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Mar/13/2010 

Espelho da Alma

Quando somos jovens, geralmente temos uma boa relação com o espelho. Paramos diante dele e nos olhamos de corpo inteiro e por todos os

ângulos.

Temos mais coragem de nos observar, de enfrentar possíveis desajustes físicos, e o futuro está a nosso favor.

Somos mais flexíveis, desarmados, versáteis, e mais dispostos às mudanças. Gostamos de trocar opiniões e acatamos idéias novas com facilidade.

Nossa alma, tanto quanto nosso corpo está em constante transformação. Estamos sempre à procura de novos significados para velhas idéias. 

Com o passar do tempo, vamos evitando espelhos que reflitam nosso corpo por inteiro.Procuramos aqueles que mostrem apenas do pescoço para cima.

Fugimos da nossa aparência, por não gostar dela ou porque ainda desejamos ver refletido aquele corpo jovem, a cabeleira abundante, a pele lisa e brilhante. 

E porque não gostamos da nossa imagem, fugimos do espelho, como se isso resolvesse o nosso problema.            Assim também acontece com as questões da alma.

Quando somos jovens temos coragem de refletir sobre nossas atitudes, gostamos de aprender coisas novas e estamos dispostos a enfrentar desafios.

 

Buscamos respostas para nossas dúvidas e não tememos as críticas, por entender que elas nos ajudam a crescer.            Mas quando as gordurinhas do comodismo vão se acumulando em nossa alma começamos a fugir de espelhos que nos mostrem tal qual somos.

As idéias vão se cristalizando e não temos mais tanta disposição para reciclar as nossas memórias.

  Posicionamo-nos numa área de conforto e nos deixamos levar pelas circunstâncias, sem tantos esforços.

  Para muitos é como se uma influência paralisante lhes tomasse de assalto. Não se interessam mais pelo conhecimento, nem por fazer novas amizades ou cuidar um pouco do corpo e da saúde.

  Esquecidos de que a sabedoria não está na espinha dorsal nem na pele jovem ou na basta cabeleira, entregam-se ao desânimo como se tivessem chegado ao fim da linha.

  Não se dão conta de que enquanto estamos respirando é tempo de aprender e crescer, de fazer exercício e eliminar as gorduras indesejáveis.

  Enquanto podemos contemplar o espelho físico, podemos nos observar e envidar esforços para corrigir o que julgamos necessário.

  Enquanto a vida nos permite, devemos voltar o olhar para o espelho da consciência e ajustar o que seja preciso, para que fiquemos mais belos e mais sábios.

  Arejar os pensamentos e reciclar as memórias infelizes que teimamos em arquivar nos escaninhos do ser.

  Repensar conceitos, refazer idéias, rever atitudes e posturas.Só assim afastaremos o desejo constante de fugir do espelho, de fugir de nós mesmos, fingindo que somos felizes e mascarando a realidade.

  Pense nisso e não lute contra a natureza, desejando segurar o tempo com as mãos.

  Não deixe que a sua sabedoria se esconda nas rugas da pele nem perca o viço entre os cabelos brancos.

  A beleza da sua alma é independente do corpo físico. A sua grandeza se reflete na sua forma de pensar, sentir e agir, e não na imagem projetada no espelho.

  Pense nisso e observe-se de corpo e alma, por inteiro.Lembre-se de que cabe somente a você a decisão de assumir a realidade e modificá-la, quando, como e se julgar necessário.Pense nisso!

  Pior do que estar insatisfeito com o corpo é a insatisfação com a própria consciência. Essa insatisfação lhe rouba a paz, a alegria, a vontade de crescer e ser feliz.

  Por isso é importante lembrar que você pode modificar essa realidade quando desejar.

Basta investir na sua melhoria íntima arejando a mente, eliminando preconceitos e adquirindo conhecimentos que lhe tragam satisfação e paz de consciência. 

Artigo retirado do site:  Momento Espírita

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

rosanemerat · Não há vista · 0 comentários
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Fev/14/2010 

Disciplina da Caridade

Milhões de pessoas se dedicam, na Terra, aos exercícios de aperfeiçoamento individual, em regime de solidão.

 

Internam-se em celas, rochas, casas e pousos agrestes; deitam-se sobre espinhos, maceram o próprio corpo, adotam posturas de auto-flagelação ou abraçam dietas de fome, procurando realizar a união com Deus, através de austeridades ascéticas.

 

Efetivamente, todos esses sistemas de auto-educação se erigem por estradas respeitáveis, cujo mérito não nos seria lícito sonegar.

 

Entretanto, com o Cristo, podemos esposar, onde estivermos a disciplina da cruz, melhorando a nós próprios e am­parando os outros.

 

Não teremos de enfrentar o jejum de sacrifício, mas seremos naturalmente chamados a severas restrições da alma com a renúncia ao apoio e ao afeto de seres queridos que nos reclamam abnegação e carinho para entenderem a vida com segurança. Não estaremos compelidos à reclusão nos ermos, no entanto, em muitos lances da existência, sofreremos ostracismo no próprio lar, exemplificando tolerância e devotamento. Não tentaremos repousar sobre pregos e espinhos, contudo, carregaremos na alma, bastas vezes, incompreensões e provas convertidas em estiletes invisíveis de angústia; e não nos veremos induzidos a exercícios que demandem tormentos corpóreos, mas, em muitos episódios do dia-a-dia, nos reconheceremos constrangidos ao esforço constante nas obras do bem, diante daqueles mesmos que nas agridem os melhores propósitos de elevação..

 

Se aspiras a encontrar libertação e burilamento, abraça a cruz de provas que a existência no mundo te oferece e, seguindo as rotas do Cristo, na disciplina da caridade, jornadearás sempre em caminho certo, porque o amor estará em ti e contigo, por fonte de vida e luz a brilhar.

 

Pelo Espírito de:  Emmanuel

Psicografia de: Francisco Cândido Xavier

Reunião Pública da Comunhão Espírita Cristã - Uberaba - MG

Fonte: Reformador - Janeiro, 1975

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

rosanemerat · 8 vistos · 0 comentários
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Fev/14/2010 

Desenvolvendo a Boa Vontade

Lázaro, o Espírito autor da comunicação intitulada "A afabilidade e a doçura" incluída por Kardec em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", começa dizendo que a benevolência para com os semelhantes é fruto do amor ao próximo, e que se manifesta na afabilidade e na doçura, desde que sejam sinceras, nascidas no coração, e não pinceladas como uma camada superficial de verniz.

Gostar das pessoas, aceitá-las e compreendê-las como são deve ser um dos desafios mais difíceis neste nosso momento evolutivo. Provavelmente por isso, pelo fato das pessoas serem como são e, não, como desejaríamos, é que nos tornamos tão irritadiços, rudes, mal humorados em certos momentos, vivendo o sentimento oposto àquele ao qual Lázaro nos convida.

Uma das causas freqüentes de nossa falta de boa vontade com algumas pessoas, inclusive muito próximas de nós, é nosso apego a idéias de como as coisas e as próprias pessoas deveriam ser. Temos um sonho a respeito de nossos pais, cônjuge ou filhos ideais, sobre como nossos colegas deviam nos tratar, sobre o carro que queríamos dirigir e a casa em que sonhamos morar, de modo que, quando o panorama geral de nossas vidas contém muito pouco ou nada do que planejamos, sentimo-nos praticamente no direito de sermos ruins, amargurados, deprimidos.

Não é raro que a vida esteja muito diferente do que programamos, mas não quer dizer que esta vida que temos não seja boa. Ninguém tem uma vida totalmente ruim, mesmo que difícil, e mais facilmente identificaríamos as bênçãos se parássemos de sofrer com nossos devaneios para encontrar a alegria da vida real.

No que se refere às pessoas, não existe um ser humano que não tenha uma qualidade. Pode ser uma que não vemos, porque estamos procurando aquela que melhor nos serviria, que mais se encaixaria no nosso sonho. Há pessoas que carregam pesados fardos de revolta toda uma existências, porque seus pais não foram o seu ideal de pais. E, ainda por cima, culpam estes pais por não terem sido como desejavam, o que é uma atitude comum.

Culpar o outro por não ser do jeito que eu quero é um absurdo, que nos faz descarregar nossas frustrações sobre ele e transformar a vida dele (que nada tem a ver com nossos delírios) numa vida horrorosa.

Seria muito mais fácil desenvolver boa-vontade nos relacionamentos, se não tivéssemos tantas projeções de paraísos ocupando nossa mente. Parar de criar fantasias, viver a realidade das pessoas e situações como elas são gera uma atitude íntima de aceitação e benevolência, sem cobranças nem frustrações, que nos faria grande bem.

Raciocine comigo: que vida é esta, a "vida boa" com que sonhamos? Um dia ouvi o Gasparetto dizer que ela é apenas um delírio, feito de fragmentos de vidas de pessoas que imagino que vivam bem, pessoas que parecem felizes e completas nos momentos em que as observávamos. Mas o que sabemos de fato sobre o todo, sobre o que acontece com elas nas vinte e quatro horas do dia? Sobre seus pensamentos, vontades, desafios, família, saúde, afetos?

O mais provável é que a vida com que sonhamos nem exista. Em vista disto, resta-nos a realidade. E quanto mais apagamos de nossas mentes a fantasia, maiores chances de descobrir elementos de prazer a alegria espalhados na vida real. E haverá mais afabilidade e doçura em nossas palavras e gestos, tornando a vida muitíssimo mais agradável.

Autor:  Rita Foelker

Extraído: http://www.jornalcem.hpg.ig.com.br/index.html

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec


rosanemerat · 5 vistos · 0 comentários
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Jan/24/2010 

A Dádiva de Viver

Por vezes, você caminha pela vida com o olhar voltado para o chão, pensamento em desalinho, como quem perdeu o contato com sua origem divina.
Olha, mas não vê... Escuta, mas não ouve. Toca, mas não sente...
Perdido na névoa densa que envolve os próprios passos, não percebe que o dia o saúda e convida a seguir com alegria, com disposição, com olhar voltado para o horizonte infinito, que lhe acena com o perfume da esperança.
Considere que seu caminhar não é solitário e suas dores e angústias não passam despercebidas diante dos olhos atentos do Criador, que lhe concede a dádiva de viver.
Sua vida na terra tem um propósito único, um plano de felicidade elaborado especialmente para você.
Por isso, não deixe que as nuvens das ilusões e de revoltas infundadas contra as leis da vida, tornem seu caminhar denso e lhe toldem a visão do que é belo e nobre.
Siga adiante refletindo na oportunidade milagrosa que é o seu viver.
Inspire profundamente e medite na alegria de estar vivo, coração pulsante, sangue correndo pelas veias, e você, vivo, atuante, compartilhando deste momento do mundo, único, exclusivo. E você faz parte dele.
Sinta quão delicioso é o aroma do amanhecer, o cheiro da grama, da terra após a chuva, do calor do sol sobre a sua cabeça, ou da chuva a rolar sobre sua face.
Sinta o imenso prazer de estar vivo, de respirar.
 Respire forte e intensamente, oxigenando as idéias, o corpo, a alma.
Sinta o gosto pela vida.
Detenha-se a apreciar as pequeninas coisas que dão sentido à vida.
Aquela flor miúda que, em meio à urze sobrevive linda,
 perfumosa, a brilhar como se fosse grande.
Sinta-se vivo ao apreciar o vôo da borboleta ou do pássaro à sua frente.
Escute os barulhos da natureza, a água a escorrer no riacho,
 ou simplesmente aprecie o céu,
 com suas nuvens a formar desenhos engraçados fazendo e desfazendo-se sobre seus olhos.
Quão maravilhosa é a vida!
Mas, se o céu estiver escuro e você não puder olhá-lo,
 detenha-se no micro universo, olhe o chão.
Quanta vida há no chão...
Minúsculos seres caminhando na terra, na grama...
A formiga na sua luta diária pela sobrevivência...
A aranha, a tecer sua teia caprichosamente,
 e tantas coisas para ver, ouvir, sentir, cheirar, para fazer você sentir-se vivo.
Observar a natureza é pequeno exercício diário que fará você relaxar, esquecer por instantes as provas, ora rudes, ora amenas, que a vida nos impõe.
Somos caminhantes da estrada, somando, a cada dia, virtudes às nossas vidas ainda medíocres, mas que se tornarão luminosas e brilhantes.
Aprenda a dar valor à dádiva da vida. Isso fará o seu dia se tornar mais leve e, em silêncio, sem palavras, sem pensamentos de revolta,
 você terá tido um momento de louvor a Deus.
Aprenda a silenciar o íntimo agitado e a beneficiar-se das belezas do mundo
 que Deus lhe oferece.
A sabedoria hindu aprecia, na natureza,
 o que Deus desejou para ela: que fosse aliada do homem no seu progresso,
 oferecendo o alimento, dando-lhe os meios de defender-se das intempéries.
E, sobretudo, sendo o seu colírio diário suavizando as aflições da vida.

(autor desconhecido)
 
 
* * *
 
“O Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia. Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.” – Allan Kardec
 
Site:  www.luzdoespiritismo.blogger.com.br
Grupo de Estudos Allan Kardec
rosanemerat · 13 vistos · 0 comentários
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Jan/03/2010 

Colhendo Pedras

Para o Espírito não existe velhice nem desgaste. É sempre novo, porque nele tudo se renova. Suas possibilidades se revigoram na experiência, desdobrando-se em novas capacidade. Ninguém se faz velho por ter vivido um determinado número de anos (só o corpo). Há envelhecimento, quando há desânimo, quando se volta as costas para os ideais. Os anos enrugam a pele mas o abandono do entusiasmo faz rugas na alma. A dúvida, a falta de confiança em si próprio, o temor e a desesperação, são os largos, larguíssimos anos, que fazem inclinar a cabeça e submergir o Espírito.

És tão jovem como a tua fé, e tão velho como a tua dúvida; tão jovem como a confiança em ti mesmo, e tão velho como o temor; tão jovem como tua esperança e tão velho como desesperação.

Hoje somos aquilo que fizemos ontem. Portanto acreditemos, amanhã será aquilo que fizermos hoje. Então façamos o melhor.

Na vida tudo recomeça! O dia, a noite, as estações, as marés e vazantes. Mas a natureza é cíclica e repetitiva. Nós, não. Nós podemos recomeçar sempre em nível melhor, com a experiência passada.

Sempre que uma pessoa passa por uma forte experiência de perda ou enfermidade, vê-se defronte um convite de recomeço; uma necessidade urgente de correção ou de readaptação. E pode recomeçar melhor! Seja um novo lar, uma vida nova, um novo emprego, uma nova atividade, uma transformação de hábitos, em prol da saúde — se invoca Deus com fé. Ele lhe infunde poder, descortínio e decisão para reconstruir sua vida.

Considera-se fé a confiança que se deposita na realização de determinada coisa, a certeza de atingir um objetivo. Assim, ela confere uma espécie de lucidez, que faz antever pelo pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança, por assim dizer, infalivelmente.

A fé sincera e verdadeira é sempre calma. Confere a paciência que sabe esperar, porque estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao fim.

A fé robusta confere a perseverança, a energia e os recursos necessários para a vitória sobre os obstáculos, tanto nas pequenas como nas grandes coisas.

Pela fé o ser humano pode revelar valores desconhecidos dele próprio e canaliza-los de modo muito proveitoso à sua alma.

A fé racional e a esperança nos sustentará.

Recomece melhor! Descubra os seus dons!

A nossa vida diária se constrói com tijolos de pensamentos, emoções, reações, palavras, e experiências! Somos todos construtores! Conforme a qualidade de nossa vida e de nossos propósitos, assim é a construção e aprimoramento de nossa consciência ou a sua degeneração...

Nossa consciência é formada e reformulada diariamente com a nossa vida.

Tal como construímos e mantemos nossos lares; assim como organizamos e levamos avante nossos negócios — com maior ou menor empenho e zelo — assim também com nossa consciência, que reflete em nossa alma e em nossa felicidade.

Pelo conhecimento e prática sincera da verdade estamos aprendendo a manejar sabiamente a nossa vida. Escolher, manter e aprimorar pensamentos retos; evitar emoções negativas e cultivar sentimentos nobres; tomar consciência de nossas palavras e atitudes; agir sensatamente — por certo assegurará uma rica consciência, que nos abençoará profusamente com progresso interno e externo. É claro que isto pressupõe aspiração, que as pessoas de íntimo elevado alimentam. E também disciplina, que bem mostra nossas convicções. O certo é que, desse modo, conquistamos o respeito dos homens e as bênçãos de Deus.

Por que haveremos de viver vulgarmente, cedendo às inclinações da personalidade, por negligência, ausência de ideal ou preguiça?

Podemos dizer que a nossa vida e semelhante a uma caravana que caminhava no deserto penosamente num terreno árido, poerento. As pessoas que a compunham tinham uma fé absoluta no guia e, confiadamente, entregavam-lhe a ele todas as decisões. Gostavam de o fazer, sobretudo quando, devido ao intenso calor do sol, ele decidia que viajassem de noite, reservando o dia para dormir.
Certa noite, após uma jornada particularmente esgotante, o guia, de repente, exclamou:
— Alto! Deter-nos-emos aqui por alguns momentos. Como vêem, atravessamos, neste momento, um terreno invulgarmente pedregoso. Quero que se abaixem e apanhem todas as pedras que consigam alcançar. Talvez consigam encher as bolsas e levá-las assim cheias para casa. Temos que fazer isso depressa! — proseguiu, batendo as palmas — temos apenas cinco minutos; depois disso, retomaremos a marcha.
Os viajantes, que apenas desejavam um prolongado descanso e um sono repousante, pensaram que o guia tinha enlouquecido.
— Pedras?! — disseram eles — Quem pensa ele que somos nós?
Somente alguns fizeram o que o guia sugerira: puseram nas bolsas uns quantos punhados de pedras soltas.
—  Bem, agora chega! — disse o guia — Temos que andar de novo!
Enquanto continuavam a difícil caminhada, durante o resto da noite, todos se encontravam demasiado cansados para se darem ao incomodo de falar. Mas todos continuavam a perguntar a si mesmos o que poderiam significar as estranhas ordens daquele guia.
Quando o sol se levantou no horizonte, a caravana deteve-se de novo. Todos armaram as suas tendas. Os poucos viajantes que tinham apanhado as referidas pedras puderam vê-las detidamente pela primeira vez. Assombrados, começaram a gritar:
— Santo Deus! Todas elas são de cores diferentes! E como brilham! Realmente são pedras preciosas!
Mas esta sensação de júbilo depressa deu lugar a outra de depressão e abatimento:
— Por que não tivemos o bom senso de seguir as ordens do guia? Se assim fosse, teríamos apanhado o maior número de pedras possível!
A viagem da vida e semelhante a esta história, muitas vezes caminhamos por terrenos áridos, outras vezes encontramos um oásis, outras caminhamos por terrenos pedregosos, mas tudo isso é para que consigamos a perfeição.

As vezes, não compreendemos o motivo dessas dificuldades, e praguejamos contra Deus e contra tudo, mas mesmo assim, temos que continuar caminhando, nesse trajeto muitos de nós não se revolta, mas procura tirar bom proveito dessa situação, tem esperanças de um dia melhor e, aproveitam para aprender com essas dificuldades, começam a conhecer e, suas mentes claream, com isso a fé se robustece, e os problemas agora não mais os fazem sofrer. Começam a compreender seus semelhantes, sentem agora necessidade de ajudá-los e, fazem de tudo para os ensinar e facilitar sua caminhada.

Nós sempre teremos que andar com esforço próprio, de vez em quando  encontraremos um cirineu que nos dará uma ajuda, assim como, também nós, ajudaremos outros. Mas o mérito está em conseguir chegar lá no apogeu com esforço próprio. E todos nós estamos juntos nessa caminhada. Podemos fazer esta viajem de uma maneira alegre, nos dando as mãos e apoiando-nos mutuamente.

Temos as lições e os exemplos de Jesus por nosso guia e as pedras no caminho serão jóias quando a olharmos detidamente. Assim, não podemos dispensá-las. Temos que ter fé. Apanhá-las, e guardá-las com carinho. Porque a vida será o buril que as farão brilhar com todo o vigor tal qual o diamante.

Podemos pedir a Deus nosso Pai, forças para superar os percalços que encontramos no caminho.

Vamos abrir a sacola, vamos ver as pedras que colhemos, isto é, se confiamos no nosso guia e as pegamos, com certeza a caminhada valeu a pena, caso contrário, não desanimemos, pois o amanhã será mais uma oportunidade que Deus nos oferece para aproveitarmos e conseguirmos também chegar ao objetivo... colhendo as pedras preciosas.

  Autor:  E. Mollo

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

rosanemerat · 768 vistos · 0 comentários
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Jan/03/2010 

Casa em Reforma

Calamidades, flagelos, conflitos, lutas, provas!...
Os quadros do mundo moderno, porém, não expressam retorno ao
primitivismo ou exaltação da animalidade.
Achamo-nos em plena via de burilamento e progresso.
A Terra assemelha-se hoje a casa em reforma.
Tudo ou quase tudo aparentemente desajustado para a justa
rearmonização.
Na altura atual dos conhecimentos humanos não será recomendável uma
revisão de valores por parte homem, considerando-se o homem na sua condição
de espírito imperecível? Conceitos enunciados pela civilização cristã, em
quase vinte séculos, são agora testados, acordando as criaturas para a
responsabilidade de viver nos padrões da imortalidade que nos é própria.
Desnível espiritual na família, criando perturbações, compelem aqueles
que a integram para a conscientização da regra de ouro. Abre-se mais
amplamente a escola da experiência, a fim de que aprendamos a respeitar os
entes queridos, tanto quanto anelamos ser respeitados.
Desentendimentos aqui e além requisitam a presença de construtores da
segurança geral.
Matriculemo-nos na concorrência ao título de pacificadores.
Incompreensões se alongam em todos os caminhos, com acusações
recíprocas entre grupos e pessoas.
Salienta-se o ensejo de mecanizarmos o perdão, imunizando-nos contra
revide ou ressentimento.
A felicidade e a paz nos processos de vivência comum reclamam a
abnegação de quantos se declaram a favor do mundo melhor.
Surpreendemos nisso expressivo concurso de valores pessoais, lançado
aos cultivadores do bem, na base da legenda evangélica: "Quem deseja ser o
maior que se faça o servidor de todos”.
Ergamo-nos para a vida sustentando a luz da esperança.
Evidentemente não temos a moradia planetária sob sentença de
extermínio.
Continuamos todos resguardados pelo equilíbrio das leis universais.
O que existe presentemente na Terra é o chamamento cada vez mais vivo
ao testemunho individual de compreensão e aperfeiçoamento, com multiplicadas
oportunidades de trabalho em louvor de nossa própria renovação.

Livro: Chico Xavier Pede Licença
Médiuns:  Herculano Pires & Francisco Cândido Xavier
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espirita Allan Kardec

rosanemerat · 12 vistos · 0 comentários
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