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05 Set 2010 
Requisitos para o Médium Seguro

A fim de colimar êxito no empreendimento das comunicações espirituais inteligentes, deve o médium que se candidata ao ministério socorrista preencher, no mínimo, as seguintes condições:

Equilíbrio – Sem uma perfeita harmonia entre a mente e as emoções, dificilmente conseguem, os filtros psíquicos, coar a mensagem que provém do Mundo Maior.

Conduta – Não fundamentada a vida em uma conduta de austeridades morais, só mui raramente logra, o intermediário dos Espíritos, uma sintonia com os Mentores Elevados.

Concentração – Após aprender a técnica de isolar-se do mundo externo para ouvir interiormente, e sentir a mensagem que flui através das suas faculdades mediúnicas, poderá conseguir, o trabalhador honesto, registrá-la com fidelidade.

Oração – Não exercitando o cultivo da prece como clima de serenidade interior, ser-lhe-á difícil abandonar o círculo vicioso das comunicações vulgares, para ascender e alcançar uma perfeita identificação com os Instrutores da Vida Melhor.

Disposição – Não se afeiçoando à valorização do serviço em plena sintonia com o ideal espírita, compreensivelmente, torna-se improvável a colheita de resultados satisfatórios no intercâmbio medianímico.

Humildade – Escasseando o autoconhecimento, bem poucas possibilidades o médium disporá para uma completa assimilação do ditado espiritual, porquanto, nos temperamentos rebeldes e irascíveis a supremacia da vontade do próprio instrumento anula a interferência das mentes nobres desencarnadas.

Amor – Não estando o Espírito encarnado aclimatado à compreensão dos deveres fraternos em nome do amor que desculpa, do amor que ajuda, do amor que perdoa, do amor que edifica, torna-se, invariavelmente, medianeiro de Entidades perniciosas com as quais se compraz afinar.

O ministério do intercâmbio mediúnico é, sobretudo, um labor de auto-burilamento, no qual o encarnado mais se beneficia.

Quem não pretende domar-se, não consegue ajudar os que se debatem na indocilidade, sob as vergastadas da frustração e do equilíbrio.

Aquele que se recusa ascender por esta ou aquela razão, na teimosia das paixões em que se demora, sincroniza mentalmente com os Espíritos rebelados que o martirizam, e cuja companhia se lhe torna habitual.

Mediunidade é faculdade psíquica que se pode considerar meio, instrumento, ponte que faculta o intercâmbio entre duas situações vibratórias.

Aquele que não prepara este meio convenientemente, jamais logra sair de si mesmo, tão vencido se encontra pela predominância da personalidade em desalinho.

Ofertemos as nossas disposições a Jesus Cristo, o Amigo Operante, que soube transformar-se no excelente Médium de Deus, deixando que a suprema vontade do Pai se lhe fizesse a própria vontade, até o momento do holocausto por amor a todos nós.

Se não formos capazes de manter o nosso concurso mediúnico em forma de testemunho de amor pelo nosso próximo, na esfera física, não teremos condição de abrir a alma em flor ao sol da misericórdia divina, em benefício dos nossos irmãos infelizes do Mundo Espiritual, que esperam por nós.

Pelo Espírito de: João Cléofas

Psicografado por: Divaldo Pereira Franco

Livro: Intercâmbio Mediúnico - Salvador, BA: LEAL, 1986, cap. 12

Site: Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan kardec
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Categorias: Mediunidade
05 Set 2010 
Resignação e Resistência

De fato, há que se estudar a resignação para que a paciência não a venha trazer resultados contraproducentes.
Um lavrador suportará corajosamente aguaceiro e granizo na plantação, mas não se acomodará com gafanhoto e tiririca.
Habitualmente, falamos em tolerância como quem procura esconderijo à própria ociosidade. Se nos refestelamos em conforto e vantagens imediatas, no império da materialidade passageira, que nos importam desconforto e desvantagens para os outros?
Esquecemo-nos de que o incêndio vizinho é ameaça de fogo em nossa casa e, de imprevisto, irrompem chamas junto de nós, comprometendo-nos a segurança e fulminando-nos a ilusória tranqüilidade.
Todos necessitamos ajustar resignação no lugar certo.
Se a Lei nos apresenta um desastre inevitável, não é justo nos desmantelemos em gritaria e inconformação. É preciso decisão para tomar os remanescentes e reentretecê-los para o bem, no tear da vida.
Se as circunstâncias revelam a incursão do tifo, não é compreensível cruzar os braços e deixar campo livre aos bacilos.
Sempre aconselhável a revisão de nossas atitudes no setor da conformidade.
Como reagimos diante do sofrimento e do mal?
Se aceitamos penúria, detestando trabalho, nossa pobreza resulta de compulsório merecimento.
Civilização significa trabalho contínuo contra a barbárie.
Higiene expressa atividade infinitamente repetida contra a imundície.
Nos domínios da alma, todas as conquistas do ser, no rumo da sublimação, pedem harmonia com ação persistente para que se preservem.
Paz pronta ao alarme. Construção do bem com dispositivo de segurança.
Serenidade é constância operosa; esperança é ideal com serviço.
Ninguém cultive resignação diante do mal declarado e removível, sob pena de agravá-lo e sofrer-lhe clava mortífera.
Estudemos resignação em Jesus - Cristo. A cruz do Mestre não é um símbolo de apassivamento à frente da astúcia e da crueldade e sim mensagem de resistência contra a mentira e a criminalidade mascaradas de religião, num protesto firme que perdura até hoje.

Pelos Espíritos de: Emmanuel e André Luiz

Psicografado por: Francisco C. Xavier e Waldo Vieira

Texto extraído do livro "Estude e Viva"

Site: Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec
05 Set 2010 
Resignação e Indiferança
"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque serão fartos". (Mateus, V,6.)


Bem-aventurados os que se revoltam contra a injustiça, mas são resignados e calmos. Ai dos indiferentes, dos acomodatícios, dos covardes, dos servis, que em proveito próprio aplaudem a injustiça!
Há muita diferença entre a resignação e a indiferença. A resignação é a conformidade ativa nos inevitáveis acontecimentos da vida. A indiferença é a submissão passiva às injustiças deprimentes. A resignação é cheia de amor, de sentimentos nobres, de elevadas paixões. A indiferença nulifica o amor, aniquila a nobreza da alma, destrói as virtudes e deprime a moral. A resignação nas provas é obediência aos decretos de Deus. A indiferença nos sofrimentos é dureza de coração e ausência de submissão à vontade divina.
O resignado é santo, porque a resignação nasce da paciência, e a paciência é filha dileta da caridade.
O indiferente é um anormal: tem cérebro e não pensa; tem coração e não sente; tem alma e não ama. O resignado não aparenta sofrimento, porque conhece a lei de Deus e a ela se submete com humildade.
O indiferente também não mostra sentir a dor, mas, orgulhoso e alheio aos ditames celestes, repele de si a idéia do sofrimento.
A resignação é excelente virtude, que precisamos cultivar; a indiferença é manifestação do egoísmo, que precisamos extirpar.
A resignação é a coragem da virtude.
A indiferença é a covardia da paixão vil.
Aquela eleva, dignifica, enaltece, santifica.
Esta deprime, desmoraliza, deprava e mata.
"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos".
Bem-aventurados os que não se submetem às injustiças da Terra, nem pactuam com os opressores, os vis turibulários das altas posições!

Autor: Cairbar Schutel
Livro: Parábolas e Ensinos de Jesus
Site: www.luzdoespiritismo.com
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Categorias: Artigos
29 Ago 2010 
Preocupação

Toda vida em nós e fora de nós está em constante ritmicidade. Por que, então, desrespeitar os mecanismos de que se utilizam as leis divinas na evolução? Por que nos afligirmos e tentarmos mudar o imutável?

Nossa percepção, hoje, nos esclarece sobre os fatos do ontem, talvez sobre acontecimentos da semana anterior ou, possivelmente, sobre eventos quase esquecidos de anos passados.

Tudo ocorre dentro de um perfeito sincronismo tempo/espaço. Não adianta nos preocuparmos com o nosso processo de aprendizado nem com o dos outros, pois, se alguém não está conseguindo caminhar convenientemente agora, é porque lhe falta algo a fazer, ou mesmo, coisas a aprender. No Universo, tudo obedece a um ritmo natural; as raízes de nossa evolução corporal/espiritual estão arraigadas nas íntimas relações com a Natureza. Em nível mais profundo, somos parte dela.

Vivenciamos conscientemente, a todo instante, os ciclos da Natureza com nossas emoções e sentimentos. Experimentamos desânimo e abatimento no transcurso de um longo período de estiagem; porém, quando a chuva cai, a nossa sensação é de alegria e prazer; ou, durante as tempestades, nossas impressões oscilam desde a apreensão até o medo. Sentimos a alma leve e feliz com o surgimento do sol, nos dias calmos e iluminados.

Há um tempo para tudo. Em verdade, os ritmos que os governam são inerentes à vida. Também nós, os espíritos domiciliados ou não na Terra física, identificamos nossos ritmos internos através das sensações da dor e do prazer, a fim de avaliarmos o "grau de acerto" de nossos atos e decisões.

Dia e noite, primavera e inverno, amanhecer e entardecer são fases da Natureza, atuando diretamente nos ritmos de nossas ocupações e procedimentos do cotidiano.

Em verdade, a nossa identificação com a Vida Superior se plenifica quando harmonizamos nossos ritmos internos com os ritmos externos da Natureza.

Propõe o professor Rivail aos Nobres Emissários: "Os seres que habitam cada mundo hão todos alcançado o mesmo nível de perfeição?" E os Espíritos respondem à questão com sabedoria: "Não; dá-se em cada um o que ocorre na Terra: uns Espíritos são mais adiantados do que outros."

Os ritmos interiores dos indivíduos se prendem ao nível evolucional/espiritual de cada um, e toda a vida no Universo está dentro de uma ordem perfeita. Tanto os astros da abóbada celeste, como os seres microscópicos do nosso planeta, todos são regidos por um Divina Ordem, que mantém trajetórias e órbitas perfeitamente alinhadas, como também os ritmos e os propósitos coerentes como grau de necessidade e progresso das criaturas e das demais criações.

Embora os ritmos biológicos de uma pessoa difiram completamente dos ritmos de outros seres, podemos encontrar rimos orgânicos semelhantes em membros de uma mesma espécie.

A ação de inspirar resulta com exata precisão em seu reverso, ação de expirar. Esta sucessão ou alternância produz um ritmo. Quando suprimimos um deles, o outro também desaparecerá, pois se submetem mutuamente. Por que aquilo que nos parece tão evidente na respiração nos passa despercebido, ou mesmo sem análise alguma, nos outros campos do conhecimento humano?

Os pulmões sustentam a vida orgânica descarregando periodicamente bióxido de carbono e absorvendo oxigênio, que é levado pelo sangue, vitalizando as células, invariavelmente. As atividades celulares nos tecidos permanecem num constante estado de multiplicação, e a respiração é contínua e compassada.

Certos ritmos que nos dirigem são considerados como qualidades inerentes à vida e não podem ser impostos pela exterioridade.

O músculo cardíaco apresenta ritmo espontâneo. As batidas do coração dispõem de seus próprios marca passos. Na aurícula direita, um minúsculo nódulo, conhecido como "sinus", à feição de um timoneiro numa antiga embarcação romana, possui uma tarefa gigante: marca o ritmo das batidas no "barco da vida". As células nervosas do cérebro detonam freqüentes impulsos que, por sua vez, repercutem na ritmicidade das ondas cerebrais, que podem ser registradas pelo eletro encefalograma.

Em todo reino vegetal e animal, a função sexual é um fenômeno periódico, desde a polinização das plantas até o ciclo menstrual das mulheres – que é o resultado direto do aumento e diminuição dos hormônios num ritmo mais ou menos mensal.

Se pudéssemos observar o interior de alguém que está correndo, veríamos, com certa regularidade, a contração de grupos alternados de músculos. Os chamados "flexores" se contraem, fazendo endireitar as articulações.

Toda vida em nós e fora de nós está em constante ritmicidade. Por que, então, desrespeitar os mecanismos de que se utilizam as leis divinas na evolução? Por que nos afligirmos e tentarmos mudar o imutável?

Como é importante caminhar, passo após passo, acompanhando nosso próprio "compasso existencial" e percebendo a hora propícia de mudança!

O dia de hoje nos fornecerá exatamente as oportunidades de que precisamos para compor com estrofes e versos harmônicos o "poema de nossa vida", cuja métrica foi antecipadamente determinada por nós no ontem. Nossas experiências da vida não acontecem por acaso. O Planejamento Divino nada faz sem um desígnio proveitoso; tudo tem sua razão de ser. Não é preciso desespero, nem preocupação; tudo acontece como tem que acontecer.

 


Espírito: HAMMED

Médium: Francisco do Espírito Santo Neto
Livro:  As Dores
da Alma.

Site:  www.luzdoespiritismo.com

29 Ago 2010 
Pessoas Especiais em Nossas Vidas

Quem são as pessoas estranhas que cruzam o nosso caminho durante a vida e o tornam diferente e melhor? Por que elas são tão importantes para nós? O que as leva a colaborar tanto? Sempre nos ajudando, de um jeito ou de outro. Quando as conhecemos não nos chamam a atenção. Parecem-nos comuns. E, com o passar do tempo tornam-se tão próximas, que as consideramos parte do mundo afetivo pessoal. A consideração crescente por elas revela um bem valioso acerca do relacionamento humano: o amor que desconhece fronteiras, provando a sua força e soberania quanto a certas ligações a pessoas estranhas em nossas vidas, embora sejam elas fundamentais nas decisões e rumos que tomamos.

Sem que se espere conhecemos alguém, que a princípio pouco se difere das pessoas comuns de nossa convivência. Às vezes, isso acontece em nossa rua, com a chegada de nova vizinha. Pode até levar um determinado tempo, porém, inicia-se uma amizade que ganha terreno a medida em que se estabelece a confiança, e a ajuda surge como parte deste tipo de relacionamento. Situações singulares como um encontro casual dentro de um ônibus, na padaria etc. Em outros casos, é no ambiente de trabalho que ocorre este fenômeno humano. Alguém que ingressa na organização que pertencemos. Ou ainda, nós mesmos, ao iniciar uma atividade profissional em novo local, cujo diretor que está nos contratando pode ser este alguém especial.

Não sabemos explicar a razão que leva estas pessoas a nos ajudar, contudo sabemos que lá estão prontas para apoiar de alguma maneira. O tempo passa e a amizade se mantém sólida, ainda que, por razões particulares, tenhamos que nos afastar: mudança de endereço ou nova oportunidade de trabalho. O coração sente, mas a vida segue. Mantemos o contato, e assim alimentamos este tipo de amizade especial, que sempre nos ajudou.

Não obstante, é chegado o momento de questionar se é a nossa vez de ajudar alguém, apoiando e tornando uma outra vida melhor. Que pessoa "estranha" receberá os nossos cuidados. Para quem seremos pessoas especiais?

Fonte:  O Mensageiro

Autor: Armando Correa de Siqueira Neto

Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

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29 Ago 2010 
Perturbação e Obsessão

Na experiência terrestre, surge sempre um instante em que indagamos de nós mesmos em que ponto nos achamos, quanto ao desajuste espiritual; e, se não estamos afundados em plena desarmonia, muitas vezes identificamo-nos em perturbação evidente. Isso porque, observado o princípio de que ninguém existe absolutamente impassível, temos a vida sentimental permanentemente ameaçada por desafios exteriores, em forma de episódios ou informes desagradáveis que se nos erigem por medida de equilíbrio e resistência, na luta moral que somos chamados a travar, na área de nossas atividades, em favor do próprio burilamanto.
Se à frente desse ou daquele sucesso menos feliz, costumamos esquecer,sistematicamente, paciência e conformação, entendimento e serenidade, então é preciso estabelecer o intervalo para reflexão, nos mecanismos da mente, a fim de que venhamos a fazes em nós mesmos as retificações necessárias. Em tais lances do cotidiano, quase sempre somos impelidos a pensar em obsessão, supondo-nos vítimas de entidades vampirizantes. O problema, porém, não se limita à influenciação espiritual dos adversários que se nos encrava na onda psíquica, mas, principalmente, diz respeito à nós mesmos. Em muitas situações e circunstâncias das existências passadas, caímos em fundos precipícios de ódio e vingança, desespero e criminalidade, operando em largas faixas de tempo contra nós próprios, comprometendo-nos o destino; daí nasce o imperativo das experiências regenerativas e amargas que se nos fazem indispensáveis qual ocorre ao aluno que se atrasou na escola, necessitado de novo exame, nas provas da repetência.

À vista de semelhantes considerações, toda vez que o sentimento se nos desgoverne, procuremos assumir com segurança o leme do barco de nossos pensamentos, na maré de provações da existência, na paz da meditação e no silêncio da prece.

Através do autocontrole, vigiaremos a porta de nossas manifestações, barrando gestos e palavras desaconselháveis, e, com o auxílio da oração, faremos luz para entender o que há conosco, de maneira a impedir a própria queda em alienação e tumulto.

Atendamos constantemente a esse trabalho de auto-imunização mental, porque, junto ao imenso número de companheiros perturbados e obsidiados que enxameiam a Terra de hoje, em toda a parte, encontramos milhares de criaturas irmãs que estão quase às portas da obsessão.


Mensagem extraída do livro "Alma e Coração"

Pelo espírito de: Emmanuel
Psicografado por:  Francisco Cândido Xavier
http://clotildes.tripod.com/obsess.html
Site:  Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

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Categorias: Obsessão

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