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27 Jun 2010 
O "Cisco" e a "Trave"


"Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? Ou como dizeis ao vosso irmão: Deixe-me tirar um argueiro do vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso? Hipócritas, tirai primeiramente a trave do vosso olho, e então vereis como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão." (ESE - Cap. X, Item 9)

Os indivíduos em plenitude não negam suas emoções; permitem que elas venham à tona, e, como elas estão sob seu controle, reconhecem o que estão lhes mostrando sobre seus sentimentos, suas inclinações e suas relações com as pessoas.

As emoções devem ser "integradas", ou seja, primeiramente, devemos nos permitir "senti-las"; logo após, devemos julgá-las e "pensar" sobre nossas necessidades ou desejos; e, a partir disso "agir" com nosso livre-arbítrio, executando ou não, conforme nossa vontade achar conveniente.

O mecanismo de nos "consentir", de "raciocinar" e de "integrar" emoções
determinará nossos êxitos ou nossas derrotas nas estradas de nossa existência.

Emoções são muito importantes. Através delas é que nos individualizamos e nos diferenciamos uns dos outros. Ninguém sente, pois, exatamente igual, isto é, com a mesma potencia e intensidade, seja no entusiasmo em uma situação prazerosa, seja na frustração ao observar uma meta perdida. Podemos penar igual aos outros, mas para um mesmo pensamento criaturas diversas têm múltiplas reações emocionais.

Assim considerando, emoções não são certas ou erradas, boas ou impróprias, mas apenas energias que dependem do direcionamento que dermos a elas. Reconhecê-las ou admiti-las não significa, de modo algum, que vamos sempre agir de acordo com elas.

Quando negadas ou reprimidas, não desaparecem como por encanto; ao contrário, sendo energias, elas se alojarão em determinados órgãos e congestionarão as entranhas mais íntimas da estrutura psicossomática dos indivíduos.

Ao abafarmos as emoções, podemos gerar uma grande variedade de doenças
auto destrutivas. Abafá-las pode também nos levar a reações muito exacerbadas ou à completa ausência de reações, a apatia.
Portanto, quando tomamos amplo contato com nosso lado emocional, começamos a reconhecer vestígios a respeito de nós mesmos, que nos proporcionarão auto descoberta, auto preservação, segurança íntima e crescimento pessoal.

Ora, se o Poder Divino, através de sua criação, pelo próprio mecanismo da
Natureza, delegou as emoções, não poderemos simplesmente negá-las, como se não servissem para nada. Tristeza, alegria, raiva ou medo são emoções básicas e deveremos usá-las como bússolas que nos nortearão os caminhos da vida.

Elas estão conectadas a nosso sistema de pensamento "cognitivo" - atividades
psicológicas superiores, tais como: a percepção, a intuição, a memória, a
linguagem, a atenção e os demais processos intelectuais e espirituais.

Ao ignorarmos nossas reações emocionais, não investigando sua origem em nós mesmos, teremos sempre a tendência de projetá-las nos outros. Além do que, seremos seres psicologicamente claudicantes, por não integrarmos nossas emoções aos nossos cinco sentidos, que nos facilitam a análise das pessoas e de nós mesmos.

A tendência que certos indivíduos têm de atribuir falhas e erros a outras
pessoas ou coisas, não enxergando e não admitindo como sendo suas, denomina-se "projeção".

Às vezes, tentamos fazer nossas emoções desaparecer, porque as tememos.
Reconhecer o que realmente sentimos exigiria ação, mudança e decisão de nossa parte, e muitas vezes seríamos colocados face a face com verdades inadmissíveis e inconcebíveis por nós mesmos; e assim, tentamos projetá-las como sendo emoções não nossas, mas dos outros.

"Não sinta isso, é feio" - essa é uma das muitas velhas mensagens que ecoam em nossa mente desde a mais tenra infância; com o passar do tempo, julgamos não mais senti-las, porque as escondemos da recriminação dos adultos.

Em razão disso, certos indivíduos condenam com veemência os "ciscos" nos outros, pois vêem em tudo luxúria e perversão, desonestidade ou ambição. É possível que esses mesmos indivíduos estejam reprimindo o reconhecimento de que eles próprios trazem consigo emoções sexuais e perversidades mal resolvidas, ou, em outros casos, emoções desmedidas de fama e de dinheiro projetadas sobre todos os que são por eles denominados ambiciosos e desonestos.

Na indagação "ou como dizeis ao vosso irmão: deixai-me tirar um argueiro do
vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso?", Jesus reconhecia a
universalidade desse processo psicológico, "a projeção", e, como sempre,
asseverava a necessidade da busca de si mesmo, para não transferirmos nossos traços de personalidade desconhecidos às coisas, às situações e aos outros.

O Mestre nos inspirava ao mergulho em nossa própria intimidade, a fim de que
pudéssemos enxergar o "lado obscuro" de nossa personalidade. Ao tomarmos esse contato imprescindível com nossas "sombras", a consciência se torna mais lúcida, crítica e responsável, descortinando amplos e novos horizontes para o seu desenvolvimento e plenitude espiritual.

 

 

Pelo Espírito de:  Hammed

Livro:  Renovando Atitudes

Médium Francisco do espírito santo neto

 

 

 

“O Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia. Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.” – Allan Kardec

 

www.luzdoespiritismo.blogger.com.br
Grupo de Estudos Allan Kardec

 

 

 

27 Jun 2010 
Nunca a Sós
 

Não te creias em abandono, por mais rude te pareça a solidão e por mais doridas as provas que hoje te dilaceram...

Ninguém que espunja em regime de esquecimento.

Na tua soledade, onde as noites te parecem mais cruas e as provações mais exigentes, alguém participa da tua angústia acompanhando as penas que te convidam a reflexões profundas e diferentes.

Gostarias de privar, novamente, das primaveras abençoadas e ridentes em que os júbilos se te agasalhassem no coração, falando-te de sorrisos e de novas ilusões, já que supões encontrar nas quimeras o presente ditoso da vida.

Acompanhas com a alma em mágoa o sorriso que transita pelos lábios do mundo e sentes no imo o travo de inquietude e desesperação.

Desejarias, como eles, volver ao tumulto das horas vazias...

Percebes que te falam de alegrias que já não podes fruir.

Tens a impressão de que a liberdade que experimentam constitui o verdadeiro licor da vida.

No entanto, pára, medita, modifica o conceito.

Eles não são ditosos quanto gostariam.

Na Terra todos nos encontramos em regime de recuperação, em ministério reeducativo.

Nosso Planeta não é, por enquanto, o decantado Éden, tampouco o refúgio exclusivo da amargura.

Dor é prova. Sofrimento é desafio. Solidão é bênção.

Os que ora se encontram com aparência de felicidade volverão... Os que transitam em dor se recuperam e retornarão...

Todos marchamos para a liberdade. Não te detenhas na lamentação.

Não os invejes, a esses equivocados sorridentes, àqueles ansiosos que ignoram o amor em profundidade ou aos que vagueiam na busca do nada.

São crianças espirituais. Ama, confia desde hoje e espera mais.

Quem O visse em extremo abandono, dilacerado, esquecido, os braços rasgados em duas traves toscas, o coração lancetado, o olhar baço pelas lágrimas de sangue, e a coroa de espinhos infectos na cabeça sublime, não diria que Ele era o Governador da Terra e que, por amor, trocara as estrelas rutilantes pelas sombras do mundo, a fim de tornar-se para os tristes e confiantes, os sofridos e amantes uma via-láctea de redenção, pelos rumos do Infinito.

Confia nEle, alma sofrida, e não sofras mais, não te desesperes, nem te creias a sós.

Pelo Espírito de:  Joanna de Ângelis

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

27 Jun 2010 
Mistificações na Mediunidade


         O exercício da mediunidade correta impõe disciplinas que não podem ser desconsideradas, seriedade e honradez que lhe conferem firmeza de propósitos com elevada qualidade para o ministério.

          Porque independente dos requisitos morais do intermediário, este há de elevar-se espiritualmente, a fim de atrair as entidades respeitáveis que o podem promover, auxiliando-o na execução do delicado programa a que se deve ajustar.

          Pelo fato de radicar-se no organismo, o seu uso há que ser controlado e posto em regime de regularidade, evitando-se o abuso da função, que lhe desgasta as forças mantenedoras, como a ausência da ação, que lhe obstrui mais amplas aptidões que somente se desenvolvem através de equilibrada aplicação.

          Face à sintonia psíquica responsável pela atração daqueles que se comunicam, a questão da moralidade do médium é de relevante importância, preponderando, inclusive, sobre os requisitos culturais, porquanto estes últimos podem constituir-lhe uma provocação, jamais um impedimento, enquanto a primeira favorece a união com os espíritos de igual nível evolutivo.

          Embora os cuidados que o exercício da mediunidade exige, nenhum sensitivo está isento de ser veículo de burla, de mistificação. Esta pode, portanto, ter várias procedências: a) dos espíritos que se comunicam, denunciando a sua inferioridade e demonstrando falhas no comportamento do medianeiro, que lhes ensejou a farsa; às vezes, apesar das qualidades morais relevantes do médium, este pode ser vítima de embuste, que é permitido pelos seus instrutores desencarnados com o fim de pôr-lhe à prova a humildade, a vigilância e o equilíbrio; b)involuntariamente, quando o próprio espírito do médium não logra ser um fiel intérprete da mensagem, por encontrar-se em aturdimento, com estafa, desgaste e desajustado emocionalmente; c) inconscientemente, em razão da liberação dos arquivos da memória – animismo – ou por captação telepática direta ou indireta; d) por fim, quando se sentindo sem a presença dos comunicantes e sem valor moral para explicar a ocorrência, apela para a mistificação consciente e infeliz, derrapando no gravame moral significativo.

          Eis por que o médium se deve preservar dos abusos, não exorbitando das energias que lhe permitem a ação da faculdade, porquanto esta, à semelhança de outra qualquer, sofre as alternâncias do cansaço e do repouso, dá boa da má utilização.

          A prática mediúnica impõe, como condições ético-morais, o idealismo e a dedicação desinteressada de quaisquer recompensas, pois que o mercantilismo e a simonia transformam-na em campo de exploração perniciosa. Não se beneficiando com as retribuições que são encaminhadas aos médiuns, os espíritos nobres os deixam à própria sorte, sendo assim substituídos pelos interesseiros e vãos, que passam ao comércio das forças psíquicas em processo de vampirismo cruel, terminando por aproximar-se da casa mental do irresponsável, em conúbio danoso. Outras vezes, sentindo-se obrigado a atender o consulente que lhe compra o honorário, o sensitivo assume a responsabilidade da mensagem, mistificando em consciência, na crença de que ao outro está enganando, sem dar-se conta das conseqüências funestas que o gesto lhe acarreta e que se apresentarão no momento próprio.

          A venda, porém, da mediunidade, não se dá, exclusivamente, mediante a moeda de contado, mas, também, através dos presentes de alto preço, da bajulação chula, do destaque vão com que se busca distinguir os médiuns, exaltando-lhes o orgulho e a vacuidade.

          É austera e irretocável a recomendação de Jesus quanto ao “dar de graça o que de graça se recebe”, valorizando-se o conteúdo da concessão superior, honrando-a com carinho e respeito, em razão da sua procedência, quanto do seu destino.

          A mistificação mediúnica de qualquer natureza tem muito a ver com o caráter moral do médium, que, consciente ou não, é responsável pelas ocorrências normais e paranormais da sua existência.

          A mediunidade é para ser exercida com responsabilidade e pureza de sentimentos, não se lhe permitindo macular com as enganosas paixões inferiores da condição humana das criaturas.

          Com a sua vulgarização e a multiplicação dos médiuns , estes, desejando valorizar-se e dar brilho especial às suas faculdades, apelam para superstições e exotismos do agrado das pessoas frívolas e ignorantes, que os incorporam às suas ações, caindo, desse modo, em mistificações da forma, através dos processos escusos com os quais visam impressionar os incautos.

          A prática mediúnica dispensa todo e qualquer rito, indumentária, práxis, condição por estribar-se em valores metafísicos que as formas exteriores não podem alcançar.

          O mau uso da faculdade mediúnica pode entorpecê-la e até mesmo fazê-la desaparecer, tornando-se, para o seu portador, um verdadeiro prejuízo, uma rude provação.

          Algumas vezes, como advertência, interrompe-se-lhe o fluxo medianímico, e os espíritos superiores, por afeição ao médium, permitem que ele o perceba, a fim de mais adestrar-se, buscando descobrir a falha que propiciou a suspensão e restaurando o equilíbrio; outras vezes, é-lhe concedida com o objetivo de facultar-lhe algum repouso e refazimento.

          A mistificação é um dos graves escolhos à mediunidade, todavia, fácil de se evitar, como de se identificar.

          A convivência com o médium dará ao observador a dimensão dos seus valores morais, e será por estes que se poderá medir a qualidade e as resistências mediúnicas do mesmo, a possibilidade dele ser vítima ou responsável por mistificações.

 

 

Espírito: Vianna de Carvalho

Médium: Divaldo P. Franco – Médiuns e Mediunidades

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan kardec

rosanemerat · 9 vistos · 0 comentários
Categorias: Mediunidade
27 Jun 2010 
Medo

 

“Depois disto, que nos resta a dizer?

Se deus está conosco, quem estará contra nós?

(Romanos,  8:31.)

 

            O medo pode ser definido como um estado psíquico de inquietação constante, agitação ou impaciência diante de um perigo real ou imaginário.

            O medo racional é saudável e necessário em nossa vida. Ele nos protege de nossa impulsividade e de nossos atos irrefletidos.

            No entanto, quando o medo é patológico, torna-se destrutivo e tem como resultado a imobilidade de nossas forças mais íntimas.

            Eis alguns sintomas emocionais de temores que nos complicam a existência:

·        Agitação mental – incapacidade de relaxar e silenciar internamente, sendo preciso reler a mesma página diversas vezes.

·        Pessimismo e insegurança – hesitação pertinaz em face não só das grandes como também das pequenas decisões existenciais.

·        Dissociação mental – esquecimento constante das coisas mais naturais e simples do cotidiano.

·        Agressividade exagerada – irritação contínua com tendência a atacar gratuitamente os outros com ofensas e insultos.

·        Vulnerabilidade – sensação freqüente de melancolia, como choro fácil e atmosfera de perseguição contumaz.

·        Comportamento compulsivo – uso de atos ritualísticos propensos ao perfeccionismo; início de várias atividades ao mesmo tempo sem termino de nenhuma.

·        Aura de fracasso – desculpa por qualquer coisa e sentimento de humilhação constante na frente dos outros.

·        Falta de motivação – crises de perda de interesse pela vida, sensação de desânimo.

·        Mente exaurida – isolação da vida social. A criatura só executa o que é estritamente necessário para a sua manutenção diária.

Não podemos afirmar que todos esses sintomas estão relacionados apenas como medo, mas, quando algum deles ocorrer, é necessário estarmos alerta, pois o medo pode está servindo de base às nossas emoções e atitudes perante a vida.

            No espiritismo, encontramos as ferramentas essenciais e as técnicas sensatas para utilizar o medo na proporção certa e apropriada diante de cada fato ou acontecimento que tivermos de enfrentar.

            O temor pode ser um ácido que venha consumir desnecessariamente nossas energias vitais. Entretanto não podemos esquecer que “Se Deus está conosco, quem estará contra nós?”.

 

 

Um modo de entender: uma nova forma de viver.

Psicografia de:  Francisco do Espírito Santo Net

Pelo Espírito Hammed

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

rosanemerat · 2 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos
27 Maio 2010 
Médiuns Sensacionalistas

A frase de João Batista: “É necessário que Ele cresça, e que eu diminua” (*) tem atualidade no comporta­mento dos médiuns em todas as épocas, especialmente, em nossos dias tumultuados.
À semelhança do preparador das veredas, o médium deve diminuir, na razão direta em que o serviço cresça, controlando o personalismo, a fim de que os objetivos a que se entrega assumam o lugar que lhes cabe.
A mediunidade é faculdade neutra, a que os valores morais do seu possuidor oferecem qualificação.
Posta a serviço do sensacionalismo entorpece os centros de registro e decompõe-se, igualmente, em razão do uso desgovernado a que vai submetida, passa ao comando de Entidades, perversas e frívolas, que se comprazem em comprometer o invigilante, levando-o a estados de desequilíbrio como de ridículo, por fim, ao largo do tempo, empurrando-a para lamentáveis obsessões.
Entre os gravames que a mediunidade enfrenta, a vaidade e o personalismo do homem adquirem posição de relevo, desviando-o do rumo traçado, conduzindo-o ao sensacionalismo inquietante e consumidor.
Neste caso, o recolhimento, a serenidade e o equilíbrio que devem caracterizar o comportamento psíquico do médium cedem lugar à inquietação, à ansiedade, aos movimentos irregulares das atrações externas, passando a sofrer de irritação, de devaneios, e à crença de que repentinamente se tornou pessoa especial, irreprochável, não tendo ouvidos para a sensatez nem discerni­mento para a eqüidade.
Torna-se absorvido pelos pensamentos da vanglória, e, disputado pelos irresponsáveis que lhe incensam o orgulho, levam-no à lenta alucinação, que o atira ao abismo da loucura.
A faculdade mediúnica é transitória como outra qual­quer, devendo ser preservada mediante o esforço moral do seu possuidor, assim tomando-se simpático aos Bons Espíritos que o inspiram à humildade, à renúncia, à abnegação.
Quando o personalismo sensacionalista domine o psiquismo do homem, naturalmente que o aturde, tornando-se mais grave nos sensores mediúnicos cuja constituição delicada se desarticula ao impacto dos choques vibratórios dos indivíduos desajustados e das massas esfaimadas, Insaciadas, sempre à cata de novidades e variações, sem assumirem compromissos dignificantes.
São João Bosco, portador de excelentes faculdades mediúnicas, resguardava-as da curiosidade popular, utilizando-as com discrição nas finalidades superiores.
Santa Brígida, da Suécia, que possuía variadas ex­pressões mediúnicas, mantinha o pudor da humildade, ao narrar os fenômenos de que se fazia objeto.
José de Anchieta, médium admirável e curador eficiente, agia com equilíbrio cristão, buscando sempre transferir para Jesus os resultados das suas ações positivas.
São Pedro de Alcântara, virtuoso e médium possui­dor de “vários dons”, ocultava-os, a fim de servir, apaga­do, enquanto o Senhor, por seu intermédio, se engrandecia.
Santa Clara de Montefalco procurava não despertar curiosidade para os fenômenos mediúnicos de que era instrumento, atribuindo-os todos à graça divina de que se reconhecia sem merecimento.
Os médiuns, que cooperaram na Codificação do Espiritismo, sensatamente anularam-se, a fim de que a Doutrina fixasse nas almas e vidas as bases da verdade e do amor como formas para a aquisição dos valores espirituais libertadores.
Todo sensacionalismo altera a face do fato e adultera-lhe o conteúdo.
Quando este se expressa no fenômeno mediúnico corrompe-o, descaracteriza-o e põe-no a serviço da frivolidade.
Todos quantos se permitiram, na mediunidade, o engano do sensacionalismo, não obstante as justificações sob as quais se resguardam, desceram as rampas do fracasso, enganados e enganando aqueles que se deixa­ram fascinar pelos seus espetáculos, nos quais, o ridículo passou a figurar.
O tempo, este lutador incessante, encarrega-se de aferir os valores e demonstrar que a “árvore que o Pai não plantou” termina por ser arrancada.
Quando tais aficcionados da mediunidade bulhenta se derem conta do erro, caso isto venha a acontecer, na Terra, possivelmente, o caminho do retorno à sensatez estará muito longo e o sacrifício para percorrê-lo os desencorajará.
Diante do sensacionalismo mediúnico, recordemo-nos de Jesus, que após os admiráveis fenômenos de socorro às massas jamais aceitava o aplauso, as homenagens e gratulações dos beneficiários, recolhendo-se à solidão para, no silêncio, orar, louvando e agradecendo ao Pai, a Eterna Fonte geradora do Bem.

(*) – João, 3:30 – Nota do Autor Espiritual.

 

Autor:  Vianna de Carvalho

“O Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia. Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.” – Allan Kardec

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

http://www.caminhosluz.com.br/detalhe.asp?codigo1=1421


 

rosanemerat · 13 vistos · 0 comentários
Categorias: Mediunidade
27 Maio 2010 
Médiuns Seguros

          O esforço constante desenvolvido pelo médium para domar as suas más inclinações e vencer os impulsos negativos credencia-o à simpatia dos bons espíritos, que nele vêem um instrumento útil para os objetivos elevados do bem.

          Esse esforço, que não deve cessar, aprimora-lhe o caráter e trabalha-lhe a vontade, que se dirige para o exercício das virtudes, superando as tendências perniciosas que remanescem do passado espiritual de onde todos procedemos.

          Com a disposição de afeiçoar-se à lavoura do progresso moral, aplaina as anfractuosidades do temperamento e elege a abnegação, o amor e a caridade como recursos de que se utilizará nas várias conjunturas do caminho, melhorando-se sempre.

          Ao mesmo tempo, o gosto pelo estudo dá-lhe amplitude de discernimento para valorizar e distinguir com acerto o que é ou não proveitoso para o seu desenvolvimento, ao mesmo tempo identificando a qualidade das comunicações de que se faz objeto, ascendendo, no campo vibratório, às faixas superiores do pensamento.

          Toma como diretriz para o equilíbrio pessoal, ao lado da conduta digna, a oração e o recolhimento que lhe fortalecem as energias, amparando a área das percepções psíquicas, que ficam resguardadas das más influenciações.

          Não lhe será necessário o isolamento nem a fuga do mundo, a pretexto injustificável de buscar o silêncio e as condições propiciatórias para o ministério.

          Lugar algum pode proporcionar esses valores, além do caráter físico de que se revestem. Isto porque, aonde o indivíduo vai, leva consigo a sua individualidade, não se podendo evadir dos hábitos, das construções mentais e aspirações que lhe sejam particularmente apetecíveis.

          Desse modo, o silêncio interior, que decorre da paz de consciência, é mais importante do que o originado na exclusiva estesia da natureza.

          Outrossim, a oração sem palavras, resultado da natural ligação mental com as fontes do bem, faculta uma absorção de ondas estimuladoras, que ativam o sistema nervoso central do sensitivo e encorajam-lhe os sentimentos, em razão do conteúdo mental de que se fazem portadoras.

          O médium seguro é uma pessoa aparentemente comum, no entanto, em se tratando de um paranormal, possui uma constituição que lhe possibilita a captação do psiquismo dos espíritos, bem como das suas energias, sendo, portanto, necessário impor-se um comportamento compatível com a sua realidade.

          Tendendo, a faculdade mediúnica, a ampliar o seu setor de ação, o bom servidor vigia-lhe o desdobramento, a fim de acompanhá-la, permanecendo em perfeita identificação de atividade, de modo a canalizar-lhe todos os recursos para os relevantes fins morais e espirituais que lhe devem constituir meta inamovível.

          Não faltam escolhos no caminho de todos os homens, especialmente no daqueles que se entregam aos ideais do progresso humano.

          No que tange aos impedimentos que surgem para dificultar o êxito dos médiuns seguros, ei-los que se multiplicam, desafortunadamente, em decorrência dos seus próprios erros, como também da maldade dos espíritos imperfeitos e perversos que lhes invejam a tarefa ou a detestam, por se sentirem prejudicados nos propósitos e ações infelizes que se permitem, voltando-se, portanto, contra aqueles que supõem constituir-lhes estorvo.

          O médium seguro é, pois, aquele por quem se comunicam bons espíritos, inspirando confiança em razão da sua vida de altruísmo e abnegação, de serviço ao bem, de fé e de caridade, não estando exposto à leviandade, nem à influenciação das más entidades, mantendo-se sempre sereno e correto nos momentos de júbilo como de provação, face à confiança que deposita em Deus e à consciência que possui em torno da sabedoria das Suas leis, submetendo-se a Sua vontade como servidor que cumpre airosamente com o seu dever em qualquer circunstância.

          Não se deixando iludir pela lisonja dos amigos invigilantes, nem pela perturbação dos adversários gratuitos, e, muito menos, pelas rudes interferências dos desencarnados em desequilíbrio, avança, sem pressa, confiando no resultado da boa sementeira, com os olhos postos no futuro, enquanto, no presente, age com sinceridade e constância.

          Nele se desenvolvem várias especialidades, destacando-se uma ou outra que lhe pode ser mais útil, permanecendo, as demais, como auxiliares indispensáveis para a boa realização da tarefa a executar.

          Em se caracterizando os requisitos do médium seguro, a humildade real, sem a dissimulação que a si mesma se engana, com espontânea manifestação de simplicidade, é relevante. Não é necessário que se esteja a decantá-la e apresentá-la, escamoteando o orgulho e a presunção ainda predominantes em sua natureza. Ela não dispensa a autenticidade moral, o recolhimento do próprio valor... A humildade é como a luz. Onde se encontra, brilha sem delongas, nem disfarces. É natural e autêntica.

          São João Crisóstomo afirmava que, ao escrever a interpretação das cartas paulinas, o Apóstolo dos Gentios as ditava aos seus ouvidos.

          São Gregório, o apóstolo de Neocesaréia, informava que João Evangelista aparecera-lhe, apresentando “o símbolo da fé pregado por ele na sua igreja”.

          Santo Tomás de Aquino mantinha constante intercâmbio com os espíritos que o informavam da vida na erraticidade.

          A senhora d’Espérance produziu extraordinários fenômenos mediúnicos jamais contestados.

          Médiuns seguros sempre se destacaram na história da humanidade, sendo hoje, mais fácil detectá-los e torná-los dignos de fé, graças à doutrina espírita que lhes é o guia de conduta inigualável e de apoio incomum.


 

Espírito: Vianna de Carvalho

Médium: Divaldo P. Franco – Médiuns e Mediunidades.

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan kardec

rosanemerat · 18 vistos · 0 comentários
Categorias: Mediunidade

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