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27 Maio 2010 
Médiuns Responsáveis

A mediunidade consciente, responsavelmente exercida, pode desempenhar um relevante papel, educativo e esclarecedor, entre as criaturas humanas.

Desvelando a face oculta da realidade espiritual e demonstrando que o homem é o semeador e o ceifeiro dos próprios atos, ela abre espaços culturais e mentais para uma existência feliz no domicílio carnal.

Nesse desiderato, cabe aos médiuns uma tarefa de magnitude, por serem eles os modernos profetas, por cuja organização física se dão as ocorrências, chamando a atenção dos inconscientes para a realidade do espírito e favorecendo com a crença racional aos que duvidam ou possuem um comportamento céptico em relação à imortalidade.

Como qualquer outro ministério, a vivência mediúnica saudável, responsável, impõe conduta segura ao homem, que lhe assume o compromisso.

Não é importante que a notoriedade lhe acompanhe os passos ou lhe exorne a personalidade. Pelo contrário, o labor anônimo favorece as possibilidades de êxito com mais rapidez e segurança do que o brilho ofuscante da popularidade, que asfixia e entorpece as melhores expressões da abnegação humana.

Calçando as sandálias da humildade, em atitude lúcida, que informa ser apenas um instrumento e não o autor dos fenômenos, o médium se precavém dos vapores alucinantes do orgulho que envilece, como do bafio da presunção que o leva às mistificações, quando as manifestações autênticas escasseiam.

O médium responsável resguarda-se na prudência e zela pela faculdade, evitando-lhe os choques vibratórios que partem da curiosidade malsã, quando em exibição desnecessária e sob o incenso da vacuidade.

Carl Gustav Jung relata que, febril vitimado por um processo de enfermidade do fígado, foi impelido a escrever a sua Reposta a Jó com celeridade, num total de cerca de cem páginas datilografadas, como “se um espírito que nos agarra pela nuca” o atasse e comandasse, até o momento em que, concluindo, ficou curado.

Certamente atribuiu o fenômeno a uma ação arquetípica do inconsciente coletivo, “impelido por emoções subjetivas”, ele que não tomou conhecimento da doutrina espírita.

São João Crisótomo, no entanto, lúcido, interpretando as epístolas de Paulo, era visto por outros monges, aureolado de peregrina luz, enquanto as escrevia.

Dante apareceu em sonho ao filho Jacobo, conforme narrou Boccacio, e mostrou-lhe o lugar onde guardava os Cantos do Céu, completando a sua Divina Comédia, na residência em que desencarnara, e ali foram encontrados.

O fenômeno consciente e a atitude responsável dos médiuns contribuíram, no passado, para fornecer as evidências da sobrevivência da alma, sem haverem recebido ônus outros de natureza material, que os faria incidir, embora inconscientemente, na simonia ocasional, fulgurando nos palcos transitórios do mundo, para desaparecerem depois.

Fernando de Lacerda demonstrou a comunicação dos mortos com os vivos, e, vítima de escárnio, permaneceu consciente, responsável, no dever abraçado.

Frederico Júnior fez-se instrumento de entidades venerandas, e continuou modesto no serviço de iluminação cristã.

Yvonne Pereira trabalhou silenciosamente, atendendo aos espíritos sofredores, e tornou-se extraordinário veículo de revelações do além-túmulo, sem permitir-se picar pela mosca azul da presunção.

Zilda Gama, após um labor relevante, na mediunidade responsável, desencarnou idosa e quase esquecida do público beneficiado pelos seus livros de consolo e beleza espitirual.

Os médiuns responsáveis são conhecidos pelos seus silêncios e equilíbrio.

Não têm pressa em ganhar a fama, nem dela necessitam.

Trabalham para um ideal que não remunera no mundo das formas.

Vanguardeiros de uma sociedade justa, que virá, no futuro, instam no bem e apagam-se no conforto aos que sofrem, gastando-se na ação da caridade, ao invés de ascenderem e repousarem na galeria brilhante das pessoas de relevo da sociedade.

Incompreendidos, são êmulos de Jesus, que passou pelo mundo amando, servindo, e, injustiçado, até hoje não encontrou lugar no coração dos homens.    

 

Espírito: Vianna de Carvalho

Médium: Divaldo P. Franco – Médiuns e Mediunidades

  Site: Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan kardec

rosanemerat · 14 vistos · 0 comentários
Categorias: Mediunidade
27 Maio 2010 
Médiuns nos dois Planos de Vida

A época talvez nos seja propícia a reflexões em torno do que nos aguarda no novo ano, prestes a iniciar-se. Talvez pudéssemos, neste momento, efetuar um balanço íntimo da nossa postura diante da mediunidade, da tarefa mediúnica que abraçamos em nome de Jesus. Será que, de fato, efetuamos progressos, do ponto de vista da mediunidade, ao longo deste ano? Será que servimos com disposição? Será que nos encorajamos um tanto mais no que se refere à renúncia? Será que não recusamos o contato com as entidades sofredoras, com aquelas que de nós se aproximaram durante as nossas reuniões semanais, com o propósito de ouvir uma palavra amiga, de conforto, de esclarecimento? Será que nós mesmos não fomos um obstáculo ao exercício da mediunidade? Será que não impedimos que as nossas possibilidades medianímicas deslanchem? Porque, muitas vezes, na condição de médiuns, não conseguimos nos isentar dos nossos problemas pessoais e trazemos para a reunião as nossas mazelas, os nossos melindres, os nossos rescaldos; trazemos para a reunião os nossos aborrecimentos e, não raro, aqui, nos colocamos a mentalmente esgrimar com os companheiros com os quais não nos afinizamos, com os que consideramos como nossos desafetos ou, então, com as nossas lembranças, lembranças de problemas que deixamos lá fora, em casa, no ambiente de trabalho profissional...

Forçoso chegarmos à conclusão que, se muito nos foi possível realizar, por outro lado, muito deixamos de fazer, não por falta de cobertura espiritual daqueles que nos tutelam do Mais Alto, mas, sem dúvida, porque nós mesmos, médiuns nos Dois Planos da Vida, nos constituímos em obstáculo quase inamovível, no cumprimento de dever.

Um ano praticamente se passou, mais um ano, e seria interessante que nós efetuássemos as contas, não as contas alheias mas aquelas que nos dizem respeito... Quantas vezes não deixamos de comparecer ao compromisso, por espírito de desagravo ou para enviar aos companheiros determinadas “mensagens” de nossa desaprovação pessoal, em decisões com as quais não concordamos?

Sem dúvida, existe sempre prejuízo para os tarefeiros espirituais, quando a equipe mediúnica não corresponde à expectativa. Os companheiros espirituais empenham o seu tempo, a sua dedicação, as suas esperanças, mas o prejuízo maior fica sempre com o médium; permanece com o grupo de irmão encarnados que se mostraram vulneráveis ao assédio das entidades infelizes, as quais lhes vampirizam o psiquismo, com o intuito de atrasar-lhes o passo na senda do progresso; no entanto também carecemos de considerar o problema da auto-obsessão... Somos vítimas de coisas que não existem, alimentamos a imaginação doentia, tiramos conclusões falsas e, assim, nos prejudicamos sensivelmente, porque acalentamos uma idéia, uma emoção que passa a ser dentro de nós um foco de enfermidades espirituais... Quantos não mostram, infelizmente, vocação para o desequilíbrio fácil? Quantos não se exaltam se exasperam, se revelam suscetíveis? Quantos não absorvem emanações deletérias, vibrações negativas e as incorporam com muito maior facilidade do que incorporam as entidades espirituais enfermas, que aqui comparecem pedindo caridade?...

Os médiuns, porque possuem as faculdades sensoriais à flor da pele, experimentam com maior facilidade as influências negativas e, não raro, as somatizam, ou seja, as transformam em sintomas físicos que nada mais representam que sintomas espirituais camuflados, de desequilíbrio, de desgaste emocional, de pensamentos doentios sistematicamente cultivados. Quantos os que ainda não conseguiram se despojar de determinadas idéias que os acompanham, desde muitos meses? Quantas idéias haveremos de levar conosco para o ano que se inicia idéias que não correspondem à realidade, que nos acorrentam na disposição de servir, nos impedindo de tomar a iniciativa de cooperar mais decididamente em prol da Causa que abraçamos!

Seria extremamente valioso que cada medianeiro efetuasse a sós, no silêncio de suas reflexões, um balanço de suas atividades, de sua postura diante da Doutrina, questionando-se a respeito do que tem feito com o talento da mediunidade que o Senhor lhe concedeu para ser multiplicado em benefício de muitos, porquanto, se aqui os nossos irmãos médiuns estão lidando com entidades desencarnadas, estão somando experiências, adquirindo lucidez, melhorando a sintonia, para que lá fora, no dia-a-dia, lidem com maior proveito com as entidades encarnadas, dentro do lar, na vida social... Essas entidades encarnadas, que carecem dos recados do Mais Além, se nomeiam filhos, sobrinhos, irmãos, tios, amigos próximos...

Reflitamos neste contexto e procuremos enfrentar a nova etapa, nas primícias do Terceiro Milênio da Era Cristã, para que a mediunidade nos seja um instrumento útil ao progresso e não um obstáculo, um fardo que nos pese excessivamente aos ombros.

Precisamos confiar mais. Com extrema facilidade posterga deveres espirituais, dando evidência às atividades materiais, às quais, a rigor, ele se dedica praticamente o dia inteiro; o dia todo quase, o homem encarnado está absorvido pelas atividades materiais e acha penoso, ao fim do período, consagrar-se durante alguns minutos às atividades de natureza espiritual. A todo momento, consulta o relógio para ver se a reunião está prestes a terminar, a todo instante se inquieta, se impacienta, se aflige, porque não consegue sustentar a concentração, não consegue orar, não tem firmeza e se rende, inapelavelmente, aos receios, aos medos, às fobias, as síndromes mais variadas que lhe vampirizam o psiquismo, e ele se deixa encarcerar, se deixa envolver, olvida que uma reunião tal como esta pode significar, para o espírito o que significa um oásis, em pleno deserto, para o beduíno cansado.

 

Livro:  Falando de mediunidade

Autor: Bacelli, Carlos A.; Fernandes, Odilon.

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan kardec

rosanemerat · 11 vistos · 0 comentários
Categorias: Mediunidade
11 Maio 2010 
Médiuns em Desconcerto
Sem qualquer dúvida, conforme acentuou Allan Kardec, o egrégio Codificador do espiritismo, o maior adversário da mediunidade é a obsessão, e os seus antídotos eficazes são o conhecimento e a prática sadia da doutrina incorporada ao cotidiano, conforme já nos referimos anteriormente.
    A obsessão, porém, somente ocorre, porque o adversário espiritual encontra naquele a quem persegue os plugues de fixação perniciosa, procedentes de experiências pretéritas ou decorrentes da conduta incorreta na atualidade.
    Quanto às vicissitudes defluentes do passado, o homem dispõe da atual conjuntura corpórea para redimir-se, assinalando a existência com valores positivos que o capacitam para adquirir bênçãos, disciplinando-se e produzindo valorosamente em favor dos objetivos elevados da vida.
    Conscientizando-se do significado da sua reencarnação, nela investe todos os recursos morais e intelectuais a fim de aprimorar-se, limando as arestas que representam as viciações e defeitos que contribuíram para a sua queda na desdita.
    Dá-se conta de que, em cada momento bem utilizado, pode remover obstáculos que permanecem dificultando-lhe a marcha, ao mesmo tempo auxiliando as demais pessoas à sua volta, sejam aquelas que o crivam de aflições, ou aqueloutras que o impelem para o fracasso, ou, ainda, as que cooperam fraternalmente em favor do seu reequilíbrio, a todas oferecendo a luz da fé libertadora e o calor da amizade pura.
    Neste sentido, o da ascensão, a mediunidade se lhe apresenta como excelente instrumento de elevação pelos benefícios que pode proporcionar, já que tem como objetivo a demonstração da sobrevivência da alma, e, por consequência, é porta de ação caridosa, tendo-se em vista o crescente número de sofredores que pululam em toda parte.
    Aqui, no entanto, reside o ponto de alta responsabilidade mediúnica, que reflete a conduta do intermediário. Conforme seja esta, apresentar-se-á aquela.
    A lei de afinidades e semelhanças funciona com automatismo, atraindo para a órbita da ação do medianeiro os espíritos que lhe são equivalentes em propósitos e aspirações, comportamento e interesse.
    Verdadeiros fantasmas, todavia, rondam o médium, em forma de companhias que, por sua invigilância, terminam por dominá-lo, levando a mediunidade a lamentáveis desconcertos.
    A presunção, que se deriva do orgulho, é um dos inimigos mais vigorosos, por sugerir ao médium uma certa invulnerabilidade às forças negativas, tornando-o, desde então, vítima da burla e das mistificações dos espíritos ociosos e perversos.
    Além dessa imperfeição, a conduta reprochável envolve-o em vibrações vis que o intoxicam, desarticulando os delicados mecanismos psíquicos encarregados dos registros superiores, sintonizados conforme então se encontram com as faixas mais grosseiras da esfera inferior.
    O complexo mecanismo da mediunidade exige um tratamento cuidadoso que o sensitivo deve administrar com zelo e carinho especiais, de forma a estar em harmonia constante, porquanto a função mediúnica é permanente, não se restringindo a espaços adrede estabelecidos.
    A vida moral enriquecida de imagens otimistas e de ressonâncias superiores, que se derivam da oração e da vivência saudável, funciona como lubrificante oportuno e indispensável na aparelhagem sensível e muito sofisticada da sua paranormalidade.
    O ácido da revolta cultivada, a ferrugem do constante mau humor, o salitre da ambição e os venenos emanados pelo exorbitância das paixões servis tornam-se corrosão nos implementos que constituem os equipamentos nobres, que se destinam a fins libertadores.
    Face ao mau uso, quando se apresentam os desconcertos mediúnicos, sejam por indução obsessiva ou decorram da indisciplina moral do intermediário, a marcha na direção do abismo é lamentável e quase sempre irreversível.
    Médiuns, pois, que vivem em situações psíquicas de altibaixos, no exercício do ministério a que se aprestam, destrambelham a faculdade abençoada que deveriam dignificar, porque, sem exceção, pediram-na antes do renascimento por saberem que o seu uso correto lhes concederia a palma da vitória, num retorno à Pátria em paz, o que, face à leviandade e à loucura de que se deixam possuir, não se dará, impondo-lhes futuras experiências no corpo sob o açodar de dores inomináveis, que agora poderiam evitar.


Espírito: Vianna de Carvalho
Médium: Divaldo P. Franco
Livro:  Médiuns e Mediunidades
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan kardec

rosanemerat · 22 vistos · 0 comentários
Categorias: Mediunidade
11 Maio 2010 
Mediunidade Espírita
A mediunidade espírita é a que se alicerça em Jesus e Allan Kardec. A mediunidade é uma faculdade psíquica que independe de rótulo religioso - encontraremos a sua presença na origem de quase todas as crenças. Os grandes iniciados de todas as religiões eram intérpretes dos espíritos que os inspiravam. Os profetas eram missionários da mediunidade sobre a terra. Os apóstolos, na festa de pentecostes, ficaram mediunizados. Os santos reverenciados pela igreja Católica possuíam o dom de curar, a clarividência, efeitos físicos; caíam em transe com freqüência.
Todavia com Allan Kardec é que a mediunidade se tornou um intercâmbio consciente entre os Dois Mundos. Estudando os mais diversos dons medianímicos, criando terminologia própria, o codificador devassou o Invisível, tornando natural o diálogo dos vivos com os chamados mortos.
Portanto não existe mediunidade legitimamente exercida, fora dos padrões da Doutrina dos Espíritas. O médium espírita é o que se submete à orientação doutrinária, colocando-se a serviço da Causa e não de si mesmo. O médium personalista é um médium rebelado contra os princípios que se consubstanciam no “daí de graça o que de graça recebestes.”
Infelizmente, muitos medianeiros promissores acabam por se entregar única e exclusivamente à orientação dos espíritos que se comunicam por seu intermédio - marginalizam os fundamentos básicos de “O Livro dos Médiuns” e adotam uma linha de conduta que conflita com os propósitos do medianeiro bem intencionado.
Há quem busque na mediunidade a satisfação do seu próprio ego; não está movido pela intenção de servir, mas de projetar-se, de ter o seu nome exaltado, de alimentar a vaidade.
O médium presunçoso, mais cedo ou mais tarde, se comprometerá. Sem retaguarda espiritual que lhe garanta o equilíbrio, estará à mercê dos espíritos sem discernimento, que o induzirão a cometer absurdos.
Antes, pois, de cogitar do desenvolvimento mediúnico em si, deve o candidato aos serviços espirituais no campo da mediunidade interessar-se pela sua iluminação no exercício constante da humildade.
Médiuns personalistas são agentes desagregadores; ao invés de somarem esforços, de motivarem os companheiros à prática do bem, inspiram desconfiança e estabelecem a disputa na casa espírita...
Todo médium é um tarefeiro, longe, conforme se imagina, de ser um missionário. Raros são os sensitivos que reencarnam com  tarefa definida no campo da mediunidade; para a grande maioria,o trabalho vai se definindo com base no seu devotamento.Alguns renascem com o compromisso, fazendo jus à supervisão espiritual das Altas Esferas; outros se decidem por ele ao travarem contato com o Espiritismo, atraindo a atenção dos Espíritos Superiores que deles se aproximam na medida exata da confiabilidade que externem...
A idéia de que seja um espírito missionário tem sido obstáculo ao roteiro que o ser encarnado traçou para si mesmo. Imbuído de tais pensamentos, fascinado quanto às suas próprias possibilidades, foge aos compromissos imediatos, que, então, passa a considerar de natureza inferior, como sejam: o casamento e a constituição da família, o esmero na profissão e a sua participação ativa nos assuntos da comunidade.
Mediunidade é compromisso de trabalho e oportunidade de resgate. Sobretudo, o médium é um espírito com elevados débitos cármicos que necessita se conscientizar de sua necessidade de servir-Se servir incondicionalmente!


Espírito: Odilon Fernandes
Médium: Carlos A. Baccelli
Livro: Conversando com os Médiuns
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec
 

“O Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia. Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.” – Allan Kardec

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Grupo de Estudos Allan Kardec

rosanemerat · 21 vistos · 0 comentários
Categorias: Mediunidade
11 Maio 2010 
Mediunidade em Exercício
Nenhum médium é orientador-mor da casa espírita. Ele não é infalível e os espíritos que se expressam por seu intermédio ainda não são conhecedores da verdade integral.
Não deve, portando, o medianeiro extrapolar de suas funções,tanto quanto possível evitando se imiscuir nos assuntos de ordem administrativa,e nem colocar a sua mediunidade a serviço da curiosidade dos dirigentes que desejam abordar o Mundo Espiritual na solução dos impasses que surgem.
A mediunidade deve ser um fator de crescimento para o grupo, não centralizando decisões e transferindo responsabilidades.
Os Espíritos Amigos não se envolvem nas questões que competem aos integrantes da equipe cabe-lhes desenvolver o bom senso, dialogando fraternalmente na exposição transparente de suas idéias. As orientações espirituais neste sentido,quando acontecem,são sempre de ordem geral, e , da parte dos espíritos esclarecidos,jamais descem a detalhes onde o excesso de palavras anula a ação.
Não se deve marginalizar a opinião do medianeiro em assuntos administrativos, mas, por outro lado, dele não deve ser a última palavra.
Imaginemos a casa espírita onde nada se fizesse sem que o médium, guindado à condição de oráculo,  fosse consultado...A mediunidade é assessoria espiritual a que se deve recorrer quando estritamente necessário,sob pena de banalização.Os Espíritos Superiores não existem para substituir o esforço humano, e a mediunidade não tem a função de isentar o homem das experiências que necessite vivenciar.
Espíritos desencarnados dominadores estimam controlar o grupo em suas decisões, desde , é evidente, que encontrem no instrumento mediúnico a ressonância indispensável.Médiuns personalistas, com extrema facilidade concedem passividade aos espíritos centralizadores.Associam-se em seus propósitos,assumindo grave responsabilidade pela manipulação psicológica do grupo..
Neste sentido, seria mesmo interessante que o medianeiro, evitando ser manipulado por dirigentes inescrupulosos, por outro lado se eximisse de aceitar qualquer cargo de direção, limitando-se a cumprir com a sua tarefa de médium.
Muitos medianeiros se perdem quando aceitam, de encarnados e desencarnados, as sugestões que lhes excitam a vaidade, induzido-os a pretender posição de liderança no movimento, ou esta ou aquela condição de relevo no templo espírita.
A sintonia com o Mundo Espiritual Superior carece de ser acalentada; se o medianeiro interessado em melhores contatos psíquicos não conceder espaço mental para as idéias que deseja intermediar, as suas faculdades não se verticalizarão...
A influência do trabalho do médium no grupo a que se vincule acontecerá naturalmente, desde, é claro, que as suas conseqüências morais se façam sentir.
Quando sincero, o medianeiro irradiará as suas vibrações convincentes que, através do exemplo nobre, terminarão por se impor sem que, na maioria das vezes, as palavras articuladas sejam necessárias. Nenhum discurso mais eloqüente do que o da própria conduta!
Que medianeiro algum pretenda o poder, revivendo as experiências infelizes do pretérito quando, em outra roupagem física, estimava a presença de vassalos aos seus pés.

Espírito: Odilon Fernandes.
Médium: Carlos A. Baccelli.
Livro: Conversando com os Médiuns
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“O Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia. Quem desejar conhece-lo seriamente deve, pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.” – Allan Kardec

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rosanemerat · 12 vistos · 0 comentários
Categorias: Mediunidade
11 Maio 2010 
Mediunato
Todo aquele que consegue exercer a mediunidade com elevação, engrandecendo-se e alçando-a aos nobres cimos da vida, no cumprimento da gloriosa missão de ser instrumento do Divino Pensamento, alcança, na Terra, a excelência do mediunato.
Dever de grande abrangência, a sua desincumbência revela-se difícil pelos impositivos de que se reveste, pelos sacrifícios que impõe e pelas dificuldades a superar.
Poucos discípulos da verdade se hão entregado com a necessária abnegação, graças à qual, ao largo do tempo, o homem se doa em espírito de serviço à humanidade, com tal renúncia de si mesmo, que ultrapassa a sua condição para lograr o apostolado mediúnico, o mediunato.
A princípio, são os fortes apelos para a edificação pessoal, a plenitude psíquica e emocional, acalmando as necessidades materiais e superando as fraquezas delas decorrentes, para depois, experimentando as superiores satisfações do espírito, imolar-se por amor, na execução das atividades a que se sente convocado.
Nesse caminho atulhado de pedrouços, os desafios se sucedem, ameaçadores, ao mesmo tempo ferindo e macerando os audaciosos transeuntes que põem os olhos nas metas à frente e buscam alcançá-las. Não se trata de um empreendimento fácil ou de curto prazo, antes, de uma realização prolongada, na qual são enfrentados os perigos que procedem da inferioridade, que teima em permanecer, dominadora.
Definido o rumo e aceito o compromisso, torna-se mais factível a vitória, ganhando-se, dia-a-dia, o espaço que medeia entre a aspiração e o objetivo.
Zoroastro, o grande reformador, nascido na Média, não descansou enquanto não concluiu a missão para a qual reencarnou.
Buda, o Sábio e Solitário dos Sákias, entregou-se com total renúncia ao ministério de reformar a religião adulterada pelo formalismo brâmane, e, não se detendo diante dos impedimentos que o afligiam, permanece fiel até o momento final.
Pitágoras, inspirado pelos espíritos, colocou-se a serviço da verdade, tornando-se responsável pela descoberta das matemáticas, geométricas e astronômicas, deixando um rastro luminoso na história.
Sócrates e Moisés, Isaías e Daniel, entre outros, foram exemplos de missionários que, no mediunato, atingiram as mais elevadas expressões do intercâmbio espiritual em favor da humanidade.
Posteriormente, João Batista e João Evangelista se fizeram expoentes da mediunidade gloriosa, demonstrando o poder da imoralidade sobre as vicissitudes humanas.
Acima, porém, de todos eles, Jesus-Cristo fez-se o Médium de Deus e tornou-se insuperável como Fonte Inspiradora para os homens de todos os séculos.
Perseguido e macerado, sob injunções dolorosas mais se ligava ao Pai, em Quem hauria forças para o Messianato a que se ofereceu, preferindo a coroa do martírio à falaciosa grandeza terrena.
Depois dEle, outros servidores da Sua Seara, profundamente vinculados à vida espiritual e aos desencarnados com os quais confabulavam, exerceram o mediunato de forma eloquente, imolando-se todos por amor ao bem geral e certos da vitória final sobre as fugazes condições terrenas.
Com o espiritismo, o exercício do mediunato tornou-se mais acessível, em se considerando as diamantinas claridades que projeta nos emaranhados e sombrios mistérios da vida, especialmente sobre a realidade do além-túmulo, onde nascem as estruturas do ser e se encontram a sua origem e o seu destino final.
Trazendo de volta, à atualidade, o profetismo hebreu e helênico, os fenômenos que constituíram a glória das civilizações passadas, deu-lhes um sentido novo, perfeitamente concorde com as conquistas do hodierno conhecimento, de modo a impulsionar o homem em direção do autodescobrimento e da razão pela qual se encontra no mundo físico.
Em uma ligeira análise, explicam-se, à luz da revelação espírita, a inspiração do Homero, cujos Cantos procediam de ignotas e nobres regiões espirituais;
de Virgílio, sintonizando com as entidades elevadas, e sendo também considerado profeta;
de Dante, que demonstrou possuir superiores faculdades mediúnicas, graças às quais manteve permanente contato com os espíritos;
de Torquato Tasso, que, em contínuo intercâmbio espiritual e inspirado por Ariosto, aos dezoito anos compôs o seu Renaud, concluindo a célebre Jerusálem Libertada, que é a obra máxima da sua vida extraordinária...
E quantos outros, médiuns inspirados ou psicógrafos, audientes ou sonambúlicos, que se deixaram conduzir pelos guias da humanidade, a fim de apressarem a obra do progresso terrestre?!
Comunicações indiretas como insólitas hão despertado a consciência humana para a realidade espiritual do ser, a todos conclamando para a ação do bem, da justiça e do amor.
No mediunato, entretanto, o servidor atinge o seu momento supremo, deixando de manter a personalidade dominadora, para que o Cristo nele se manifeste e habite, conforme declarou o médium de Tarso, na sua doação total à causa da verdade: - “Já não sou eu o que vivo, mas é o Cristo que vive em mim.”


Espírito: Vianna de Carvalho
Médium: Divaldo P. Franco
Livro:  Médiuns e Mediunidades
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

rosanemerat · 15 vistos · 0 comentários
Categorias: Mediunidade

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