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27 Fev 2010 
Em Família

“Aprendam primeiro a exercer piedade para com”. a sua própria família e a recompensar seus pais,porque isto é bom e agradável diante de Deus.”  Paulo. (I Timóteo, 5:4.)

 

A luta em família é problema fundamental da redenção do homem na Terra. Como seremos benfeitores de cem ou mil pessoas, se ainda não aprendemos a servir cinco ou dez criaturas? Esta é indagação lógica que se estende a todos os discípulos sinceros do Cristianismo.

Bom pregador e mau servidor são dois títulos que se não coadunam.

O apóstolo aconselha o exercício da piedade no centro das atividades domésticas, entretanto, não alude à piedade que chora sem coragem ante os enigmas aflitivos, mas àquela que conhece as zonas nevrálgicas da casa e se esforça por eliminá-las, aguardando a decisão divina a seu tempo.

Conhecemos numerosos irmãos que se sentem sozinhos, espiritualmente, entre os que se lhes agregaram ao círculo pessoal, através dos laços consangüíneos, entregando-se, por isso, a lamentável desânimo.

É imprescindível, contudo, examinar a transitoriedade das ligações corpóreas, ponderando que não existem uniões casuais no lar terreno. Preponderam aí, por enquanto, as provas salvadoras ou regenerativas. Ninguém despreze, portanto, esse campo sagrado de serviço por mais se sinta acabrunhado na incompreensão. Constituiria falta grave esquecer-lhe as infinitas possibilidades de trabalho iluminativo.

É impossível auxiliar o mundo, quando ainda não conseguimos ser úteis nem mesmo a uma casa pequena --- aquela em que a Vontade do Pai nos situou, a título precário.

Antes da grande projeção pessoal na obra coletiva, aprenda o discípulo a cooperar, em favor dos familiares, no dia de hoje, convicto de que semelhante esforço representa realização essencial.



Pelo Espírito de: Emmanuel
Psicografia de: Francisco Cândido Xavier
Livro: Pão Nosso
- Cap. 117
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

27 Fev 2010 
Eduque as Emoções

Cada momento da vida guarda lições e aprendizados muito especiais.

No trabalho da educação da mente, reside uma grande dificuldade para a maioria das pessoas.

Quando você esteja à frente alguém que lhe é apresentado, ou alguém que esteja vendo por primeira vez, é comum a excitação das conjecturas.

Há momentos em que você é tomado por grandes simpatias, à primeira vista, entregando-se, totalmente, ao “amigo” novo.

Em nome do bom senso, será recomendável que você trate a todos com fraternidade, deixando, porém, a maior abertura do coração para depois do devido entrosamento, do necessário conhecimento recíproco, o que a convivência cuidadosa permite.

Assim agindo, trabalhará com simpatia, sem se queixar de frustrações ou decepções, decorrentes do estouvamento e invigilância tão comuns em muitas almas.

Há circunstâncias, porém, nas quais você marca o novo conhecido por tremenda antipatia, prevendo ou prejulgando-lhe o caráter, fazendo-se enormemente fechado, frio e antipático, cerrando qualquer chance de maior aproximação do outro.

Não há nenhuma necessidade de tanta friagem emocional.

Pode-se ter cuidados e manter cautelas com gestos fraternos, com espírito de cooperação, devidamente eqüidistante dos arroubos entusiásticos e das posições de gelo.

Evite tachar as pessoas, antes de as conhecer eminentemente.

Como é perfeitamente natural que você tenha o seu parecer inicial sobre qualquer pessoa, e isso é inevitável, pelo menos reserve espaço para mudar de opinião e de postura, na medida do maior contato, para que não peque por excesso ou por falta, guardando-se em clara maturidade emocional.

Nunca suponha que estará deixando de ser bom cristão se tiver cautelas emocionais.  Não, não é assim.

O mundo está repleto de crimes perpetrados na hora do acordamento de muita gente.

“Descobri que fulano não era quem eu pensava”.

Mas, era você que pensava, e não o fulano que afirmou ser o que você pensava...

“Sofri decepção com beltrano”.

Com beltrano não é bem o caso. A decepção foi consigo mesmo que fez um juízo muito avantajado do outro, sem considerar que o outro é igualmente falível, porque é gente.

Eduque as suas emoções relativamente ao contato humano. Você só terá a crescer, aprendendo a descobrir as suas reais afinidades d’alma, identificando aqueles que não lhe sejam tão amistosos, conseguindo, não obstante, conviver e ser útil a todos.

Meditação: Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.(Cap. XVII, item 3, nono  parágrafo – ESE)

 
Pelo Espírito de: Joanes

Psicografia de:  J. Raul Teixeira
Livro:  Para Uso Diário

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

27 Fev 2010 
Educação no Lar

“Vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai.”

Jesus. (João, 8:38.)



Preconiza-se na atualidade do mundo uma educação pela liberdade plena dos instintos do homem, olvidando-se, pouca a pouco, os antigos ensinamentos quanto à formação do caráter no lar; a coletividade, porém, cedo ou tarde, será compelida a reajustar seus propósitos.

Os pais humanos têm de ser os primeiros mentores da criatura. De sua missão amorosa, decorre a organização do ambiente justo. Meios corrompidos significam maus pais entre os que, a peso de longos sacrifícios, conseguem manter, na invigilância coletiva, a segurança possível contra a desordem ameaçadora.

A tarefa doméstica nunca será uma válvula para gozos improdutivos, porque constitui trabalho e cooperação com Deus. O homem ou a mulher que desejam ao mesmo tempo ser pais e gozadores da vida terrestre estão cegos e terminarão seus loucos esforços, espiritualmente falando, na vala comum da inutilidade.

Debalde se improvisarão sociólogos para substituir a educação no lar por sucedâneos abstrusos que envenenam a alma. Só um espírito que haja compreendido a paternidade de Deus, acima de tudo, consegue escapar à lei pela quais os filhos sempre imitarão os pais, ainda quando estes sejam perversos.

Ouçamos a palavra do Cristo e, se tendes filhos na Terra, guardai a declaração do Mestre, com advertência.



Espírito: Emmanuel.

 

Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Livro: Caminho, Verdade e Vida - Cap. 12. 

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec


14 Fev 2010 
Doutrina Espírita

Toda crença é respeitável.
No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lhe negues fidelidade.

Toda religião é sublime.
No entanto, só a Doutrina Espírita consegue explicar-te os fenômenos mediúnicos em que toda religião se baseia.

Toda religião é santa nas intenções.
No entanto, só a Doutrina Espírita pode guiar-te na solução dos problemas do destino e da dor.

Toda religião auxilia.
No entanto, só a Doutrina Espírita é capaz de exonerar-te do pavor ilusório do inferno, que apenas subsiste na consciência culpada.

Toda religião é conforto na morte.
No entanto, só a Doutrina Espírita é suscetível de descerrar a continuidade da vida, além do sepulcro.

Toda religião apregoa o bem como preço do paraíso aos seus profitentes.
No entanto, só a Doutrina Espírita estabelece a caridade incondicional como simples dever.

Toda religião exorciza os Espíritos infelizes.
No entanto, só a Doutrina Espírita se dispõe a abraçá-los, como a doentes, neles reconhecendo as próprias criaturas humanas desencarnadas, em outras faixas de evolução.

Toda religião educa sempre.
No entanto, só a Doutrina Espírita é aquela em que se permite o livre exame, com o sentimento livre de compressões dogmáticas, para que a fé contemple a razão, face a face.

Toda religião fala de penas e recompensas.
No entanto, só a Doutrina Espírita elucida que todos colheremos conforme a plantação que tenhamos lançado à vida, sem qualquer privilégio na Justiça Divina.

Toda religião erguida em princípios nobres, mesmo as que vigem nos outros continentes, embora nos pareçam estranhas, guardam a essência cristã.
No entanto, só a Doutrina Espírita nos oferece a chave precisa para a verdadeira interpretação do Evangelho.

Porque a Doutrina Espírita é em si a liberdade e o entendimento, há quem julgue seja ela obrigada a misturar-se com todas as aventuras marginais e com todos os exotismos, sob pena de fugir aos impositivos da fraternidade que veicula.

Dignifica, assim, a Doutrina que te consola e liberta, vigiando-lhe a pureza e a simplicidade, para que não colabores, sem perceber, nos vícios da ignorância e nos crimes do pensamento.

“Espírita” deve ser o teu caráter, ainda mesmo te sintas em reajuste, depois da queda.

“Espírita” deve ser a tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras experiências.

“Espírita” deve ser o nome de teu nome, ainda mesmo respires em aflitivos combates contigo mesmo.

“Espírita” deve ser o claro adjetivo de tua instituição, ainda mesmo que, por isso, te faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres.

Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo.

E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos.

Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas.

Pelo Espírito de:  EMMANUEL

Psicografia de:  Francisco Cândido Xavier

Livro:  Religião dos Espíritos

 Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

14 Fev 2010 
Disciplina Mediúnica

A frustração que o espírito experimenta, quando se liberta do corpo físico, é muito grande e se manifesta para ele em forma de tristeza, pelo tempo não aproveitado de forma conveniente.

Todos vocês haverão de observar o número de vezes em que se ausentaram do compromisso espiritual sem uma justificativa séria... São muitos aqueles que faltam à tarefa mediúnica, porque, durante o dia, não pensam nela; pensam em tudo no que mais têm a fazer no transcurso do dia e deixam a tarefa mediúnica fora da lista de prioridades, como se uma reunião como esta não merecesse ser meditada com antecedência pelos seus freqüentadores.

Então, são muitos os que lamentam, mas que não têm oportunidade de reparar o prejuízo que causaram a si mesmos e, analisando a causa de sua falta à reunião, se depararão com motivos fúteis; porque se atrasaram para o banho; porque tiveram que dar um telefonema à última hora e a conversa se prolongou; porque cochilaram no sofá; porque se consideraram cansados, desgastados pela luta cotidiana; porque revelaram leve indisposição; porque cederam às sugestões dos espíritos interessados em prejudicá-los; porque consentiram que o melindre contra este ou aquele companheiro aparecesse em cena... O tempo passa, a reunião está já no seu término; seja como for, alguns mal se agüentaram na cadeira, mas vieram, participaram; alguns não conseguiram a quietude íntima necessária, a sintonia mediúnica, não trabalharam, mas vieram, compareceram, “assinaram o ponto...” E aqueles que por bagatelas deixaram de vir? Porque uma semana enseja outra... Quem falta duas semanas falta metade de um mês!

Reflitamos nesta nossa conversa mais íntima e mais franca nesta noite, para que possamos ser mais perseverantes em nossas atividades, porque quem falta a uma reunião de desobsessão prejudica, sim, a tarefa como um topo, mas prejudica mais a si mesmo, porque perde inusitada oportunidade de servir, e oportunidade igual a esta de hoje, infelizmente, não teremos outra.

 


Autores:  Bacelli, Carlos A.; Fernandes, Odilon.

Livro:  Disciplina Mediúnica. Cap. 31. 2003

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

rosanemerat · 25 vistos · 0 comentários
Categorias: Mediunidade
14 Fev 2010 
Disciplina da Caridade

Milhões de pessoas se dedicam, na Terra, aos exercícios de aperfeiçoamento individual, em regime de solidão.

 

Internam-se em celas, rochas, casas e pousos agrestes; deitam-se sobre espinhos, maceram o próprio corpo, adotam posturas de auto-flagelação ou abraçam dietas de fome, procurando realizar a união com Deus, através de austeridades ascéticas.

 

Efetivamente, todos esses sistemas de auto-educação se erigem por estradas respeitáveis, cujo mérito não nos seria lícito sonegar.

 

Entretanto, com o Cristo, podemos esposar, onde estivermos a disciplina da cruz, melhorando a nós próprios e am­parando os outros.

 

Não teremos de enfrentar o jejum de sacrifício, mas seremos naturalmente chamados a severas restrições da alma com a renúncia ao apoio e ao afeto de seres queridos que nos reclamam abnegação e carinho para entenderem a vida com segurança. Não estaremos compelidos à reclusão nos ermos, no entanto, em muitos lances da existência, sofreremos ostracismo no próprio lar, exemplificando tolerância e devotamento. Não tentaremos repousar sobre pregos e espinhos, contudo, carregaremos na alma, bastas vezes, incompreensões e provas convertidas em estiletes invisíveis de angústia; e não nos veremos induzidos a exercícios que demandem tormentos corpóreos, mas, em muitos episódios do dia-a-dia, nos reconheceremos constrangidos ao esforço constante nas obras do bem, diante daqueles mesmos que nas agridem os melhores propósitos de elevação..

 

Se aspiras a encontrar libertação e burilamento, abraça a cruz de provas que a existência no mundo te oferece e, seguindo as rotas do Cristo, na disciplina da caridade, jornadearás sempre em caminho certo, porque o amor estará em ti e contigo, por fonte de vida e luz a brilhar.

 

Pelo Espírito de:  Emmanuel

Psicografia de: Francisco Cândido Xavier

Reunião Pública da Comunhão Espírita Cristã - Uberaba - MG

Fonte: Reformador - Janeiro, 1975

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

rosanemerat · 56 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos

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