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rss Sindicação

Nov/03/2009 

Aparências


Não te percas na contemplação excessiva do plano exterior, aniquilando a gloriosa oportunidade de tua própria ascensão à luz divina.

Aquele que passa na estrada, exibindo pesada bagagem de ouro, provavelmente transporta um coração atormentado e infeliz.

Muitas vezes, quem estende os braços, implorando a esmola fácil, traz consigo a revolta e a dureza íntima, sob o farrapo humilhante.

Não raro, o jovem que provoca a inveja de muitos se dirige para destino doloroso, fazendo-se credor de nossa simpatia em preces de intercessão.

Freqüentemente, aquele que te parece feliz, no círculo da prosperidade transitória, é um irmão desventurado, entre aflições morais que lhe constringem o espírito.

Não julgues o rico por impiedoso, nem o pobre por humilde.

Não suponhas a felicidade na beleza efêmera do corpo, nem admitas a virtude incorruptível onde se encontre a felicidade passageira.

Às vezes, a santificação permanece com aquele que se afigura pecador e a maldade se resguarda no imo de quem se oculta e a maldade se resguarda da pobreza e da angústia, no jogo das aparências.

Lembra-te de que a Força divina sabe ver nas profundezas e, com o arado do tempo, tudo corrige, reajusta e eleva, sem necessidade da nossa apreciação individual.

Aproveitemos o campo da boa luta para a sementeira do bem, porque não responderemos pelos outros e sim por nós mesmos, quando a ordem superior da vida nos conduzir a exame necessário.

Não te prendas à sombra e, consciente de que receberemos, segundo as nossas próprias obras, procuremos, cada dia, a glória de servir, a fim de encontrarmos na imortalidade, fora das ilusões da carne, a felicidade verdadeira e maior.

Pelo Espírito de:  Emmanuel

Psicografia de:  Francisco Cândido Xavier

Do livro:   "Instrumentos do Tempo"

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espirita Allan Kardec

Nov/03/2009 

Antes de Servir

“Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir.”

Jesus. (MATEUS, CAPÍTULO 20, VERSÍCULO 28.)

Em companhia do espírito de serviço, estaremos sempre bem guardados. A Criação inteira nos rea­firma esta verdade com clareza absoluta.

Dos reinos inferiores às mais altas esferas, todas as coisas servem a seu tempo.

A lei do trabalho, com a divisão e a especiali­zação nas tarefas, prepondera nos mais humildes elementos, nos variados setores da Natureza.

Essa árvore curará enfermidades, aquela outra produzirá frutos. Há pedras que contribuem na cons­trução do lar; outras existem calçando os caminhos.

O Pai forneceu ao filho homem a casa planetária, onde cada objeto se encontra em lugar próprio, aguar­dando somente o esforço digno e a palavra de ordem, para ensinar à criatura a arte de servir. Se lhe foi doada a pólvora destinada à libertação da energia e se a pólvora permanece utilizada por instrumento de morte aos semelhantes, isto corre por conta do usufrutuário da moradia terrestre, porque o Supremo Senhor em tudo sugere a prática do bem, objetivando a elevação e o enriquecimento de todos os valores do Patrimônio Universal.

Não olvidemos que Jesus passou entre nós, tra­balhando. Examinemos a natureza de sua cooperação sacrificial e aprendamos com o Mestre a felicidade de servir santamente.

Podes começar hoje mesmo.

Uma enxada ou uma caçarola constituem exce­lentes pontos de início. Se te encontras enfermo, de mãos inabilitadas para a colaboração direta, podes principiar mesmo assim, servindo na edificação moral de teus irmãos.

Pelo Espírito de:  Emmanuel
Psicografia de:  Francisco Cândido Xavier
Pedro Leopoldo, 22 de fevereiro de 1950
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espirita Allan Kardec

Nov/03/2009 

Antes os que Partiram


Nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regela­do e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio.

Ver a névoa da morte estampar-se, inexorável, na fisionomia dos que mais amamos, e cerrar-lhes os olhos no adeus ndescritível, é como despedaçar a própria alma e prosseguir vivendo.

Digam aqueles que já estreitaram de encontro ao peito um filhinho transfigurado em anjo da agonia; um esposo que se despede, procurando debalde mover os lábios mudos; uma companheira cujas mãos consagradas à ternura pendem extintas; um amigo que tomba desfalecente para não mais se erguer, ou um semblante materno acostumado a abençoar, e que nada mais consegue exprimir senão a dor da extrema separação, através da última lágrima.

Falem aqueles que, um dia, se inclinaram, esmagados de solidão, à frente de um túmulo; os que se rojaram em prece nas cinzas que recobrem a derradeira recordação dos entes inesquecíveis; os que caíram, varados de saudade, carregando no seio o esquife dos próprios sonhos; os que tatearam, gemendo, a lousa imóvel, e os que soluçaram de angústia, no adito dos próprios pensamentos, perguntando, em vão, pela presença dos que partiram.

Todavia, quando semelhante provação te bata à porta, reprime o desespero e dilui a corrente da mágoa na fonte viva da oração, porque os chamados mortos são apenas ausentes e as gotas de teu pranto lhes fustigam a alma como chuva de fel.

Também eles pensam e lutam, sentem e choram.

Atravessam a faixa do sepulcro como quem se desvencilha da noite, mas, na madrugada do novo dia, inquietam-se pelos que ficaram... Ouvem-lhes os gritos e as súplicas, na onda mental que rompe a barreira da grande sombra e tremem cada vez que os laços efetivos da retaguarda se rendem à inconformação ou se voltam para o suicídio.

Lamentam-se quanto aos erros praticados e trabalham, com afinco, na regeneração que lhes diz respeito.

Estimulam-te à prática do bem, partilhando-te as dores e as alegrias.

Rejubilam-se com as tuas vitórias no mundo interior e consolam-te nas horas amargas para que te não percas no frio do desencanto.

Tranqüiliza, desse modo, os companheiros que demandam o Além, suportando corajosamente a despedida temporária, e honra-lhes a memória, abraçando com nobreza os deveres que te legaram.

Recorda que, em futuro mais próximo que imaginas, respirarás entre eles, comungando-lhes as necessidades e os problemas, porquanto terminarás também a própria viagem no mar das provas redentoras.

E, vencendo para sempre o terror da morte, não nos será lícito esquecer que Jesus, o nosso Divino Mestre e Herói do Túmulo Vazio, nasceu em noite escura, viveu entre os infortúnios da Terra e expirou na cruz, em tarde pardacenta, sobre o monte empedrado, mas ressuscitou aos cânticos da manhã, no fulgor de um jardim.

Pelo Espírito de:  EMMANUEL

Psicografia de:  Francisco Cândido Xavier

Do livro 'Religião dos Espíritos' - Edição FEB 

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espirita Allan Kardec

Out/18/2009 

Ante Obsidiados

As imperfeições morais do homem constituem-lhe, ao longo da existência física, o calvário através do qual se depura.
São elas que respondem pelas suas atuais aflições, porque procedem do passado, quando fracassou, e persistem por falta de valor e decisão do Espírito comprometido, que ainda não se resolveu por superá-las.

Graças a sua  presença,  que se  constitui em brecha larga, penetram  os   Espíritos   infelizes   que  se   afinam  com  o endividado e produzem os variados processos de obsessão.

Enfermidade grave que grassa com larga margem de contaminação, encontra receptividade no psiquismo dos homens descuidados, que lhe tombam nas malhas de complexa e difícil libertação.

Toda a complexidade reside no fato de que os envolvidos na trama que ora os reúne outra vez, são semelhantes.

Moralmente, exigindo da vitima humana um esforço que esta quase nunca se dispõe a realizar.

A dificuldade se estabelece, na cura, em razão do denodo com que se deve aplicar o homem pela própria transformação  moral, sem a qual o fenômeno obsessivo se alonga até as conseqüências mais lamentáveis.

O que para as demais criaturas passa despercebido, no capitulo das imperfeições morais, os Espíritos perturbadores e enfermos identificam, em razão da afinidade que se estabelece naturalmente entre os primeiros e eles.

Sem que se opere a real mudança de comportamento moral do enfermo espiritualmente, todo o esforço que os outros apliquem a seu favor, será um paliativo ou de resultado nulo.

A diagnose da obsessão é fácil. O seu tratamento é mais difícil.  

Não somente se faz necessário esclarecer o perseguidor que se encontra semilouco, senão educar aquele que  lhe sofre a pressão, a fim de que se rompam os vínculos que os imanam.

A prece sincera acalma a situação, no entanto, só a renovação intima do paciente, interrompe a constrição danosa.

A fluidoterapia afasta temporariamente o agente da perturbação, entretanto, somente a elevação moral do obsidiado  equaciona o problema.

Há casos em que o hospedeiro mental da obsessão, pela gravidade do cometimento, não pode agir por vontade própria; apesar disso, aos primeiros sinais de melhora, resultante do auxilio que recebe, soa-lhe o momento de realizar a sua parte, que é sempre a mais importante.

Há obsessão porque existe conta a ajustar.  

O cobrador, que é infeliz, amargura o devedor, que se nega ao resgate do compromisso.

Não produzindo no bem o suficiente para anular o mal que praticou, tomba, irremissivelmente, nesse mal em que se compraz, tornando-se vitima da própria incúria, portanto, da obsessão.

Diante de pessoas portadoras de obsessão, tem bondade e paciência para com elas, mas,
não as iludas com promessas de curas sem esforço e sem sacrifício pessoal.
Esclarece o desencarnado para que renuncie à pugna, todavia, educa o doente para que mude de atitude mental e situação moral, sem as quais serão baldados quaisquer esforços.

Mesmo Jesus quando curava qualquer enfermo, recomendava que o mesmo não voltasse a pecar, a fim de que não lhe acontecesse algo pior, ensinando que só a libertação das imperfeições morais dá ao homem a paz e a saúde integral.
 

Pelo Espírito de:  Joanna de Ângelis

Psicografia de:   Divaldo P. Franco
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espirita Allan Kardec

Out/18/2009 

Ansiedades

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” — (1ª EPÍSTOLA A PEDRO, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 7.)

 

As ansiedades armam muitos crimes e jamais edificam algo de útil na Terra.Invariavelmente, o homem precipitado conta com todas as probabilidades contra si.

Opondo-se às inquietações angustiosas, falam as lições de paciência da Natureza, em todos os setores do caminho humano.

Se o homem nascesse para andar ansioso, seria dizer que veio ao mundo, não na categoria de traba­lhador em tarefa santificante, mas por desesperado sem remissão.

Se a criatura refletisse mais sensatamente reco­nheceria o conteúdo de serviço que os momentos de cada dia lhe podem oferecer e saberia vigiar, com acentuado valor, os patrimônios próprios.

Indubitável que as paisagens se modificarão in­cessantemente, compelindo-nos a enfrentar surpresas desagradáveis, decorrentes de nossa atitude inade­quada, na alegria ou na dor; contudo, representa im­positivo da lei a nossa obrigação de prosseguir dia­riamente, na direção do bem.

A ansiedade tentará violentar corações genero­sos, porque as estradas terrenas desdobram muitos ângulos obscuros e problemas de solução difícil; entretanto, não nos esqueçamos da receita de Pedro.

Lança as inquietudes sobre as tuas esperanças em Nosso Pai Celestial, porque o Divino Amor cogita do bem-estar de todos nós.Justo é desejar, firmemente, a vitória da luz, buscar a paz com perseverança, disciplinar-se para a união com os planos superiores, insistir por sinto­nizar-se com as esferas mais altas. Não olvides, po­rém, que a ansiedade precede sempre a ação de cair. 
Pelo Espírito de:  EMMANUEL

 

Pedro Leopoldo, 22 de fevereiro de 1950.
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espirita Allan Kardec

Out/18/2009 

Amor, Imbatível Amor

O auto-perdão não pode induzir-nos ao comodismo?

A gênese do não-perdão a si mesmo está baseada no tipo de informações e mensagens que acumulamos através das diversas fases de evolução de nossa existência de almas imortais.

Podemos experimentar culpa e condenação, perdão e liberdade de acordo com os nossos valores, crenças, normas e regras, vigentes, podendo variar de indivíduo para indivíduo, conforme seu país, sexo, raça, classe social, formação familiar e fé religiosa.

Entendemos assim que, para atingir o auto perdão, é necessário que reexaminemos nossas convicções profundas sobre natureza do nosso próprio ser, estudando as leis da vida Superior, bem como as raízes da educação que recebemos na infância, nesta existência.

Uma das grandes fontes de auto-agressão vem da busca apressada de perfeição absoluta, como se todos devêssemos ser deuses ou deusas de um momento para outro. Aliás, a exigência de perfeição é considerada a pior inimiga da criatura, pois leva a alma a uma constante hostilidade contra si mesma,  exigindo-lhe capacidades e habilidades que ela ainda não possui.

Perdoar-nos resulta no amor a nós mesmos - o pré-requisito para alcançarmos a plenitude do "bem viver".

Perdoar-nos é não importar-nos como o que fomos, pois a renovação está no instante presente; o que importa é como somos hoje e qual é nossa determinação de buscar nosso progresso espiritual.

Perdoar-nos é conviver com a mais nítida realidade, não se distraindo com ilusões de que os outros e nós mesmos "deveríamos ser" algo que imaginamos e fantasiamos.

Perdoar-nos é compreender que os que nos cercam são reflexos de nós mesmos, criações nossas que materializamos com nossos pensamentos e convicções íntimas. 

Pelo Espírito de:  Joanna de Angelis

Psicografia de:  Divaldo franco
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espirita Allan Kardec

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