Últimos comentários

O 1 Livro de Samuel, ...

26/10/2009 @ 18:50:14
por Maria Helena


Referente ao comentário feito por Maria ...

26/10/2009 @ 02:46:37
por rosanemerat


Heloísa Helena: Eu ando nos blogs do ...

16/10/2009 @ 13:40:40
por Maria Helena


Bom Dia Maria Helena! Respondendo a você. Peço ...

08/10/2009 @ 15:01:51
por Heloisa Helena


Bom dia. A respeito do artigo ...

04/10/2009 @ 04:52:14
por FLAVIO FONSECA


Calendário

Setembro 2010
DomSegTerQuaQuiSexSab
 << < > >>
   1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

Quem está conectado?

Membro: 0
Visitante: 1

Anúncio

Palavras-chave (tags)

Não há tags neste Blogs

rss Sindicação




Recados Para Orkut - Click Aqui!
14 Ago 2010 
Perdoar
Sim, deves perdoar! Perdoar e esquecer a ofensa que te colheu de surpresa, quase dilacerando a tua paz. Afinal, o teu opositor não desejou ferir-te realmente, e, se o fez com essa intenção, perdoa ainda, perdoa-o com maior dose de compaixão e amor.

Ele deve estar enfermo, credor, portanto, da misericórdia do perdão.

Ante a tua aflição, talvez ele sorria. A insanidade se apresenta em face múltipla e uma delas é a impiedade, outra o sarcasmo, podendo revestir-se de aspectos muito diversos.

Se ele agiu, cruciado pela ira, assacando as armas da calúnia e da agressão, foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair desequilibrado ou comprometido organicamente. Possivelmente, não irá perceber esse problema, senão mais tarde.

Quando te ofendeu deliberadamente, conduzindo o teu nome e o teu caráter ao descrédito, em verdade se desacreditou ele mesmo.

Continuas o que és e não o que ele disse a teu respeito.

Conquanto justifique manter a animosidade contra tua pessoa, evitando a reaproximação, alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera da alienação com indisfarçável presunção.

Perdoa, portanto, seja o que for e a quem for.

O perdão beneficia aquele que perdoa, por propiciar-lhe paz espiritual, equilíbrio emocional e lucidez mental.

Felizes são os que possuem a fortuna do perdão para a distender largamente, sem parcimônia.

O perdoado é alguém em débito; o que perdoou é espirito em lucro.

Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas, estás em melhor condição; mas se perdoas e amas aquele que te maltratou, avanças em marcha invejável pela rota do bem.

Todo agressor sofre em si mesmo. E um espírito envenenado, espargindo o tóxico que o vitima. Não desças a ele senão para o ajudar.

Há tanto tempo não experimentavas aflição ou problema - graças à fé clara e nobre que esflora em tua alma - que te desacostumaste ao convívio do sofrimento. Por isso, estás considerando em demasia o petardo com que te atingiram, valorizando a ferida que podes de imediato cicatrizar.

Pelo que se passa contigo, medita e compreenderás o que ocorre com ele, o teu ofensor.

O que te é Inusitado, nele é habitual.

Se não te permitires a ira ou a rebeldia - perdoarás!

A mão que, em afagando a tua, crava nela espinhos e urze que carrega, está ferida ou se ferirá simultaneamente. Não lhe retribuas a atitude, usando estiletes de violência para não aprofundares as lacerações.

O regato singelo, que tem o curso impedido por calhaus e os não pode afastar, contorna-os ou para, a fim de ultrapassá-los e seguir adiante.

A natureza violentada pela tormenta responde ao ultraje reverdescendo tudo e logo multiplicando flores e grãos.

E o pântano infeliz, na sua desolação, quando se adorna de luar, parece receber o perdão da pai-sagem e a benéfica esperança da oportunidade de ser drenado brevemente, transformando-se em jardim.

Que é o "Consolador", que hoje nos conforta e esclarece, conduzindo uma plêiade de Embaixadores dos Céus para a Terra, em missão de misericórdia e amor, senão o perdão de Deus aos nossos erros, por intercessão de Jesus?!

Perdoa, sim, e intercede ao Senhor por aquele que te ofende, olvidando todo o mal que ele supõe ter-te feito ou que supões que ele te fez, e, se o conseguires, ama-o, assim mesmo como ele é.

"Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes". Mateus: 18-22.

"A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for miseri-cordioso não poderá ser brando e pacifico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas".


Pelo Espírito de:  Joanna de Ângelis
Livro: Florações Evangélicas
Psicografia de:  Divado Pereira Franco
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec
14 Ago 2010 
Partida e Chegada
Quando observamos, na praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar a dentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.
O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.
Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.
Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: "já se foi".
Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós.
Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.
O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver.
Mas ele continua o mesmo.
“E talvez, no exato instante em que alguém diz: já se foi”, haverá outras vozes, mais além, a afirmar: "lá vem o veleiro".
Assim é a morte.
Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: "já se foi".
Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu.
Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.
Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.
“E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: já se foi”, no mais além, outro alguém dirá feliz: "já está chegando".
Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.
A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.
Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.
A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.
Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.
Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da imortalidade que somos todos nós.

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec
rosanemerat · 4 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos
14 Ago 2010 
Paraíso Perdido
“Diz o Senhor: Colocarei minhas leis na sua mente, e
as inscreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus”.(Hebreus, 8:10.)

 
 
            Não é necessário buscar fora, não é preciso esperar que alguém nos diga: Siga por este ou por aquele caminho.
            Assevera Paulo de Tarso que virá um momento existencial em que perceberemos que as leis divinas estão impressas em nós: por isso escreveu aos hebreus: “Colocarei minhas leis na sua mente, e as inscreverei no seu coração”.
            Para que esperarmos que os outros nos digam e ensinem o que está inscrito dentro de nós? Basta despertamos para esta verdade e não desviarmos a nossa atenção para fora, apenas observarmos atentamente a voz sapiencial da própria alma.
            Um dia nos tornaremos traduções vivas das leis naturais ou divinas na Terra.
            Quando deixarmos de lado o nosso verdadeiro âmago, esquecemos quem somos realmente e passamos a viver distanciados de onde saímos – da Casa Paterna -, perdidos, porque fomos “expulsos do paraíso”, ou seja, separados da essência divinal.
            Vivemos adormecidos, sem a consciência clara de quem somos, o que e porque fazemos as coisas; vivemos arrastados pelos instintos, praticamente inconscientes, apartados do “Eu”, essência que preside nossa vida interna e externa.
            Eis algumas perguntas e respostas, subproduto de nossas experiências e reflexões no decurso de nossas meditações, retiradas do “paraíso perdido” durante o silêncio absoluto da mente. Essas idéias, entretanto, não devem ser acolhidas como preceitos superiores para todas as pessoas, pois não temos a pretensão de ditar máximas nem impor nossos pontos de vista. Nosso objetivo é, unicamente, expor o singelo resultado de nossas considerações reflexivas. Aqui estão elas:
 
O grande orientador? A voz da própria alma.
A religiosidade? Um valor que não tem preço.
O enigma a ser desvendado? A própria existência.
O pior empecilho? Não agir com naturalidade.
O melhor dia pra mudar? Hoje.
O único fracasso? Aquele com o qual nada se aprende.
O mais perigoso dos erros? Querer acertar sempre.
O egoísmo? Estado natural e transitório dos seres humanos.
O mais generoso dos sentimentos? O autoperdão.
A emoção que corrói? A mágoa.
A vida sem amor? Um profundo desânimo.
O maior de todos os riscos? Nunca querer correr riscos.
O presente mais querido? Amar e ser amado.
A raiz de todo bem? O respeito a tudo e a todos.
O resultado do medo? A perda da originalidade.
A auto-aceitação? Uma existência serena.
O obstinado defeito? A busca apressada da perfeição.
O trabalho vocacional? Sensação de completude.
O pior dos inimigos? A falta de bom senso.
A mais eficaz meditação? Conhecer a si mesmo.
A necessidade incondicional? A entrega nas mãos de Deus.
A convivência ideal? Comunicação de sentimentos.
A melhor das descobertas? A auto-responsabilidade.
A primordial importância? A fé raciocinada.
O que se leva em conta? A sinceridade das intenções.
A ânsia de querer agradar a todos? Sensação de impotência.
A melhor das defesas? O sorriso espontâneo.
A fonte das insatisfações: Acreditar que os recursos que buscamos estão fora de nós.
O hábito de polemizar constantemente? Cultivo da guerra interior.
Os professores particulares? Os eventos do dia-a-dia.
O que mais ameaça ou protege? Busque a resposta dentro de si mesmo.
 
Para abolirmos o cativeiro da ignorância – que nos impede de desvendar o “livro sagrado”, ou a imago Dei, que reside em nós – é preciso integrar a compreensão do mundo exterior com o divino existente no reino interior.
Não se alcança a luz do Espírito nem por osmose ou símbolos, nem através de cerimônias ou determinações das autoridades religiosas, e sim entesourando os valores e as experiências provenientes da própria busca íntima.
 
Um modo de entender: uma nova forma de viver.

Pelo Espírito de:  Hammed
Psicografia de:  Francisco do Espírito Santo Neto
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec
25 Jul 2010 
Obstáculos Iniciais
    Toda caminha é constituída de obstáculos.
    Ninguém vive sem enfrentar desafios.
    A pessoa que nos pareça mais bem aquinhoada tem a sua cota de provação, pois, se assim não fosse, qual seria o seu estímulo para crescer?!
    A função da dor, em essência, é a de incomodar os espíritos, concitando-os a avançar na senda do progresso.
    A mediunidade, como instrumento de evolução do ser, também não foge à regra. Ela é, por assim dizer, um vastíssimo campo de lições, onde o espírito amadurece na sua lida.
    Quando a mediunidade se manifesta em alguém, o Mundo Espiritual começa a descortina-se para ele. Apesar de todo conhecimento teórico que posa ter, a prática lhe conferirá uma experiência intransferível.
    Relacionando-se com espíritos de diferentes categorias, o médium perceberá por si mesmo a abrangência da vida no Mundo Espiritual.
    A pouco e pouco, o medianeiro principiante compreenderá que lidar com os espíritos não é muito diferente de lidar com os homens, pois nas regiões superposta do Invisível pululam espíritos de diversas condições evolutivas, qual acontece com os encarnados, nas várias camadas sociais a que pertencem.
    Um jovem inexperiente que se inicia nos negócios do mundo facilmente será ludibriado pelos espertalhões inconseqüentes. A tendência natural do homem é confiar, até que o germe da desconfiança lhe seja plantado na alma.
    Somente depois de algumas decepções é que este jovem aprende que carece defender-se das armadilhas da maledicência e, melancolicamente, acaba por constatar que entre os homens ainda prevalece a lei da selva.
    Feliz daquele que experimenta a ação do mal e não endurece o seu coração!
    Em sua oração pelos discípulos, Jesus roga a Deus: “Não peço que os tire do mundo, mas que os livres do mal”. (João, cap. 17, v. 15).
    Segundo Kardec, um médium iniciante deve considerar-se feliz por manter o intercâmbio com espíritos considerados inferiores, e não com os levianos. E isto, porque os espíritos de pequena evolução podem igualmente ensinar-lhe muito, porque sempre são sinceros em suas palavras, ao passo que os levianos são calculistas e enganadores.
    Lembremos que a Codificação não foi compilada somente com os depoimentos dos Espíritos Superiores; eles próprios encaminhavam à Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas os espíritos sofredores que narravam suas valiosas experiências de além-túmulo.
    Que os médiuns se acautelem, portanto, mas não desanimem porque estejam obtendo comunicados de espíritos inferiores em seus exercícios iniciais. Se meditados – repetimos -, esses comunicados muito elucidarão acerca das diversas situações dos espíritos no Mundo Espiritual, mostrando uma realidade que só se conhecia através da teoria.
    Um especialista em Sociologia não tem a experiência de quem vive socialmente marginalizado.
    O sofrimento é uma experiência individual, porque não há duas pessoas que sofram exatamente da mesma forma a ação da mesma dor.
    Diante do exposto, convenhamos que o maior escolho do médium no exercício da mediunidade será o da sua própria imperfeição moral, porque, se ele tiver determinação em prosseguir, todos os obstáculos lhe serão causa de enriquecimento e motivação na tarefa.
    Mas porque nos referimos aos obstáculos iniciais, não imaginem os médiuns que algum dia se verão livres dos empecilhos naturais da marcha. Superando um obstáculo, eis que logo adiante outro se lhes apresentará.
    Devem os medianeiros, principiantes ou experientes, considera-se felizes quando os obstáculos enfrentados por ele sejam de ordem exterior, quais a intolerância deste ou daquele companheiro, a crítica de um familiar, a implacável perseguição de um obsessor, a falta de apoio do grupo a que pertençam... Esses obstáculos exteriores, embora desagradáveis, são facilmente arredados, quando se persevera em silêncio no cumprimento do dever.
    O difícil é quando o médium apresenta-se, ele mesmo, como o maior obstáculo, ao deslanchar de sua mediunidade; difícil e triste, porque, então, os Espíritos Amigos haverão de sentir-se frustrados e lamentarão que, não raro, tão precioso talento esteja em mãos de quem não saiba valorizá-lo.

Pelo Espírito de:  Odilon Fernandes
Psicografado pelo Médium:  Carlos A. Baccelli
Livro:  Somos Todos Médiuns
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec
25 Jul 2010 
Orgulho - 1ª Parte
A compulsão de querer controlar a vida alheia é fruto do nosso orgulho.
 

Para ser bom mestre não é preciso fazer seguidores ou discípulos, nem mesmo possuir cortejos ou comitivas, mas simplesmente fazer com que cada ser descubra em si mesmo o seu próprio guia. Não devemos ditar nossas regras aos indivíduos, mas fazer com que eles tomem consciência de seus valores internos (senso, emoções e sentimentos) e passem a usá-los sempre que necessário. Essa a função dos que querem ajudar o progresso espiritual dos outros.
Os indivíduos portadores de uma personalidade orgulhosa se apóiam em um princípio de total submissão às regras e costumes sociais, bem como o defendem energicamente.
Utilizam-se de um impetuoso interesse por tudo aquilo que se convencionou chamar de certo ou errado, porque isso lhes proporciona uma fictícia “cartilha do bem”, em que, ao manuseá-la, possam encontrar os instrumentos para manipular e dominar e, assim, se sintam ocupando uma posição de inquestionável autoridade.
Quase sempre se autodenominam “bem-intencionados” e sustentam uma aura de pessoas delicadas, evoluídas e desprendidas, distraindo os indivíduos para que não percebam as expressões sistemáticas que denunciariam suas posturas de severo crítico, policial e disciplinador das consciências.
Nos meios religiosos, os dominadores e orgulhosos agem furtivamente. Não somente representam papéis de virtuosos, como também acreditam que o são, porque ainda não alcançaram a autoconsciência.
Exigem e esperam obediência absoluta, são superpreocupados com exatidão, ordem e disciplina, irritando-se com pequenos gestos que fujam os padrões preestabelecidos.
Possuem uma inclinação compulsiva ao puritanismo, despertando, com isso, simpatia e consideração nas pessoas simplórias e crédulas. Algumas, no entanto, por serem mais avisadas e conscientes, não se deixam enganar, discernindo logo o desajuste emocional.
O capítulo X da segunda parte de “O Livro dos Espíritos” diz respeito a “Ocupações e Missões dos Espíritos”. Dizem os Benfeitores que a missão primordial das almas é a de “melhorarem-se pessoalmente” e, além disso, “concorrerem para a harmonia do Universo, executando as vontades de Deus”.
A autêntica relação de ajuda entre as pessoas consiste em estimular a independência e a individualidade, nada se pedindo em troca. Ninguém deverá ter a pretensão de ser “salvador das almas”.
A compulsão de querer controlar a vida alheia é fruto de nosso orgulho.
O ser amadurecido tem a habilidade perceptiva de diagnosticar os processos pelos quais a evolução age em nós; portanto, não controla, mas sim coopera com o amor e com a liberdade das leis naturais.
Nenhuma pessoa pode realizar a tarefa de outra. As experiências pelas quais passamos em nossa jornada terrena são todas aquelas que mais necessitamos realizar para nosso aprimoramento espiritual.
Muitos de nós convivemos, outros ainda convivem, com indivíduos que tentam cuidar de nosso desenvolvimento espiritual, impondo controle excessivo e disciplina perfeccionista, não respeitando, porém, os limites de nossa compreensão e percepção da vida.
São “censuradores morais”, incapazes de compreender as dificuldades alheias, pois não entendem que cada alma apenas pode amadurecer de acordo com seu potencial interno.
Não se têm notícias de que Jesus Cristo impusesse cobrança ou tivesse promovido convites insistentes ao crescimento das almas. Teve como missão, na Terra, ensinar-nos serenidade e harmonia, para entrarmos em comunhão com “Deus em nós”.
Confiava plenamente no Sábio e Amoroso Poder que dirige o Universo e, portanto, respeitava os objetivos da Natureza, que age no comportamento humano, desenvolvendo-o de muitas maneiras. Sabia que a evolução ocorre de modo inevitável, recebendo ou não ajuda dos homens.
O Mestre entendia que, se combatêssemos e lutássemos contra nossos erros, poderíamos “potencializá-los”. Nunca usava de força e imposição, mas de uma técnica para que pudéssemos desenvolver a “virtude oposta”.
“Mulher, onde estão aqueles teus acusadores” Ninguém te condenou?” E ela disse: “Ninguém, Senhor”. E disse-lhe Jesus: “Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais”.
Não censurou ou criticou a atitude inadequada, mas propiciou o desenvolvimento da autoconfiança, para que ela encontrasse por si mesmo seus valores internos.
Nunca amadureceremos, se deixarmos os outros pensarem por nós e determinarem nossas escolhas.
Não é ajuda real, a que se referia Jesus, a crítica moralista, o desejo de reformar os outros, o controle do que se deve fazer ou não fazer. Antes, tais comportamentos revelam os traços de caráter dos indivíduos orgulhosos e ainda distanciados da autêntica cooperação no processo de evolução – que não os deixam perceber – que ocorre naturalmente na intimidade das criaturas.



Pelo Espírito de: HAMMED
Psicografado pelo Médium: Francisco do Espírito Santo Neto
Livro:  As Dores da Alma
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec
25 Jul 2010 
Orgulho - 2ª Parte
Na vida nada está perdido; aliás, existe a época certa para cada um saber o que é preciso para se desenvolver..

Desprezar é sentir ou manifestar desconsideração por alguém ou por alguma coisa; portanto, é uma atitude sempre inadequada nas estradas de nossa existência evolutiva. Menosprezar é um sentimento pelo qual nos colocamos acima de tudo e de todos, avaliando com arrogância os acontecimentos e os fatos do alto da “torre do castelo” de nosso orgulho.
A nenhuma coisa ou criatura deve-se atribuir o termo “desprezível”, pois tudo o que existe sobre a Terra é criação divina; logo, útil e proveitosa, mesmo que agora não possamos compreender seu real significado.
Talvez não entendamos de imediato nosso papel na vida, mas podemos ter a certeza de que todos somos importantes e todos fomos convocados a dar nossa contribuição ao Universo.
A cada instante, estamos criando impressões muito fortes na atmosfera espiritual, emocional, mental e física da comunidade onde vivemos. Todo envolvimento na vida tem um propósito determinado cujo entendimento, além de esclarecer nosso valor pessoal, favorecerá o amor, o respeito e a aceitação de cada um de nossos semelhantes.
Frequentemente, dizemos que certas pessoas são indispensáveis e que muitos indivíduos são improdutivos, e perguntamos mais além: qual o propósito da vida para com estas criaturas ociosas?
Não julguemos, com nossos conceitos apressados, os acontecimentos em nosso derredor; antes, aguardemos com calma e façamos uma análise mais profunda da situação. Assim agindo, poderemos avaliar melhor todo o contexto vivencial.
“Desempenham função útil no Universo os Espíritos inferiores e imperfeitos. Todos têm deveres a cumprir. Para a construção de um edifício, não concorre tanto o último dos serventes de pedreiro, como o arquiteto?”
Nenhuma ocorrência, fato ou pensamento deverá ser sentido ou analisado separadamente, pois o “Grande Sistema”, que nos rege, age de forma interdependente.
Apesar de sermos únicos, todos fomos criados para contribuir coletivamente no mundo e para usar as possibilidades de nossa singularidade.
Para tudo há um sentido e uma explicação no Universo. Sempre estará implícita uma mensagem proveitosa para nosso progresso espiritual, muitas vezes, porém, de forma inarticulada e silenciosa.
Nunca nos esqueçamos de que a vida sempre agirá em nosso benefício, quer nos setores da solidão, quer nos de muitas companhias, ou seja, entre encontros, desencontros e reencontros. A aflição também é um benefício: “Todo sofrimento é um ato importantíssimo de conhecimento e aprendizagem.”
Se bem entendermos, no entanto, as verdadeiras intenções das lições a nós apresentadas, retiraremos tesouros imensos de progresso e amadurecimento espiritual.
As dificuldades que a vida nos apresenta têm sempre um caráter educativo. Mesmo que as vejamos agora como castigo ou punição, mais tarde tomaremos consciência de que eram unicamente produtos de nosso limitado estado de compreensão e discernimento evoluído.
Descobrir a vida como um todo será sempre um constante processo de trabalho dos homens. Efetivamente, a vida é trabalho e movimento, e para fazermos nosso aprendizado evolutivo há um certo “tempo de gestação”, se assim podemos dizer. Na vida nada está perdido; aliás, existe a época certa para cada um saber o que é preciso para se desenvolver.
Nosso orgulho quer transformar-nos em super-homens, fazendo-nos sentir “heroicamente estressados”, induzindo-nos a ser cuidadosos e juízes dos métodos de evolução da Vida Excelsa e, com arrogância, nomear os outros como desprezíveis, ociosos, improdutivos e inúteis.
Poderemos “agir no processo” de formação e progresso das criaturas, nunca “forçar o processo” ou criticar o seu andamento.
“A pretensão do orgulhoso leva-o a acreditar que existe uma “santidade desvinculada da realidade humana”, ou seja, organizada e estruturada de forma diferente dos princípios pertencentes” Natureza; portanto, não é de ordem divina, mas é da mentalidade deturpada de alguns místicos do passado.
Nada é inútil no Universo. A Divindade age sem cessar em solicitude e consideração a cada uma de suas criaturas e criações. O progresso da humanidade é inevitável. Todos estão progredindo e crescendo, ainda que, algumas vezes, não nos apercebamos disso.

Pelo Espírito de: HAMMED
Psicografado pelo Médium: Francisco do Espírito Santo Neto 
Livro:  As Dores da Alma
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

Página precedente  1, 2, 3 ... 18 ... 34  Próxima página