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04 Maio 2010 
Médiuns Instáveis

Enxameiam em toda parte a leviandade e a fantasia atreladas às paixõesdissolventes, arrastando multidões.

          Manifestam-se,ora com acendrado interesse por algo fazer, e em momentos outros na condição deindiferença, sob as justificativas irresponsáveis com que seus apaniguadosabandonam as tentativas de enobrecimento.

          Tais qualidades moraisnegativas, inerentes à condição humana, mostram-se também no caráter de muitosmédiuns.

          Não seconscientizando estes da gravidade de que o exercício mediúnico se reveste,permanecem, levianos quão insensatos, vinculados às mentes ociosas e vulgaresda erraticidade inferior, de onde igualmente procedem...

          Podemser, às vezes, instrumentos de comunicações sérias, aproveitáveis; no entanto,em razão da condição vibratória que lhes decorre da conduta, mais facilmente se deixam influenciar pelosespíritos portadores de iguais condições evolutivas, com os quais convivem emacentuado comércio psíquico.

          Desse modo, constituem a grande mole dosmédiuns frívolos e instáveis. Estão sempre em conflito a respeito da legitimidade das comunicações deque se vêem objeto, ou, em caso contrário, tombando em terrível fascinação,acreditam-se portadores de missões relevantes, impondo as idéias arbitrárias eheterodoxas de que se tornam irresponsáveis instrumentos.

          Incapazesde preservarem o comportamento salutar, perturbam-se com facilidade e transitampelas vias da instabilidade emocional, a um passo de lamentáveis obsessões oudesequilíbrio mentais outros.

          O médium tem deveres para com afaculdade de que é portador. Concessãosuperior, bem orientada, ela o pode alçar às elevadas faixas de pensamentodivino, concedendo-lhe momentos de inigualávelempatia e paz. Descuidada, lança-o, por sintonia, aos níveis inferiores, onde enxameiam as perturbações que o atingeminexoravelmente.

          Para que logre o êxito no cumprimento dodever que lhe está destinado, o médium não se pode eximir do estudo constante da própria faculdade,assim com da doutrina espírita,dedicando-se com unção e seriedade à educação dessas forças que o colocam emafinidade com outras dimensões da vida.

          A convivência com pessoasmoralmente sadias torna-se-lhe um suporte poderoso para o auxiliar na vivênciados postulados nobres, da mesma forma que a dedicação aos ideais do bem dão-lhe credenciais para vibrar em campo mais sutil de aspirações,atraindo a simpatia dos mentoresespirituais,sempre interessados no progresso das criaturas.

          O exercício metódico e sistemático damediunidade adestra o seu possuidor para os cometimentos relevantes.

          Aideação positiva e otimista plasma-lhe, no campo psíquico e emocional, a áreaapropriada para o intercâmbio edificante, do qual resultam benefícios para oscomunicantes como para o instrumento utilizado, que passa a desfrutar dapreferência dos servidores felizes no programa de edificação da humanidade.

          Amediunidade não pode constituir um estigma, conforme a leviandade de pessoasinescrupulosas deixa transparecer amiúde.

          Um sextosentido como este possui requisitos especiais que impõem cuidados próprios,como sucede com os outros que tipificam a normalidade humana.

          Cabeàs pessoas honestamente interessadas em exercer a mediunidade com segurança eseriedade uma introspecção, avaliando o recursode que se encontram depositárias, assumindo com a própria consciência odever de conduzir de boa mente o ministério, a ele se dedicando com a dignidadeque lhe dará sustentação.

          Simão Pedro, o discípuloafeiçoado de Jesus, deuexemplo de mediunidade instável, do ponto de vista moral, quando, sob a inspiração da Mente Divina,identificou o Amigo com o Messias esperado e, logo depois, sob a influência deentidades estúrdias, perturbadoras, avassalado por injustificável receio,buscou impedir que o Senhor marchasse a Jerusalém para o holocausto... Maistarde, sob a injunção da dor e da entrega total, tornou-se o excelente médiumdo Ressuscitado, levando a mensagem e o exemplo às multidões que o buscaram atéo momento do testemunho pessoal.

          Judas, que também O amava, não suportou oassédio dos espíritos perversos, e, apesar de advertido diretamente... Desesperado pelo arrependimento queo tomou, semresistências morais para a reabilitação, caiu na obsessão total e fugiu pelaporta falsa do suicídio hediondo.

          Somente a edificação íntima e a conduta sadiaconstituem segurança para quem, portador de mediunidade, busque o estudo e aprática consciente da faculdade, elevando-se pelo pensamento, pelas palavras eatos às Esferas da Luz. 

Espírito: Vianna de Carvalho

Médium: Divaldo P. Franco 

Livro:  Médiuns e Mediunidades.

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan kardec

rosanemerat · 14 vistos · 0 comentários
Categorias: Mediunidade
04 Maio 2010 
Médiuns Imperfeitos

Causam estranheza, nãopoucas vezes, as comunicações mediúnicas procedentes dos espíritos nobresatravés de pessoas insensatas ou portadoras de conduta irregular.

          Onormal, que prevalece nesta como em qualquer outra atividade, é a vigência da lei das afinidades mediante a qual émais fácil aqueles que são simpáticos entre si se mancomunarem e intercambiaremdo que a ocorrência de fenômenos opostos.

          Certamente,a predominância da ordem e do equilíbrio em todos os quadrantes da naturezaconstitui a base da harmonia.

          No quetange aos valores ético-morais, o mecanismo é idêntico. Todavia, com objetivoselevados, as entidades superiores, por falta às vezes de médiuns que sintonizemcom os seus relevantes propósitos, utilizam-se daqueles que encontram, comdupla finalidade: adverti-los através de orientações seguras e auxiliar aspessoas confiantes ou necessitadas que lhes buscam o socorro.

          Não se melhorando tais médiuns, mais agravamo seu estado espiritual, pois que não se podem justificarposteriormente, quando chamamos à ordem, sob a primária alegação de queignoravam a gravidade dos deveres de que se encontram investidos.

          Ademais,a mediunidade é neutra em si mesma, qual telefone que pode ser utilizado porpessoas boas e más, de conduta elevada como reprochável, ricas ou necessitadas,cabendo ao proprietário selecionar a clientela mediante os critérios que melhorlhe digam respeito.

          Aimperfeição, inerente às criaturas humanas, provém dos atavismos que as fixamàs faixas primárias das quais procedem e ainda não lograram liberar-se.

          Portadoras da faculdade mediúnica, dispõem deprecioso instrumento que, dignamente utilizado, as auxiliará no processo deaprimoramento intelecto-moral, superando os limites primitivos e adquirindomais amplas percepções sobre a vida e si mesmas, com os olhos postos em metasrelevantes que as aguardam.

          Malbarataro precioso talento da mediunidade,deixando-a enxovalhar-se sob o uso com finalidades pueris e frívolas, indignase vulgares, acarreta penosas aflições que impões renascimentos dolorosos, nosquais a demorada meditação no cárcerecarnal deficitário auxiliará o calceta a valorizar os bens do Senhor, quesão colocados ao seu alcance para o crescimento íntimo e a felicidade.

          Outrossim,a incorreta utilização dos recursos mediúnicos entorpece os centros de registro e termina, quasesempre, por desarmonizar o psiquismo e a emoção, levando a patologias muitocomplexas.

          Médiuns ciumentos, imorais, simoníacos,exibicionistas, mentirosos e portadores de outras imperfeições morais pululamem toda parte, descuidados e levianos, acreditando-se ignorados pelas leissoberanas e supondo-se detentores de forças próprias, podendo-as utilizar abel-prazer sem qualquer responsabilidade nem consequência moral.

          Mesmo estes, vez que outra, sãovisitados pelos mentores espirituais compadecidos, que deles se acercam para osauxiliar, intentando despertá-los para os deveres e compromissos que lhe dizemrespeito.

          Cabe,desse modo, a todos os médiuns, a vigilância constante e a oração frequente, aação caridosa e a disciplina segura, a fim de se precatarem de si mesmos, desuas imperfeições e da interferência dos espíritos impuros e perturbadores,resguardando-se das ciladas que a necessidade de evolução lhes permite enfrentar,a fim de adquirirem a segurança íntima e o equilíbrio para atingirem maiselevadas faixas vibratórias, nas quais permanece o pensamento divino aguardandoser captado para o progresso da humanidade.

          Nãoseja, pois, de causar estranheza, a comunicação dos guias espirituais atravésdos médiuns imperfeitos e em meios perniciosos, assim como as mensagens dosespíritos estúrdios e maus por meio dos instrumentos de sadia moral eequilíbrio espiritual, que os visitam para se beneficiar e receber instrução eroteiro, esclarecimento e diretriz de libertação.

          A imperfeição, que se manifesta nos homens ounos espíritos, indica estágio inferior no qual transita o seu portador, que sedeve empenhar por superá-la, trabalhando com acendrado esforço para libertar-seda sua cruel grilheta.

          Todosmarchamos da sombra na direção da Grande Luz que nos atrai e que um dia nosbanhará em definitivo, eliminando toda mácula e primarismo por acaso aindaexistente em nós.

 

 

Espírito: Viannade Carvalho

Médium: DivaldoP. Franco 

Livro:  Médiuns e Mediunidades

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan kardec

rosanemerat · 13 vistos · 0 comentários
Categorias: Mediunidade
20 Abr 2010 
Inveja 2ª Parte

 

Não há nada a nos
censurar por apreciarmos os feitos das pessoas e/ou por a eles
aspirarmos; o único problema é que não podemos nos comparar e querer
tomar como modelo o padrão vivencial do outro.

Se tivermos o hábito de investigar nossos comportamentos autodestrutivos e fizermos uma análise desses antecedentes históricos em nossa vida, poderemos, cada vez mais, compreender o porquê de permanecermos presos em certas áreas prejudiciais à nossa alegria de viver.
Esses comportamentos infelizes a que nos referimos não são apenas as atitudes evidentemente desastrosas, mas os diminutos atos cotidianos que podem passar como aceitáveis e completamente admissíveis. Entretanto, tais atos são os grandes perturbadores de nossa paz interior.
Muitos indivíduos não se preocupam em estudar as raízes de seus comportamentos rotineiros, porqueacreditam que, para despender um enorme sacrifício. Sendo assim, preferem permanecer apegados aos antigos costumes, utilizando-se dos preconceitos e de crenças distorcidas, sem se darem conta de que estes são as matrizes de seus pontos vulneráveis.
Para afastar todo e qualquer anseio de transformação interior, utilizam-se de um processo psicológico denominado “racionalização” – artifício criado para desviar aatenção dos “verdadeiros motivos” das atitudes e ações – para se verem livres das “crises de consciência”, procurando assim justificar os fatos inadequados de suas vidas.
Somente alteraremos nossos atros e atitudes doentias quando tomarmos plena consciência de que são eles as raízes de nossas perturbações emocionais e dos inúteis desgastes energéticos. É examinando nosso dia-a-dia à luz das escolhas que fizemos ou que deixamos de fazer é que veremos com clareza que somos, na atualidade, a “soma integral” de nossas opções diante da vida.
Os indivíduos que possuemo hábito da critica destrutiva estão, em verdade, dissimulando outras emoções, talvez a inveja ou mesmo o despeito. Existem posturas efetuadastão costumeiramente e que se tornam tão imperceptíveis que poderíamos denominá-las “atitudes crônicas”.
A inveja é definida como sendo o desejo de possuir e de ser o que os outros são, podendo tornar-se uma atitude crônica na vida de uma criatura. É uma forma de cobiça, um desgosto em face da constatação da felicidade e superioridade de outrem.
Observar a criatura sendo, tendo, criando e realizando provoca uma espécie de dor no invejoso, por ele não ser, não ter, não criar e não realizar. A inveja leva, por conseqüência, à maledicência, que tem por base ressaltar os equívocos e difamar; assim é a estratégia do depreciador: “Se eu não posso subir, tento rebaixar os outros; assim, compenso meu complexo de inferioridade”.
A inveja nasce quase sempre por nos compararmos constantemente com os outros. Nessa comparação, o homem desconhece o fato de sua singularidade, possuidor deexpressões íntimas completamente diferente das dos outros seres. É verdade, porém, que possuímos algumas semelhanças e características comuns com outros homens, mas, em essência, somos almas criadas em diferentes épocas pelas mãos do Criador e, por isso, passamos por experiências distintas e trazemos na própria intimidade missões peculiares.
Anormalidade, normalidade, sobre naturalidade e paranormalidade são de fato catalogações da incompreensão humana alicerçadas sobre as chamadas comparações.
A ausência do amadurecimento espiritual faz com que rotulemos, de forma humilhante e pretensiosa, os credos religiosos, a heterogeneidade das raças, os costumes de determinados povos, as tendências sexuais diferentes, os movimentos sociais inovadores, as decisões, o comportamento, o sucesso dos outras e muitas coisas ainda. Tudo isso ocorre porque não conseguimos digerir com ponderação a grandeza do processo evolutivo agindo de forma diversificada sob as leis da Natureza.
O autêntico impulso natural quer que sejamos simplesmente nós mesmos. Não faz parte dos impulsos inatos da alma humana a pretensão de nos considerarmos melhor que as outras pessoas. O que devemos fazer é admirar-nos como somos, é respeitar nossas diferenças e reconhecer nossos valores.
O extraordinário educadorRivail questiona os Mensageiros do amor: “Os Espíritos inferiores compreendem a felicidade do justo?”. E eles respondem com notável orientação: “... isso lhes é suplício, porque compreendem que estão dela privados por sua culpa...”
A inveja é o extremo oposto da admiração. É uma ferramenta cômoda que usamos sempre que não queremos assumir a responsabilidade por nossa vida. Ela nos faz censurar e apontar as supostas falhas das pessoas, distraindo-nos a mente do necessário desenvolvimento de nossas potencialidades interiores. Em vez de nos esforçarmos para crescer e progredir, denegrimos os outros para compensar nossa indolência e ociosidade.
Não há nada a nos censurar por apreciarmos os feitos das pessoas e/ou por a eles aspirarmos; o único problema é que não podemos nos comparar e querer tomar como modelo o padrão vivencial do outro.
A inveja e a censura nascem da auto-rejeição que fazemos conosco, justamente por não acreditarmos em nossos potenciais evolutivos e por procurarmos fora de nós as explicações de como deveremos sentir, pensar, falar , fazer e agir, ora dando uma importância desmedida aos outros, ora tentando convencê-los a todo custo de nossas verdades.

 

Espírito: HAMMED
Médium: Francisco do
Espírito Santo Neto – As dores da alma.
Site:  Luz do Espiritismo- Grupo Espírita Allan Kardec
11 Abr 2010 
Intercâmbio com os Desencarnados

            Que Jesus nos abençoe, nesta noite de paz e aprendizado para todos nós – de aprendizado, porque, sem dúvida, uma sessão mediúnica é sempre uma nova oportunidade de esclarecimento, oportunidade de acréscimo ao conhecimento que já possuímos.

            Ainda antes do inicio da cessão, estivemos registrando o pensamento de um dos integrantes do grupo, exteriorizando uma dúvida que, confesso, também era minha quando imerso no corpo denso:

            - Por que a necessidade do intercâmbio mediúnico?!... Por que os desencarnados tem que se comunicar? Por que não são todos esclarecidos na Vida Maior, já que se encontram despojados do corpo material?!...

            Digo-lhes que não são fáceis as respostas a semelhantes indagações. Nós próprios ainda estamos estudando, fora do corpo, esse mecanismo complexo, que é a alma, com as necessidades que lhe dizem respeito. Quase sempre os espíritos que aqui comparecem para esclarecimento, através do diálogo elucidativo em torno da realidade da existência, encontram-se ainda imantados às sensações da vida física, excessivamente sugestionados pelas experiências que os marcaram e das quais não lograram se despojar.

            Esses nossos irmãos dialogam, sim, conosco, na Vida Espiritual; permutamos impressões, mas se assemelham, não raro, a soldados que, embora recolhidos ao leito do hospital para refazimento, anseiam regressar ao campo de batalha, como de lá tivessem deixado pedaços de seus próprios membros, como se lá tivessem sepultado seus sonhos e fracassos, como se lá tivessem esquecido o tempo que anelam retomar, - se lhes fossem possível o retrocesso! – como se quisesse dizer a si mesmos que tudo não passou de estranho pesadelo e que lhe será possível viver distantes dos caminhos sinuosos e dos atalhos nos quais, infelizmente, se perderam. Esses nossos companheiros, muitos deles suicidas, alcoólatras, toxicômanos, criminosos, cépticos ou simplesmente mendigos da luz da Verdade pela qual nunca se interessaram no mundo, anseiam em suas comunicações, obter o perdão da Humanidade, anseiam obter o beneplácito da paz, ouvir o eco de uma voz familiar que lhes fale da realidade, para eles ainda muito mais palpável e nova do que a realidade da Vida nos diferentes planos da matéria na Espiritualidade...

            Esses nossos companheiros estão presos ao peso da culpa, da decepção; não se animam a seguir adiante deixando tantos problemas insolúveis na retaguarda; não têm suficiente serenidade para olvidar os laços afetivos, com os quais, não raro, nunca se importaram... Quantos deles, em dominando as faculdades do médium, anseiam permanecer no aconchego do corpo que tomam por empréstimo em alguns breves minutos... Sonham com uma nova vida, mas temem a reencarnação, receiam voltar a ser crianças e, quando se sentem envolvidos pelo calor humano, que emana das células físicas, por instante supõem que estão vivenciando experiências em um corpo já adulto e que poderão, embora com a mesma personalidade, trilhar um caminho diferente. Dói, mesmo em nós dói perceber esses companheiros hipnotizados, pelas suas próprias lembranças, como se quisessem iludir a si mesmos, fugindo à Verdade. Alguns deles seguem conosco, afastam-se, quase que de imediato, do cenário terrestre, no entanto sofrem dolorosamente com o processo de adaptação nos planos da Vida Mais Alta e, então, recomenda a fraternidade que os conduzamos às reuniões que funcionam para eles como sessões de descondicionamento mental.

            Para a grande maioria, muitas sessões de terapia desobsessiva são necessárias; não acreditem que mudem de um instante para outro, porque não o há quem os faça mudar, seja na Terra ou na Vida Espiritual; não acreditem que poucas palavras tenham sobre eles um efeito imediato... Concordam com os conselhos, concordam com as palavras de bondade de indulgência, para daí a pouco caírem em repetidas crises de angustia, de abatimento e de desesperança.

            Sabem, certamente sabem, que estão vivenciando uma nova etapa do próprio progresso; certamente sabem, mas não admitem, lutam contra as evidências, como o réu que desmente, peremptoriamente, a culpa em que incorreu, como se estivesse tentando fugir aos alvitres da consciência em vista das dificuldades penosas do reajuste.

            Penso, nas reflexões de quem ainda estuda, penso que alguns dos motivos devem ser esses que acabamos de expor... Não acreditem que seja fácil desencarnar, que a desencarnação seja para o Espírito o que o espaço é para o pássaro liberto... Muitos não sabem o caminho da Espiritualidade Superior; muitos apenas conhecem os trilhos em que sempre viveram, em sua rotina diária: receiam avançar... Para onde? Em que direção?!... Até mesmo aqueles que odiaram no mundo então lhes servem como ponto de referência mais seguro... Quantos se posicionam ao lado dos que odiaram na Terra, não para os continuar odiando, mas para continuar a lhes usufruir o calor da companhia, para não se sentirem tão sozinhos, à maneira do cão que segue o dono, embora este o tenha afastado com palavras e atitude ásperas!

            Os nossos irmãos sentem essa necessidade. Anêmicos, carecem dessa transfusão; desesperançados, precisam desse ânimo; combalidos, suplicam a caridade de quem, lhes abrindo a porta do psiquismo, os acolha na sala de estar do coração e os ouça em confidência, lhes falando com brandura e misericórdia e lhes oferecendo pão, se famintos, água, se sedentos, luz, se cegos, verdade dosada em amor, se ignorantes delas... Eles virão, continuarão vindo à procura do medianeiro de boa vontade, capaz de se esquecer em serviço, olvidar melindres e incompreensões diminutas para estender-lhes a mão na caridade anônima e genuína do intercâmbio entre os dois planos da Vida.

            Nessa reconstrução simbólica da Escada de Jacó, que o Espiritismo possibilita à Humanidade, é aqui, neste recinto, que eles são ouvidos, que eles têm voz e que eles têm vez, porque,lá fora, eles influenciam sem que sejam influenciados, batem as portas que se não lhes abrem e permanecem assim, até que um crieneu da Espiritualidade os conduza a uma casa como esta...

            Estão aqui, aglomerados, ouvindo-me falar e choram... Emociono-me com eles e percebo o quanto ainda as duas Humanidade, a visível e a invisível, necessitam trabalhar neste processo de abençoada parceria para que o mundo e a psicosfera que o envolve possam ser saneados.

            Que o senhor abençoe os médiuns desta casa e lhes possibilite compreender a tarefa cuja grandeza não são capazes de avaliar e que, por isto, muitas vezes a subestimam, sobrepondo a ela os seus melindres e os seus achaques, as suas crises de personalismo no comprometimento de tudo.

            Que Deus nos abençoe, fortaleça e nos mantenha lúcidos, hoje e para sempre.


            Pelo Espírito de:  Odilon Fernandes

            Psicografia de:  Carlos A. Baccelli

            Livro: Mediunidade, Corpo e Alma.

                     Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

11 Abr 2010 
Inimigo Real
         Geralmente, todos os nossos adversários, no fundo, são nossos instrutores.
         À maneira do martelo que, tangendo a pedra, acaba aperfeiçoando-lhe a beleza, aquele que se coloca em oposição à nossa maneira de crer, sentir ou pensar, freqüentemente é fator de estímulo à elevação de nossos dotes pessoais.
         O invejoso, invariavelmente, ensina-nos a prudência, o despeitado nos induz ao aprimoramento próprio. O caluniador nos auxilia a marchar no caminho reto e o perseguidor gratuito nos auxilia a perseverar no bem.
         Assim, então, se um inimigo poderoso devemos identificar junto de nós, na estrada do mundo — inimigo que nos arma as piores ciladas e nos constrange a cair nas mais escuras armadilhas do remorso e da dor — esse é o nosso próprio Eu, adversário terrível de nossa verdadeira felicidade, sempre imantado à concha de sombras em que se refugia, sob as paredes da indiferença.
         Combatamos a nós mesmos cada dia, em nome do bem que abraçamos.
         Não vale afirmar sem exemplo, nem sonhar sem trabalho.
         Adquirir conhecimentos superiores para adorá-los com o incenso de nosso personalismo é transformar a vida em êxtase delituoso, quando a Terra nos pede rendimento de esforço para a obra do Bem Infinito.
         Guerreemos o inimigo que se oculta, armado de astúcias mil na fortaleza de nossa animalidade multissecular, dando caça às suas manifestações de inferioridade, com os dissolventes da compreensão, do trabalho, da bondade e do amor e asfixiando-lhe o ignominioso comando, que tantas vezes nos tem arrojado aos despenhadeiros do crime das reparações dolorosas, ouçamos, nas torres de nossa alma, a voz do Cristo, o único mentor capaz de conduzir-nos à bênção íntima da imperecível libertação.

Pelo Espírito de:  Emmanuel
Psicografia de:  Francisco Cândido Xavier
Livro:  Indulgência
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec
11 Abr 2010 
Incentivo à Mediunidade

Como sempre, a nossa palavra de incentivo é dirigida aos nossos irmãos médiuns, cujo trabalho é de suma importância na solidificação da fé.

Não se trata, evidentemente, apenas do consolo e do esclarecimento aos nossos irmãos despojados do corpo físico. Uma reunião como esta extrapola em benefícios de muitos, estejam no corpo ou fora dele.

A mediunidade, bem como o seu exercício, não dever ser motivo de sofrimento para o medianeiro, motivo de aflição, de perturbação; ao contrário, a faculdade mediúnica aflorada é fator de equilíbrio psicológico para o médium em busca de maior serenidade. Mediunidade deve ser sinônimo de alegria, de esperança, de possibilidade de ser feliz.

Evidentemente, a tarefa impõe responsabilidade, pois nada se consegue sem disciplina. A vitória, em qualquer setor de atividade humana, não se alicerça na desordem. O médium carece de eleger prioridades e de cumprir com descontração o dever a que é chamado... A possibilidade de atender aos nossos irmãos enfermos fora do corpo, o ensejo da doutrinação, do diálogo terapêutico em grupo, a mensagem que se propaga lá fora, alcançando famílias e companheiro outros, incrédulos alguns, desalentados outros e sem perspectiva para o futuro.

Vejamos a mediunidade como uma árvore frondosa, de raízes fortes, árvore que oferece sombra acolhedora, frutos sazonados e que garante a existência da fonte. Não entendamos a mediunidade como sendo uma punição ou carma... A mediunidade é sempre uma benção, seja qual for a maneira pela qual se manifeste. O medianeiro necessita de centrar-se, procurando o equilíbrio das próprias emoções, direcionar os pensamentos para o Alto e entregar-se, confiante, aos Benfeitores Espirituais que o assessoram.

O trabalho é imenso; estamos apenas no começo, digamos assim, de nossos empreendimentos espirituais sobre a Terra... Muito ainda há o que fazer. A mediunidade é cerceada pela falta de conhecimento da maioria, pelo misticismo, pela crendice, pela superstição; mas a mediunidade carece ser exercida de modo simples, sem quaisquer empecilhos – empecilhos que, muitas vezes, são colocados na mediunidade pelo próprio sensitivo, que não se liberta de suas concepções equivocadas, de seu fanatismo e de seu preconceito, porque não procura estudar e se esclarecer.

Nossos irmãos em humanidade permanecem na expectativa das melhores notícias do Plano Espiritual, de uma luz que se lhes acenda no caminho obscuro, de um gesto, de uma atitude de esperança, de algo que lhes enseje reflexões e que lhes oportunize o crescimento íntimo, com a conseqüente emancipação intelectual, para que aprendam a racionar com clareza, a pensar por si mesmos e a se devotarem à prática do bem aos semelhantes com espírito de desprendimento.

Saneemos a mediunidade; que os médiuns saneiem em si mesmos as suas faculdades mediúnicas, escoimando-as de quaisquer interferências negativas, relacionadas com o passado ou mesmo com os conflitos atuais e dificuldades de relacionamento. A mediunidade assim exercida cooperará com o médium, para que o médium conseqüentemente se conheça um tanto melhor e, apensar da consciência de suas limitações, prossiga trabalhando com alegria, ânimo e coragem.

Espírito: Odilon Fernandes.

Médium: Carlos A Baccelli.

Livro:  Incentivo à Mediunidade. cap. 32. 2003.

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espirita Allan Kardec

rosanemerat · 53 vistos · 0 comentários
Categorias: Mediunidade

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