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rss Sindicação

Out/11/2009 

Acordemos

É sempre fácil examinar as consciências alheias, identificar os erros do próximo, opinar em questões que não nos dizem respeito, indicar as fraquezas dos semelhantes, educar os filhos dos vizinhos, reprovar as deficiências dos companheiros, corrigir os defeitos dos outros, aconselhar o caminho reto a quem passa, receitar paciência a quem sofre e retificar as más qualidades de quem segue conosco...

***

Mas enquanto nos distraímos em tais incursões a distância de nós mesmos, não passamos de aprendizes que fogem levianos, à verdade e à lição.

***

Enquanto nos ausentamos do estudo de nossas próprias necessidades, olvidando a aplicação dos princípios superiores

que abraçamos na fé viva, somos simplesmente cegos do mundo interior relegados à treva...

***

Despertemos, a nós mesmos, acordemos nossas energias mais profundas para que o ensinamento do Cristo não seja para nós uma bênção que passa, sem proveito à nossa vida,

porque o infortúnio maior de todos para a nossa alma eterna

é aquele que nos infelicita quando a graça do Alto passa por nós em vão!...

 

Pelo Espírito de:  André Luiz

Psicografia de:  Francisco Cândido Xavier

Do livro: Caridade

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espirita Allan Kardec

Out/11/2009 

Aceitação

Tenhamos em mente que não somos o que os outros pensam e, muitas vezes, nem mesmo o que pensamos ser, mas somos, verdadeiramente, o que sentimos. Aliás, os sentimentos revelam nosso desempenho no passado, nossa atuação no presente e nossa potencialidade no futuro.

Auto-aceitação é um dos desafios que recebemos na vida. Ou vivemos como pessoas libertas do jugo alheio, ou aceitamos ser manipulados e viver afastados ou separados daquilo que sentimos e pensamos.

Quando aceitamos a nós mesmos, eliminamos as amarras de doentia dependência que nos vinculam aos outros, cujos costumes, crenças e valores não são os nossos. E reconhecemos que podemos viver e nos relacionar respeitando o modo de ser deles, da mesma forma que devemos respeitar a nossa individualidade e liberdade de pensamento, sem nenhum receio de discriminação ou isolamento.

Uma das maiores preocupações de certas pessoas é o que os outros poderão pensar a respeito delas. Fixam seu estado de ânimo na volubilidade das atitudes alheias, ou seja, nas opiniões ou ponto de vistas instáveis da coletividade.

O valor e a importância que essas criaturas atribuem a si próprias oscilam de conformidade com o juízo mutável e vacilante das massas, visto que elas se estruturam sobre um padrão de personalidade ciclotímico – caracterizado por períodos de alegria exagerada e hiperatividade intercalados com outros momentos de depressão, angústia e inércia.

Quanto mais nos preocupamos com a impressão que causamos nos outros, menos descobriremos quem realmente somos. A propósito, o ardor do empenho que fazemos para ser valorizados é proporcional à desvalorização que sentimos por nós.

O que as pessoas pensam de nós é um problemas delas; não podemos nos ver tal como os outros nos vêem, pois isso nos levará a viver alienados, ignorando os fatores psicológicos ou sentimentos e emoções que nos fazem agir perante a vida de conformidade com nossos impulsos internos.

Querer parecer impecável diante dos outros é tarefa desgastante e desnecessária. Por mais que nos consumamos energeticamente no esforço de agradá-los, nunca faremos o suficiente para que eles nos vejam melhores ou piores do que realmente somos.

A esfera intelectual explica aquilo que sentimos, todavia ela pode racionalizar os sentimentos, criar álibis e disfarces que nos afastem d nossa vida interior. Tenhamos em mente que não somos o que os outros pensam e, muitas vezes, nem mesmos o que pensamos ser; mas somos, verdadeiramente, o que sentimos. Aliás, os sentimentos revelam nosso desempenho no passado, nossa atuação no presente e nossa potencialidade no futuro.

Os bons dicionaristas definem reputação como conceito de que goza uma pessoa em seu grupo social. Reputar (do latim reputare) significa computar, contar, achar, julgar, considerar. Ou mesmo, avaliar e ter em conta o “bom nome” de alguém, ou julgar as pessoas como “certas” ou “erradas”.

Devemos dar mais importância e atenção à nossa consciência do que à nossa reputação. A consciência está ligada à soberania da Vida Superior, enquanto a reputação é condicionada ao caráter instável e temperamento vacilante dos seres humanos.

Milhões de criaturas crêem em coisas bem diferentes, porque ensinamentos diversos lhes foram transmitidos quando crianças. Coisas dessemelhantes foram ensinadas a crianças budistas, cristãs, xintoístas, muçulmanas e hinduístas. Se essas mesmas crianças forem chinesas, francesas, indianas, russas ou vietnamitas, cada uma delas crescerá com a firme convicção racial religiosa de que estão certas e as outras erradas. Ainda entre as mesmas religiões, há pontos de vistas divergentes sobre tratados teológicos ou doutrinários e, portanto, há dissensões.

A reputação está vinculada à “moral social”, às regras, valores, raça, tradição e costumes de uma era, época ou povo, enquanto a consciência está interligada às leis eternas e naturais de todos os tempos.

Quando as pessoas nos disserem alguma coisa sobre algo ou alguém, deveremos pensar de nós para nós mesmos: Será isso verdade para quem? Que tipo de prova existe? Há elementos mais claros e específicos para estimar este fato? Qual a base referencial que devo adotar para fazer essa avaliação? Será que as pessoas envolvidas crêem apenas por força da religião, tradição autoritarismo ou revelação mística? Há elementos mais objetivos para apreciar essa atitude?

“O Espírito que animou o corpo de um homem, em nova existência, pode animar o de uma mulher, e vice-versa (...)”, pois na verdade, “(...) são os mesmos Espíritos que animam os homens e as mulheres” ¹.

Cada individualidade traz consigo uma experiência única e particular na área sexual e, portanto, uma estrutura psicológica também específica, com particularidades masculinas e femininas. Em determinadas situações evolutivas, encarnamos como homem; em outras como mulher. Em vista disso, a alma atravessa imensos estágios de aprendizagem e desenvolvimento evolutivo na noite dos tempos, constituindo em sua intimidade o fenômeno da bissexualidade. Dessa maneira, homens, mulheres nada mais são do que Espíritos imortais usando temporariamente uma vestimenta masculina ou feminina.

Ao julgarmos algo ou alguém, quase sempre emitimos pareceres ilusórios, não fundamentados em bases, razões e motivos sólidos. Pronunciamos uma centena prematura de condenação ou de absolvição, sem conhecimento prévio de tudo o que vem ocorrendo na intimidade humana.

Não nos damos conta de que um julgamento arbitrário é o ”declínio do entendimento”, da empatia, da complacência e da aceitação para com a nossa “diversidade existencial”, bem como a das outras pessoas. O julgamento é o “naufrágio da compreensão”.

Ao alterarmos a nossa “visão efêmera” para uma “visão de eternidade”, mudamos a “concepção de mundo” cartesiano e simplista em que vivemos, alterando assim as conclusões equivocadas a respeito das pessoas e da vida. O normal, o anormal, o moral, o imoral, o natural e o não natural são relativos, mesmo quando se trata da configuração ou da aparência externa da matéria.

Jesus de Nazaré, numa atitude incomum em seu tempo, demonstrava apreço e respeito aos excluídos e discriminados, oferecendo igual atenção às diferenças de classes sociais e sexuais; aos ladrões, às prostitutas, aos adúlteros, aos cobradores de impostos. Não fazia acepção ou escolha em favor de pessoas por sua classe social, título, sexo, nacionalidade.

O Mestre deixou claro que, para Deus, não havia eleitos – o reino dos céus era uma conquista comum a todos aqueles que cultivassem o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo. Essa convicção é que levou Paulo de Tarso a firmar aos cristãos da igreja da Galácia: “Deus não faz acepção de pessoas” ².


¹ Questão 201 do Livro dos Espíritos

O Espírito que animou o corpo de um homem, em nova existência, pode animar o de uma mulher, e vice–versa?

“Sim, são os mesmos Espíritos que animam os homens e as mulheres.”

² Gálatas, 2:6.


Pelo Espírito Hammed
(Do livro “Os Prazeres da Alma” – Médium Francisco do Espírito Santo Neto)

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espirita Allan Kardec

Out/05/2009 

O Lar na Reformação da Humanidade


"O LAR, NA ESSÊNCIA, É ACADEMIA DA ALMA"
Em vez de nos queixarmos sistematicamente dos problemas encontrados no convívio familiar, deveríamos aproveitá-las como lições e experiências que amadurecem nossos raciocínios e sentimentos.
Néio Lúcio; nos traz as palavras de Jesus: "O lar é um curso ligeiro para a fraternidade que desfrutaremos na vida eterna. Sofrimentos e conflitos naturais, em seu círculo, são lições".
Todas as experiências que partilhamos na vida doméstica são o material rico e profundo que trabalharemos para a conquista dos valores elevados.
Desenvolvendo a tolerância, paciência, compreensão, entendimento, trabalho, bondade, gratidão, etc., estaremos trabalhando na renovação de nós mesmos, de nosso lares e de nossa Humanidade.
Se não soubermos superar divergências e instalar a harmonia em meio a algumas pessoas num mesmo círculo de convivência, como pensarmos na renovação da Humanidade com bilhões de almas pensando, sentindo e agindo de maneiras diversas?
A cristianização dos homens não será simples obra do "verbo", mas sim do verbo e da ação na superação das montanhas de dificuldades para chegarem ao vale da verdade.
Os que permanecerem rebeldes às oportunidades de reconciliação, reajuste, renovação e desenvolvimento afetivo que encontrarem no Lar, estacionando na dureza de coração, sofrerão, quando desencarnados, presos às regiões sombrias que elegeram para si mesmo' e, quando encarnados, no retorno ao corpo em provas muito mais áspera e difíceis que as atuais.
A inesquecível Alcíone, através do relato de Emmanuel, ressalta: O Lar é o templo mais nobre, porque oferece oportunidade diária de esforço e adoração".
Sejamos aqueles que enxergam nos espinhos o convite ao cuidado e prudência no trato com as flores e não uma agressão gratuita aos que lhes aproximam.

A - NOSSOS DEVERES NO LAR

O Lar é o primeiro a sofrer os ataques e abalos da busca desordenada pelos valores materialistas e imediatistas da sociedade moderna, à custa do desprezo aos valores mais sagrados da família.
Se as divergências domésticas cresceram, gerando desequilibrio e desajustes a explodirem na forma de separações, abandonos, atritos, discussões intermináveis entre pais, filhos e cônjuges, compete a trabalharmos intimamente com mais intensidade o nosso "eu interior", ações do dia-a-dia. Quanto mais houver a ameaça da tempestade, mais sólida deverá ser a construção de nossa "casa moral".
André Luiz" alerta-nos que: "o Lar é instituição essencialmente divina em que se deve viver, dentro de suas portas, com o coração e com a alma".
E Emmanuel completa, ao ser indagado sobre de que precisamos para vencer na luta doméstica: "Devemos revestir-nos de paciência, amor, compreensão, devotamento, bom ânimo e humildade, a fim de aprender e vencer, na luta doméstica".
Os deveres de cada um de nós como pais, mães, filhos e irmãos, bem cumpridos e carregados com alegria, fazem que coletivamente o Lar seja um ambiente de paz e satisfação.
Não devemos exigir dos familiares a conduta equilibrada que nos compete demonstrar, amando-os da maneira como são, sem esperar-lhes santidade.
A bondade e o sacrifício devem ser palavras que constem do dicionário de nossa convivência familiar.

B - LAR COM EVANGELHO

Jesus ensina-nos que "a paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos".
Faz-se mister transformarmos nossos lares em santuário de elevação, onde funcione como oficina, hospital, escola e templo da alma, curando-nos das chagas morais, cultivando o perdão e a renúncia, retificando nossas mazelas, desenvolvendo nossas virtudes, sendo o lar o porto seguro que nos ampare todas as horas.
Na Escola do lar, estaremos educando cérebro - RAZÃO e coração - SENTIMENTO, habilitando-nos aos degraus mais altos de nossa caminhada evolutiva, alçando vôos e descortinando horizontes mais amplos, espiritualmente.
Para isso, o alicerce é o EVANGELHO, traduzido nas lições e exemplos do Divino Mestre, Educador Maior de nossas almas. E somente com a orientação segura que a Espiritualidade maior nos assegura, com o amparo do Espiritismo através da Casa Espírita, o Lar poderá ser recolocado nas funções que lhe competem.
Finalizamos com André Luiz : "O santuário doméstico que encontrar criaturas amantes da oração e dos sentimentos elevados, converte-se em campo sublime das mais belas florações e colheitas espirituais".

Autor:  Joamar Z. Nazareth
Pelo Espírito de:  EMMANUEL
Psicografia de:  FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Livro:SEARA DOS MÉDIUNS

Data da Publicação:  23 de agosto de 2009
Site:  htpp://conscienciaevida.blogspot.com

Out/05/2009 

Extinção do Mal


Na didática de Deus, o mal não é recebido com a ênfase que caracteriza muita gente na Terra, quando se propõe a combatê-lo.
Por isso, a condenação não entra em linha de conta nas manifestações da Misericórdia Divina.
Nada de anátemas, gritos, baldões ou pragas.
A Lei de Deus determina, em qualquer parte, seja o mal destruído não pela violência, mas pela força pacífica e edificante do bem.
A propósito, meditemos.
O Senhor corrige:
a ignorância: com a instrução;
o ódio: com o amor;
a necessidade: com o socorro;
o desequilíbrio: com o reajuste;
a ferida: com o bálsamo;
a dor: com o sedativo;
a doença: com o remédio;
a sombra: com a luz;
a fome: com o alimento;
o fogo: com a água;
a ofensa: com o perdão;
o desânimo: com a esperança;
a maldição: com a benção.
Somente nós, as criaturas humanas, por vezes, acreditamos que um golpe seja capaz de sanar outro golpe.
Simples ilusão.
O mal não suprime o mal.
Em razão disso, Jesus nos recomenda amar os inimigos e nos adverte de que a única energia suscetível de remover o mal e extingui-lo é e será sempre a força suprema do bem.

Chico Xavier, Carlos A. Baccelli.
Da obra: Brilhe Vossa Luz.
Ditado pelo Espírito Bezerra de Menezes
Data da Publicação:  11 de setembro de 2009
Site:  http://conscienciaevida.blogspot.com

Out/05/2009 

Depressão

Somos também natureza; possuímos as estações da alegria, do entusiasmo, da moderação e do desânimo, assim como as da primavera, do verão, do outono e do inverno.
Em muitas circunstâncias, podemos considerar a depressão como natural período de transição. São tempos de mudanças e crescimento, épocas de tristeza que antecedem novos horizontes de amadurecimento do ser em constante processo de evolução.
Os fenômenos naturais da vida sucedem, organizados, em ciclos determinados. Os períodos de troca dos antigos conceitos por outros tantos mais novos e melhores para o nosso momento atual fazem parte desse ciclo natural da consciência humana. Porque entusiasmo, da moderação e do desânimo, assim como as da primavera, do verão, do outono e do inverno.
Aprendendo com a natureza entre as observações das leis que regem os ecossistemas, é que deixaremos as atmosferas cinzentas da depressão passar para fixarmo-nos nos dias de sol e de alegria, que voltarão a brilhar.
Os elementos da natureza não existem separados uns dos outros, mas tendem a se combinar em sistemas mais complexos, estabelecidos a partir de uma série de associações físicas e biológicas. Através das relações de permutas constantes, eles adquirem uma espécie de "vida coletiva", o que lhes dá uma habilidade par se auto-organizarem e auto-reproduzirem ao longo do tempo. A esse fenômeno a Ecologia denomina "ecossistema". O pensamento ecológico procura investigar algumas das leis que regulam e formam os mecanismos ecossistêmicos. Vamos descrever as que consideramos mais importantes para as nossas reflexões neste estudo:
1) A "diversidade" - Quanto maior a multiplicidade de elementos existentes no ecossistema, maior sua capacidade de se auto-regular, pois maiores serão as propriedades com que ele contará para reorganizar os elementos num novo equilíbrio.
2) A "interdependência" - Na unidade funcional do ecossitema tudo está conectado com tudo, de tal modo que não poderemos tocar num elemento isolado sem atingirmos o conjunto. Assim também ocorre com o corpo humano, já que não se pode abalar um órgão sem envolver todo o organismo.
3) A "reciclagem"- Todo elemento natural liberado no ambiente é reintroduzido de alguma forma pelo ecossistema. Através desses reaproveitamentos é que os resíduos biológicos permanecem circulando e sendo reproduzidos numa espécie de ciclo fechado. É isso que permite a sobrevivência desse imenso complexo ecológico.
"...O homem, tendo tudo o que há nas plantas e nos animais, domina todas as outras classes por uma inteligência especial, indefinida, que lhe dá a consciência do seu futuro, a percepção das coisas extramaterias e o conhecimento de Deus." ( 1 )
Por sermos parte deste grandioso espetáculo da natureza e possuirmos a capacidade de entendê-lo racionalmente, é que deveríamos ser os primeiros a considerar a sagrada naturalidade que há em nós, bem como a perceber, conscientemente, seu processo atuando em nossa intimidade.
Eis algumas conexões entre as leis ou regras de funcionamento dos ecossistemas, que nos ensinarão a regular nosso ritmo de vida para não voltarmos aos velhos padrões de pensamentos depressivos:
1) Na "diversidade" de novos conhecimentos filosóficos, religiosos ou científicos e na análise de diversos modos de definir a realidade das coisas é que aumentaremos a capacidade de auto-regular-nos emocionalmente para restabelecermos um novo equilíbrio existencial.
2) Na "interdependência" da vida social, mas nunca no isolamento, é que extrairemos as experiências de que necessitamos para sair do marasmo, pois é nas relações de permuta constante na vida coletiva que aprenderemos que tudo está relacionado com tudo. Devemos descobrir nossas similaridades com toda a obra da Criação. Ninguém será feliz sozinho, pois o homem é apenas uma parcela dessas grande sinfonia da evolução da vida na Terra.
3) Na "reciclagem" de todos os elementos que as experiências da vida nos oferecem, o reaproveitamento deverá ser feito indistintamente, tanto para os que chamamos bons quanto para os que consideramos maus.
Alegria e tristeza são nossos companheiros de viagem, estão sempre nos ensinando algo na caminhada evolucional.
Tudo tem seu próprio valor e lugar na existência; por isso, não devemos tentar afastar de forma irrefletida as nuvens negras que impedem, momentaneamente, que a luz nos alcance. A vida na Terra ainda é um jogo de luzes e sombras.
Tudo na vida tem um fim utilitário para crescermos integralmente.
A reflexão atenta a esses apontamentos permite-nos entender melhor nossos ciclos depressivos, recolhendo assim as abençoadas sementes da "arte de viver".

Pelo Espírito de: Hammed
Livro:  As Dores da Alma
Psicografado pelo médium:  Francisco do Espírito Santo Neto
Data da Publicação:  31 de agosto de 2009
Site:  http://conscienciaevida.blogspot.com

Set/27/2009 

Caridade, A Meta

Guarda, na mente, que a caridade em teus atos deve ser a luz que vence a sombra.

Enquanto não compreendas que a caridade é sempre a bênção maior para quem a realiza, ligando o benfeitor ao necessitado, estarás na fase primária da virtude por excelência.

Poderás repartir moedas, a mãos-cheias; todavia, se não mantiveres o sentimento da amizade em relação ao carente, não terás logrado alcançar a essência da caridade.

Repartirás tecidos e agasalhos com os desnudos; no entanto, se lhes não ofertares compreensão e afabilidade, permanecerás na filantropia.

Atenderás aos enfermos com medicação valiosa; entretanto, se não adicionares ao gesto a gentileza fraternal, estarás apenas desincumbindo-te de um mister de pequena monta.

Ofertarás o pão aos esfaimados; contudo, se os não ergueres com palavras de bondade, não alcançaste o sentido real da caridade.

Distribuirás haveres e coisas com os desafortunados do caminho; não obstante, sem o calor do teu envolvimento emocional em relação a eles, não atingiste o fulcro da virtude superior.

A caridade é algo maior do que o simples ato de dar.

Certamente, a doação de qualquer natureza sempre beneficia aquele que lhe sofre a falta. Todavia, para que a caridade seja alcançada, é necessário que o amor se faça presente, qual combustível que permite o brilho da fé, na ação beneficente.

A caridade material preenche os espaços abertos pela miséria sócio-econômica, visíveis em toda parte.

Além deles, há todo um universo de necessidades em outros indivíduos que renteiam contigo e esperam pela luz libertadora do teu gesto.

A indulgência, em relação aos ingratos e agressivos;

a compaixão, diante dos presunçosos e perversos;

a tolerância, em favor dos ofensores;

a humildade, quando desafiado ao duelo da insensatez;

a piedade, dirigida ao opressor e déspota;

a oração intercessória, pelo adversário;

a paciência enobrecida, face às provocações e à irritabilidade dos outros;

a educação, que rompe as algemas da estupidez e da maldade que se agasalham nas furnas da ignorância gerando a delinqüência e a loucura...

A caridade moral é desafio para toda hora, no lar, na rua, no trabalho.

Exercendo-a, recorda também da caridade em relação a ti mesmo.

Jesus, convivendo com os homens, lecionou exemplificando todas as modalidades da caridade, permanecendo até hoje como o protótipo mais perfeito que se conhece, tornando-a a luz do gesto, que vence a sombra do mal, através da ação do amor.

Caridade, pois, eis a meta.



Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis
Psicografia de:  Franco, Divaldo Pereira
Da obra: Vigilância. . 1 edição. Salvador, BA: LEAL.

Site:  http://br.groups.yahoo.com/group/cascata_de_luz/message/48026

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