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rss Sindicação

Fev/14/2010 

Decisão de Ser Feliz

Empenha-te ao máximo para tornar tua vida agradável a ti mesmo e aos outros.

É importante que, tudo quanto faças, apresente um significado positivo, motivador de novos estímulos para o prosseguimento da tua existência, que se deve caracterizar por experiências enriquecedoras.

Se as pessoas que te cercam não concordarem com a tua opção de ser feliz, não te descoroçoes, e, sem qualquer agressão, continua gerando bem-estar.

És a única pessoa com quem contarás para estar contigo, desde o berço até o túmulo, e, depois dele, como resultado dos teus atos...

Gerar simpatia, produzindo estímulos otimistas para ti mesmo, representa um crescimento emocional significativo, a maturidade psicológica em pleno desabrochar.

É relevante que o teu comportamento produza um intercâmbio agradável, caricioso, com as demais pessoas. No entanto, se não te comprazer, transformar-se-á em tormento, induzindo-te a atitudes perturbadoras, desonestas.

Tuas mudanças e atitudes afetam aqueles com os quais convives. É natural, portanto, que te plenificando brindem-te com mais recursos para a geração de alegrias em volta de ti.

A vida é benção, e deve ser mantida saudável, alegre, promissora, mesmo quando sob a injunção libertadora de provas e expiações.

Tornando tua vida agradável, serão frutíferos e ensolarados todos os teus dias.

  Pelo Espírito de:  
Joanna de Ângelis 

Psicografia de: Divaldo Franco

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

Jan/24/2010 

A Dádiva de Viver

Por vezes, você caminha pela vida com o olhar voltado para o chão, pensamento em desalinho, como quem perdeu o contato com sua origem divina.
Olha, mas não vê... Escuta, mas não ouve. Toca, mas não sente...
Perdido na névoa densa que envolve os próprios passos, não percebe que o dia o saúda e convida a seguir com alegria, com disposição, com olhar voltado para o horizonte infinito, que lhe acena com o perfume da esperança.
Considere que seu caminhar não é solitário e suas dores e angústias não passam despercebidas diante dos olhos atentos do Criador, que lhe concede a dádiva de viver.
Sua vida na terra tem um propósito único, um plano de felicidade elaborado especialmente para você.
Por isso, não deixe que as nuvens das ilusões e de revoltas infundadas contra as leis da vida, tornem seu caminhar denso e lhe toldem a visão do que é belo e nobre.
Siga adiante refletindo na oportunidade milagrosa que é o seu viver.
Inspire profundamente e medite na alegria de estar vivo, coração pulsante, sangue correndo pelas veias, e você, vivo, atuante, compartilhando deste momento do mundo, único, exclusivo. E você faz parte dele.
Sinta quão delicioso é o aroma do amanhecer, o cheiro da grama, da terra após a chuva, do calor do sol sobre a sua cabeça, ou da chuva a rolar sobre sua face.
Sinta o imenso prazer de estar vivo, de respirar.
 Respire forte e intensamente, oxigenando as idéias, o corpo, a alma.
Sinta o gosto pela vida.
Detenha-se a apreciar as pequeninas coisas que dão sentido à vida.
Aquela flor miúda que, em meio à urze sobrevive linda,
 perfumosa, a brilhar como se fosse grande.
Sinta-se vivo ao apreciar o vôo da borboleta ou do pássaro à sua frente.
Escute os barulhos da natureza, a água a escorrer no riacho,
 ou simplesmente aprecie o céu,
 com suas nuvens a formar desenhos engraçados fazendo e desfazendo-se sobre seus olhos.
Quão maravilhosa é a vida!
Mas, se o céu estiver escuro e você não puder olhá-lo,
 detenha-se no micro universo, olhe o chão.
Quanta vida há no chão...
Minúsculos seres caminhando na terra, na grama...
A formiga na sua luta diária pela sobrevivência...
A aranha, a tecer sua teia caprichosamente,
 e tantas coisas para ver, ouvir, sentir, cheirar, para fazer você sentir-se vivo.
Observar a natureza é pequeno exercício diário que fará você relaxar, esquecer por instantes as provas, ora rudes, ora amenas, que a vida nos impõe.
Somos caminhantes da estrada, somando, a cada dia, virtudes às nossas vidas ainda medíocres, mas que se tornarão luminosas e brilhantes.
Aprenda a dar valor à dádiva da vida. Isso fará o seu dia se tornar mais leve e, em silêncio, sem palavras, sem pensamentos de revolta,
 você terá tido um momento de louvor a Deus.
Aprenda a silenciar o íntimo agitado e a beneficiar-se das belezas do mundo
 que Deus lhe oferece.
A sabedoria hindu aprecia, na natureza,
 o que Deus desejou para ela: que fosse aliada do homem no seu progresso,
 oferecendo o alimento, dando-lhe os meios de defender-se das intempéries.
E, sobretudo, sendo o seu colírio diário suavizando as aflições da vida.

(autor desconhecido)
 
 
* * *
 
“O Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia. Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.” – Allan Kardec
 
Site:  www.luzdoespiritismo.blogger.com.br
Grupo de Estudos Allan Kardec
rosanemerat · 13 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos

Jan/24/2010 

Crueldade

A auto-crueldade é, sem dúvida, a mais dissimulada de todas as opressões.

De todas as violências que padecemos, as que fazemos contra nós mesmos são as que mais nos fazem sofrer. Nessa crueldade, não se derrama sangue, somente se constroem cercas e cercas, que passam a nos sufocar e a nos afligir por dentro.
Montaigne, célebre filósofo francês do século XVI, escreveu: “A covardia é mãe da crueldade”. Realmente, é assim que se inicia nossa auto-agressão. Em razão de nossa fragilidade interior e de nossos sentimentos de inferioridade, aparece o temor, que nos impede de expressar nossas mais íntimas convicções, dificultando-nos falar, pensar e agir com espontaneidade ou descontração.
A auto-crueldade é, sem dúvida, a mais dissimulada de todas as opressões. Além de vir adornada de fictícias virtudes, recebe também os aplausos e as considerações de muitas pessoas, mas, mesmo assim, continua  delimitando e esmagando brutalmente. Essa atmosfera virtuosa que envolve os que buscam ser sempre admirados e aceitos deve-se ao papel que representam incessantemente de satisfazer e de contentar a todos, em quaisquer circunstâncias. Buscam contínuos elogios, colecionando reverências e sorrisos forçados, mas pagam por isso um preço muito alto: vivem distantes de si mesmos.
A causa básica do “auto-tormento” consiste em algo muito simples: viver a própria vida nos termos estabelecidos pela aprovação alheia.
A timidez pode ser considerada uma auto-crueldade. O acanhado vigia-se e, ao mesmo tempo, vigia os outros, vivendo numa auto-prisão. Em razão de ser aceito por todos, ele não defende sua vontade, mas sim a vontade das pessoas. Pensa que há algo de errado com ele, não desenvolve a autoconfiança e, continuamente, se esconde por inibição.
Pensar e agir, defendendo nosso íntimo e nossos direitos inatos e, definindo nossas perspectivas pessoais, sem subtrair os direitos dos outros, é a imunização contra a auto-crueldade.
Para vivermos bem com nós mesmos, é preciso estabelecer padrões de auto-respeito, aprendendo a dizer “não sei”, “não compreendo”, “não concordo” e “não me importo”.
As criaturas que procuram bajulação e exaltação martirizam-se para não cometer erros, pois a censura, a depreciação e a desestima é o que mais as atemorizam. Esquecem-se de que os erros são significativas formas de aprendizagem das coisas. É muito compreensível falarmos à lógica numa tomada de decisão, ou mudarmos de idéia no meio do caminho; no entanto, quando errarmos, será preciso que assumamos a responsabilidade pelos nossos desencontros e desacertos e apreendamos o ensinamento da lição vivenciada.
Quem busca consenso, crédito e popularidade não julgam seus comportamentos por si mesmo, mas procura, ansiosamente, as palmas dos outros, oferecendo inúmeras razões para que suas atitudes sejam totalmente consideradas.
Vivendo e seguindo seus próprios passos, poderá inicialmente encontrar dificuldades momentâneas, mas, com o tempo, será recompensado com um enorme bem-estar e uma integral segurança da alma.
Estar alheio ou sair de si mesmo, na ânsia de ser amado por todos aqueles que consideram modelos importantes, será uma meta alienada e inatingível. O único modo de alcançar a felicidade é viver, particularmente, a própria vida.
A fixação que temos de olhar o que os outros acham ou acreditam, sem possuirmos a real consciência do que queremos, podemos, sentimos, pensamos e almejamos, é o que promove a destruição em nossa vida interior, ou seja, o esfacelamento da própria unidade como seres humanos e, por conseqüência, nossa unidade com a vida que está em tudo e em todos.
Consultam Kardec os Obreiros do Bem: “A obrigação de respeitar os direitos alheios tira ao homem o de pertencer-se a si mesmo?” E eles responderam: “De modo algum, porquanto este é um direito que lhe vem da Natureza”.
“Pertencer-se a si mesmo”, conforme nos asseveram os Espíritos, é exercer a liberdade de não precisar conciliar as opiniões dos homens e de livrar-se das amarras da tirania social, da escravidão do convencionalismo religioso, das vulgaridades do consumismo, da constrição de ser dependente, enfim, do medo do que dirão os outros.
A solução para a auto-crueldade será a nossa tomada de consciência de que temos a liberdade por “direito que vem da Natureza”. Contudo, de quase nada nos servirá a liberdade exterior, se não cultivarmos uma autonomia interior, porque quem está internamente entre grilhões e amarras jamais poderá pensar e agir livremente.
 

Espírito: HAMMED
Médium: Francisco do Espírito Santo Neto – As dores da alma.
 
* * *
“O Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia. Quem desejar conhece-lo seriamente deve, pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.” – Allan Kardec
 
Site:  www.luzdoespiritismo.blogger.com.br
Grupo de Estudos Allan Kardec

Jan/24/2010 

Contigo Mesmo

“...O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; termina no limite que não gostaríeis de ver ultrapassado em relação a vós mesmos...”
(Cap.XVII, item 7, Evangelho Segundo o Espiritismo)

Como decifrar o dever? De que maneira observar o dever íntimo impresso na consciência, diante de tantos deveres sociais, profissionais e afetivos que muitas vezes nos impõe caminhos divergentes?
Efetivamente, nasceste e cresceste apenas para ser único no mundo. Em lugar algum existe alguém igual a tua maneira de ser; portanto, não podes perder de vista essa verdade, para encontrar o dever que te compete diante da vida.
Teu primordial compromisso é contigo mesmo, e atua tarefa mais importante na Terra, para a qual és o único preparado, é desenvolver tua individualidade no transcorrer de tua longa jornada evolutiva.
A preocupação com os deveres alheios provoca teu distanciamento das próprias responsabilidades, pois não concretizas teus ideais nem deixas que os outros cumpram com suas funções. Não nos referimos aqui à ajuda real, que é sempre importante, mas à intromissão nas competências do próximo, impedindo-o de adquirir autonomia e vida própria.
Assumir deveres dos outros é sabotar os relacionamentos que poderiam ser prósperos e duradouros. Por não compreenderes bem teu interior, é que te comparas aos outros, esquecendo-te de que nenhum de nós está predestinado a receber, ao mesmo tempo, os mesmos ensinamentos e a fazer as mesmas coisas, pois existem inúmeras formas de viver e de evoluir. Lembra-te de que deves importar-te somente com a tua maneira de ser.
Não podemos nos esquecer de que aquele que se compara com os outros acaba se sentindo elevado ou rebaixado. Nunca se dá o devido valor e nunca se conhece verdadeiramente.
Teus empenhos íntimos deverão ser voltados apenas para tua pessoa, e nunca deverás tentar acomodar pontos de vista diversos, porque, além de te perderes, não ajustarás os limites onde começa a ameaça à tua felicidade, ou à felicidade do teu próximo.
Muitos acreditam que seus deveres são corrigir e reprimir as atitudes alheias. Vivem em constantes flutuações existenciais por não saberem esperar o fluxo da vida agir naturalmente. Asseveram sempre que suas obrigações são em “nome da salvação” e, dessa forma, controlam as coisas ou as forçam acontecer, quando e como querem.
Dizem: “Fazemos isso porque só estamos tentando ajudar”. Forçam eventos, escrevem roteiros, fazem o que for necessário para garantir que os atores e as cenas tenham desempenho e o desenlace que determinaram e acreditaram, insistentemente, que seu dever é salvar almas, não percebendo que só podem salvar a si próprios.
Nosso dever é redescobrir o que é verdadeiro para nós e não esconder nossos sentimentos de qualquer pessoa ou de nós mesmos, mas sim ter liberdade e segurança em nossas relações pessoais, para decidirmos seguir na direção que escolhemos. Não “devemos” se o que nossos pais ou a sociedade querem nos impor ou definir como melhor. Precisamos compreender que nossos objetivos e finalidades de vida têm valor unicamente para nós; os dos outros, particularmente para eles.
Obrigação pode ser conceituada como sendo o que deveríamos fazer para agradar as pessoas, ou para nos enquadrar no que elas esperam de nós; já o dever é um processo de auscultar a nós mesmos, descortinando nossa estrada interior, para, logo após, materializá-la num processo lento e constante.
Ao decifrarmos nosso real dever, uma sensação de auto-realização toma conta de nossa atmosfera espiritual, e passamos a apreciar os verdadeiros e fundamentais valores da vida, associados a um prazer inexplicável.
Lembremo-nos da afirmação do espírito Lázaro em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”: “O dever é a obrigação moral, diante de si mesmo primeiro, e dos outros em seguida”.

Pelo Espírito HAMMED
Psicografia de:  Francisco do Espírito Santo Neto

“O Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia. Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.” – Allan Kardec

Site:  www.luzdoespiritismo.blogger.com.br
Grupo de Estudos Allan Kardec

Jan/24/2010 

Contatos com os Guias Espirituais

Afliges-te, porque ainda não lograste o contato psíquico com
os teus guias espirituais.
Reflexionas que buscaste a fé religiosa, abraçando a
mediunidade, e, não obstante, tens a impressão
que navegas sem rumo, padecendo conflitos e experimentando
desânimo.

Momentos surgem nos quais receias pela legitimidade do
intercâmbio espiritual de que te fazes objeto.
Anseias por informações precisas sobre o teu papel nas
tarefas da mediunidade.

Relacionas pessoas que te parecem menos equipadas, e,
apesar disso, apresentam-se super protegidas
pelos Espíritos Nobres, assessoradas por Benfeitores
Venerandos e Entidades outras, que na Terra deixaram
nomes respeitáveis, famosos. . .

Planejas desistir, acreditando que as tuas são faculdades
atormentadas, sem credencial ou recurso capaz de registrar
a proteção dos guias espirituais. Tem, porém, cuidado e
medita sem queixa.

A mediunidade é instrumento de serviço em nome do amor
de Deus, para apressar o progresso
dos homens e facultar o intercâmbio com os Espíritos, deles
recebendo a ajuda.

Candidatas-te ao labor socorrista, como recurso saudável para
te recuperares moralmente do passado
delituoso, mediante cuja contribuição terias, também, as dores
lenidas ou alteradas no seu organograma para a
evolução.

Honrado pelo trabalho de iluminação de consciência, estás
colocado como veículo de bênçãos.
Buscam-te os sofredores, porque são trazidos a ti pelos teus
guias espirituais, que confiam na tua
ductibilidade, no teu sentimento de amor.

Porque não ouves os teus Benfeitores, não te creias
abandonado, sem apoio.

Tem paciência.

Faze silêncio íntimo e entrega-te mais.

Quando desdobrado parcialmente pelo sono, eles te
confortam e instruem, fortalecem-te e programam as
atividades para as quais renasceste.

Se não o recordas conscientemente, ficam impressos
nos teus registros psíquicos, esses salutares conúbios
edificantes. Se aprofundares reflexão, perceberás quantas
vezes eles já te falaram, socorreram e apoiaram nos
momentos rudes das provações e dos testemunhos.

Eles são discretos e agem sem alarde, não brindando
recursos que induzam à vaidade, ao exibicionismo.
Amparam em silêncio, instruem em calma, conduzem
com afabilidade.

Quando vejas, na mediunidade, o campeonato das disputas
humanas e o calafrio que provoca
a presença de seres nobres do passado, aureolando com
pompa terrestre a memória, que pretendem manter rutilante,
acautela-te e desconfia.

Importante não é o nome que firma ou enuncia uma
mensagem, mas, sim, o seu conteúdo de qualidade e
penetração benéfica.

Desse modo, trabalha no anonimato e, consciente das
responsabilidades que te dizem respeito, deixa que os
teus guias espirituais zelosamente te guardem e
conduzam, não te expondo no palco da insensatez,
onde brilha por um dia e se apaga de imediato a vaidade
humana.

Pelo Espírito de:  Joanna de Ângelis
Livro:  Momentos de Felicidade
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

Jan/24/2010 

Construção Moral do Ser

O processo de transformação espiritual é lento; como tudo o que acontece na natureza é obra de paciência. Nada se improvisa. Ninguém se renova de um dia para outro ou mesmo de um ano para outro.
A renovação intima é obra demorada, que acontece através de perseverantes e repetidos esforços.
Ninguém se acredite ser o que ainda não é e ninguém espere dos outros o que ainda não consegue oferecer à expectativa alheia.
Em imprescindível que o espírito combata, sem tréguas, a si mesmo, corrigindo-se, pacientemente, nos menores deslizes, porque somente policiando os seus pensamentos considerados insignificantes e as suas reações tidas por desprezíveis, é que o espírito irá se fortalecendo na resistência contra a tentação que, em síntese, é fruto de suas próprias imperfeições – com trabalho paciente, como paciente é o trabalho do escultor que transforma em anjo a pedra bruta, como paciente é o trabalho da bordadeira que entretece no linho os mais perfeitos diagramas e como paciente é o esforço da árvore que, primeiro, produz flores para, depois, produzir frutos.
Ninguém desanime, porém; ninguém se entregue ao desalento ou desista de si mesmo! O trabalho da renovação interior é como se fora o trabalho da construção de um edifício: primeiro, o alicerce; depois, as paredes e o teto. Se essa primeira fase é relativamente rápida, a segunda, a fase do acabamento da construção moral do ser, é mais longa, exige habilidade, serviço especializado, bom gosto, apuro...
Muitas vezes percebemo-los desanimados diante das fraquezas que lhes são próprias; tristes diante dos equívocos que cometem no cotidiano... É que muitos de nós outros acreditamos trazer o Evangelho no coração quando, na realidade, apenas ainda o carregamos nas mãos...
Compreendamos! Tenhamos paciência. Não critiquemos. Sejamos indulgentes e esforçados, perseguindo o objetivo sem esmorecimento.
Que a paz do Senhor nos envolva e nos possibilite seguir sempre adiante na realização do melhor, nem que a caminhada para diante aconteça conosco como a caminhada do caracol que, a custo, arrasta sobre as costas o seu próprio fardo!...

Pelo Espiríto de:  Irmão José
Psicografia de:  Carlos A. Baccelli
Mediunidade Corpo e Alma
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

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