianeiros que nela trabalham.
Os espíritos têm acesso a qualquer lugar para o qual se sintam atraídos, seja pelas atitudes de invigilância ou pelos pensamentos infelizes de quem lhes ofereça sintonia.
Um centro espírita pode, perfeitamente, estar sob a direção espiritual de entidades não evangelizadas, de espíritos que não tenham comprometimento com o Evangelho. Díriramos mesmo que, determinados núcleos espíritas, ou que se rotulem com tais, são verdadeiros quartéis-generais de espíritos inimigos da Doutrina, entidades pseudo-sábias e sofistas cuja única preocupação é a de estabelecer a cizânia.
Na casa espírita onde predominem os bons sentimentos de seus freqüentadores, o desejo do bem e o estudo da Doutrina, os espíritos obsessores não têm acesso podem até, como na maioria das vezes acontece, mover-lhe uma perseguição externa, na tentativa de atingi-la indiretamente, mas não conseguem varar o bloqueio natural que a preserva do assédio direto das trevas.
Existem pontos no centro espírita sobre os quais os seus dirigentes carecem de exercer uma maior vigilância.
Já tivemos oportunidade de nos referir aos perigos de uma reunião de desobsessão desorganizada, levada a efeito sem os devidos cuidados doutrinários. Uma outra atividade, todavia, que pode dar margem a muita perturbação para o grupo é justamente a relacionada ao passe. Como percebemos sempre uma tarefa ligada ao exercício da mediunidade.
Dentro da cabina de passe, os médiuns carecem estar sempre atentos, cooperando na vigilância uns dos outros. Costuma ser ali que os espíritos obsessores, valendo-se da proximidade física das pessoas, encontram facilidade para se insinuarem com os seus pensamentos maledicentes. Nada, por exemplo, de um médium atender sozinho no passe uma pessoa do sexo oposto ou de sentir necessidade de tocar o corpo de quem está se beneficiando dos recursos terapêuticos dispensados no momento do passe. Nada, ainda, de dar passividade pela incorporação às entidades espirituais que possivelmente estejam acompanhando o assistido... A mediunidade legítima é sempre exercida com discrição.
Costumam ser no instante no passe, devido ao grande afluxo de encarnados na instituição, que os médiuns se fragilizam  a obsessão, não raro, pode começar a se instalar por um simples olhar invigilante!
O médium ainda algo personalista, querendo se prevalecer sobre os demais, não se contenta com a transmissão do passe transmite, a todo momento, supostos recados do Mais Além a quem sai, fornece diagnósticos a respeito de enfermidades inexistente, fazem previsões absurdas, descrevem quadros de sua imaginação... Este comportamento necessita ser combatido, para que, por exemplo, um médium de faculdades promissoras não extrapole.
É na cabina de passes que muitos medianeiros começam a acalentar a idéia de um trabalho de cura só para si!
Quando o médium perde a simplicidade sentimento de auto defesa que lhe garante imunidade contra a obsessão -, ele se transfigura em intérprete da perturbação, passando a ser na casa espírita um problema de difícil solução.


ESPÍRTO: Odilon Fernandes
MÉDIUM: Carlos A Baccelli
Livro: Conversando com os médiuns
Site:  www.luzdoespiritismo.com
rosanemerat · 10 vistos · 0 comentários
Categorias: Obsessão
11 Jul 2010 
Obsessão na Mediunidade
     Escolho à educação e ao exercício da mediunidade, a obsessão é vérmina a corroer o organismo emocional e físico da criatura humana.
    Somente ocorre a parasitose obsessiva quando existe o devedor que se lhe torna maleável, na área da consciência culpada, que sente necessidade de recuperação.
    Conservando a matriz da inferioridade moral no cerne do ser, o espírito devedor faculta a vinculação psíquica da sua antiga vítima, que se lhe torna, então, cruel cobardor, passando à posição de verduto alucinado.
    Estabelecida a sintonia, o vingador ensandecido passa a administrar, por usurpação, s energias que absorve e lhe sustentam o campo vibratório no qual se movimenta.
    A obsessão é obstáculo à correta educação da mediunidade e ao exercício edificante, face à instabilidade e insegurança de que se faz portadora.
    A síndrome obsessiva, no entanto, revela a presença da faculdade mediúnica naquele que sofre o constrangimento espiritual dos maus espíritos, pois estes somente a exercem como expressão da ignorância e loucura de que se fazem objeto, infelizes que também o são nos propósitos que alimentam e nas ações que executam.
    A desorientação mediúnica, em razão de uma prática irregular, faculta obsessões por fascinação e subjugação a longo prazo, de recuperação difícil, quando não irreversível...
    Nesse sentido, a parasitose obsessiva pode, após demorado curso, dar lugar à distonia nervosa, o que facilita a instalação da loucura em suas variadas manifestações.
    No princípio, a obsessão pode ser confundida com alguma dessas manifestações psicopatológicas, tais a neurose, a psicose, e, às vezes, a esquizofrenia...
    É necessário muito cuidado para uma diagnose exalta nessa área, pois que a fronteira entre uma dessas perturbações mentais e a interferência espiritual deletéria é muito sutil.
    Não é, porém, a mediunidade que responde pela eclosão do fenômeno obsessivo. Aliás, através do cultivo correto das faculdades mediúnicas é que se dispõe de um dos antídotos eficazes para esse flagelo, porquanto por meio delas se manifestam os perseguidores desencarnados, que se desvelam e vêm esgrimir as falsas razões nas quais se apóiam , buscando justificar a insânia.
    Será, todavia, a transformação pessoal e moral do paciente que lhe concederá a recuperação da saúde mental, libertando-o do cobrador desnaturado.
    O processo de reequilíbrio, porém, é lento, exigindo altas doses de paciência e de amor por parte do enfermo, como daqueles que lhe compartilham a experiência afetiva, social, familiar.
    Sujeita a recidivas, como é compreensível, gera desconforto e desânimo, levando, desse modo, os que nela se encontram incursos ao abandono da terapia refazente, à desistência da luta, entregando-se, sem qualquer resistência, e deixando-se consumir.
    Não se manifesta, entretanto, a alienação por obsessão exclusivamente no exercício da mediunidade, sendo comum a sua ocorrência em pessoas totalmente desinformadas e desconhecedoras dos mecanismos da sensibilidade psíquica... Iniciando-se o processo com sutileza ou irrompendo com violência, torna-se o indivíduo, após corrigida a desarmonia, portador de faculdades mediúnicas que jaziam em latência, graças às quais aquela se pôde manifestar.
    Seja, porém, qual for o processo através de cujo mecanismo se apresente, a obsessão resulta da identificação moral de litigantes que se encontram na mesma faixa vibratória, necessitados de reeducação, amor e elevação.
    A mediunidade constitui abençoado meio para evitar, corrigir e sanar os processos obsessivos, quando exercida religiosamente, isto é, com unção, com espírito de caridade, voltada para a edificação do “Reino de Deus” nas mentes e nos corações.
    Nenhum médium, todavia, ou melhor dizendo, pessoa alguma está indene a padecer de agressões obsessivas, cabendo a todos a manutenção dos hábitos salutares, da vigilância moral e da oração mediante as ações enobrecidas, graças aos quais se adquirem resistências e defesas para o enfrentamento com as mentes doentias e perversas que pululam na erraticidade inferior e se opõem ao progresso do homem, portanto, da humanidade.
    Esse comércio psíquico pernicioso, o da obsessão, é muito mais expressivo entre os homens e os espíritos desencarnados doentes do que se supõe, merecendo o estudo e a atenção daqueles que se interessam por equacionar os graves problemas que perturbam a economia emocional e moral da sociedade.
    A obsessão, no exercício da mediunidade, é alerta que não pode ser desconhecido, constituindo chamamento à responsabilidade e ao dever.
    Mesmo Jesus, o Médium Superior e Irretocável, viu-se a braços com obsessores, obsediados e tentações promovidas por mentes perversas do além-túmulo, para as quais a Sua foi sempre a atitude de amor, energia e caridade, encaminhando-os ao Pai, de Quem procedem todas as mercês e dádivas.

Espírito: Vianna de Carvalho
Médium: Divaldo P. Franco
Livro:  Médiuns e Mediunidades
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec
rosanemerat · 10 vistos · 0 comentários
Categorias: Obsessão
11 Jul 2010 
O Estado de Espírito do Médium
A mediunidade, de fato, é um estudo apaixonante, que nos possibilita as mais variadas reflexões. Poderíamos dizer que a mediunidade é uma faculdade nervosa que está estreitamente ligada ao humor do médium.
Quase ninguém cogita do estado de espírito do medianeiro no exercício de sua faculdade. O ânimo do médium influencia decisivamente na produção mediúnica. Existem médiuns tristes, médiuns deprimidos, médiuns magoados, médiuns ressentidos, médiuns decepcionados... Esses estados emocionais, no exercício da mediunidade, tanto quanto possível devem ser colocados de lado, para que não interfiram na produção do fenômeno, alterando o teor da mensagem.
A mediunidade pode, assim, ser comparada a um espelho, onde o próprio estado psicológico do médium se reflete. Se o médium está triste, a produção mediúnica sofrerá distorções de vulto; se magoado, é possível que a sua mágoa se expresse no instante da comunicação, comprometendo a limpidez do pensamento da entidade comunicante...
O médium há que aprender a se colocar numa posição neutra, do ponto de vista emocional, no momento em que ele se disponha a trabalhar como intérprete dos espíritos.
Nos fenômenos de incorporação, no atendimento às entidades enfermas, o estado psicológico do médium talvez não interfira tão negativamente, porquanto ele irá facilitar a sintonia com as entidades que estejam, digamos assim, naquela sua mesma condição espiritual do momento...
Porém o médium que aspire a contato com as entidades esclarecidas há que se esmerar no sentido de neutralizarem-se, no instante do intercâmbio, toda mágoa, todo ressentimento, todo rancor, toda melancolia, enfim, todo estado psicológico que se constitua em obstáculo à recepção da palavra equilibrada e esclarecedora.
É importante que o médium raciocine também neste sentido: não basta saber, não basta conhecer mediunidade, não basta ser médium é necessário que o médium cuide especialmente do seu humor e, tanto quanto possível, seja o companheiro alegre, otimista, devotado, bem disposto e confiante no amparo da Espiritualidade Superior.

Espírito: Odilon Fernandes
Médium: Carlos A. Baccelli
24/01/2007
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec
rosanemerat · 10 vistos · 0 comentários
Categorias: Mediunidade

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