Últimos comentários

O 1 Livro de Samuel, ...

26/10/2009 @ 18:50:14
por Maria Helena


Referente ao comentário feito por Maria ...

26/10/2009 @ 02:46:37
por rosanemerat


Heloísa Helena: Eu ando nos blogs do ...

16/10/2009 @ 13:40:40
por Maria Helena


Bom Dia Maria Helena! Respondendo a você. Peço ...

08/10/2009 @ 15:01:51
por Heloisa Helena


Bom dia. A respeito do artigo ...

04/10/2009 @ 04:52:14
por FLAVIO FONSECA


Calendário

Agosto 2009
DomSegTerQuaQuiSexSab
 << <Mar 2010> >>
      1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031     

Quem está conectado?

Membro: 0
Visitantes: 2

Anúncio

Palavras-chave (tags)

Não há tags neste Blogs

rss Sindicação

Visualização dos artigos postados: Agosto 2009

Ago/30/2009 

A Parábola do Bom Pastor

Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas não deixa no deserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la”?


E, achando-a, a põe sobre seus ombros, gostoso;


E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.


“Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.”

(Lucas 15, 4,7)

Em sua época, Jesus contou esta parábola, porque os fariseus e os escribas queixavam-se, dizendo: "Este recebe pecadores e come com eles. (Lucas 15:2)".

Nos dias atuais, apesar de o homem possuir outros costumes, a hipocrisia não desapareceu, ou seja, ainda é comum que se comentem as mazelas alheias, principalmente quando elas são visíveis, acreditando-se que quem possui defeitos morais não tem a possibilidade de reverter essa situação, que essas criaturas estão perdidas para sempre.

E na parábola do Bom Pastor Jesus demonstra exatamente o contrário. O que, se atentarmos bem, a mantém ainda muito útil para a época em que vivemos, pois que ainda hoje os homens possuem os mesmos procedimentos e as mesmas visões.

Como podemos observar, Jesus explica, de uma forma clara, o caráter paternal da Inteligência Suprema, confirmando de forma patente o Seu amor e a Sua misericórdia, desmantelando de forma solene a crença do inferno e das penas eternas. Da mesma forma, no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo (1) encontramos um ensinamento semelhante:

“Quantos e quantos sucumbem por culpa própria, pela sua incúria, pela sua imprevidência, ou pela sua ambição e por não terem querido contentar-se com o que lhes havias concedido! Esses são os artífices do seu infortúnio e carecem do direito de queixar-se, pois que são punidos naquilo em que erraram. Mas, nem a esses mesmos abandonas, porque és infinitamente misericordioso. As mãos lhes estendes para socorrê-los, desde que, como o filho pródigo, se voltem sinceramente para Ti.”

Podemos considerar o número cem como símbolo da totalidade dos seres que compõem todas as humanidades espalhadas pelos inúmeros mundos integrantes das diversas moradas da casa do Pai, e a ovelha desgarrada como sendo aquele espírito rebelde que, por ignorância ou de forma deliberada, infringe as Leis Divinas.

E por falar em Leis divinas, vamos tecer um pequeno comentário sobre elas:

No O Livro dos Espíritos (2), os Espíritos superiores nos instruem dizendo que a lei natural é a lei de Deus. Que ela é única e verdadeira para a felicidade do homem, e lhe indica o que deve ou não fazer, e que ele é infeliz somente quando se afasta dela. Dizem também que a lei de Deus está escrita na consciência do homem.

Podemos considerar que o pastor dessas ovelhas é aquele espírito capaz a quem Deus elegeu como responsável pelo planeta Terra. E a ovelha perdida como sendo aquela que, ao ver as ervas tenras, saborosas e nutritivas de certas regiões, e tendo apetite, instintivamente se sente atraída, afastando-se cada vez mais do pastor e das demais ovelhas - não conseguindo mais ouvir a voz do pastor que a chama de volta ao aprisco, e, sendo tarde, se perde. Deixa-se seduzir pelo "mundo"; andando atrás de gozos e conquistas unicamente materiais, se afiniza com maus hábitos que se degeneram em vícios; entrega-se a todas as ordens de paixões exorbitantes; que, movido pelo desejo de riquezas e poder, de glórias e honras, dirige-se deliberadamente, na maioria das vezes, pelos caminhos do crime, desorienta-se em tão tortuoso labirinto; e grita desesperado quando não sabe mais como voltar à companhia de seus irmãos situados num plano melhor. É nessa hora, quando se lembra de seu passado vivendo junto ao rebanho, em paz e harmonia, que se arrepende e suplica a Deus pelo retorno, desejoso de reparar o seu mal proceder. É quando ouve novamente a voz do bom pastor fazendo-o lembrar da existência dessa lei.

Essa parábola assegura que ninguém ficará perdido para sempre, pois que "o bom pastor", dá a própria vida pelas suas ovelhas (João, 10:11); sendo assim, esse bom administrador de almas irá naturalmente à procura daquele espírito até que o ponha a salvo. Mas há uma condição para isso: é a observação da Lei que lhe está inscrita na própria consciência. Contudo, esse jugo é leve e essa lei é suave, pois que impõe como dever unicamente o amor e a caridade.

Podemos observar nesta parábola, que a sua lição é clara e objetiva, pois que Deus faz tudo que o grau de elevação do homem que cai permite, no sentido de direcioná-lo para um bom caminho. De tal modo Jesus foi buscar Madalena à beira do abismo de seus enganos morais; e ela, aceitando a mão do bom pastor, voltou com ele e se pôs a serviço do bem.

O Mestre Jesus também chamou a atenção de Judas Iscariotes sobre o caminho perigoso que escolhera para trilhar, respeitando-lhe o livre-arbítrio. Os enviados de Deus fazem o mesmo com aqueles que se vêem defrontados com problemas doentios do crime, da intemperança e da revolta, aguardando sempre o momento certo para chamá-lo de volta ao convívio dos demais.

Um outro bom exemplo para entender ainda mais esta parábola é a passagem da estrada de Damasco, quando Jesus se mostrou em forma de luz e convidou Paulo de Tarso a abandonar o ódio e o fanatismo em que estava arrolado e adentrar na boa senda. Podemos dizer que este chamado não foi formulado somente ao futuro apóstolo daqueles considerados incivilizados (gentios), mas para toda a humanidade, a reconhecer e se reconhecer como espíritos de naturezas diversas e com caracteres antagônicos. A arte é conviver com os hostis, estando alegres, mas com aquela alegria de uma boa consciência semelhante a ventura do herdeiro que conta os dias que o aproximam da herança de estar no reino de Deus.

Os Bons Espíritos a trabalho do Pai do Universo alegram-se quando conseguem fazer com aquele que está confuso ou envolvido nos enganos morais deixe de trilhar o mau caminho e se decida a mudar de rumo, indo percorrer a seara do Bem, em benefício de seu reajustamento; regozijam-se ainda mais quando esta ovelha recuperada passa a colaborar com eles nos trabalhos do amor e da caridade.

Autor: Maria Luiza Palhas


BIBLIOGRAFIA e NOTAS:

(1) O Evangelho Segundo o Espiritismo (Allan Kardec) – cap. XXVIII – Oração dominical

(2) O Livro dos Espíritos (Allan Kardec) - livro terceiro, cap. 1, q. 614 e seguintes,

E mais

Parábolas Evangélicas. Rodolfo Calligaris - FEB - 5ª edição –

As Maravilhosas Parábolas de Jesus - P. A. Godoy - FEESP - 3ª edição –

Novo Testamento - Evan. Lucas e João - Tradução João Ferreira de Almeida.


Site: Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec
rosanemerat · 45 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos

Ago/30/2009 

A Força da Oração


Seja o que for que peçais na prece, crede que o obtereis e concedido vos será o que pedirdes. (Marcos, cap. XI, v. 24. In: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII, it. 5.)


O jornal Correio Braziliense, em 24 de outubro de 2004, publicou uma página inteira do caderno BRASIL sobre
o poder da oração. Segundo o jornalista Ullisses Campbell, da equipe
desse periódico, o professor de Imunologia Carlos Eduardo Tosta, da
Faculdade de Medicina (
FMD)
da Universidade de Brasília (UnB), fez uma pesquisa com o objetivo de
constatar se as orações feitas a distância em benefício de alguém
poderiam, cientificamente, ter sua eficácia comprovada.

O trabalho envolveu 52 alunos estudantes de Medicina da própria UnB e
vários grupos de pessoas de diversas religiões que fazem orações em
benefício alheio. Os alunos foram divididos em dois grupos de 26 pares,
cada par composto de pessoas com a mesma idade, que não se conheciam.

Antes de receberem as orações, os alunos passaram por uma avaliação clínica e
psicológica e, em seguida, fizeram teste sangüíneo para verificar sua
defesa orgânica. Finalmente, a foto 3x4 de cada aluno foi entregue pelo
pesquisador aos grupos de intercessores para que orassem diariamente
por esses estudantes, de quem ficaram sabendo apenas o primeiro nome.
Mas apenas um aluno de cada par teve a foto e o nome conhecido pelos
rezadores; o outro não recebeu qualquer prece.

Após três anos, foi feita a comparação entre os exames clínicos de todos os
estudantes e verificou-se que o grupo de alunos que não receberam
orações não teve qualquer alteração em suas células de defesa, enquanto
o grupo beneficiado pelas preces ficou com o sistema imunológico mais
resistente.

A conclusão do pesquisador, que se considera “transreligioso”1, foi a de que “as preces têm efeito positivo na saúde”.
Segundo o autor do artigo, outros estudos feitos no exterior já haviam
comprovado, e publicado em revistas científicas, os efeitos benéficos
da prece sobre a saúde das pessoas enfermas. Afirma ainda que:


O maior estudo envolvendo religiosidade foi feito em 1988, na Califórnia,
com quase 400 pacientes internados na unidade de tratamento intensivo (
UTI)
cardiológica de um hospital público. Metade desses pacientes receberam
preces; a outra parte, não. Cada paciente tinha entre três e sete
intercessores e seus médicos não ficaram sabendo. Dez meses depois,
ficou comprovado que os pacientes que receberam orações passaram a
necessitar cada vez menos de ajuda de aparelhos para respirar. Até os
edemas nos pulmões diminuíram.

Na avaliação do Dr. Tosta, citada pelo jornalista, “o médico aprende na
universidade que nós somos um corpo que eventualmente adoece e que
precisa de tratamento.

Acontece que temos uma dimensão mental que vai além disso.

Temos ansiedade, depressão e psicose (...). Além disso, temos a dimensão
espiritual, que está sujeita a doenças causadas por sentimentos como
inveja, raiva, ciúme e rancor.

A Medicina ainda dá pouca importância a isso”.

Entretanto, podemos constatar que é grande o número de médicos, psicólogos,
psiquiatras e outros profissionais da saúde que comparecem aos Centros
Espíritas e aos templos religiosos para não somente manifestar sua fé
no poder divino, como também estudar os efeitos da oração no auxílio ao
tratamento médico.

Nessa reportagem, a Sra. Helena Dias Mousinho, que participa de um grupo de
mulheres que oram em favor de pacientes internados na
UTI do
Hospital de Base do Distrito Federal, afirma que “o centro que
freqüento, na L2 norte, é cheio de médicos”. O mesmo podemos dizer com
relação ao que vimos constatando, ao longo de quase duas décadas como
monitor do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (
ESDE), na Federação Espírita Brasileira. Entre os seus participantes, bom número deles é de médicos e outros profissionais da saúde.

Ao concluir seu artigo, o jornalista Campbell informa que o Dr. Tosta
sugere a inclusão no currículo de Medicina da “disciplina
espiritualidade”, na qual os estudantes aprendam sobre o poder da
oração.

E termina com a seguinte frase do Imunologista: “Todas as religiões têm
prece. Até os budistas, que não acreditam em Deus, têm suas preces.”

Aí está uma interessante e oportuna proposta. Mas de nossa parte, temos a
convicção de que, independentemente desses estudos, a prática cotidiana
da oração é uma verdadeira fonte de revigoramento de nossas energias
mentais e de nossas forças, para aceitarmos a vontade de Deus.

Afirma Kardec que, da máxima citada abaixo do título deste artigo, não é
lógico deduzir que basta pedir para obter, mas não é justo julgar que
Deus não atende a toda oração a Ele feita. A prece proferida com todo
tipo de propósito, em particular o da aquisição de bens materiais,
realmente só será atendida quando tivermos merecimento para obter o que
pedimos. Entretanto, lembra o Codificador da Doutrina Espírita que a
coragem, a paciência e a resignação serão sempre concedidas por Deus a
quem lhas pedir com confiança, assim como os meios de libertar-se por
si mesmo das dificuldades, proporcionando-lhe, nesse caso, o mérito da
ação.

A oração pode beneficiar àquele que ora ou àquele por quem se ora. Pode
ser feita para pedir, louvar ou agradecer a Deus um benefício, pois
nada ocorre sem a vontade dEle, ainda que oremos recorrendo a Espíritos
intermediários.

Nesse capítulo XXVII, item 10, de O Evangelho segundo o Espiritismo, explica ainda Allan
Kardec a forma de transmissão do pensamento através do fluido
universal, no qual se inserem todos os seres, encarnados e
desencarnados, sendo tal fluido veículo do pensamento e se estendendo ao infinito.

Dirigido, pois, o pensamento para um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de
encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se
estabelece entre um e outro, transmitindo de um ao outro o pensamento,
como o ar transmite o som.

A energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e da vontade.
É assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer
que seja o lugar onde se encontrem; é assim que os Espíritos se
comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações, que relações
se estabelecem a distância entre encarnados. (Kardec, op. cit.)

O Codificador conclui então que, se tal explicação torna compreensíveis
os efeitos da prece, o “juiz supremo em todas as coisas” é Deus, sob
cuja vontade e poder se subordinam os efeitos da oração.

As preces feitas com sentimento puro em benefício próprio ou de outrem
serão sempre ouvidas, independentemente da religião de quem as faça. É
muito importante orarmos de forma clara, concisa e simples, pois muito
mais que as fórmulas preconcebidas e o grande número de palavras, as
vibrações de nossa alma, a humildade e a submissão à vontade dessa Inteligência Suprema que rege todas as coisas –
DEUS – é que proporcionarão à nossa oração o poder de cura e de superação de nossas provas.

Potencializadas pelo Amor, nossas energias em benefício do próximo modificarão para
melhor os fluidos deletérios de suas enfermidades, proporcionando-lhes
até mesmo a cura de suas doenças físicas.

No entanto, nunca é demais lembrar o alerta de Jesus: “Vai e não peques
mais.” Se o convalescente não se ajudar renovando sua mente com
pensamentos elevados, evitando atitudes de impaciência, raiva e outras
manifestações do desequilíbrio mental, fatalmente recairá no estado
patológico anterior ou mesmo em outros mais graves.

Pela oração, entramos em comunhão direta com as potências divinas e,
consoante as palavras de Jesus, removeremos as montanhas de nossas
limitações, de nossas fraquezas e enfermidades. Por ela, enfim,
receberemos e transmitiremos ao nosso próximo as vibrações elevadas do
Amor Divino. Assim, seremos capazes de, nos transformando, contribuir
na transformação do Mundo, pois já se disse que orar é semelhante a
arar. E sendo o arado a metáfora do trabalho, quando trabalhamos
emitindo as nossas energias mentais em benefício alheio, pela oração,
associados aos emissários divinos, exercitamos o Amor, essa força
maravilhosa sem a qual nada se consegue de bom.

Na definição dada pelo Dr. Tosta e citada pelo jornalista,
“transreligiosa” é a pessoa que aceita o que os “grandes mestres
religiosos ensinam sem rótulos que definam se uma religião é melhor do
que a outra”.


Autor: Jorge Leite de Oliveira

Fonte: Revista Reformador – Fev./2005

Site: Luz do Espiritismo - Grupo Espirita Allan Kardec


rosanemerat · 48 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos

Ago/30/2009 

A Família como Instrumento de Redenção Espiritual

... Reconcilia-te com o teu adversário – advertiu Cristo – enquanto estás a caminho com ele.

E não é precisamente no círculo aconchegante da família que estamos a caminho com aquele que a nossa insensatez converteu em adversário?

O espiritismo coloca, pois, sob perspectiva inteiramente renovada e até inesperada, além de criativa e realista, a difícil e até agora inexplicável problemática do inter-relacionamento familial. Se um membro de nossa família tem dificuldades em nos aceitar, em nos entender, em nos amar, podemos estar certos de que tais dificuldades foram criadas por nós mesmos num relacionamento anterior em que as nossas paixões ignoraram o bom senso.

- E a repulsão instintiva que se experimenta por algumas pessoas, donde se origina? Perguntou Kardec aos seus instrutores (LIVRO DOS ESPÍRITOS, Pergunta 389).

- São espíritos antipáticos que se adivinham e reconhecem, sem se falarem.

O ponto de encontro de muitas dessas antipatias, que necessitam do toque mágico do amor e do entendimento, é a família consangüínea, célula de um organismo mais amplo que é a família espiritual, que por sua vez, é a célula da instituição infinitamente mais vastas que são a família mundial e, finalmente, a universal.

A Doutrina considera a instituição do casamento como instrumento do “progresso na marcha da humanidade” e, reversamente, a abolição do casamento como “uma regressão à vida dos animais”. (Questões 695 e 696, de O LIVRO DOS ESPÍRITOS). Como vimos há pouco, é também essa a opinião dos cientistas especializados responsáveis.

Ao comentar as questões indicadas, Kardec acrescentou que – “O estado de natureza é o da união livre e fortuita dos sexos. O casamento constitui um dos primeiros atos de progresso nas sociedades humanas, porque estabelece a solidariedade fraterna e se observa entre todos os povos, se bem que em condições diversas”.

No que, mais uma vez, estão de acordo estudiosos do problema do ponto de vista científico e formuladores e divulgadores da Doutrina Espírita.

Isto nos leva à delicada questão do divórcio, reconhecido como uma das principais causas desagregadoras do casamento e, por extensão, da família.

O problema da indissolubilidade do casamento foi abordado pelos Espíritos, de maneira bastante sumária, na Questão nº. 697. Perguntados sobre se “Está na lei da Natureza, ou somente na lei humana a indissolubilidade absoluta do casamento”, responderam na seguinte forma:

- É uma lei muito contrária à da Natureza. Mas os homens podem modificar suas leis; só as da Natureza são imutáveis.

O que, exatamente, quer dizer isso?

Em primeiro lugar, convém chamar a atenção para o fato de que a resposta foi dada no contexto de uma pergunta específica sobre a indissolubilidade absoluta. Realmente, a lei natural ou divina não impõe inapelavelmente um tipo rígido de união, mesmo porque o livre arbítrio é princípio fundamental, direito inalienável do ser humano. “Sem o livre arbítrio – consta enfaticamente da Questão nº. 843 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS – o homem seria máquina”.

A lei natural, por conseguinte, não iria traçar limites arbitrários às opções humanas, encadeando homens e mulheres a um severo regime de escravidão, que poderá conduzir a situações calamitosas em termos evolutivos, resultando em agravamento dos conflitos, em lugar de os resolver, ou pelo menos atenuá-los.

Ademais, como vimos lembrando repetidamente, o Espiritismo não se propõe a ditar regras de procedimento específico para cada situação da vida. O que oferece são princípios gerais, é uma estrutura básica, montada sobre a permanência e estabilidade de verdades testadas e aprovadas pela experiência de muitos milênios. Que dentro desse espaço se movimente a criatura humana no exercício pleno de seu livre arbítrio e decida o que melhor lhe convém, ante o conjunto de circunstâncias em que se encontra.

O casamento é compromisso espiritual previamente negociado e acertado, ainda que nem sempre aceito de bom grado pelas partes envolvidas. São muitos, senão maioria, os que se unem na expectativa de muitos anos de turbulência e mal-entendidos porque estão em débito com o parceiro que acolhem, precisamente para que se conciliem se ajustem, se pacifiquem e se amem ou, pelo menos, se respeitem e estimem.

Mergulhados, porém, na carne, os bons propósitos do devedor, que programou para si mesmo um regime de tolerância e autocontrole, podem falhar. Como também pode exorbitar da sua desejável moderação o parceiro que vem para receber a reparação, e em lugar de recolher com serenidade o que lhe é devido (e outrora lhe foi negado) em atenção, apoio, segurança e afeto, assume a atitude do tirano arbitrário que, além de exigir com intransigência o devido, humilha, oprime e odeia o parceiro que, afinal de contas, está fazendo o possível, dentro das suas limitações, para cumprir seu compromisso. Nesses casos, o processo de ajuste – que será sempre algo difícil mas poderá desenrolar-se em clima de mútua compreensão – converte-se em vingança irracional.

Numa situação dessas, mais freqüentes do que poderíamos supor, a indissolubilidade absoluta a que se refere a Codificação seria, de fato, uma lei antinatural. Se um dos parceiros da união, programada com o objetivo de promover uma retificação de comportamento, utilizou-se insensatamente da sua faculdade de livre escolha, optando pelo ódio e a vingança, quando poderia simplesmente recolher o que lhe é devido por um devedor disposto a pagar, seria injusto que a lei recusasse a este o direito de recuar do compromisso assumido, modificar seus termos, ou adiar a execução, assumindo, é claro, toda as responsabilidades decorrentes de seus atos, como sempre, aliás.

A lei divina não coonesta a violência que um parceiro se disponha a praticar sobre o outro. Além do mais, a dívida não é tanto com o indivíduo prejudicado quanto com a própria lei divina desrespeitada. No momento em que arruinamos ou assassinamos alguém, cometemos, claro, um delito pessoal de maior gravidade. É preciso lembrar, contudo, que a vítima também se encontra envolvida com a lei, que, paradoxalmente, irá exibir a reparação da falta cometida, não para vingá-la, mas para desestimular o faltoso, mostrando-lhe que cada gesto negativo cria a sua matriz de reparação. O Cristo foi enfático e preciso ao ligar sempre o erro à dor do resgate. “Vai e não peques mais, para que não te aconteça coisa pior”, disse ele.

Não há sofrimento inocente, nem cobrança injusta ou indevida. O que deve paga e o que está sendo cobrado é porque deve. Assim a própria vítima de um gesto criminoso é também um ser endividado perante a lei, por alguma razão concreta anterior, ainda que ignorada. Se, em lugar de reconciliar-se, ela se vingar, estará reabrindo sua conta como novo débito em vez de saldá-la.

A lei natural, portanto, não prescreve a indissolubilidade mandatária e absoluta do casamento, como a caracterizou Kardec na sua pergunta. Conseqüentemente, a lei humana não deve ser mais realista do que a outra que lhe é superior; deve ser flexível, abrindo espaço para as opções individuais do livre arbítrio.

Isso, contudo, está longe de significar uma atitude de complacência ou de estímulo à separação dos casais em dificuldades. O divórcio é admissível, em situações de grave conflito, nas quais a separação legal assume a condição de mal menor, em confronto com opções potencialmente mais graves que projetam ameaçadoras tragédias e aflições imprevisíveis: suicídios, assassinatos, e conflitos outros que destroem famílias e acarretam novos e pesados compromissos, em vez de resolver os que já vieram do passado por auto-herança.

Convém, portanto, atentar para todos os aspectos da questão e não ceder precipitadamente ao primeiro impulso passional ou solicitação do comodismo ou do egoísmo. Dificuldades de relacionamento são mesmo de esperar-se na grande maioria das uniões que se processam em nosso mundo ainda imperfeito. Não deve ser desprezado o importante aspecto de que o casamento foi combinado e aceito com a necessária antecipação, precisamente para neutralizar diferenças e dificuldades que persistem entre dois ou mais Espíritos.

O que a lei divina prescreve para o casamento é o amor, na sua mais ampla e abrangente conotação, no qual o sexo é apenas a expressão física de uma profunda e serena sintonia espiritual. Estas uniões, contudo, são ainda a exceção e não a norma. Ocorre entre aqueles que, na expressão de Jesus, Deus juntou, na imutável perfeição de suas leis. Que ninguém os separe, mesmo porque, atingida essa fase de sabedoria, entendimento e serenidade, os Espíritos pouco se importam de que os vínculos matrimoniais sejam indissolúveis ou não em termos humanos, dado que, para eles vige a lei divina que já os uniu pelo vínculo supremo do amor.

Em suma, recuar ante uma situação de desarmonia no casamento, de um cônjuge difícil ou de problemas aparentemente insolúveis é gesto e fraqueza e covardia de graves implicações. Somos colocados em situações dessas precisamente para resolver conflitos emocionais que nos barram os passos no caminho evolutivo. Estaremos recusando exatamente o remédio prescrito para curar mazelas persistente que se arrastam, às vezes, por séculos ou milênios aderidas à nossa estrutura espiritual.

A separação e o divórcio constituem, assim, atitudes que não devem ser assumidas antes de profunda análise e demorada meditação que nos levem à plena consciência das responsabilidades envolvidas.

Como escreveu Paulo com admirável lucidez e poder de síntese.

_ “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”.

O Espiritismo não é doutrina do não e sim da responsabilidade, Viver é escolher, é optar, é decidir. E a escolha é sempre livre dentro de um leque relativamente amplo de alternativas. A semeadura, costumamos dizer, é voluntária; a colheita é que é sempre obrigatória.

É no contexto da família que vem desaguar um volume incalculável de conseqüências mais ou menos penosas resultantes de desacertos anteriores, de decisões tomadas ao arrepio das leis flexíveis e, ao mesmo tempo, severas, que regulam o universo ético em que nos movimentamos.

Para que um dia possamos desfrutar o privilégio de viver em comunidades felizes e harmoniosas, aqui ou no mundo póstumo, temos de aceitar, ainda que relutantemente, as regras do jogo da vida. O trabalho da reconciliação com espíritos que prejudicamos com o descontrole de nossas paixões, nunca é fácil e, por isso, o comodismo nos empurra para o adiantamento das lutas e renúncias por onde passa o caminho da vitória.

Como foro natural de complexos problemas humanos e núcleo inevitável das experiências retificadoras que nos incumbe levar a bom termo, a família é instrumento da redenção individual e, por extensão, do equilíbrio social.

Não precisaria de nenhuma outra razão para ser estudada com seriedade e preservada com firmeza nas suas estruturas e nos seus propósitos educativos.

Autor: Deolindo Amorim e Hermínio C. Miranda

Livro: O Espiritismo e os Problemas Humanos– Pág.: 147

Site: Luz do Espiritismo - Grupo Espirita Allan Kardec

rosanemerat · 25 vistos · 0 comentários
Categorias: Artigos

Ago/30/2009 

A Educação

É pela educação que as gerações se transformam e aperfeiçoam. Para uma sociedade nova são necessários homens novos. Por isso, a educação desde a infância é de importância capital.

Não basta ensinar à criança os elementos da Ciência. Aprender a governar-se, a conduzir-se como ser consciente e racional, é tão necessário como saber ler, escrever e contar: é entrar na vida armado não só para a luta material, mas, principalmente, para a luta moral. É nisso em que menos se tem cuidado. Presta-se mais atenção em desenvolver as faculdades e os lados brilhantes da criança, do que as suas virtudes. Na escola, como na família, há muita negligência em esclarecê-la sobre os seus deveres e sobre o seu destino. Portanto, desprovida de princípios elevados, ignorando o alvo da existência, ela, no dia em que entra na vida pública, entrega-se a todas as ciladas, a todos os arrebatamentos da paixão, num meio sensual e corrompido.

Mesmo no ensino secundário, aplicam-se a atulhar o cérebro dos estudantes com um acervo indigesto de noções e fatos, de datas e nomes, tudo em detrimento da educação moral. A moral da escola, desprovida de sanção efetiva, sem ideal verdadeiro, é estéril e incapaz de reformar a sociedade.

Mais pueril ainda é o ensino dado pelos estabelecimentos religiosos, onde a criança é apossada pelo fanatismo e pela superstição, não adquirindo senão idéias falsas sobre a vida presente e a futura. Uma boa educação é raras vezes, obra de um mestre. Para despertar na criança as primeiras aspirações ao bem, para corrigir um caráter difícil, são preciso, às vezes, a perseverança, a firmeza, uma ternura de que somente o coração de um pai ou de uma mãe pode ser suscetível. Se os pais não conseguem corrigir os filhos, como é que poderia fazê-lo o mestre que tem um grande número de discípulos a dirigir?

Essa tarefa, entretanto, não é tão difícil quanto se pensa, pois não exige uma ciência profunda. Pequenos e grandes podem preenchê-la, desde que se compenetrem do alvo elevado e das conseqüências da educação. Sobretudo, é preciso nos lembrar de que esses Espíritos vêm coabitar conosco para que os ajudemos a vencer os seus defeitos e os preparemos para os deveres da vida. Com o matrimônio, aceitamos a missão de os dirigir; cumpramo-la, pois, com amor, mas com amor isento de fraqueza, porque a afeição demasiada está cheia de perigos. Estudemos, desde o berço, as tendências que a criança trouxe das suas existências anteriores, apliquemo-nos a desenvolver as boas, a aniquilar as más. Não lhe devemos dar muitas alegrias, pois é necessário habituá-la desde logo à desilusão, para que possa compreender que a vida terrestre é árdua e que não deve contar senão consigo mesma, com seu trabalho, único meio de obter a sua independência e dignidade. Não tentemos desviar dela a ação das leis eternas. Há obstáculos no caminho de cada um de nós; só o critério ensinará a removê-los.

Não confieis vossos filhos a outrem, desde que não sejais a isso absolutamente coagidos. A educação não deve ser mercenária. Que importa a uma ama que tal criança fale ou caminhe antes da outra? Ela não tem nem o interesse nem o amor maternal. Mas, que alegria para uma mãe ao ver o seu querubim dar os primeiros passos! Nenhuma fadiga, nenhum trabalho detem-na. Ama! Procedei da mesma forma para com a alma dos vossos filhos. Tende ainda mais solicitude para com essa do que pelo corpo. O corpo consumir-se-á em breve e será sepultado; no entanto, a alma imortal, resplandecendo pelos cuidados com que foi tratada, pelos méritos adquiridos, pelos progressos realizados, viverá através dos tempos para vos abençoar e amar.

A educação, baseada numa concepção exata da vida, transformaria a face do mundo. Suponhamos cada família iniciada nas crenças espiritualistas sancionadas pelos fatos e incutindo-as aos filhos, ao mesmo tempo em que a escola laica lhes ensinasse os princípios da Ciência e as maravilhas do Universo: uma rápida transformação social operar-se-ia então sob a força dessa dupla corrente.

Todas as chagas morais são provenientes da má educação. Reformá-la, colocá-la sobre novas bases traria à Humanidade conseqüências inestimáveis. Instruamos a juventude, esclareçamos sua inteligência, mas, antes de tudo, falemos ao seu coração, ensinemos-lhe a despojar-se das suas imperfeições. Lembremo-nos de que a sabedoria por excelência consiste em nos tornarmos melhores.

(Léon Denis - Obra: Depois da Morte)

Site: Luz do Espiritismo - Grupo Espirita Allan Kardec

rosanemerat · 26 vistos · 0 comentários
Categorias: Evangelização

Ago/30/2009 

A Doutrinação

II — Psicologia da doutrinação

O doutrinador deve ler e reler, com atenção e persistência a ESCALA ESPÍRITA (Livro dos Espíritos) para bem informar-se dos tipos de espíritos com que vai defrontar-se nas sessões. A escala nos oferece um quadro psicológico da evolução espiritual, que podemos também aplicar aos encarnados. No trato com os espíritos o conhecimento desse quadro facilita grandemente e doutrinação. Os espíritos inferiores usam geralmente de artimanhas para nos iludirem e se divertem quando conseguem, prejudicando-se a si mesmos e fazendo-nos perder tempo. Temos de encará-los sempre como necessitados e tratá-los com o desejo real de socorrê-los. Mas precisamos de psicologia para conseguirmos ajudá-los. A tipologia que a Escala nos oferece é de grande valia nesse sentido. Por outro lado, a leitura dos casos de doutrinação relatados por Kardec na REVISTA ESPÍRITA nos oferece exemplos valiosos de como podemos nos conduzir, auxiliados pelos espíritos protetores da sessão, para atingir bons resultados.

A prática da doutrinação é uma arte em, que o bom doutrinador vai se aprimorando na medida em que se esforça para domina-la. Enganam-se os que pensam que basta dizer aos espíritos que eles já morreram para os sensibilizar. Não basta, também, citar-lhes trechos evangélicos ou fazê-los orar repetindo a nossa prece. É importante também explicar-lhes que se encontram em situação perigosa, ameaçados por espíritos malfeitores que podem dominá-lo e submetê-los aos seus caprichos. A ameaça de perda da liberdade os amedronta e os leva geralmente a buscar melhor compreensão da situação em que se encontram. Mas não se deve falar disso em tom de ameaça e sim de explicação pura e simples. Muitos deles já estão dominados por espíritos maldosos, servindo-lhes de instrumentos mais ou menos inconscientes. O médium que recebe a entidade sente as suas vibrações, percebe o seu estado e pode ajudar o doutrinador, procurando absorver os seus ensinos. Através da compreensão do médium o espírito sofredor ou obsessor é mais facilmente tocado em seu íntimo e desperta para uma visão mais real da sua própria situação. Doutrinador e médium formam um conjunto que, quando bem articulado, age de maneira eficiente para a entidade.

O doutrinador deve ter sempre em mente todo esse quadro, para agir de acordo com as possibilidades oferecidas pela comunicação do espírito. Com os espíritos rebeldes, viciados na prática do mal, só a tríplice conjugação da autoridade moral do doutrinador, do médium e do espírito protetor poderá dar resultados positivos e quase sempre imediatos. Se o médium ou o doutrinador não dispuser dessa autoridade, o espírito se apegará a fraqueza de um deles ou de ambos para insistir nas suas intenções inferiores. Por isso Kardec acentua a importância da moralidade na relação com os espíritos. Essa moralidade , como já dissemos, não é formal, mas substancial, decorre das intenções e dos atos morais dos praticantes de sessões, não apenas nas sessões, mas em todos os aspectos de suas vidas.

Os espíritos sofredores são mais facilmente doutrinados, pois a própria situação em que se encontram favorece a doutrinação. Se muito erraram na vida terrena, permanecendo por isso em situação inferior, o fato de não se entregarem à obsessão depois da morte já mostra que estão dispostos a regenerar-se. Só a prática abnegada da doutrinação, com o desejo profundo de servir aos que necessitam, dará ao médium e ao doutrinador a sensibilidade necessária para distinguir rapidamente o tipo de espírito com que se defrontam. O doutrinador intuitivo aprimora rapidamente a sua intuição, podendo perceber, logo no primeiro contato, a condição do espírito comunicante. A psicologia da doutrinação não tem regras específicas, dependendo mais da sensibilidade do doutrinador, que deverá desenvolvê-la na prática constante e regular. Mesmo que o doutrinador seja vidente, não deve confiar apenas no que vê, pois há espíritos maus e inteligentes que podem simular aparências enganadoras, que a percepção psicológica apurada na prática facilmente desfará. Não é preciso ser psicólogo para doutrinar com eficiência, mas é indispensável conhecer a ESCALA ESPÍRITA, que nos dá o conhecimento básico indispensável.

Autor: José Herculano Pires

Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/herculano/opd-21.html

Site: www.luzdoespiritismo.com
rosanemerat · 105 vistos · 0 comentários
Categorias: Evangelização